Governo lança portal do Observatório da Agropecuária Brasileira

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou o Observatório da Agropecuária Brasileira. Trata-se de uma plataforma que integra bases estratégicas e visa a prover dados, informações, conteúdos e painéis dinâmicos sobre o setor no país. Dessa forma, os usuários podem acompanhar o volume de dados do setor agropecuário e obter relatórios sobre um determinado produto ou sobre desempenhos de políticas públicas, por exemplo, de forma mais rápida, segura e eficiente. As informações do observatório tem potencial para subsidiar processos de tomada de decisão do Mapa e dos demais usuários do setor público, setor privado, terceiro setor e sociedade em geral. Com uma metodologia dinâmica, ágil e interativa, o observatório é fruto de um processo inovador de criação que envolve variadas instituições ligadas ao setor e vem sendo aprimorado a cada dia, buscando expandir o escopo por meio da integração, cruzamento e disponibilização de informações oficiais. O portal do observatório possui duas plataformas de navegação: uma estatística e outra geoespacial. As duas são organizadas em painéis temáticos. A estatística disponibiliza dados numéricos, representações gráficas e informações estruturadas. A geoespacial, por sua vez, é dedicada à integração de dados territoriais que podem ser visualizados e combinados de acordo com a necessidade de interpretação dos usuários. “Esse observatório é uma ferramenta que será importante para parlamentares, mas principalmente para a academia, a ciência e a pesquisa; e dará a todos nós a tranquilidade do acesso a dados eficientes e seguros em um país que é a maior potência agroambiental do mundo”, explicou o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes. Acesse o portal do Observatório da Agropecuária Brasileira.

Maioria das doenças infecciosas tem origem em animais selvagens 

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fizeram uma revisão bibliográfica de dados e os resultados revelaram que de 60% a 75% das doenças infecciosas são derivadas de microrganismos que originalmente circulavam em espécies de animais selvagens e saltaram para os seres humanos. Embora o salto de patógenos de uma espécie de animal selvagem para outra e, posteriormente, para humanos seja comum como mostram os dados, é raro que esses eventos levem a uma situação epidêmica, destacou a Agência Brasil neste domingo (6).   Entretanto, a proliferação dessas doenças entre os seres humanos é facilitada pelas ações humanas. Entre as doenças já conhecidas e resultado desse salto, está a covid-19, cujo vírus Sars-Cov-2 se adaptou ao ser humano, com grande poder de transmissibilidade, o que reforça o papel da ação humana na cadeia de disseminação do vírus. “Podemos citar também os casos de Influenza, cujo salto para a espécie humano foi favorecido pela criação de aves e suínos em um mesmo ambiente, ao longo da evolução humana”, exemplificou o professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, José Artur Bogo Chies, um dos autores do estudo, que pretende discutir ações de prevenção ou redução da frequência de eventos de salto de patógenos. Segundo ele, no caso da covid-19, a principal hipótese até o momento é a de que o Sars-CoV-2 surgiu do morcego, conforme demonstram as análises de sequências genéticas do vírus, mas que alguma espécie, como os pangolins, agiu como intermediária para a infecção. Na China, é comum o consumo desse pequeno mamífero asiático e a contaminação pode ter ocorrido com o manuseio ou ingestão do animal. O fato de estar acontecendo novamente não é nada surpreendente. Provavelmente temos uma origem de morcegos, porque a análise do genoma do Sars-Cov-2, comparado com outros coronavírus que existem na natureza, mostra similaridade grande com os coronavírus que circulam em comunidades de morcegos. Mas daí a poder dizer com certeza de qual comunidade de morcegos tem a origem e qual foi o caminho percorrido ao longo desse salto é que não está bem estabelecido”. Chies reforçou que o salto de espécies zoonótico de doenças infecciosas é altamente conectado com a forma como os humanos interagem com as espécies animais e o meio ambiente. Por isso, a preservação da biodiversidade é necessária para controlar os riscos de surgimento de potenciais patógenos para a espécie humana. Dessa maneira os potenciais patógenos seriam encontrados em pequenas quantidades e em seus hospedeiros usuais, com menor risco de transmissão.

