Feira aeroagrícola nos EUA termina com saldo positivo para o Brasil

//Feira aeroagrícola nos EUA termina com saldo positivo para o Brasil
O setor aeroagrícola brasileiro ganhou significativo destaque este ano na convenção da Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (AG Aviation Expo), que terminou na última semana, informou o portal Canal Rural nesta segunda-feira (25). Pela primeira vez, em mais de 50 anos de existência da entidade, o cenário aeroagrícola do Brasil e o trabalho do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola daqui (Sindag) foram apresentados junto com tecnologias verde e amarela em uma palestra técnica para operadores e pilotos da terra do Tio Sam. Ao mesmo tempo, a delegação do Sindag prospectou mais oito empresas locais para exporem no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, marcada para julho de 2020, em Sertãozinho/SP. Desde 2016 o sindicato brasileiro e a NAAA (na sigla em inglês da coirmã norte-americana) participam dos congressos uma da outra. Desta vez, o encontro lá foi de 18 a 21 de novembro no hotel Rosen Shingle Creek, em Orlando, na Flórida. Segundo o presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva (que estava acompanhado do vice, Jorge Toledo, e do diretor-executivo Gabriel Colle), os brasileiros também trocam informações sobre gestão e articulação com executivos da NAAA e empresas aeroagrícolas de lá, além de participarem de palestras com informações em primeira mão a respeito de tendências e mercado mundial de aviação agrícolas. O Sindag também leva para a feira materiais sobre o mercado aeroagrícola brasileiro e mostra as ações institucionais do setor por aqui. Nisso, pelo segundo ano foi destaque também o projeto Aviação Agrícola 360 Graus, que leva os expectadores a um voo virtual sobre as lavouras, para apresentar a aviação agrícola à sociedade. “A parceria Sindag/NAAA é um benefício de mão dupla. Existe um grande mercado para fornecedores brasileiros na América do Norte. Ao mesmo tempo, é importante trazer também mais opções de tecnologias e fornecedores para os operadores brasileiros. Com isso, todo o mercado acaba se aperfeiçoando”, completa Magalhães. A palestra brasileira ocorreu foi na quarta-feira (20), durante as Education Sessions – espaço sobre novidades tecnológicas e de segurança para o quase centenário mercado aeroagrícola norte-americano. O foco foi para a paranaense Zanoni Equipamentos, que desenvolve e fabrica equipamentos embarcados agrícola feitos em aço inoxidável – desde comportas hidráulicas para lançamento em combates a incêndios florestais, até atomizadores rotativos para pulverização, passando por bombas, filtros e outros itens. Em sua terceira participação na feira da NAAA (a segunda com estande), a Zanoni havia firmado em maio deste ano uma parceria com a empresa norte-americana Turbine Convertions, que se tornou representante dos produtos da brasileira na América do Norte. O acordo surgiu a partir de contatos no congresso do Sindag em 2017 (onde a Turbine expôs pela primeira vez no Brasil) e viabilizou a apresentação de agora, aliás, anunciada pelos organizadores da feira da NAAA como “uma rara oportunidade de aprender com dois líderes em tecnologia dos dois maiores segmentos de aviação agrícola do mundo; EUA e Brasil”. Conforme o engenheiro Juliano Mastella, a mostra do panorama daqui – frota, regulação, história, crescimento e desenvolvimento do setor, lavouras onde atua e até a história e papel do Sindag – serviu para atestar a capacidade da Zanoni aos expectadores em Orlando.

