Governadores têm até 8 secretários de saúde na pandemia

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Governadores têm até 8 secretários de saúde na pandemia

A alta rotatividade de gestores nas secretarias estaduais de saúde desde o início da pandemia, causou impacto nas políticas públicas de combate à Covid-19. É o que aponta um estudo, realizado com dados da FGV, coordenado pelas pesquisadoras Lorena Barberia, da USP, Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas, e Iana Alves, da FGV, informou a Folha de S. Paulo. O estudo mapeou as trocas de secretários de saúde nos estados entre janeiro de 2020 e março de 2022. Ao todo, governadores realizaram 30 mudanças de secretários no período, chegando a sete trocas em alguns estados. No âmbito federal, foram quatro ministros da Saúde. ’Identificamos uma alta rotatividade de secretários de Saúde, especialmente no momento mais delicado da pandemia. Alguns estados viveram uma situação extremamente problemática no encaminhamento e continuidade das políticas públicas’, afirma Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas. Ele ainda destaca que, caso os governos tivessem uma gestão mais permanente, com menor rotatividade, os gestores teriam condições de mobilizar equipes para pensar e pôr em prática políticas públicas mais efetivas de combate à pandemia. Em Roraima, Antônio Denarium (PP) teve oito secretários estaduais de Saúde nos últimos dois anos, com uma média de quatro meses de gestão para cada um. Outro estado com grande rotatividade de secretários foi o Rio de Janeiro, foram cinco secretários de Saúde nos últimos dois anos. O estado do Amazonas teve ao longo da pandemia quatro secretários de Saúde nomeados pelo governador Wilson Lima (União Brasil). Ao todo, 14 estados registraram mudanças de secretários de Saúde entre janeiro de 2020 e março de 2022. Dos 30 secretários que foram exonerados no período, metade saiu por desgaste político. Outros nove foram alvos de denúncias de má gestão ou fraude, enquanto cinco deixaram os cargos por motivos pessoais. Apenas um secretário estadual saiu em 2020 para concorrer nas eleições municipais. Além dos 30 secretários que deixaram os cargos até março, mais dez secretários estaduais deixaram os cargos ao longo da última semana, para disputar as eleições de outubro.Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Comissão do Senado aprova indicados para ANS e Anvisa

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta terça-feira (5/4) os nomes de Jorge Antônio Aquino e Daniel Meirelles para os cargos de diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), respectivamente. Agora, os indicados precisam da aprovação do plenário da Casa, informou o site Jota. Caso recebam o aval da maioria dos senadores, a Diretoria Colegiada da ANS voltará a ter a composição completa, com cinco diretores. Atualmente, a agência tem apenas três titulares no cargo, o que tem dificultado a votação de temas considerados relevantes e processos administrativos. Na Anvisa, a situação é mais tranquila. Meirelles deve assumir o posto somente em julho, quando termina o mandato da diretora Cristiane Rose Jourdan, e ficar com a diretoria responsável pela fiscalização de produtos para a saúde. Apesar de o regimento do Senado prever que os indicados sejam sabatinados, nenhum senador fez perguntas a Aquino e Meirelles. Eles tiveram apenas que apresentar seus currículos e aguardar a votação. No fim de 2021, o colegiado já havia aprovado dois indicados pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar as vagas abertas na ANS: Alexandre Fioranelli e de Francisco de Araújo.As indicações vão ao plenário do Senado. A previsão é que a votação dos nomes ocorra ainda nesta semana. Depois disso, os indicados precisarão aguardar a nomeação de Bolsonaro para tomarem posse nos respectivos cargos.

Estudo inédito mostra que telemedicina nunca foi tão demandada no Brasil

A utilização da telemedicina, que consiste na realização de consultas médicas de maneira virtual, atingiu o pico no Brasil em 2021, segundo dados da pesquisa inédita divulgada, nesta terça-feira (5), pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), informou a CNN Brasil. Pelo menos metade da população brasileira realizou serviços de saúde online nos últimos doze meses.De acordo com o levantamento, a telemedicina foi mais utilizada entre as pessoas de maior renda, classes A e B. O grupo representa 42% de todas as pessoas que fizeram consultas online. Logo em seguida aparecem as classes C, com 22%, e as classes D e E, com 20% da demanda. A pesquisa contou com a participação de 5,5 mil pessoas acima de 16 anos. Os dados indicam que 82% dos usuários das classes A e B foram atendidos online na rede privada, enquanto 78% dos usuários das classes D e E fizeram uso da telemedicina na rede pública. A pesquisa também mostra que quase 40% dos brasileiros que utilizaram o serviço possuem ensino superior. Já os outros beneficiados dos atendimentos online finalizaram o ensino médio (22%) e o fundamental (21%). A telemedicina foi regulamentada pelo governo federal durante a pandemia de Covid-19, com o intuito de evitar aglomerações e, consequentemente, a transmissão do vírus. A determinação teve início a partir de abril de 2020. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Baixa vacinação contra poliomielite acende alerta no Brasil

Casos de poliomielite em países sem registro há anos acenderam recentemente o alerta para a enfermidade que causa a paralisia infantil, informou a Folha de S. Paulo. No Brasil, a doença causada pelo poliovírus continua caracterizada como eliminada, sem ocorrências desde 1990, mas a Opas (Organização Panamericana de Saúde) já afirmou que o país é de alto risco para a volta da doença. ’O Brasil quase foi classificado como de altíssimo risco [para o retorno da pólio]. De todos os outros países classificados como de alto risco, ele é o que está mais próximo da categoria de maior risco’, afirma Luíza Arlant, presidente da Câmara Técnica de Certificação de Erradicação da Poliomielite no Brasil junto à Opas/OMS (Organização Mundial da Saúde). Segundo ela, existem vários fatores na avaliação feita pela organização, como vigilância sanitária, condições de enfrentamento para um possível novo caso e, principalmente, a cobertura vacinal —segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra a pólio tem resultados abaixo da meta desde 2016. Em 2021, pior ano recente, só 67% foram atingidos na cobertura vacinal contra a pólio. A pasta afirma que ’monitora atentamente as coberturas vacinais e tem trabalhado para intensificar as estratégias necessárias para reverter o cenário de baixas coberturas’. O ministério diz ainda que, nos últimos três anos, tem feito campanhas de multivacinação para atualizar a carteira da população. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

 

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