Folha realiza seminário Vacinação Contra Raiva Humana, para discutir riscos e prevenção da doença  

A Folha de S.Paulo realiza na terça-feira (8) o seminário Vacinação Contra Raiva Humana, evento que reúne especialistas para discutir os riscos dessa doença, e a vacinação na prevenção e no tratamento. A transmissão será das 15h às 16h (horário de Brasília). A raiva humana é uma doença infecciosa viral aguda que acomete mamíferos, inclusive o homem. Apesar da alta letalidade, é prevenida pelo uso da vacina, que é segura, eficaz e está disponível no Sistema Público de Saúde (SUS). Quando a profilaxia antirrábica não ocorre e a doença se instala, pode-se utilizar um protocolo de tratamento da raiva humana, baseado na indução de coma profundo, uso de antivirais e outros medicamentos específicos. Segundo o perfil epidemiológico da raiva humana no Brasil, apresentado em tese de mestrado do veterinário Alexander Vargas, de 2000 a 2017 foram registrados 188 casos humanos, predominando homens (66,5%); residentes em áreas rurais (67,0%) e menores de 15 anos de idade (49,8%); a mordedura foi a exposição mais frequente (81,6%). O debate vai discutir a importância de manter em dia a vacinação de pessoas com risco de exposição ao vírus (veterinários, tratadores, guias turísticos e pessoas que moram perto de matas, por exemplo), e como a pandemia afetou a vacinação em animais. O evento tem patrocínio da Sanofi e será transmitido no site da Folha. O vídeo estará disponível nesta página em breve. O público pode enviar perguntas e comentários pelo WhatsApp, no número (11) 99648-3478. PARTICIPANTES: Marciano Menezes da Silva (primeiro caso de brasileiro que sobreviveu após contrair raiva), Marco Antonio Natal Vigilato (veterinário e conselheiro de Saúde Pública da Organização Pan-Americana de Saúde), Helio Langoni (veterinário com especialização em saúde pública e professor da Unesp).

Vacina em estudo em animais oferece proteção contra gripe e Covid-19  

Com o surgimento de novas variantes do Sars-CoV-2, especialistas e autoridades de saúde em todo o mundo não descartam a possibilidade de uma vacinação anual contra a Covid, como é feito em todo o mundo contra a gripe. Nesse sentido, a produção de uma vacina conjugada que protegesse contra o vírus influenza, responsável pela gripe, e contra a doença causada pelo coronavírus seria o ideal –e pode ser uma realidade. Isso porque a vacina combinada contra Covid e gripe da empresa de biotecnologia americana Novavax apresentou bons resultados em estudos em animais (testes pré-clínicos). Segundo a Folha de S.Paulo a tecnologia utilizada no desenvolvimento do imunizante é a mesma aplicada na produção da vacina contra gripe e na candidata a vacina contra Covid-19 da farmacêutica —proteínas do vírus são combinadas a nanopartículas e são transportadas ao organismo com a ajuda de um adjuvante (substância adicionada à composição da vacina que ajuda na resposta imune). A sequência genética responsável por codificar a proteína S do Spike do Sars-CoV-2, espécie de gancho molecular utilizado pelo vírus para entrar nas células, é recombinada em células de uma espécie de mariposa. Essas células vão servir como “fábrica” biológica para produção da proteína, que é depois extraída, purificada e adicionada ao composto vacinal. No caso da gripe, a vacina é produzida utilizando a proteína hemaglutinina de quatro cepas virais pertencentes aos tipos A e B da influenza —em geral, os mais comuns naquela estação de gripe. Essa mesma proteína das quatro variantes é recombinada ao DNA nas células do inseto para expressão gênica e depois adicionada às nanopartículas. Para avaliar a imunogenicidade da vacina conjugada, batizada de qNIV/CoV2373, os pesquisadores mediram a produção de anticorpos específicos contra a proteína S e contra a hemaglutinina, bem como anticorpos neutralizantes específicos para os dois vírus, coronavírus e influenza, em furões e hamsters após a infecção dos animais com os mesmos. Em ambos os modelos animais, a vacina levou à produção de anticorpos anti-Sars-CoV-2 e contra a hemaglutinina em taxas elevadas, superiores até à resposta imune produzida apenas pela vacina contra o vírus influenza. Ainda, o fármaco apresentou também bons índices de resposta imune celular. Para saber se o imunizante também protegeu contra a replicação viral ou desenvolvimento de sintomas nas vias aéreas superiores, os cientistas colheram amostras para o exame de RT-PCR da região oral de lavagem broncoalveolar e analisaram também o tecido pulmonar dos bichos. Nos quatro dias após a infecção, a quantidade de RNA dos dois tipos de vírus nos animais que receberam a vacina combinada gripe/Covid-19 era igual ou inferior ao limite mínimo, enquanto no grupo placebo foi encontrado um nível elevado de RNA viral. Ainda, no grupo controle foram identificados pontos de deterioração dos pulmões, o que não foi observado no grupo dos vacinados, indicando uma proteção contra a evolução da síndrome respiratória.