Suspensão de registros de agrotóxicos pode não ter eficácia, diz fonte

A suspensão dos registros de 63 agrotóxicos no país, determinada na semana passada por um juiz federal do Ceará, pode não ter o efeito prático desejado pelo deputado federal Célio Studart (PV-CE), que entrou com a ação popular que levou à Justiça a determinar a medida. O Valor Econômico apurou nesta segunda-feira (25) que a área técnica do Ministério da Agricultura encontrou uma brecha na decisão judicial. Uma fonte consultada pela reportagem argumentou que o juiz Luís Praxedes Vieira da Silva, da 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Fortaleza (CE), suspendeu o Ato 62, que só tornou públicos os registros, mas não os registros em si. “O Ato 62 não aprova novos defensivos. Isso se dá por meio da emissão de certificado de registro”, disse a fonte. Procurado, o ministério informou que não deve se posicionar oficialmente sobre o caso. Apesar disso, os registros não estão assegurados. Na avaliação dessa mesma fonte da Pasta, embora os registros dos agrotóxicos continuem válidos, os Estados podem questionar sua validade com base na suspensão do ato público. “O ato é exigido pelos Estados para cadastrarem os produtos autorizados”, disse. Nesse sentido, uma possível suspensão poderia gerar impacto no campo. “Se mandarem suspender os registros, teria que ser feito recall, pois os produtos foram disponibilizados para uso nesta safra”, afirmou. O advogado do deputado Célio Studart discorda desse entendimento. Ao Valor, Jáder Figueiredo, da Jáder Figueiredo Advocacia e Consultoria, disse que por meio da decisão do juiz, o registro dos agrotóxicos deverá ser suspenso. “A União não alegou na defesa que o Ato 62 refere-se somente à publicização dos registros. A questão da publicização, inclusive, é o último ato do processo de registro”, afirmou. Na visão do advogado Marco Aurélio Torronteguy, do escritório TozziniFreire Advogados, o Ato 62 somente dá publicidade a outras 63 decisões. “A matéria é interpretativa, mas não me parece razoável suspender os registros no atacado, sem olhar individualmente cada processo administrativo”, disse.

Trigo contaminado com agrotóxico proibido é armazenado em silos públicos 

Cerca de 2.850 toneladas de trigo contaminado com agrotóxico proibido em etapas de produção e acima dos limites permitidos foram encontradas em dois armazéns públicos, um em Ponta Grossa (PR) e outro em Marau (RS), destacou a Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (25). O primeiro silo é da Conab (da Companhia Nacional de Abastecimento). O segundo pertence a uma empresa gaúcha que presta serviços à estatal. A companhia comprou o trigo contaminado por meio de leilão, em janeiro de 2018. Em uma das medições encontrado no silo de Marau, a quantidade de glifosato chegou a 5,206 mg/kg, cem vezes além do limite de 0,05 mg/kg. Em Ponta Grossa foi encontrado 1,1 mg/kg de fosfeto de alumínio no início do monitoramento, sendo que o tolerável é 0,1 mg/kg. A descoberta ocorreu durante estudo sobre perdas no armazenamento, elaborado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). O resultado foi publicado no início de novembro, com base em medições feitas entre fevereiro e novembro do ano passado. O trigo é da safra de 2017 e provém de produtores da região de Pato Branco, sudoeste do Paraná. Mesmo com a diminuição na concentração dos agrotóxicos com a passagem do tempo, o estudo aponta que, até a última fase de monitoramento, as quantidades de glifosato e fosfeto continuavam acima das permitidas pelas regras brasileiras. Agrotóxico mais vendido no mundo, o glifosato vem tendo o uso questionado internacionalmente, já que não se sabe o nível de segurança que ele fornece para a saúde humana. Estudos associam o produto ao câncer e a outras doenças. Mesmo que não fosse proibido para dessecação, a quantidade encontrada na safra foi cem vezes maior do que a considerada segura para consumo humano. Segundo a Anvisa, uma nova avaliação deve ser feita no caso do trigo encontrado nos silos e, caso a exposição exceda os parâmetros de referência toxicológicos, há um potencial de risco à saúde do consumidor. Há um único produto registrado para ser usado na dessecação do trigo no país, o glufosinato de amônia, que também deve seguir limite de dosagem. O procedimento, no entanto, nem sempre é vantajoso, porque pode antecipar o plantio da soja em apenas poucos dias. O ministério da Agricultura afirmou que a coleta da Embrapa teve objetivo de monitoramento e pesquisa e não de ação fiscal, por isso não houve autuação do produtor. Se a irregularidade tivesse sido descoberta durante fiscalização, a multa seria de R$ 5.000, mais 400% do valor comercial do produto.

