Ibravag quer popularizar o uso de aviões na agricultura brasileira  

//Ibravag quer popularizar o uso de aviões na agricultura brasileira  
A agricultura brasileira é, sem dúvida, uma das mais expressivas do mundo e é responsável por prover alimentos e matéria prima para diversos países. Para se ter uma ideia, o setor exportou o equivalente a mais de US$ 96 bilhões em 2019. Diante de tamanha produção e de extensas lavouras a serem percorridas, o Ibravag quer popularizar o uso de aviões na agricultura brasileira. O Blog MFRural apresentou, nesta sexta-feira (6), mais informações a respeito do instituto e suas propostas. “Quando o assunto é agricultura brasileira, alguns dados são realmente impressionantes. Um exemplo disso é que, atualmente, o país figura como o maior exportador mundial de soja. Além do mais, a área plantada com lavouras no Brasil ultrapassa os 75 milhões de hectares, sendo que os grãos representam 83% desse total. O uso de aviões na agricultura é voltado à aplicação de fertilizantes, defensivos e sementes nas culturas. Considerando-se a extensão das lavouras e o número de plantações espalhadas pelo país, é válido afirmar que se trata de um método extremamente rápido e eficaz. Muitas culturas, ainda, se tornam inviabilizadas sem o uso de aviões agrícolas. E é justamente esta a proposta do Ibravag – Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola -, isto é, popularizar o uso de aviões na agricultura brasileira. De acordo com o presidente da entidade, Julio Kämpf, é necessário aumentar a participação das aeronaves no cenário nacional, especialmente nas lavouras de algodão e soja, propícias para alavancar o negócio da aviação agrícola. Aliás, a localização do Ibravag não é à toa. O Rio Grande do Sul é o estado que mais emprega a pulverização aérea em suas lavouras, principalmente de arroz. Também é um dos estados com maior concentração de empresas de aviação agrícola no país. Se depender da frota brasileira de aviões agrícolas, a proposta do Ibravag pode ser um bom negócio para o setor. Isso porque, de acordo com um levantamento do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), o número de aviões agrícolas no país registrou um crescimento superior a 50% em um período de dez anos. Desse modo, a frota brasileira é a segunda maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 2 mil aeronaves registradas, um número certamente positivo para a agricultura. O Ibravag foi criado no dia 22 de maio de 2018 e está situado na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A organização surgiu durante uma reunião do SINDAG. O Ibravag nasceu em meio à necessidade de informar a sociedade sobre a relevância da aviação na agricultura. Além disso, o instituto tem outros objetivos, tais como a congregação e articulação de todo o setor, a promoção de encontros, congressos e estudos em parceria com universidades e a defesa da aviação agrícola em projetos de lei. Com o propósito de informar os profissionais da área de aviação agrícola e os interessados no tema, o Ibravag lançou a revista Aviação Agrícola, uma publicação trimestral de abrangência nacional. O instituto também promove diversos cursos acerca da regulamentação do uso de aviões agrícolas, bem como oferece instruções sobre a aplicação dos produtos. O intuito é trabalhar o tema entre os pilotos e melhorar a educação em relação ao assunto”, diz a publicação.

