Grandes frigoríficos prometem carne com desmatamento zero na Amazônia até 2025 com a criação de ‘cadastro positivo da pecuária’

//Grandes frigoríficos prometem carne com desmatamento zero na Amazônia até 2025 com a criação de ‘cadastro positivo da pecuária’
A JBS, líder mundial na produção de carnes, anunciou nesta quarta-feira (23) iniciativas para combater o desmatamento, especialmente na Amazônia. Em julho, a Marfrig, outro grande frigorífico brasileiro, também anunciou medidas neste sentido. Segundo o G1, as iniciativas surgem em um contexto em que o desmatamento na Amazônia e os incêndios no Pantanal colocam o Brasil novamente como alvo de questionamentos internacionais por conta de sua política ambiental. Entre os anúncios da JBS desta quarta, estão a criação de um fundo para financiar projetos sustentáveis na região e o mapeamento de toda a cadeia de fornecedores da companhia. Esta última iniciativa pretende atacar um dos pontos que mais associam a pecuária ao desmatamento ilegal, que são os fornecedores indiretos. O motivo é que existem algumas triangulações, já apontadas pelo Ministério Público, entre pecuaristas irregulares, que vendem animais para produtores rurais que estão em dia com a lei, para que eles possam comercializar o gado com o frigorífico. Essa brecha acaba mantendo na atividade criadores que podem ter cometido crimes ambientais ou ter utilizado de mão de obra análoga à escravidão. Até o momento, as empresas costumam monitorar apenas seus fornecedores primários, ou seja, quem vende diretamente para a companhia. Nesse acompanhamento, a JBS afirma que mais de 9 mil propriedades rurais tiveram suas vendas bloqueadas por irregularidades. A partir deste ano, a empresa vai criar a Plataforma Verde JBS, que passará a monitorar também todos os “fornecedores dos fornecedores”, mesma proposta do Plano Marfrig Verde+. A ideia é que esses vendedores indiretos também sigam as políticas de compra das empresas, que são: Não desmatar a fazenda após 2009, seja o desmatamento legal ou ilegal; Apresentar a documentação de posse da propriedade; Fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é onde produtores colocam a localização e dados de sua propriedade para que o governo possa ver se ele está seguindo a legislação ambiental; Propriedade não pode estar em área de terra indígena, terra pública ou unidade de conservação; Não pode estar embargada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Não pode estar na lista suja do trabalho escravo da Secretária do Trabalho, antigo Ministério do Trabalho. A JBS promete que até o fim de 2025 irá comprar, em todo o Brasil, somente de pecuaristas que aderiram ao programa. A Marfrig, por sua vez, afirma que o prazo dela é de até 2025 para fornecedores na Amazônia e até 2030 para criadores dos outros biomas do país.

Pecuaristas lideram intenção de investir em tecnologia entre produtores do Brasil, diz INA

Entre 30 tipos de produtores rurais brasileiros, pecuaristas apareceram como os mais interessados em investir em novas tecnologias para ampliar a produtividade, e mais de 50% dos criadores de gado elencaram a busca do aumento de arrobas por hectare como prioridade, de acordo com estudo realizado pela empresa de pesquisa Inteligência no Agro (INA), informou o G1 nesta quarta-feira (23). O levantamento ao qual a Reuters teve acesso, feito em julho com quase 500 produtores rurais em todos os Estados do país, indicou que aproximadamente 7% dos entrevistados apontaram como prioridade o investimento em novas tecnologias nos próximos 12 meses. O tema do aumento de produtividade para os pecuaristas, que responderam por mais de 36% dos entrevistados na pesquisa, é tão importante para esta categoria como o pagamento de financiamentos já tomados. Uma parcela também disse que buscará priorizar o processamento da própria produção, assim como a agregação de valor. A pesquisa foi realizada em um momento em que o ganho de produtividade na pecuária é apontado como uma das formas de combater o desmatamento, assunto que tem mobilizado ações de frigoríficos em busca de uma maior sustentabilidade na cadeia produtiva diante da forte pressão internacional. Na pecuária, a busca por maior produtividade passa por aumento no número de animais em confinamento ou semi-confinamento, sistemas menos utilizados no Brasil, cujas criações em sua grande maioria ainda são alimentadas principalmente com pasto, e não com rações. Mais recentemente, preços recordes da arroba bovina no Brasil, acima de 250 reais, conforme indicador Boi Gordo Cepea/B3, também são incentivo para melhorar a produtividade. “Sim, favorecem muito. Outro ponto que favorece o confinamento é a possibilidade de rastreabilidade de todo o histórico do gado, aumentando assim as chances de o produto ser exportado”, disse à Reuters o sócio da INA, Edson Fávero Júnior, lembrando que na exportação a arroba tem valor maior valor. O confinamento têm possibilitado a produção de 6 a 8 arrobas por um período de 90 dias, contra a produtividade de 3 a 4 arrobas por hectare/ano, citou a INA, acreditanto que o uso desse sistema de criação intensivo deve dar um salto em 2020. “Acredito sim (em tendência de mudança), pela porcentagem alta (mais de 50%) dos pecuaristas terem respondido que irão investir no aumento da produtividade. Isso mostra que o Brasil deverá ultrapassar em breve os EUA em produtividade”, opinou Fávero Júnior. Enquanto os Estados Unidos produzem 11 milhões de toneladas/ano de carne (equivalente carcaça), com 89 milhões de bovinos, o Brasil com um rebanho mais de duas vezes maior obtém 10 milhões de toneladas, disse o especialista.

