Frigoríficos terão de atuar como os hospitais, diz JBS  

//Frigoríficos terão de atuar como os hospitais, diz JBS  
Com dois abatedouros fechados nos EUA para tentar conter o avanço do novo coronavírus em regiões rurais, a JBS não vislumbra a realidade pós-pandemia tão cedo, informou o Valor Econômico nesta quarta-feira (22). Ainda que o período de maior distanciamento social passe, os frigoríficos terão de conviver com as medidas de segurança contra a doença. “Esse vírus não vai embora amanhã. O que estamos fazendo é achatar a curva, mas vamos ter que conviver. Vamos ter que operar em condições semelhante às que operam um hospital”, afirmou o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, em live promovida pela XP Investimentos na última segunda-feira (20). De acordo com o executivo, a JBS determinou “medidas estruturais” de proteção nas fábricas, como óculos de segurança nas áreas nas quais não é possível instalar barreiras físicas. A companhia também está testando um “túnel de desinfecção” – os funcionários passariam por ele antes de ingressarem nas unidades. Em tom cauteloso, o CEO da JBS disse que ainda não é possível traçar um cenário claro para o abastecimento de alimentos nos EUA, mas os riscos existem. “Poderá ter um problema lá na frente, dependendo do tamanho e do número de plantas [parando] concomitantemente”, afirmou Tomazoni. Nesse sentido, a JBS teve boas e más notícias na segunda-feira. De um lado, a unidade de carne bovina de Souderton, no Estado americano da Pensilvânia, voltou a funcionar após duas semanas de paralisação. Por outro lado, a empresa anunciou o fechamento, por tempo indeterminado, do abatedouro de suínos localizado em Worthington, no Estado americano de Minnesota. O abatedouro processa diariamente 20 mil suínos e emprega mais de 2 mil pessoas do condado de Nobles. “Conforme aprendemos mais sobre o coronavírus, fica claro que a doença é muito mais disseminada nos EUA e em nosso condado do que as estimativas oficiais indicam com base em testes limitados”, disse o presidente do negócio de carne suína da JBS nos EUA, Bob Krebs, em comunicado. A empresa não informou o número de trabalhadores infectados pela covid-19. Além da unidade de Worthington, a JBS também mantém fechado o abatedouro de bovinos localizado em Greeley, no Colorado. Trata-se de uma das principais unidades da companhia nos EUA. O frigorífico, que se tornou um foco de contaminação entre funcionários, foi paralisado na semana passada. A previsão é que essa unidade volte a funcionar a partir de sexta-feira (24).

Exportações de carne de frango no estado têm alta de 50% no 1º trimestre de 2020

Nesta quarta-feira (22), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou que, com 40% da produção de carne de frango destinada à exportação, Mato Grosso do Sul teve no primeiro trimestre de 2020 um aumento médio de 50% no volume destinado a outros países, atingindo mais de 37 mil toneladas. Os principais destinos foram China e Japão. E é sobre esse crescimento na receita e quantidade exportada de aves que vai abordar a matéria de Mercado Agropecuário desta semana. Conforme o Boletim Casa Rural, do Sistema Famasul, as exportações da carne de frango in natura pelo estado, no primeiro trimestre de 2020, atingiram US$ 65,4 milhões de receita e volume de 37,2 mil toneladas. No comparativo com o mesmo período de 2019 houve aumento de 42% na receita e 48% no volume. Naquela época, MS faturou US$ 46 milhões e atingiu o volume de 25,1 mil toneladas nas exportações. “Os números das exportações foram positivos porque houve aumento de demanda pelos principais importadores. Os três países do ranking, China, Japão e Emirados Árabes, responderam por 51% da receita e 45% do volume exportado. Eles aumentaram as compras em 36%, com destaque para o Japão, que comprou um volume 84% superior ao igual período de 2019”, analisa a economista Eliamar Oliveira, analista técnica do Sistema Famasul. Seguindo o ritmo das exportações, o mercado interno de carne in natura de frango também esteve aquecido nos três primeiros meses deste ano. Segundo o boletim pecuário da última semana, em março deste ano, o preço do quilo da carne de frango estava em R$ 6,40. Comparado ao mesmo mês de 2019, quando a cotação estava em R$ 5,43 o quilo, houve um aumento de 17,8%. “O bom desempenho do mercado externo contribui para a valorização dos preços no mercado interno, em razão do aumento na demanda. Aproximadamente 40% da produção de MS destina-se ao mercado internacional”, completa Eliamar. Segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Mato Grosso do Sul abateu 38,8 milhões de animais entre janeiro e março de 2020. O número representa alta de 0,6% nos animais abatidos em relação ao primeiro trimestre de 2019, quando foram abatidos 38,6 milhões de aves.

