Governo quer que ao menos R$ 1,8 bi voltem ao orçamento do agro

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O Ministério da Economia quer a “devolução” de ao menos R$ 1,8 bilhão do orçamento 2021 para a agropecuária. No texto aprovado no mês passado, o senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da proposta, reduziu em R$ 2,5 bilhões a sugestão do Poder Executivo para as subvenções econômicas na agropecuária. Segundo o Valor Econômico em audiência na Câmara dos Deputados, o subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Economia, Rogério Boueri, disse que, com os cortes, há risco de o Tesouro Nacional suspender operações com recursos orçamentários ainda em curso no Plano Safra 2020/21. Além disso, com a restrição de verba, o Plano Safra 2021/22, que começa em 1º de julho, poderá ser lançado sob risco, afirmou. “É preciso que haja uma solução que satisfaça a todos”, disse Boueri, segundo registro da Agência Câmara. Os cortes afetaram principalmente o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, que teve redução de R$ 1,35 bilhão. Também houve cortes no custeio da safra (R$ 550 milhões) e nos recursos para as linhas de investimentos (R$ 600 milhões). Segundo o deputado Heitor Schuch (PSB-RS), da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, a redução nos recursos do Pronaf representa quase 41% do apoio previsto para a atividade. “Com menos recursos, os bancos vão ficar ainda mais seletivos na concessão de crédito”, disse ele na audiência. Celso Matsuda, secretário nacional de Inclusão Social Produtiva do Ministério da Cidadania, afirmou também que as verbas para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) serão insuficientes. O programa ajuda pequenos produtores e agricultores familiares com a compra de itens destinados à merenda escolar. Os representantes das Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Conchon, e dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Antoninho Rovaris, alertaram ainda que o quadro tende a ficar ainda pior se faltar dinheiro para o seguro rural. O presidente Jair Bolsonaro tem até a próxima quinta-feira (22) para sancionar, com vetos ou não, a proposta orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional.

De olho no agro, transporte ferroviário no corredor centro-norte quase dobra

Impulsionado pelo agronegócio, o transporte ferroviário de cargas no corredor centro-norte, que percorre trilhos dos estados do Maranhão e Tocantins, cresceu 89,5% nos últimos cinco anos. O corredor teve movimentação de 41,7 milhões de toneladas de cargas desde 2016, que rodaram o trecho da ferrovia Norte-Sul administrado pela concessionária VLI e a Estrada de Ferro Carajás, destacou o Blog Sobre Trilhos da Folha de S.Paulo neste sábado (17). Desse montante, 10,6 milhões de toneladas circularam apenas no ano passado, o que representa um crescimento de 6,7% em comparação com o ano anterior, de acordo com a VLI. A ferrovia Norte-Sul tem as operações divididas entre VLI e Rumo. A primeira administra o trecho entre Porto Nacional (TO) e Açailândia (MA), de onde há conexão com a Estrada de Ferro Carajás, operada pela Vale, até o porto de Itaqui (MA). Já a Rumo venceu em 2019 leilão do trecho entre Porto Nacional e Estrela D’Oeste, no interior paulista. A primeira das três partes em que a concessão foi dividida foi inaugurada em março, ligando São Simão (GO) a Estrela D’Oeste. O trecho, de 172 quilômetros, operava em fase de testes desde fevereiro e foi o primeiro da Malha Central da Rumo, após investimento de R$ 711 milhões —no terminal, em pontes e em dezenas de quilômetros de trilhos. Já no chamado tramo norte da ferrovia, que está sob responsabilidade da VLI, foram investidos R$ 997,6 milhões nos cinco anos, para manutenção e modernização dos ativos e projetos ambientais, de saúde e de segurança. São utilizados no trecho mais de 3.000 vagões, o quádruplo do que existia em 2015. O corredor é visto pela concessionária como o “futuro da logística nacional” e por meio do qual o agronegócio alcançará novo patamar no transporte de milho, soja e farelo de soja. Para integrar a ferrovia com as rodovias, foram implantados terminais em Porto Nacional e Palmeirante (Tocantins) e um terminal portuário em São Luís. O modal ferroviário é responsável por transportar 15% das cargas no Brasil, índice muito inferior aos de países como EUA (43%) e Rússia (81%), conforme dados da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários). Além do trecho da Norte-Sul, a VLI engloba a FCA (Ferrovia Centro-Atlântica) e possui terminais intermodais e portuários em cidades como Santos e Vitória.