Petrobras faz doação para ajudar no resgate de animais no Pantanal

O Governo Federal anunciou nesta quarta-feira (23) que o resgate e tratamento de animais atingidos pelos incêndios florestais no Pantanal ganhou um reforço. A Petrobras fará a doação de R$ 150 mil ao Projeto Bichos do Pantanal para compra de alimentos, água, equipamentos e medicamentos. Por meio da campanha Ação Bicho Vivo, iniciada em setembro, o projeto arrecada recursos para espalhar água, comprar alimentos como frutas e milho para os animais em áreas atingidas e garantir a estrutura para o trabalho de veterinários e parceiros que fazem a avaliação clínica de animais resgatados e o atendimento emergencial. Desde 2013, a Petrobras patrocina o Projeto Bichos do Pantanal, executado pelo Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental. Diante da situação de emergência, a empresa fez o aporte adicional de recursos. A gerente executiva de responsabilidade social da Petrobras, Olinta Cardoso, destacou que a integração de esforços é fundamental para ajudar na recuperação da fauna e da flora do Pantanal. “A nossa participação nessa campanha foi com a doação de R$ 150 mil, o que dobra a meta de captação do projeto. O momento é de emergência, o Pantanal precisa de ajuda e a nossa atuação”, disse. O coordenador do programa de educação ambiental do projeto Bichos do Pantanal, Mahal Massavi, explicou o trabalho que está sendo feito, como o fornecimento de alimentos aos animais em áreas mais críticas. “A campanha Bicho Vivo, associada a uma rede de parceiros, tem o objetivo de garantir o bem-estar e a recuperação da fauna pantaneira com o fornecimento de medicamentos, apoio logístico aos profissionais e alimentação”. Os animais resgatados requerem tratamentos diferenciados. Aqueles com ferimentos mais leves são tratados pela equipe veterinária no local. Nos casos de queimaduras graves, eles são encaminhados para hospitais veterinários de Cuiabá e Goiás. O Instituto Sustentar destaca que os animais que resistiram ao fogo serão os responsáveis pela recuperação da vida na região. No último dia 15, o Governo Federal anunciou o repasse de R$ 3,8 milhões para ações de combate a incêndios florestais no Mato Grosso do Sul, especialmente na região do Pantanal. O recurso vai custear 37 ações, a serem implementadas durante 90 dias. Ele se soma a outros R$ 562,8 mil já transferidos pela União para auxiliar no enfrentamento às chamas. Já o Mato Grosso vai receber R$ 10,1 milhões em ajuda federal para o combate aos incêndios. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que, entre janeiro e 21 de setembro de 2020, foram registrados 16.119 focos de incêndio no Pantanal. As Forças Armadas atuam no combate a incêndios na região do Pantanal, desde 25 de julho, em cooperação com os órgãos federais e estaduais competentes. Inicialmente, atendendo à solicitação do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul e, posteriormente, do Mato Grosso, cuja área do Pantanal também passou a ser contemplada a partir de 5 de agosto último. De acordo com o Ministério da Defesa, participam da operação embarcações e helicópteros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, além de Fuzileiros Navais com curso de incêndio florestal.

