Farmacêuticas aceleram aportes em P&D

//Farmacêuticas aceleram aportes em P&D
Uma guinada brusca é a melhor imagem de o que acontece em 2020 no setor farmacêutico, destacou o Valor Econômico nesta quinta-feira (27). Praticamente tudo ou está sendo revisto ou reprogramado em função da brutal e repentina demanda global por antibióticos, anestésicos e até antidepressivos e anticoncepcionais na esteira da mais grave crise sanitária dos últimos cem anos. Está em curso desde uma reavaliação detalhada do rol de moléculas dentro das expertises de cada um dos líderes globais de medicamentos, até uma aceleração no desenvolvimento de fármacos, vacinas e novos medicamentos nos grandes laboratórios farmacêuticos: tudo em nome do enfrentamento da emergência global da covid-19. No momento, entretanto, ninguém arrisca dimensionar a repercussão da pandemia para o negócio de medicamentos ao redor do mundo. Centenários laboratórios globais da farmacêutica como Sanofi, Bayer, Pfizer, GSK, Novartis ou líderes nacionais como Cristália, Eurofarma, EMS e até startups brasileiras estão numa corrida sem precedentes para capturar ou catapultar resultados no mercado de remédios e terapias. “Nós fizemos uma ampla revisão de nossas moléculas e temos, hoje, investimentos em cerca de cem delas com potenciais para auxiliar nos efeitos do covid-19”, afirma Adib Jacob, presidente da alemã Bayer Pharma para a América Latina. Todo o esforço e agilidade contam na divisão internacional do trabalho em todos os centros de pesquisa das multinacionais pelo mundo, alguns só para a fase de testes finais da pesquisa clínica. Há uma corrida global com cerca de uma centena de candidatos somente para a produção de vacinas contra a covid-19, e pelo menos 18 deles estão em fase adiantada de pesquisa clínicas. A francesa Sanofi, líder mundial de vacinas, e a britânica GlaxoSmithKlaine (GSK) fizeram uma aliança para somar capacidade de produção de pelo menos 1 bilhão de doses da vacina, que está em fase de testes na Europa.

Diálogo com a Anvisa é intensificado

Os dois anos habituais na fila pela aprovação de um medicamento no Brasil parecem ser coisa do passado, informou o Valor Econômico nesta quinta-feira (27). Os laboratórios farmacêuticos e seus representantes institucionais apontam que a pandemia sedimenta uma nova fase entre autoridades sanitárias e o setor privado de saúde. E a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o destaque nesse sentido. A urgência dos laboratórios em substituir fornecedores de matérias-primas ante a série de lockdowns na China, Itália, Espanha, por exemplo, fez com que os laboratórios locais tivessem que submeter às autoridades uma série de matérias-primas de procedências diferentes das já registradas na agência, obtendo aprovações céleres. “Há uma equipe de qualidade técnica de alto nível na agência e o conhecimento das moléculas ajuda muito no diálogo com os cientistas dos laboratórios. E tempo é dinheiro”, lembra Henrique Tada, diretor-executivo da Associação Nacional dos Laboratórios Nacionais (Alanac). Renato Carvalho, CEO da Novartis do Brasil, explica que sua companhia aprovou a primeira terapia gênica no país graças ao conhecimento técnico da Anvisa, que criou protocolos para medicamentos com base genética, o que abre caminho para produção de medicamentos de alta tecnologia no Brasil. “O diálogo com a Anvisa subiu de patamar. E mesmo com as trocas no Ministério da Saúde não houve interrupção, como no passado, na análise de medicamentos”, diz Nelson Mussolini, presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas, Sindusfarma.