Governo prepara lei de uso de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em reintegração de posse no campo

O presidente Jair Bolsonaro anunciou, nesta segunda-feira (25), que o governo prepara um projeto de lei para permitir operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em reintegrações de posse na área rural. De acordo com Bolsonaro, mesmo quando determinado pela Justiça, os governadores acabam protelando o envio da Polícia Militar para retirar invasores das propriedades rurais. “Quando marginais invadem uma propriedade rural, o juiz determinando a reintegração de posse, como sempre os governadores protelam isso, quase sempre, quase como regra eles protelam isso. Pode ser um governador, ou o próprio presidente poderia, pelo nosso projeto, criar a GLO rural, para tirar o cara da propriedade. O cara invade a fazenda, queima o gado, depreda patrimônio, mata animais e fica por isso mesmo”, disse Bolsonaro. Segundo a Agência Brasil, durante a entrevista na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta segunda-feira (25), Bolsonaro defendeu a propriedade privada como um dos pilares da democracia e disse que a reintegração imediata ajuda a inibir outras invasões. “Já tem [uma reintegração em] um estado aí que está no nosso colo para resolver, depois de 8 anos que os caras invadiram fica mais difícil fazer a reintegração de posse, tem que ser algo urgente. Se você dá uma resposta urgente, você inibe os demais que, por ventura, queiram fazer aquilo [invadir]”, disse. O presidente ressaltou que projeto será enviado ao Congresso para avaliação dos parlamentares. “Não é medida impositiva da minha parte. Se o Parlamento assim achar que deve ser tratada a propriedade privada, eles aprovam. Se achar que a propriedade privada não vale nada, aí não aprova”, disse. “A bancada ruralista tem uns 200 parlamentares, todos vão aprovar”, destacou. Realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, as missões de GLO das Forças Armadas ocorrem por tempo limitado nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública. O presidente espera que não haja resistência no Parlamento ao projeto enviado na semana passada que amplia o conceito de excludente de ilicitude, previsto no Código Penal, para agentes de segurança em GLO. “Eu fui 28 anos parlamentar, sempre, qualquer projeto para fazer justiça com os militares, não era bem-vindo no parlamentar. Espero que o sentimento seja diferente. Nós queremos, com esse projeto, que o militar possa cumprir a sua missão e voltar para casa em liberdade”, disse.

NA IMPRENSA
Agência Câmara – Proposta concede bolsas para filhos de agricultores

Folha de S. Paulo – Trigo contaminado com agrotóxico proibido é armazenado em silos públicos

Folha de S. Paulo – Agricultores fazem protesto com tratores em avenida de Berlim; veja fotos de hoje

Agência Brasil – Governo prepara lei de uso de GLO em reintegração de posse no campo

O Globo – Relatório da ONU sobre clima critica ações do Brasil e diz que país precisa ‘voltar aos trilhos’

Valor Econômico – CNA protocola recurso contra decisão que suspendeu registro de 63 agrotóxicos

Valor Econômico – Relatório da MP do Agro só será apresentado na terça-feira

Valor Econômico – Petrobras não chega a acordo para venda de unidades de fertilizantes

Valor Econômico – Plantio de soja chega a 79% da área de 2019/20, diz AgRural

Valor Econômico – Suspensão de registros de agrotóxicos pode não ter eficácia, diz fonte

Agraer – Governo firma termo com instituições para difusão do Manejo Integrado de Pragas em MS

Agro Revenda – Andav promove workshop sobre receita

Canal Rural – Feira aeroagrícola nos EUA termina com saldo positivo para o Brasil

Canal Rural – Auditores fiscais agropecuários do RS entram em greve

Jornal Joseense News – Embraer Serviços & Suporte expande presença nos EUA com foco na Aviação Executiva

Abrasco – Fernando Carneiro: pulverização aérea é contaminação em larga escala

Iagro – Workshop: Responsabilidade Técnica na Emissão da Receita Agronômica

Cana Online – Drones com soluções customizadas para o setor sucroenergético fazem a diferença nos canaviais

Conteúdo Jurídico – Parecer legislativo sobre a proibição do uso de pulverização aérea de agrotóxicos no Estado do Espírito Santo e dá outras providências

Portal de Notícias – Análise química indica presença de deriva do herbicida 2,4-D em Minas do Leão

AgroLink – Inteligência Artificial avança no cultivo de frutas e hortaliças

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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