A escolha dos reprodutores é decisiva para o sistema de produção

Reprodutor e matriz têm o mesmo valor genético, cada indivíduo contribui com a metade de seu genoma no processo reprodutivo, destacou o portal da Embrapa nesta quarta-feira (22). Entretanto, ao longo da vida reprodutiva, enquanto a vaca pode deixar entre seis e oito bezerros, uma média de um por ano, o touro pode ser pai de dezenas. Se o produtor rural fizer uso de inseminação artificial e não monta natural, esse número salta para casa de milhares. Outro ponto a considerar como estratégia reprodutiva é a taxa de reposição. Ela é em média 20% para matrizes e touros, mas enquanto para touros uma reserva ao redor de 2% já fornece um número suficiente de animais, para fêmeas é preciso mais da metade das filhas. Sendo assim, pode-se afirmar que o touro alavanca 86% de todo o melhoramento que o pecuarista fará em seu plantel. Com tal investimento é possível progredir todo o rebanho. Pesquisador da Embrapa em Campo Grande (MS), Antonio Rosa, especialista em melhoramento genético animal, acumula experiência de mais de três décadas sobre o assunto e fala sobre o assunto no #EmbrapaResponde.

França reporta doença de Aujeszky

O Ministério da Agricultura e Alimentação da França reportou, nesta quarta-feira (22), à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) um novo surto da doença de Aujeszky, em javalis selvagens na comuna francesa de Beaulon no departamento Allier. De acordo com a OIE 108 animais estão sendo mantidos em observação sendo três machos, 15 fêmeas e 90 filhotes. Esses animais devem ser soltos nas florestas para caça. Dentro do perímetro de 5 km ao redor do local, não foi identificada nenhuma outra exploração que mantenha fazendas de javalis ou suínos. Segundo o portal AgroLink em abril de 2019 a França registrou dois surtos em fazendas comerciais de suínos. Também conhecida como pseudo-raiva a doença é causada pelo vírus da herpes e tem nos suínos o único reservatório da doença. Acarreta muitos prejuízos na indústria. O vírus é altamente contagioso e se espalha rapidamente pelo rebanho matando leitões e prejudicando o ganho de peso em animais adultos, além de afetar a capacidade reprodutora dos animais. Entre os sintomas mais comuns estão febre, perda de peso e apatia. Dependendo da idade dos porcos, surgem sinais mais severos como: tremores, movimentos descoordenados, sentar-se com as patas traseiras esticadas, decúbito e ato de pedalar.

NA IMPRENSA
O Estado de S.Paulo – O que será dos pets quando a quarentena acabar?

O Globo – A marcha para o colapso em algumas regiões

CNA – Exportações de carne de frango no estado têm alta de 50% no 1º trimestre de 2020

Mapa – Instrução Normativa estabelece regras para pesca amadora de lambari na microbacia do Rio Timbó (SC)

Embrapa – A escolha dos reprodutores é decisiva para o sistema de produção

Valor Econômico – Com demanda fraca, preço do leite pode cair mesmo na entressafra

Valor Econômico – Frigoríficos terão de atuar como os hospitais, diz CEO global da JBS

Valor Econômico – Tyson Foods anuncia suspensão das operações em unidade de suínos em Iowa

Valor Econômico – Frigorífico da Marfrig nos Estados Unidos volta a funcionar

Valor Econômico – Frigoríficos terão de atuar como os hospitais, diz JBS

AgroLink – Quinze laboratórios já utilizam material de referência de ração

AgroLink – A importância da raça Nelore para a pecuária brasileira em live no Instagram, no dia 23 de abril

AgroLink – França reporta doença de Aujeszky

AgroLink – Preço do suíno vivo caiu 40% desde o início da pandemia

G1 – Quarentena esvazia abrigos de animais nos EUA

G1 – Especialista dá dicas sobre cuidados com animais de estimação

G1 – Bois roubados de fazenda são recuperados em Senador José Porfírio

Anda – Maior branqueamento de corais da história preocupa pesquisadores no RN

Anda – Comedouros para animais deixam de ser abastecidos durante quarentena

Anda – Ex-criador de porcos adota o veganismo e atua no resgate de animais

Anda – Fotógrafo registra pinguins abraçados fitando o horizonte

Anda – Pecuaristas impedem que ativistas salvem animais em fazenda fechada

Anda – Cadelinha espera ansiosamente a visita do seu amigo carteiro

Anda – Babuínos aprendem a cavar buracos ao conviverem com cadela em santuário

Canal Rural – Carne bovina: China deve produzir 6,95 milhões de t; alta de 4% em um ano

Canal Rural – Coronavírus: Castrolanda decide cancelar edição de 2020 do Agroleite

Canal Rural – Veja como agroindústria está se prevenindo contra o avanço do coronavírus

Canal Rural – Arroba do boi gordo cai e carne bovina fica estável na véspera de feriado

Só Noticia Boa – Respirador barato da USP passa em testes com humanos

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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