Consulta on-line é tendência irreversível

Ano de 1969: distantes mais de 300 mil km de casa, os astronautas americanos que pela primeira vez sondavam a Lua apresentaram sinais alterados de frequência cardíaca, pressão arterial e temperatura corporal. Era imperioso que os cientistas da Nasa encontrassem formas de monitoramento remoto das funções fisiológicas desses viajantes espaciais submetidos à gravidade zero. Assim teve início a telemedicina. Desde então, a prática se difundiu pelo mundo, com novas tecnologias e protocolos que sofisticaram a perícia médica, apoiando melhores diagnósticos. Em ano de pré-pandemia, cerca de US$ 18 milhões foram investidos no segmento, no Brasil, segundo dados do relatório do Distrito HealthTech Report – o que corresponde a quase 8% dos recursos injetados em healthtechs em 2019. De acordo com publicação do Valor Econômico desta quinta-feira (27), regulado pela resolução 1.643/2002 do Conselho Federal de Medicina (CFM), o exercício da medicina a distância no Brasil ganhou fôlego a partir de março, quando a adoção, em caráter excepcional, de modalidades de atendimento on-line foi reconhecida pelo Ministério da Saúde através da portaria 467. No centro das discussões, a telemedicina começou então a dividir opiniões: se por um lado, era ferramenta suficientemente ágil para viabilizar o distanciamento social preconizado nos primeiros meses da pandemia, por outro suscitava dúvidas quanto à qualidade da consulta. Enquanto isso, jovens startups e empresas tradicionais se amoldavam à febre por atendimento a distância que tomou conta do país, investindo energia e dinheiro em igual proporção ao número de potenciais usuários da telemedicina: se a faixa etária de maior risco para a covid-19 era a terceira idade, a Prevent Sênior, que opera junto a 485 mil conveniados com cerca de 68 anos, reforçou suas frentes de operação, elegendo como principais credenciais dos serviços remotos a consolidação do prontuário eletrônico do paciente, a certificação digital do médico, a teletriagem a cargo de enfermeiros, o follow-up ativo e uma tecnologia israelense de aferição dos sinais fisiológicos do doente por algoritmo. “As quase 2 mil consultas diárias de triagem a distância resultaram em apenas 4% dos casos encaminhados para atendimento presencial”, informa o diretor executivo da operadora, Pedro Benedito Batista.

Duas novas tecnologias ampliam o diagnóstico e o tratamento da tuberculose no SUS

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou, nesta quinta-feira (27), a incorporação de duas tecnologias para o tratamento ofertado no SUS para tuberculose: a cultura líquida automatizada, para diagnóstico da doença; e o medicamento delamanida, para casos em que os pacientes apresentam resistência ou intolerância ao tratamento já disponível. As demandas partiram da Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS), do Ministério da Saúde. Apesar de ser uma doença tratável e curável, a tuberculose ainda é considerada um grave problema de saúde pública e continua sendo a principal causa de morte por uma doença infecciosa entre adultos em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, no ano de 2018, dez milhões de pessoas adoeceram por tuberculose e 1,5 milhão de pessoas morreram pela doença. Sabe-se que o diagnóstico precoce é fundamental para a realização do tratamento e para o controle adequado da evolução da tuberculose. Ele pode ser realizado por exame clínico, com base nos sintomas e sinais apresentados pelo paciente, e confirmado por testes e exames laboratoriais específicos, como a baciloscopia (exame microscópico que investiga a presença de bacilos em um órgão, tecido ou secreção orgânicos), a cultura da secreção e a radiografia de tórax. A cultura é considerada o padrão para o diagnóstico e contribui para a condução do tratamento. No SUS, esse tipo de exame é realizado pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN). A Conitec verificou que, em comparação ao método já existente no sistema público (cultura em meio sólido), o procedimento demandado apresenta vantagens, como o menor tempo para entrega do resultado, além de permitir a verificação de possíveis resistências a medicamentos, o que facilitaria a adoção de tratamentos mais efetivos. Segundo o Ministério da Saúde, a incorporação do sistema automatizado de cultura líquida para diagnóstico e detecção de resistência antimicrobiana no SUS deverá aumentar a cobertura da realização dos testes em todo o país, de forma padronizada, constituindo uma estratégia importante para o controle da doença. A próxima etapa seguida do diagnóstico é o tratamento. E mais importante do que iniciá-lo de imediato, é concluí-lo no prazo indicado pelos profissionais de saúde: a duração mínima é de seis meses. A delamanida é um medicamento antimicrobiano que inibe o desenvolvimento da bactéria causadora da tuberculose. A tuberculose é uma doença infecciosa, de evolução crônica, causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. A transmissão ocorre por via respiratória, por meio de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro das pessoas contaminadas. A doença afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. Os sintomas clássicos são tosse persistente seca ou produtiva, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Câmara – Câmara aprova ajuda de R$ 4 bilhões para empresas de ônibus e metrô na pandemia

Agência Câmara – Vacina russa já foi aplicada em 100 pesquisadores, que desenvolveram imunidade por até 5 meses

Agência Câmara –  Representantes de negros e de quilombolas criticam resposta do governo à Covid-19

