Governo quer usar 1ª dose de vacina para conter pandemia, diz Pazuello

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou nesta segunda-feira (11) que o governo quer priorizar a primeira dose da vacina contra a covid-19 para fazer a imunização em massa da população. Somente após essa fase é que seria iniciada a segunda aplicação no país. Segundo o Valor Econômico durante evento em Manaus, Pazuello deu essa informação quando se referia especificamente ao uso da vacina do laboratório AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com ele, a primeira dose da vacina proporciona uma proteção de 71% contra a doença, enquanto que as duas aplicações, combinadas, levariam a imunização “para pouco mais de 90%”. “É uma estratégia que a SVS [Secretaria de Vigilância em Saúde, do ministério] vai fazer pra reduzir a pandemia. Talvez o foco seja não na imunidade completa, mas na redução da contaminação e aí a pandemia diminui muito”, explicou o ministro. Pazuello fez um novo balanço de todas as vacinas que poderão ser utilizadas no país e voltou a dizer que somente a produção doméstica possibilitará a imunização em massa de toda a população. “Ficou difícil para as importadas”, afirmou o ministro. De acordo com Pazuello, a análise de uso emergencial em andamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) corresponde às 6 milhões de doses da Coronavac que foram importadas da China e às outras 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca trazidas da Índia. Ainda não há pedido de uso para as vacinas que serão produzidas aqui – pouco mais de 200 milhões de doses da Fiocruz e 100 milhões do Instituto Butantan. Pazuello acredita que, se a aplicação das 8 milhões de doses importadas começar ainda em janeiro, o Brasil poderá liderar rapidamente o número de imunizações do mundo, considerando a capacidade instalada no Sistema Único de Saúde (SUS).

Eficácia geral da Coronavac é de 50,38% de acordo com análise do Butantã

Após pressão de cientistas e jornalistas, o governo de São Paulo e o Instituto Butantã anunciaram nesta terça-feira (12), a taxa de eficácia geral da Coronavac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantã. A taxa que considera a análise de todos os voluntários infectados pela covid é de 50,38%. O número é inferior ao apresentado na semana passada pelo governo paulista, de 78%. Como o jornal O Estado de S.Paulo já havia revelado, aquela taxa mais alta referia-se somente a um recorte do estudo: ao grupo de voluntários que manifestaram casos leves de covid, mas com necessidade de atendimento médico. Ou seja, a vacina tem 78% de eficácia de evitar que, mesmo que a pessoa se contamine com o coronavírus, ela vai ter somente uma doença leve, não a ponto de ser hospitalizado. Já a taxa de eficácia geral apresentada nesta terça se refere a capacidade de evitar que a pessoa fique doente. Este é o principal indicador medido pelo estudo da Coronavac (o chamado desfecho primário), segundo protocolo da pesquisa. Embora inferior à primeira taxa divulgada, o índice de 50,38% não deve impedir a aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que exige eficácia mínima de 50%, mesmo percentual exigido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ricardo Palácios, diretor médico de pesquisa clínica do Butantã, afirmou que a taxa de eficácia menor do que a apresentada inicialmente ocorre por causa da definição de casos usada na pesquisa. Segundo ele, foram considerados para avaliação também os casos leves da doença (que não precisam de atendimento) em uma “decisão consciente” para que os estudos da fase 3 atingissem de forma mais rápida o número mínimo de casos positivos exigidos. De acordo com o pesquisador, quando se amplia a definição de caso de covid-19, incluindo os casos positivos independentemente da gravidade, fica mais fácil identificar os casos, mas perde-se em especificidade. Isso acaba fazendo a eficácia global cair. Já a taxa de eficácia de 100% observada entre casos graves e moderados apresentada na semana passada pelo governo paulista foi calculada com base em uma amostra de apenas sete pacientes com esse quadro da doença, todos no grupo placebo. O número é considerado pequeno para uma análise final. Serão necessários mais casos graves na amostra de voluntários para determinar a proteção final contra casos mais severos.

Laboratório indiano faz acordo para entregar vacina contra a covid-19 ao SUS e à rede privada

O laboratório indiano Bharat Biotech informou nesta terça-feira (12), que assinou acordo com a distribuidora brasileira Precisa Medicamentos para trazer ao Brasil a Covaxin. O imunizante contra a covid-19 está em fase 3 de estudos na Índia, última etapa antes de poder ser registrado por agências reguladoras. Segundo nota do laboratório, a prioridade será o fornecimento ao setor público no Brasil. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo a estimativa de quantas doses podem ser entregues ao País e em qual prazo depende de contratos e aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), diz a Bhatar Biotech. O Ministério da Saúde aponta a Covaxin na lista de imunizantes que podem ser comprados ao SUS para a campanha contra a covid-19. “Em princípio, foi estabelecido entre ambas as partes que o fornecimento da COVAXIN™ deve ser priorizado para o setor público de saúde brasileiro, por meio de uma contratação direta pelo Governo Federal. As vacinas para o mercado privado chegariam após a autorização da Anvisa para a venda do imunizante no País”, afirma nota da empresa indiana. Ainda não há pedido de registro ou uso emergencial da Covaxin feito à Anvisa. A Bharat Biotech também discute realizar estudos de fase 3 no Brasil. A Anvisa só aceita pedidos de uso emergencial de vacinas que têm estes ensaios em andamento no País. No começo de janeiro, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou que o setor negocia a compra de cinco milhões de doses desta vacina. O produto obteve no último dia 2 recomendação de uso emergencial na Índia, mas os dados sobre a sua eficácia ainda são desconhecidos. O laboratório indiano afirma que se comprometeu a vender ao governo federal parte da sua produção, caso haja um contrato e aprovação pela Anvisa. A Covaxin pode ser armazenada em temperatura de 2 a 8 graus, mesmo intervalo utilizado na rede de frios do SUS. A vacina é aplicada em duas doses. O laboratório indiano afirma ter capacidade de produzir 300 milhões de doses anuais. O Ministério da Saúde afirma que a rede privada também terá de seguir a ordem de prioridade para vacinação estabelecida pelo plano nacional de imunização contra a covid-19. “Os grupos prioritários, propostos pelo Ministério da Saúde em parceria com Conass e Conasems, devem, a princípio, ser obedecidos mesmo que haja integração de clínicas particulares de vacinação ao processo de imunização”, disse o ministério em nota no último dia 4.

