Importação de agrotóxicos gera divergência

//Importação de agrotóxicos gera divergência
Destaque mundial na oferta agrícola, o Brasil não tem a mesma sorte do lado da oferta dos insumos que impulsionam a produção, destacou o Valor Econômico nesta quinta-feira (25). O país importa 80% dos fertilizantes que utiliza e, no caso dos agrotóxicos, 90% dos ingredientes ativos ou formulados prontos para comercialização vêm de fora, segundo estimativas. Grande parte dessa dependência reflete carências naturais, mas também pesam opções estratégicas que voltaram à tona em meio à pandemia, com o aumento da preocupação com o abastecimento doméstico em diversos países. Nesse sentido, corre desde o fim do ano passado na Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) um pleito da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina) para que a tarifa de importação de produtos formulados usados na fabricação de fungicidas, inseticidas e herbicidas no país seja elevada. O pleito visa aumentos de até 8% para uma série de três Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCMs) do segmento, inseridas na Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum (LETEC), que hoje não são oneradas. Se aprovada, a mudança aconteceria em 2021. Fernanda Costa, coordenadora de comércio exterior e da área química da Abifina, diz que a alíquota atual desestimula a indústria nacional de defensivos agrícolas e gera ociosidade no parque fabril brasileiro. Em relação aos produtos técnicos, matéria-prima usada na fabricação dos formulados, Fernanda afirma que a Abifina não solicitou qualquer alteração da tarifa vigente, de 2%. A Abifina tem 36 associadas, em sua maioria da área farmacêutica. No agronegócio, representa a Ourofino Agrociências. Em resposta ao pleito da Abifina, a CropLife Brasil, entidade que congrega 35 empresas de agrotóxicos que atuam no país, pediu em janeiro à Camex a manutenção da tarifa zero para as três NCMs em questão dentro da LETEC. Além da entidade, a israelense Adama, controlada pela ChemChina, também abriu uma solicitação na mesma linha, por considerar que a elevação da alíquota pode onerar a cadeia produtiva agrícola e se refletir em aumento de preço dos alimentos. “O impacto ocorreria em todo o mercado, pois essas NCMs representam importações de importantes fungicidas, herbicidas e inseticidas utilizados nas lavouras de soja, milho, café, algodão, cana e hortifrútis”, afirmou a Adama, em nota. Christian Lohbauer, presidente executivo da CropLife Brasil, diz que a importação de produtos pela indústria de defensivos gera empregos locais e investimentos em seu envase, rotulagem e transporte. “A alíquota zero não deve ser encarada como renúncia fiscal. A inclusão de NCMs na LETEC passa por procedimentos previamente estabelecidos, análise técnica e de viabilidade econômica para a concessão dos tratamentos excepcionais”, diz.

Bayer vai pagar US$ 10,5 bi para encerrar ações que ligam herbicida à base de glifosato a câncer

A Bayer disse na quarta-feira (24) que chegou a um acordo de US$ 10,5 bilhões (R$ 55,7 bilhões) para encerrar dezenas de milhares de processos legais nos Estados Unidos que afirmam que o herbicida Roundup (à base de glifosato), fabricado pela companhia, causa câncer. Segundo a Folha de S.Paulo é um marco na batalha jurídica da empresa alemã, que vem derrubando o preço da ação há quase dois anos. Os investidores esperam há muito tempo por um acordo para saber quanto a disputa custará à Bayer. O acordo desta quarta chega após meses de negociações acaloradas entre a empresa e os advogados dos queixosos. A Bayer, que também produz medicamentos, herdou milhares de processos contra a inventora do Roundup, a Monsanto, quando adquiriu a gigante agrícola americana em 2018. Três derrotas em julgamento com júri popular afundaram as ações e provocaram uma revolta entre os acionistas irritados com a administração da Bayer por mergulhar a empresa em uma das piores crises de sua história com a aquisição da Monsanto, por US$ 63 bilhões. A Bayer afirma que o Roundup é seguro e defendeu repetidamente o negócio com a Monsanto. A companhia pretende continuar vendendo o herbicida, sem modificar o rótulo. Isso criou um enigma legal inédito para a empresa sobre como poderia se proteger de futuros litígios. Como parte do acordo, a Bayer disse que pagará entre US$ 8,8 bilhões e US$ 9,6 bilhões para encerrar as reivindicações de advogados que representam cerca de 95 mil queixosos. A companhia disse que reservará US$ 1,25 bilhão para trabalhar no sentido de uma resolução de futuras queixas, incluindo criar e financiar um painel para avaliar se o produto causa câncer para ajudar no litígio atual. Os produtos Roundup da Bayer continuarão à venda, o que significa que, na teoria, qualquer pessoa poderá futuramente processá-la por motivos semelhantes. O executivo-chefe da Bayer, Werner Baumann, havia insistido que um acordo incluísse uma solução para proteger a Bayer de nova onda de processos. Investidores disseram que um acordo na faixa de US$ 10 bilhões seria considerado um bom negócio para a empresa. O Wall Street Journal reportou anteriormente que um acerto nessa faixa seria discutido. O acordo não dá à Bayer a paz imediata pela qual a companhia vem lutando. Deixa cerca de 25 mil a 30 mil reclamações pendentes. Ken Feinberg, o mediador indicado pelo tribunal, disse estar confiante que essas queixas serão resolvidas nos próximos meses.