Embrapa seleciona 20 startups do agronegócio para programa de inovação

Vinte startups selecionadas pelo programa Pontes para a Inovação, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e parceiros privados, foram apresentadas ao mercado nesta quinta-feira (5), em evento realizado em Piracicaba (SP). Segundo o jornal O Estado de S.Paulo as escolhidas se destacaram entre 250 projetos inscritos em todo o País. Nove delas venceram desafios de inovação propostos pelos centros de pesquisa das unidades da Embrapa nas cinco regiões brasileiras. As outras 11 participaram da chamada aberta e foram selecionadas pela Embrapa e parceiros entre 60 projetos apresentados. Conforme Cleber Oliveira Soares, diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, a plataforma foi desenvolvida em conjunto com 18 outros atores-chave do agronegócio com o objetivo de trazer empresas que usam o conhecimento e a tecnologia para gerar novos negócios. As 11 empresas reveladas nesta quinta-feira (5), são: Agrobee, de Ribeirão Preto (apicultura e polinização); DigiFarmz, de Porto Alegre (manejo de doenças); Busca Terra, de Campinas (mercado imobiliário rural); Bioin Food, de Campinas, (leveduras e fermentos); Dominus Soli, de São João da Boa Vista (pulverização aérea); YLive Biotecnologia, de São Paulo (soluções biotecnológicas acessíveis); BirdView, de Botucatu (implementos para insumos biológicos); Agritel, de Londrina (desempenho de máquinas); Amipa, de Uberlândia (cotonicultura); Da Natu, de São Paulo (bebidas saudáveis) e Agryo, de Brasília (soluções financeiras). Elas se juntam às empresas vencedoras dos desafios de inovação da Embrapa: Agro Finanças (Ideas for Farm); Eirene Solutions (Startup Open Innovations); Farmly (Avança Café); Izagro (TechStart); Kemia (InovaPork); Neoprospecta (Gado de Corte 4.0); Olho do Dono (Pitch Deck Agtech); ScanFito (Avança Café) e Volutech (Ideas for Milk). No salão da AgTech Garage, que sediou o evento, foram apresentados projetos de inovação para vários segmentos do agronegócio brasileir, como o da ASA, do Piauí. A startup desenvolveu um sistema de gestão que permite ao pequeno produtor rural monitorar a produção agrícola e pecuária pelo celular. A empresa detectou que 66% dos 2 milhões de agricultores do Nordeste não usam nenhuma ferramenta de gestão, mas 95% utilizam o aparelho. “Com o sistema, ele consegue planejar os plantios, calcular custos e receita e ainda acessar os órgãos de assistência e empresas. É a extensão rural de forma digital”, disse o agrônomo José Bonifácio.

Comissão da Medida Provisória da regularização fundiária votará relatório na terça-feira (10)

A comissão mista destinada a analisar a MP 910/2019, medida provisória que estabelece novos critérios para a regularização fundiária de imóveis da União e do Incra, deve votar na terça-feira (10), a partir das 14h30, o relatório produzido pelo senador Irajá (PSD-TO), informou a Agência Senado nesta quinta-feira (5). A regularização de que trata o texto inclui assentamentos ocupados até maio de 2014, com área de até 15 módulos fiscais. Com a medida, o governo argumenta que beneficiará cerca de 300 mil famílias. O módulo fiscal é uma unidade fixada para cada município pelo Incra e varia de 5 a 110 hectares. A medida provisória altera a Lei 11.952, de 2009, que até então limitava a regularização a imóveis de até quatro módulo fiscais, ocupados até julho de 2008, e apenas na Amazônia Legal, abrangendo a totalidade dos estados do Acre, do Amapá, do Amazonas, do Pará, de Rondônia, de Roraima e de Tocantins, além de parte do Maranhão e do Mato Grosso, perfazendo uma superfície de 5.217.423 km², o que corresponde a cerca de 61% do território brasileiro. A medida provisória recebeu 542 emendas. Em audiência pública realizada em 4 de março, Irajá comunicou que rejeitará todas as emendas que possam estimular o desmatamento, anistiar produtores inadimplentes ou legalizar a grilagem de terras. “A ideia é tentar desburocratizar com transparência e responsabilidade o procedimento de titulação de terras da União, com atenção redobrada para os pequenos agricultores”, afirmou. Irajá informou que deverá admitir, em seu relatório, as emendas que garantem gratuidade nas taxas cartorárias e do Incra para os pequenos produtores, com o objetivo de criar uma “legislação que atenda a 99% dos brasileiros de boa-fé”.

