FAO e OCDE preveem queda nos preços das commodities agrícolas

//FAO e OCDE preveem queda nos preços das commodities agrícolas
As crescentes incertezas provocadas pela pandemia de covid-19 – oferta maior que a demanda, desemprego e contração na renda das populações – poderão submeter os mercados a um choque sem precedentes, com queda de preços das commodities agrícolas. É o que projeta o relatório “Perspectivas Agrícolas 2020-2029″ da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO)” divulgado nesta quinta-feira (16). Segundo o Valor Econômico, conforme o documento, todos os elementos do sistema alimentar serão atingidos pela pandemia – da produção primária à demanda intermediária, passando por transformação, comércio internacional e logística nacional e internacional. E a situação poderá piorar se houver uma segunda onda de infecções, observou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. Um primeiro cenário mostra que a covid-19 “poderia submeter os mercados a um choque sem precedentes. Nesse cenário, os preços agrícolas caem fortemente em seguida à contração da renda disponível por causa da pandemia, sobretudo nos países de baixa renda”. Ao longo da década, o crescimento da oferta vai superar a demanda. A luta contra a pandemia levará a uma queda dos preços reais da maior parte dos produtos. A maioria das cotações das commodities continuará no seu nível atual ou declinarão. A OCDE leva em conta uma contração de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2020 e um aumento significativo do desemprego. Significa que, mesmo com preços mais baixos, o consumo também diminuirá por falta de renda. O relatório, em todo caso, mostra mais uma vez avanço do Brasil na agricultura global, sobretudo no comércio de soja, açúcar e algodão, nos próximos dez anos.

Exceção em decreto permite queimas controladas para práticas agrícolas

Publicado nesta quinta-feira (16), o decreto que instituiu a suspensão de queimadas em todos os biomas brasileiros, pelo período de 120 dias, possui exceções. Uma delas permite a realização de queimas controladas “quando imprescindíveis” para praticas agrícolas, desde que  sejam desempenhadas fora das regiões da Amazônia Legal e do Pantanal. O emprego de fogo fica ainda condicionado à autorização prévia de órgão ambiental estadual. De acordo com o Canal Rural essa exceção foi solicitada ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e ao vice-presidente da República e líder do Conselho Nacional da Amazônia, general Hamilton Mourão, pelos deputados federais Alceu Moreira (MDB-RS), Ronaldo Santini (PTB-RS) e Lucas Redecker (PSDB-RS). No ofício assinado pelos três parlamentares, é pedido que Salles e Mourão não incluam a prática de “sapeca do campo” no decreto de moratória das queimadas. “Vale destacar que essa é uma queimada controlada com o objetivo de renovação da pastagem nativa e eliminação de pragas, e que o Rio Grande do Sul já possui a lei estadual 13.931, de 2012, autorizando o uso de fogo controlado nessas áreas”, argumentam. Além dessa exceção, o decreto também permite que sejam feitas queimas para controle fitossanitário e atividades de pesquisa científica — desde que haja autorização de órgão ambiental competente —, além de queimas para práticas agrícolas de subsistência executadas por populações tradicionais ou indígenas e uso de fogo na prevenção e combate a incêndios quando “realizadas ou supervisionadas pelas instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais no país”. Em 2019, a moratória das queimadas teve duração de 60 dias. De acordo com nota divulgada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, este ano o período foi dobrado em razão de dados obtidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Historicamente, a maior incidência de focos de queima nessas regiões ocorre entre os meses de agosto e outubro. Além disso, a previsão climática do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos para os meses de julho, agosto e setembro indica período de forte estiagem, motivo pelo qual tornou-se urgente a adoção da suspensão das queimadas para conter e reduzir a ocorrência de incêndios nas florestas brasileiras”, traz a nota. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, a moratória de 60 dias feita em 2019 conseguiu reduzir os focos de incêndio em 16% entre agosto e setembro.

Recuperação de economia chinesa deve beneficiar exportações brasileiras de agronegócio

A recuperação da economia chinesa, que registrou alta de 3,2% no PIB no segundo trimestre, e a alta nas importações, que bateu 2,7% no mês passado, vão beneficiar os setores de grãos e proteínas animais do Brasil, segundo o coordenador do Núcleo de Agronegócios da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Ernani Carvalho da Costa Neto. Para os exportadores de carnes, o cenário é promissor até 2021, mas o desafio será o atendimento às novas exigências sanitárias aos frigoríficos em função da pandemia do novo coronavírus, destacou o Valor Econômico nesta quinta-feira (16). “As exigências sanitárias tendem a ser cada vez maiores do que já são e os produtores nacionais devem estar preparados para isso, oferecendo produtos seguros e de qualidade”, diz ele, que já observa mudanças na dinâmica do comércio mundial. Principal mercado para as carnes e a soja brasileira, a China deve aumentar a demanda pelos produtos e melhorar as projeções para os exportadores nacionais. “A peste suína dizimou cerca de 40% do rebanho local e esse déficit terá consequências no abastecimento interno que serão sentidas até, pelo menos, 2021. Esse cenário é uma boa oportunidade para os produtores brasileiros crescerem”, afirmou.