NA IMPRENSA

Anvisa – FAQ: resíduos de medicamentos veterinários em alimentos de origem animal 
Governo Federal – Governo lança portal do Observatório da Agropecuária Brasileira 
Agência Brasil – Maioria das doenças infecciosas tem origem em animais selvagens 
Folha de S.Paulo – Conheça Bunny, a cadelinha que se comunica por sons e faz sucesso no TikTok 
Folha de S.Paulo – Drone cai em área ambiental e assusta andorinhas; 1.500 ovos são perdido 
Folha de S.Paulo – Estudo inédito traça mapa da biodiversidade na costa brasileira 
Folha de S.Paulo – Em extinção, sauim-de-coleira enfrenta selva urbana de Manaus

Folha de S.Paulo – David Miranda pede que líderes reconsiderem acordos com o Brasil por causa de política ambiental  
Folha de S.Paulo – Folha realiza seminário Vacinação Contra Raiva Humana, para discutir riscos e prevenção da doença  
Folha de S.Paulo – Vacina em estudo em animais oferece proteção contra gripe e Covid-19  
Folha de S.Paulo – É impossível ser ecológico enchendo a ecobag de carne e queijo

Folha de S.Paulo – Polícia apreende mais de 70 animais exóticos e nativos no interior de SP  
O Estado de S.Paulo – Os bichos ressurgiram: tartaruga, marsupiais e anfíbios que estavam desaparecidos voltam à cena 
O Estado de S.Paulo – Cientistas são novo alvo em teoria sobre vazamento do coronavírus de laboratório de Wuhan 
O Estado de S.Paulo – Sob pressão, indústria da carne não consegue garantir proteção à floresta 
O Globo – Produção de vacina contra Covid em fábricas de imunizantes para animais esbarra em falta de parcerias  
O Globo – Castramóvel estará em Várzea das Moças, Niterói, até 2 de julho: agendamento está aberto  
G1 – Após ataque à JBS, EUA concentram combate a extorsão digital em força-tarefa e acenam pressão contra a Rússia 
G1 – Confira o novo calendário de vacinação contra a febre aftosa 
G1 – Cármen Lúcia inclui presidente afastado do Ibama em inquérito sobre ministro Ricardo Salles 
G1 – Com alta do desmatamento, Mourão diz avaliar operação com ‘custo mais baixo’ de militares na Amazônia 
G1 – Mais de vinte animais ficam sem lar após protetora morrer em Maceió 
G1 – Mercado pet: empresa produz enxoval personalizado para animais de estimação 
G1 – Polícia Ambiental autua homem em R$ 144 mil por maus-tratos a animais em Sumaré
G1 – Aumento do preço da soja e do milho preocupa criadores de aves na Bahia; produtos são usados na ração dos animai 
G1 – Guarda Ambiental flagra dupla com equipamentos para caça de animais silvestres em São Vicente  
Valor Econômico – Novas tecnologias e compensações dão impulso ao mercado 
Anda – Multinacional ameaça habitat da arara-azul-de-lear 

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