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Agência Senado – Suspensão de metas para hospitais filantrópicos no SUS está na pauta desta quinta

Agência Senado – Querem liberar a maconha em plena pandemia, diz Girão

Folha de S.Paulo – EUA, Brasil e Espanha lideram desinformação contra vacinas da Covid-19

Folha de S.Paulo – Pandemia e novo normal: o lucro e a morte acima da vida

Folha de S.Paulo – Aborto legal, universal e gratuito

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Folha de S.Paulo – Novo coronavírus atinge 99,1% das cidades brasileiras, diz Ministério da Saúde

Folha de S.Paulo – Terapeuta transpessoal dá dicas para quem quer começar a meditar na pandemia

Folha de S.Paulo – Covid-19, federalismo e crise de governança no Brasil e nos EUA

Folha de S.Paulo – Em processo de fritura, Guedes propõe escalonar valor do Renda Brasil a partir de R$ 220

Folha de S.Paulo – É falso que vacina contra Covid-19 cause danos irreversíveis ao DNA

Folha de S.Paulo – Ao pensar sobre Amazônia, brasileiros sentem tristeza, indignação e vergonha, aponta pesquisa

Jornal Agora – TCM faz auditoria em contrato para gerenciamento do Samu em SP

STF – STF afasta possibilidade de técnico em farmácia ser responsável por drogaria

O Estado de S.Paulo – AME é grave, mas há esperança no diagnóstico precoce

O Estado de S.Paulo – Saúde mental: pequenos rituais podem ajudar a manter os pés no chão

O Estado de S.Paulo – Plataforma do ‘Estadão’ vai destacar a importância dos imunizantes

O Estado de S.Paulo – Equipe de Saúde de SP busca despolitizar corrida pela vacina em Brasília

O Estado de S.Paulo – OMS diz que escolas não são o motor principal de transmissão da covid-19

O Estado de S.Paulo – Argentina registra mais de 10 mil novos casos de coronavírus pela 1ª vez

O Estado de S.Paulo – Ministério da Saúde aponta aumento de mortes em 13 Estados

O Estado de S.Paulo – Dieta com restrição de calorias induz alterações benéficas no DNA de mulheres obesas

O Estado de S.Paulo – Diretor da OMS, instituições e ex-ministros se mobilizam contra prisão de epidemiologista no DF

BR Político – Agenda nacional do PSDB ataca o SUS não há lugar para discursos ufanistas

O Globo – Plano de saúde: Com suspensão de reajuste, boleto pode surpreender em 2021, alertam especialistas

O Globo – Agência de saúde dos EUA diz que teste não é necessário para algumas pessoas expostas à Covid-19 e é criticada

Agência Brasil – Projeto oferece segunda opinião gratuita para diagnóstico de covid-19

Agência Brasil – Fiocruz e Anvisa definem produção da vacina contra a covid-19

Agência Brasil – Covid-19: mortes sobem 4% e casos caem 13%, mostra Ministério da Saúde

Agência Brasil – ANS esclarece suspensão no aumento dos planos de saúde

Agência Brasil – Estudo mostra relação entre o novo coronavírus e síndrome em crianças

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Agência Brasil – Doria diz que vacina chinesa pode estar disponível no SUS em dezembro

Anvisa – Prorrogado prazo para adequação à RDC de Biovigilância

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Anvisa – MDSAP: novos códigos de assunto no Solicita

ANS – 533ª Reunião da Diretoria Colegiada

Jota – Política nacional de medicamentos biológicos no SUS

Agência Saúde – Brasil não possui casos confirmados de reinfecção por Covid-19

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G1 – Auxílio emergencial pode ser prorrogado até o início de 2021 se Renda Brasil não for aprovado antes

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G1 – A mãe que luta para evitar destruição de esperma congelado de filha transgênero morta

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Correio Braziliense – Estudo americano aponta que mulheres podem reagir melhor ao novo coronavírus

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Valor Econômico – Missão da OMS não visita Wuhan e põe investigação sobre origens da covid-19 em dúvida

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Conitec – Duas novas tecnologias ampliam o diagnóstico e o tratamento da tuberculose no SUS

Governo Federal – Brasil já tem mais de 2,9 milhões de pessoas recuperadas da Covid-19

Governo Federal – Em seis meses, hospitais universitários disponibilizaram mais de 1,8 mil leitos para atendimento
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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