Soluções naturais substituem antimicrobianos

A avicultura conviveu com anos de polêmica sobre o uso de hormônios no frango. A administração é proibida no Brasil desde 2004 e outra questão chegou aos debates: o antimicrobianos, destacou o portal Agrolink nesta quinta-feira (24). Usados como aditivos em rações para melhorar o desempenho das aves e como forma de prevenir doenças, as substâncias antibióticas trazem consigo alguns problemas. Entre eles a maior resistência das bactérias e a possibilidade de passarem a humanos por alimentos contaminados. Por isso o antimicrobianos estão perdendo espaço nas granjas. Cooperativas e agroindústrias investem em soluções naturais em substituição. Na C.Vale, por exemplo, já são usados ácidos orgânicos, probióticos, prebióticos e óleos essenciais, com bons resultados. A cooperativa tem capacidade para processar 600 mil aves por dia e exporta para 70 países. O médico veterinário Vinícius Duarte, supervisor de Sanidade do Departamento Avícola, explica que o trabalho vem desde 2011 e os  investimentos se concentram em testes de produtos alternativos associados às boas práticas de produção. Com o uso de soluções naturais não foram observadas mudanças de comportamentos nas aves e a substituição nas granjas é gradual devido ao custo mais elevado. Observamos um aumento de custo de produção da ração já que a dosagem e o custo dos produtos alternativos são superiores ao custo dos antimicrobianos utilizados anteriormente”, complementou. Na comunidade européia os antimicrobianos são proibidos desde 2006 e os óleos funcionais vieram como bons substitutivos. Usados de forma encapsulada na ração podem promover crescimento, ganho de peso e melhor digestibilidade. Grande parte da matéria-prima é importada e daí o alto custo mas empresas brasileiras já usam elementos da biodiversidade natural como líquido de castanha de caju, óleo de copaíba e de pimenta, com excelente potencial antimicrobiano. Os componentes naturais agem na flora intestinal e aumentam a imunidade das aves.

NA IMPRENSA

Governo Federal – Petrobras faz doação para ajudar no resgate de animais no Pantanal

Governo Federal – Força Nacional reforça combate a incêndios no Mato Grosso

Folha de S.Paulo – Negativa de estágio por ser mulher gera revolta nas redes sociais

Folha de S.Paulo – JBS quer R$ 1 bilhão em fundo para a Amazônia

Folha de S.Paulo – JBS recorre a blokchain para comprovar origem de gado na Amazônia

Folha de S.Paulo – Cenário de 2021 repete evolução favorável de 2020 para agricultura

O Estado de S.Paulo – Pelúcia para cachorro: pode ou não pode?

G1 – Importações de carne suína pela China dobram em agosto na comparação anual

G1 – Pecuaristas lideram intenção de investir em tecnologia entre produtores do Brasil, diz INA

G1 – Grandes frigoríficos prometem carne com desmatamento zero na Amazônia até 2025 com a criação de ‘cadastro positivo da pecuária’

G1 – Animais ameaçados de extinção nascem no Zoológico de Belo Horizonte durante a pandemia

G1 – Pesquisador explica aumento de aparições de animais silvestres em áreas urbanas

Embrapa – Aumento no preço do leite é abordado no Terra Sul

CNA – CNA debate comércio e meio ambiente em evento da Bolsa Argentina de Cereais

Agrolink – Marfrig lança ferramenta de monitoramento de produtores indiretos

Agrolink – Selo Angus Gold chega ao Sul do Brasil

Agrolink – Preço dos insumos de alimentação da suinocultura em alta

Agrolink – Alta nos valores da arroba do boi

Agrolink – Certificação da Carne Hereford colhe resultados positivos em Santa Catarina

Agrolink – Estudo avalia rastreabilidade da carne no Brasil

Agrolink – Consumo de peixe cresce o dobro da população

Agrolink – Maior oferta de bovinos estabiliza o mercado

Agrolink – RS sinaliza mudança na legislação para evitar abate de vacas prenhes

Agrolink – Maior oferta de bovinos estabiliza o mercado

Agrolink – Reserva chinesa de carne suína já está perto do fim

Agrolink – CNA debate comércio e meio ambiente em evento da Bolsa Argentina de Cereais

Agrolink – Morfologia da Raça Crioula conhecerá seus vencedores na Expointer Digital

Agrolink – Galinhas selvagens lançam luz à evolução

Agrolink – Soluções naturais substituem antimicrobianos

Anda – A aplicação do artigo 5º da constituição federal na defesa dos direitos animais

Anda – Grupo feminino de guardas florestais protege animais selvagens de caçadores no Quênia

Anda – Menina que sonha em ser veterinária salva pintinho abandonado todos os animais merecem amor

Anda – Alces morrem de sede após fazendeiros desviarem curso de rio
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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