Dólar favorece margem das usinas com açúcar

O Valor Econômico divulgou nesta sexta-feira (6) que, para aquela que vinha caminhando para ser “a safra do etanol” para as usinas de cana, com produção recorde do biocombustível e preços nas alturas, as vendas de açúcar neste último trimestre da temporada 2019/20 podem acabar turbinando os resultados financeiros da temporada. As empresas que tinham espaço físico e fôlego financeiro para estocar o adoçante e não haviam travado a taxa de câmbio estão agora obtendo preços melhores em reais com a exportação da commodity. O principal motivo para o ambiente mais otimista neste trimestre está na escalada do dólar, que não para de renovar recordes. Ainda que os preços do açúcar estejam recuando nos últimos dias na bolsa de Nova York, os preços tiveram um salto relevante desde o início do ano e, combinados com o movimento do câmbio, vêm oferecendo uma oportunidade há muitos anos não vista para aquelas que ainda tinham açúcar sem o preço travado no mercado. “Ninguém contava com essa desvalorização cambial neste trimestre, que tem remunerado substancialmente o açúcar, enquanto a maior parte dos insumos, importados, foram comprados antes, com câmbio menor”, observou Haroldo Torres, da consultoria Pecege. Considerando os preços e volumes do açúcar bruto exportado entre janeiro e fevereiro, reportados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, assim como as taxas médias de câmbio, as cotações em reais do açúcar embarcado neste bimestre foram 16% maiores do que um ano antes, superando R$ 1.200 por tonelada. Mas ainda há muito mais açúcar a ser exportado neste mês, indicando que as receitas com o adoçante tendem a ganhar mais corpo nos balanços deste trimestre. O line-up da agência Williams Brazil mostrava, até 4 de março, que havia 986 mil toneladas a serem embarcadas em 23 navios programados para partir até a terceira semana, enquanto um ano antes o volume era de apenas 377 mil toneladas. Quem está preferindo garantir suas vendas no mercado interno também não está para trás. O preço médio do açúcar cristal está 11% maior no acumulado deste trimestre do que um ano antes, a R$ 76,34 a saca de 50 quilos, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

NA IMPRENSA
Agência Câmara – Mudança em composição da comissão nacional de biodiversidade poderá ser suspensa

Agência Senado – Comissão da MP da regularização fundiária votará relatório na terça

O Estado de S.Paulo – Embrapa seleciona 20 startups do agronegócio para programa de inovação

Mapa – Análise e emissão de títulos fundiários para pequenos e médios agricultores será online

Mapa – PIB do setor agropecuário cresceu 1,3% em 2019

Mapa – Contratação de crédito por pequenos e médios agricultores continua em crescimento na safra 2019/2020

Valor Econômico – Vendas de máquinas agrícolas no mercado doméstico continuam fracas

Valor Econômico – Embrapa seleciona 20 startups do agronegócio para programa de inovação

Valor Econômico – Dólar favorece margem das usinas com açúcar

Valor Econômico – Fixação de preços de açúcar alcança 78% dos embarques de 2020/21, diz Archer

Valor Econômico – Contratações de crédito rural via LCA estão 5% menores em 2019/20

Valor Econômico – Margarita Louis-Dreyfus enfrenta resistência em vender fatia na LDC, diz agência

AgroLink – Tecnologia permite economia de 92% de defensivos

AgroLink – Equipamento economiza até 15% em fertilizantes

AgroLink – Expodireto contribui para levar informação aos alunos das escolas agrícolas

AgroLink – Qual é a produtividade das lavouras experimentais do Parque da Expodireto?

Notícias Agrícolas – Café volta a registrar baixas em NY, acompanhando demais commodities agrícolas

Rondo Rural – Competência feminina impacta desenvolvimento científico e o agronegócio

Blog MFrural – Ibravag quer popularizar o uso de aviões na agricultura brasileira

Racismo Ambiental – Antiga Dow Agrosciences é campeã em acionar Justiça para flexibilizar controle de agrotóxicos

Mix Rondônia – MP divulga indenização coletiva para agricultores de Presidente Médici

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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