Ministério da Agricultura diz que chegada de nuvem de gafanhotos no Brasil ‘é pouco provável’

O Ministério da Agricultura informou, nesta quarta-feira (24), que a possibilidade de a nuvem de gafanhotos da Argentina chegar ao Brasil é pouco provável, mas que continua a monitorar a situação. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) informou nesta quarta-feira (24), que a nuvem de insetos, que está em movimento dentro do território argentino, tem se dirigido rumo ao sul daquele país, em direção ao Uruguai, conforme a previsão inicial. “De acordo com os dados meteorológicos para a região Sul do Brasil, previstos para os próximos dias, é pouco provável – até o presente momento – que a nuvem avance em território brasileiro”, declarou o ministério, por meio de nota. Um grupo de trabalho do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas (DSV) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do ministério permanece em situação de alerta e mobilização, em conjunto com as equipes técnicas das Superintendências Federais de Agricultura e dos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, assim como as unidades de vigilância agropecuária do Ministério localizadas na fronteira com o Rio Grande do Sul. “Com base neste cenário, estão sendo trabalhadas estratégias passíveis de adoção para um eventual surto da praga no Brasil, caso ocorram alterações climáticas favoráveis ao deslocamento da nuvem de gafanhotos para o nosso país”, informou a pasta. O deslocamento da nuvem de gafanhotos pode ser acompanhado por meio de mapas atualizados pelas autoridades argentinas neste link. O governo declarou que, desde 2015, a formação de nuvens desses insetos nos países vizinhos da Bolívia, Paraguai e Argentina, tem ocorrido com certa frequência. Por isso, o ministério está elaborando um manual de orientações de ações de controle da praga, direcionado aos produtores rurais e aos órgãos estaduais de defesa agropecuária e de extensão rural. O ministério informou que são várias as espécies de gafanhotos que causam prejuízos econômicos no Brasil. A espécie “Schistocerca cancellata”, que forma a nuvem presente agora na Argentina, já foi responsável por várias infestações nos anos de 1938, 1942 e 1946, com focos originários da Argentina que ingressaram pela região Sul do Brasil, chegando aos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Atualmente, voltaram a causar danos na Bolívia, Paraguai e Argentina. Segundo o Mapa, diversos fatores podem originar o aumento das populações de gafanhotos, como climáticos (temperatura, umidade relativa do ar e precipitação pluviométrica acumulada), assim como predadores, parasitóides e doenças.

Syngenta escolhe o Brasil para lançar plataforma global de tecnologias e serviços digitais

Líder mundial no segmento de defensivos agrícolas, a Syngenta escolheu o Brasil para lançar a nova estrutura global de negócios voltadas à agricultura 4.0, informou o jornal O Estado de S.Paulo nesta quinta-feira (25). Batizada de Syngenta Digital, ela entrou em operação no dia 16 de junho e será operacionalizada por meio da plataforma Cropwise, guarda-chuva que congrega todas as ferramentas, tecnologias e serviços digitais antes ofertados pelas agtechs adquiridas pela companhia nos últimos anos. A nova frente chega para fortalecer os investimentos e promover o avanço do segmento dentro da empresa. “Entramos na área digital com aquisições por acreditar que era a forma mais rápida de ter bons produtos. Compramos quatro empresas ao redor do mundo, a Strider no Brasil, a Ag Connections e FarmShots nos Estados Unidos e a russa Cropio”, diz André Savino, diretor de Marketing da Syngenta no Brasil. No Brasil, a entrada da Syngenta no universo digital aconteceu em 2017. Na época, a companhia analisou todas startups do agro no mercado e selecionou a mineira Strider, devido à maior sinergia com seus negócios e objetivos. Com expertise em monitoramento em tempo real de pragas e doenças na lavoura, a Strider já tinha uma boa penetração entre os agricultores e a vantagem de ser uma plataforma que permite a colaboração de outras agtechs, bem na linha de “ecossistema de inovações”, conceito que a Syngenta valoriza por entregar ao produtor tecnologia de forma simplificada. Hoje, as tecnologias e serviços digitais oferecidos pela Syngenta atingem mais de 2.500 produtores brasileiros, cobrindo uma área de 4,5 milhões de hectares de plantações de soja, milho, café, algodão de FLV (frutas, legumes e verduras). Mas o objetivo com a Cropwise é aumentar a abrangência e englobar agricultores de todos os portes. A estratégia da Syngenta é usar as mais de 200 revendas e as cooperativas espalhadas pelo Brasil para divulgar o portfólio de produtos digitais da Cropwise. Inicialmente, a plataforma está alicerçada em dois braços. O Cropwise Protector, como o próprio nome já diz, detecta precocemente o aparecimento de pragas e doenças, por meio da geração de mapas de calor em toda a propriedade, permitindo que o produtor aja com rapidez para proteger a lavoura. Já o Cropwise Imagery é uma evolução do sensoriamento remoto, que possibilita ao empresário rural fazer a gestão da fazenda à distância, a partir de imagens de satélite. Outra frente de tecnologia que está sendo desenvolvida pela Syngenta Digital diz respeito à contagem de estande, utilizando a inteligência artificial para deixar o processo de coleta de dados no campo mais simples, ao realizar automaticamente o reconhecimento e a contagem das plantas a partir da análise das imagens da lavoura. Este processo conta com maior precisão nas avaliações, além de dispensar a apuração manual, gerando menos desgaste às equipes de campo. A estrutura de negócios digitais da Syngenta está alinhada ao posicionamento da empresa no âmbito da sustentabilidade. Neste quesito, a companhia tem por objetivo oferecer todo ano pelo menos duas inovações, que ajudem o agricultor a enfrentar os impactos causados pelas mudanças climáticas. Isso já acontece com o portfólio de ferramentas disponíveis na Cropwise, já que o produtor consegue fazer um uso mais racional de defensivos agrícolas, o que o torna mais sustentável ambientalmente e financeiramente. Em outras palavras, por meio de um acesso ampliado a soluções digitais, o agricultor identifica exatamente onde começou a infestação de uma praga ou doença, direcionando a aplicação aos locais exatos, evitando a proliferação por outros talhões, o que resulta em um uso mais racional de defensivos e, consequentemente, na redução dos custos para a propriedade. O Brasil foi escolhido para o lançamento global da plataforma devido à importância do país na arena do agronegócio mundial. “O País está na vanguarda das tecnologias digitais e hoje representa cerca de 20% das vendas da Syngenta no mundo”, diz Savino. Mas a novidade será anunciada nos Estados Unidos Rússia e Ucrânia ainda este ano. Para saber mais detalhes, confira a live com o diretor de Marketing da Syngenta no Brasil, que acontece em 29 de junho, a partir das 14hs.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Monocultura e mudanças climáticas favorecem formação de nuvem de gafanhotos