Auditores agropecuários reagem a projeto que dá ao setor privado controle da própria produção

Auditores fiscais agropecuários reagiram ao projeto de lei do governo que estabelece a fiscalização por autocontrole de produtos de origem animal e vegetal, fertilizantes, sementes, medicamentos veterinários e demais insumos. De acordo com o G1 a proposta, encaminhada ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 7, prevê que o setor privado seja responsável pela qualidade e segurança da própria produção. Para o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a iniciativa “coloca em risco a separação de responsabilidades entre o poder público e a iniciativa privada e contribui para uma redução do papel da fiscalização”. Em nota, os auditores criticam ainda a possibilidade de registro de estabelecimentos agropecuários junto ao Ministério da Agricultura apenas com o envio de informações pelo agente privado por meio eletrônico, e a possibilidade de checagem dos dados pelo governo sem previsão de vistoria in loco. O texto prevê também a concessão automática de registro de produtos quando houver “parâmetros ou padrões normatizados”. Para o sindicato, isso significa que produtos como leite e carne, por exemplo, estariam automaticamente autorizados, “eliminando a necessidade de fiscalização mais apurada de seus processos produtivos”. Questionado, o Ministério da Agricultura informou que a Secretaria de Defesa Agropecuária aguarda “parecer final do sindicato para poder se posicionar”. O Anffa estuda apresentar alternativa ao texto enviado pelo governo federal. De acordo com o projeto de lei, o Ministério da Agricultura deverá disponibilizar sistema eletrônico para receber as solicitações de cadastro ou credenciamento dos estabelecimentos, além dos pedidos de registro dos produtos agropecuários.

Adesão a metas ambientais é o próximo desafio no campo

Desde 2020, algumas das principais empresas de alimentos do mundo anunciaram metas próprias de redução de emissões de poluentes e de eliminação do desmatamento de suas cadeias, ainda que permitido por legislações nacionais. A série de compromissos cresceu nas últimas semanas, mas o sucesso dessas iniciativas depende de uma postura comum dos vários integrantes das cadeias sobre como lidar com a pressão que a demanda crescente por alimentos exerce sobre ecossistemas, informou o Valor Econômico nesta segunda-feira (19). Para além das metas, é preciso adesão a elas. A soja é igualmente central nos esforços ambientais: a cadeia do grão é, entre os produtos agropecuários, o terceiro maior vetor de desmatamento no mundo, atrás de gado e palma, segundo o World Resources Institute (WRI). Os compromissos das empresas do segmento variam em prazos que chegam até 2030, mas nem todas têm metas definidas. Das “ABCD” – as tradings ADM, Bunge, Cargill e Louis-Dreyfus Company, que comercializam mais da metade da soja no mundo -, a única que não divulga meta para desmatamento é a LDC. Do quarteto, a de prazo mais curto é Bunge, que se comprometeu a zerar qualquer tipo de desmatamento até 2025. A empresa, que já vem aplicando algumas medidas mesmo contra quem desmata legalmente, mas não se encaixa em suas políticas, excluiu 37 fornecedores no Brasil em 2020, além das exclusões por práticas ilegais. ADM e Cargill preveem zerar o desmatamento em suas cadeias de produção até 2030 – o desmate legal ainda será tolerado até lá. No caso da Cargill, o prazo foi definido após ela deixar de alcançar esse mesmo compromisso estabelecido para 2020. A chinesa Cofco, outra grande no segmento, não tem meta para acabar com o desmatamento legal na cadeia, mas quer chegar a 2023 com todo o fornecimento direto de soja rastreado. As tradings não anunciaram, porém, metas para emissões de carbono nas lavouras. A única que se propõe a atuar nas emissões relacionadas aos seus fornecedores (no escopo 3) é a Cargill, que quer reduzir a intensidade dessas emissões em 30% entre 2017 e 2030.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Solução dos problemas fundiários pode gerar impulso econômico e ordenamento social no campo

Agência Câmara – Comissão externa vai discutir auditoria do TCU sobre incêndios florestais

Agência Câmara – Debatedores pedem recomposição dos recursos orçamentários para financiar a produção agropecuária

Governo Federal – Pagamento do Garantia-Safra é antecipado

Jota – Quando o agro encontra a Faria Lima

Folha de S.Paulo – De olho no agro, transporte ferroviário no corredor centro-norte quase dobra