Encontro entre Anvisa e Pfizer termina sem pedido para uso emergencial de vacina

Técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reuniram na manhã desta terça-feira (12) com representantes da farmacêutica americana Pfizer para discutir o pedido para uso emergencial da vacina produzida pela empresa, informou o Valor Econômico. De acordo com a Anvisa, o encontro terminou sem a oficialização do pedido para uso emergencial do imunizante, que foi o primeiro a ser aplicado no mundo. Há algumas semanas, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a Pfizer já tentou fazer o pedido no passado, mas que teria ficado surpresa com a quantidade de exigências feitas pela Anvisa. Pazuello vem fazendo diversas críticas à empresa, sobretudo relacionadas à capacidade de entrega de vacinas para o Brasil e às exigências de isenção de responsabilidades sobre efeitos colaterais.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto prevê dedução do imposto de renda para médicos que prestarem atendimento gratuito

Agência Senado – Senado aprovou 204 matérias em ano de pandemia

Anvisa – Análise das vacinas: vídeo mostra como navegar no painel de dados

Anvisa – Publicada Nota Técnica da Anvisa sobre testes rápidos

Anvisa – Anvisa divulga nova Nota Técnica com orientações às farmácias

Anvisa – Código sanitário: Anvisa seleciona consultor

Anvisa – Segunda diretoria suspende realização de reuniões externas

Anvisa – Nota da Anvisa: esclarecimento sobre análises de uso emergencial

ANS – 541ª Reunião da Diretoria Colegiada

ANS – ANS normatiza processo administrativo eletrônico

Agência Saúde – Em visita a Manaus, ministro Pazuello diz que programa de vacinação do Brasil será “o maior do mundo”

Agência Saúde – Brasil registra 7.207.483 milhões de pessoas recuperadas

Agência Saúde – SUS marca 20 anos de avanços na Saúde Bucal dos brasileiros

Conitec – Consulta pública avalia incorporação no SUS de implante para prevenção da gravidez por mulheres entre 18 e 49 anos

Governo Federal – Reforço na segurança do tratamento de pacientes renais

Jota – Vacinas: riscos nas compras emergenciais

Agência Brasil – Anvisa divulga orientações para vacinação em farmácias

Agência Brasil – Covid-19: Anvisa divulga novas orientações para farmácias e drogarias

Agência Brasil – Média móvel de mortes por covid-19 mais do que dobra no estado do Rio

Agência Brasil – Covid-19: Brasil chega a 8,13 milhões de casos e tem 203,5 mil mortes

Agência Brasil – Morador do Rio já pode agendar testes de covid-19 pelo celular

Agência Brasil – Casos de covid-19 entre indígenas chegam a 44.680, diz Apib

Agência Brasil – Pazuello: vacinação pode priorizar 1ª dose no maior número de pessoas

Correio Braziliense – 8 dados interessantes sobre os ovos, um dos alimentos mais nutritivos do mundo

Correio Braziliense – Coração, cérebro, pulmão: como a covid-19 afeta nossos órgãos vitais

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Folha de S.Paulo – Saiba como recorrer ao Procon contra reajuste em plano de saúde

Folha de S.Paulo – Após ter resultados positivo e negativo em testes de Covid, presidente de Portugal fará 3º exame

Folha de S.Paulo – Cientistas encontram variante inédita do novo coronavírus com origem no AM

Folha de S.Paulo – Resort da Disney será ponto de vacinação contra a Covid-19 na Califórnia

Folha de S.Paulo – Ministério da Saúde pressiona Manaus e diz ser ‘inadmissível’ não usar cloroquina contra Covid-19

Folha de S.Paulo – Depressão nas periferias de SP se agrava com pandemia e preocupa

Folha de S.Paulo – Restaurantes na Cidade do México abrem e desafiam proibição devido à Covid-19

Folha de S.Paulo – Sem vacina para todos, população poderá ter falsa impressão de proteção quando campanha começar, diz Carla Domingues

Folha de S.Paulo – Posto de testes de Covid-19 em Trancoso foi idealizado por dono de laboratório que tem casa no local

Folha de S.Paulo – Argentinas presas por abortarem buscam absolvição após legalização

Folha de S.Paulo – Presidente de Portugal recebe diagnóstico de Covid-19; veja líderes que tiveram a doença

Folha de S.Paulo – Brasil tem sofrido apagão de dados genômicos do coronavírus

Folha de S.Paulo – Acordo com farmacêutica impediu divulgação de dados completos de eficácia da Coronavac

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O Estado de S.Paulo – Vamos parar de discutir com negacionistas: chegou a hora de tomar a vacina para salvarmos vidas

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