Folha de S.Paulo – Bayer vai pagar US$ 10,5 bi para encerrar ações que ligam herbicida à base de glifosato a câncer

O Estado de S.Paulo – Ministério da Agricultura diz que chegada de nuvem de gafanhotos no Brasil ‘é pouco provável’

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O Estado de S.Paulo – Mourão diz que crítica de investidores sobre desmatamento será respondida com ‘verdade e trabalho’

O Estado de S.Paulo – O agro salva. Se o governo não atrapalhar

O Estado de S.Paulo – Bolsonaro culpa desinformação por imagem ambiental negativa do Brasil no exterior

O Estado de S.Paulo – Nuvem de gafanhotos leva governo a declarar estado de emergência fitossanitária em dois estados do Sul do país

O Estado de S.Paulo – Esqueceram o elefante na sala

Valor Econômico – Exportações de soja, milho e açúcar deverão crescer 8,5% em Paranaguá no 3º trimestre

Valor Econômico – Aumento do número de casos de covid em MT preocupa produtor

Valor Econômico – Gafanhotos levam governo a declarar estado de emergência fitossanitária no RS e em SC

Valor Econômico – Ministério cria projeto-piloto de seguro rural voltado a operações do Pronaf

Valor Econômico – IGC eleva estimativa para colheita mundial de grãos em 2020/21

Valor Econômico – Importação de agrotóxicos gera divergência

Valor Econômico – Santander inaugura 40ª loja dedicada ao agronegócio

CNA – Criado por equipe técnica do Senar/MS, ‘nota do apiário’ é indicador de desempenho para produtores do estado

CNA – Prejuízos com a seca representam 7,36% do PIB do estado, aponta Farsul

CNA – O empreendedor e presidente da Comissão Jovem Rural da FAEA, Macaulay Souza, é eleito uma das 30 jovens lideranças sustentáveis mundiais

CNA – Sustentabilidade na visão da ATeG é tema de transmissão ao vivo do Senar

CNA – Inclusão Digital Rural capacita moradores de Querência

CNA – Clima seco e mercado em alta favorecem cenário para o trigo no Paraná

CNA – CNA e Conab planejam parceria para geração de informações no agro

Mapa – Mapa lança projeto-piloto para estimular a contratação de seguro rural entre os produtores enquadrados no Pronaf

Mapa – Portaria declara emergência fitossanitária no RS e em SC, para que governos possam fazer ações preventivas

Mapa – Nuvem de gafanhotos continua a se deslocar em direção ao Uruguai, informa serviço argentino ao Mapa

Embrapa – Embrapa Territorial é mencionada em relatório para o Parlamento Europeu

Embrapa – Cafés da espécie arábica atingem 83% e de conilon 17% do faturamento bruto estimado para as lavouras cafeeiras em 2020

AgroLink – Empresa especialista em soluções de gestão para o agro abre escritório em MG, BA e SP

AgroLink – IGC eleva projeção para safras globais de trigo e milho 2020/21

AgroLink – Proteína Harpin permite produtor lidar melhor com o estresse hídrico

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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