IMPORTAÇÃO DE INSUMOS NÃO PRECISA MAIS DE APROVAÇÃO PRÉVIA

//IMPORTAÇÃO DE INSUMOS NÃO PRECISA MAIS DE APROVAÇÃO PRÉVIA
O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) informou em seu portal, na última sexta-feira (21), a publicação no Diário Oficial da União de instrução normativa que estabelece procedimentos técnico-administrativos para o licenciamento da importação de defensivos agrícolas e de produtos técnicos e afins, eliminando a exigência de aprovação prévia no embarque do produto. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, entre os insumos, os defensivos agrícolas são de grande importância para o agronegócio e sua importação tinha como exigência adicional a anuência prévia. Isto é, o importador solicitava ao Mapa, antes do embarque na origem, a licença para trazer o produto devidamente registrado no Brasil. Isso acaba agora com a Instrução Normativa n° 26. “Optamos por suspender a exigência, eliminando uma das etapas da importação do insumo”, disse Rangel. O Mapa destaca ainda que o secretário afirmou que o procedimento adotado é seguro. Segundo ele, depois de anos de análise e de observação por parte da equipe técnica da SDA, percebeu-se que o índice de rechaço da mercadoria é zero. Até o momento, não ocorreu caso de importação de defensivo agrícola sem o seu registro no Mapa e do estabelecimento importador no órgão competente do estado ou do Distrito Federal.

Produção de soja cresce graças a avanço de área

O impressionante avanço da soja nas últimas duas décadas no Brasil, quando a produção aumentou a uma taxa anual de 13,4%, foi puxado pela expansão da área plantada – principalmente sobre pastagens degradadas -, que superou 1 milhão de hectares por ano e totalizou, na safra 2015/16, 58,3 milhões. É o que informa o jornal Valor Econômico nesta segunda-feira (24). Alardeados com certa frequência, os ganhos de produtividade que ajudaram a ampliar a colheita para 95 milhões de toneladas no ciclo passado foram de, em média, 1,42% ao ano no período. Pesquisadores da Embrapa Soja, com sede em Londrina (PR), analisaram a expansão da oleaginosa, que é o carro-chefe do agronegócio nacional, nos 15 Estados onde a cultura tem alguma relevância. E constataram que o Mato Grosso, líder na produção nacional de soja, destaca-se com taxa média de crescimento de 360 mil hectares por ano. Rio Grande do Sul e Paraná vêm na sequência dos maiores Estados produtores, e também apresentaram elevadas taxas absolutas de aumento de área (115 mil hectares/ano e 143,9 mil hectares/ano, respectivamente). “Em termos relativos, Pará e Rondônia foram os que registraram os maiores crescimentos percentuais de área durante as últimas 20 temporadas agrícolas. Para a Embrapa, o rendimento não mostrou avanços tão expressivos como a área cultivada, pois a produção ocupou sobretudo áreas de pastagem degradada, herdadas da pecuária e caracterizadas principalmente pela baixa produtividade”, diz parte do texto.

Com Kepler Weber, AGCO busca novos mercados na América do Sul

A aquisição da gaúcha Kepler Weber, fabricante de silos e equipamentos para armazenagem de grãos, pela AGCO deve ajudar a multinacional americana a avançar no mercado da América do Sul. Em entrevista ao Valor Econômico, o diretor de relações com investidores da AGCO, Greg Peterson, afirmou que a aquisição permitirá que empresa a aumente a presença também nos países vizinhos ao Brasil. Uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, a AGCO teve apenas 12,4% da receita total originária da América do Sul em 2016, enquanto 24,4% da receita de vendas teve origem na América do Norte. A intenção de avançar na América do Sul está alinhada com os planos da Kepler Weber, que já estavam em curso. Em junho, Olivier Colas, vice-presidente da empresa brasileira, afirmou ao Valor que a estratégia é ampliar as exportações com foco nos países da América Latina. “O objetivo é elevar a participação nas exportações totais do segmento na região de 35% para 50% em dois anos. Pela primeira vez no ano, as vendas de máquinas tiveram resultado mensal inferior ao de igual mês de 2016. Conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas somaram 4.051 unidades, queda de 1,2% em relação a junho de 2016”, destaca o Valor.

Incoerência no comércio agrícola

Com uma safra recorde de 240 milhões de toneladas de grãos e exportações beirando os US$ 100 bilhões, é notável o sucesso do agro brasileiro. O ministro Blairo Maggi tem liderado incansável batalha para ampliar o acesso dos produtos do agro brasileiro. Conforme Marcos Sawaya Jank, especialista em questões globais do agronegócio e colunista da Folha de S.Paulo, um dos problemas mais críticos que o ministro enfrenta ao tentar abrir mercados é a mentalidade autárquica de autossuficiência que domina toda a economia brasileira, incluindo o agronegócio. “Segundo levantamento do Ministério da Agricultura, a União Europeia lidera o ranking do comércio no agro mundial, exportando US$ 151 bilhões e importando US$ 157 bilhões em 2016. Em segundo lugar vêm os EUA, com exportações de US$ 149 bilhões e importações de US$ 147 bilhões. Em terceiro, a China, que exporta US$ 73 bilhões e importa US$ 111 bilhões e detém o maior deficit comercial do planeta. Em quarto lugar vem o Brasil, com exportações de US$ 72 bilhões e importações de apenas US$ 11 bilhões. Muitos mercados de alto valor para o Brasil continuam fechados porque o Brasil se recusa a importar pequenos volumes de produtos em setores que não conseguem ver que o mundo é definitivamente maior que o Brasil, ao menos no agronegócio”, enfatiza a coluna.

NA IMPRENSA

Mapa – Safra brasileira de grãos deve alcançar 288,2 milhões de toneladas em 10 anos

Mapa – Importação de insumos não precisa mais de aprovação prévia

Mapa – Brasil é o primeiro país a aderir ao banco de vacinas contra febra aftosa na América Latina

O Estado de S.Paulo – BroadCast – Iraquiano investe no Brasil para exportar bois vivos

Folha de S.Paulo – Marcos Sawaya Jank – Incoerência no comércio agrícola

Folha de S.Paulo – Trabalhador rural sofre com recessão e seca no Nordeste

Folha de S.Paulo – Indústria e expansão do agronegócio criam empregos no interior

Folha de S.Paulo – Editorial – Temer ruralista

Folha de S.Paulo – Empresa da família de ministro leva 70% do subsídio a milho em programa

Notícias Agrícolas – Importação de insumos não precisa mais de aprovação prévia

Brasil Agro – Safra 2017/18 de soja do Brasil pode cair para 110,6 milhões, diz ministério

Brasil Agro – Indústria e expansão do agronegócio criam empregos no interior

Valor Econômico – Produção de grãos pode ir a 344 milhões de toneladas em 10 anos

Valor Econômico – Cobrar imposto de distribuidoras sobre etanol pode elevar sonegação

Valor Econômico – Com Kepler Weber, AGCO busca novos mercados na América do Sul 

Valor Econômico – Produção de soja cresce graças a avanço de área 

Valor Econômico – Etanol importado trava vendas do Centro-Sul à região Nordeste 

Zero Hora – Paulo Nogueira-Neto: devemos uma parte da produção agrícola às abelhas

Zero Hora – Integração traz ganhos de até 30% na pecuária e 20% nas lavouras

Zero Hora – Quais as principais pragas na horta e no jardim e quais os produtos alternativos de controle?

Zero Hora – Sergio De Zen e Marcos Iguma: suinocultura do futuro — para onde vai a atividade?

Zero Hora – Edegar Scortegagna: o Brasil na taça

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.