Folha de S.Paulo – Justiça da Bahia contraria STF e determina reintegração de posse de área habitada por indígenas

Folha de S.Paulo – Corte em crédito rural no Orçamento de 2021 ameaça agricultura familiar

O Estado de S.Paulo – Venda de máquinas cresce sem linhas subsidiadas

O Estado de S.Paulo – Debate sobre política agrária trava reforma

G1 – Aprenda a preparar a farofa de pinhão

G1 – Santa Catarina deve ter safra de pinhão 60% maior do que em 2020

G1 – Produtores de girassol em Goiás se mantém otimistas mesmo com atraso no plantio

G1 – Produtores de goiaba do DF ficam sem compradores na pandemia

G1 – Região de Bauru é responsável por mais de 80% da produção de seda do estado v

G1 – Mel de consistência cremosa atrai apicultores na região de Sorocaba

G1 – Auditores agropecuários reagem a projeto que dá ao setor privado controle da própria produção

G1 – Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde de US$ 11,57 bilhões em março

G1 – ‘Elite poluidora’: ricos do mundo precisam reduzir consumo para conter mudanças climáticas, diz grupo científico

Alesp – Dia estadual marca luta pela reforma agrária e combate à violência no campo

Valor Econômico – China e Rússia fazem queixas contra carne e soja do Brasil

Valor Econômico – Adesão a metas ambientais é o próximo desafio no campo

Valor Econômico – Governo quer que ao menos R$ 1,8 bi voltem ao orçamento do agro

Valor Econômico – Commodities: Clima seco no Brasil e petróleo puxam alta do açúcar em NY

Valor Econômico – Commodities: Argentina eleva estimativa para safra de milho, e preços recuam em Chicago

Valor Econômico – Governo antecipa Garantia-Safra para 25 mil agricultores

Valor Econômico – Entidades do agronegócio da Argentina criticam medidas do governo para conter inflação

Mapa – Plano de ações do Agro 4.0 está disponível ao público

Mapa – Inmet estimula desenvolvimento de seguro rural paramétrico

Mapa – Mapa promove debates sobre inovações financeiras no agronegócio

SBA – Pó de rocha ajuda a reduzir custo no campo

SBA – Embrapa Soja completa 46 anos

AgroLink – Safra de inverno vai aproximar 8 milhões de toneladas

AgroLink – Faeal e Senar AL contribuem na elaboração de cartilha sobre barragem subterrânea

AgroLink – Conheça o seguro rural paramétrico

AgroLink – MT: instrutores credenciados ao Senar-MT se atualizam durante suspensão de cursos

AgroLink – Capina elétrica brasileira é testada nos EUA

AgroLink – Soja do RS tem valorização e vendas

AgroLink – Milho a US$ 6 nos EUA e acima de R$ 105 na B3

AgroLink – Gigante brasileira adota “agricultura regenerativa” e constrói fábrica própria de biopesticidas

AgroLink – Faleceu Derblay Galvão, ‘embaixador’ da UFSM em Brasília

Canal Rural – Sem chuva, preocupação com milho safrinha no Centro-Sul aumenta

Canal Rural – Colheita da soja chega a 88% no Brasil. Dois estados terminaram!

Canal Rural – Dólar se mantém em alta, apesar das exportações

Canal Rural – Dívidas do produtor: programa pode perdoar até 100% de juros e multas

Canal Rural – Senai e Embrapa lançam edital para inovação na agricultura de R$ 3,2 mi

Canal Rural – Produção de milho em São Paulo pode ser menor diante do clima seco

Portal do Agronegócio – Soja sobe nesta 2ª feira em Chicago com clima frio nos EUA e atenção ao comportamento da demanda

Portal do Agronegócio – Safra de produção ou de colheita não garante qualidade de sementes

Portal do Agronegócio – Inteligência artificial: solução para o manejo fitossanitário eficiente da cana

Portal do Agronegócio – Avaliação econômico-financeira é essencial para os negócios de produtores e agroindústrias

Portal do Agronegócio – Bicudo-da-cana impulsiona mercado de inseticidas

Portal do Agronegócio – Nutrição de plantas: Bioestimulante 100% natural, com tecnologia ítalo-japonesa, fomenta aumento de produtividade em várias culturas

Portal do Agronegócio – Mato Grosso tem o menor plantio de algodão dos últimos dois anos; alto custo influenciou

Portal do Agronegócio – USDA traz surpresas para a soja em relatório de abril

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