Congresso Brasileiro do Agronegócio apontará os caminhos para o agro depois da pandemia

A responsabilidade do agronegócio brasileiro em levar  alimentos à mesa das famílias no país e no mundo foi posta à prova  com o distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19. E, o setor respondeu de maneira contundente, ao manter sua produção, a fim de garantir o abastecimento em supermercados, feiras livres e centrais de alimentos, informou o portal Noticias Agrícolas nesta quinta-feira (16). Mesmo assim, o segmento está enfrentando desafios, com a brusca transformação imposta pelo vírus. Por isso, precisou acelerar a adoção de tecnologias, de processos e gestão, como forma de sustentar toda a cadeia produtiva. Em meio a esse novo cenário, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), cumprindo seu papel de trabalhar para o desenvolvimento do agro nacional, decidiu promover o Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA)em parceria com a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, um dos eventos mais relevantes do universo do agronegócio brasileiro, no dia 3 de agosto, a partir das 9h00, com um formato totalmente virtual. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente no site oficial. De acordo com o Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da ABAG, o segmento está buscando entender seu papel depois da pandemia e direcionar seus esforços, com o propósito de manter sua produtividade e competitividade em um cenário global de crise. Brito receberá a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, na solenidade de abertura do evento online. Desse modo, para responder os principais questionamentos dos produtores rurais e profissionais do agro, a ABAG optou por dividir o Congresso Brasileiro do Agronegócio em três painéis, moderados pelo jornalista William Waack. São eles O Agro Brasileiro e a Crise Global, Mercado Financeiro, Seguro e Crédito Rural e O Agro e A Nova Dinâmica Econômica, Social e Ambiental. Em cada um deles, os internautas acompanharão o depoimento de uma importante personalidade nacional – o Embaixador do Brasil junto à União Europeia, Marcos Galvão, o Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, e o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Celso Luiz Moretti, respectivamente. Além disso, em todos os painéis, os participantes também poderão fazer suas perguntas durante os debates, para serem respondidas pelos especialistas dos segmentos do agronegócio e da economia, da indústria alimentícia, de institutos de pesquisa e do comportamento social e humano. A programação completa pode ser vista no site oficial. Para Marcello Brito, neste momento desafiador pelo qual passa o planeta, o Congresso Brasileiro do Agronegócio ressalta o esforço do agro nacional em trazer avaliações que colaborem para um entendimento sobre os caminhos a seguir em um futuro próximo. O presidente da ABAG também será responsável pelo encerramento do Congresso Brasileiro do Agronegócio junto com o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, atual coordenador do GVagro da FGV.

NA IMPRENSA

O Estado de S.Paulo – 20% da soja e da carne exportadas podem estar ‘contaminadas’ com desmatamento, alerta estudo

O Estado de S.Paulo – Soja e milho puxam valor da produção agrícola

O Estado de S.Paulo – Guedes vê exageros em críticas à política ambiental e diz que Brasil é vítima de politização

BR Político – Governo proíbe queimadas em florestas por 120 dias

Valor Econômico – FAO e OCDE preveem queda nos preços das commodities agrícolas

Valor Econômico – Exportações de suco de laranja registraram alta na safra 2019/20

Valor Econômico – Nova proposta de MP taxa ganho com venda de CBios

Valor Econômico – Porto do Açu começará a receber cargas de adubo

Valor Econômico – Pandemia acelera avanço de soluções digitais no campo, mas há gargalos

Valor Econômico – Recuperação de economia chinesa deve beneficiar exportações brasileiras de agronegócio

CNA – Sistema CNA/Senar debate contribuição do agro para reduzir emissões de gases do efeito estufa

Embrapa – Autossuficiência na produção de trigo passa pelo Cerrado, afirmam participantes de live na Agrobrasília Digital

Embrapa – Nova lei do saneamento básico traz contribuições da Embrapa

Embrapa – Reunião de validação apresenta proposta para Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) do milho no Amazonas

Embrapa – ILPF promove intensificação agropecuária sustentável

AgroLink – SC: safra de mel foi acima da média

AgroLink – Fruta do conde, atemoia, cherimoia: quem é quem?

AgroLink – Conheça a primeira retroescavadeira 100% elétrica

AgroLink – Agricultores familiares de MG poderão ser beneficiados com Fundo Garantia-Safra

AgroLink – Exportações brasileiras de algodão devem crescer 100%

AgroLink – Trabalho da Epagri eleva a qualidade do leite em propriedades rurais de SC

AgroLink – Tecnologia para reduzir emissão de CO2 é lançada

AgroLink – Chegam ao mercado dois novos herbicidas para cana

AgroLink – RS: Afagro solicita informações sobre reestruturação das regionais da Seapdr

AgroLink – Insumos: ser digital não é só estar na internet

AgroLink – Pesquisadores criam bateria orgânica

AgroLink – Legumes verduras e frutas orgânicas viram negócio para ex-aluno em Carangola (MG)

AgroLink – Novos painéis proporcionam facilidades na irrigação

AgroLink – BRDE destina R$ 460 milhões para financiar safra agrícola paranaense

AgroLink – Prazo para inscrições de projetos do PAA 7termina neste dia 17

AgroLink – Feromônio é trunfo no controle da Mariposa oriental

G1 – Produtores de uvas colhem bons frutos, mas a baixos custos

G1 – IBGE aponta aumento na produção agrícola no Amapá

G1 – Venda de máquinas agrícolas reage no Sul do Maranhão

Noticias Agrícolas – Congresso Brasileiro do Agronegócio apontará os caminhos para o agro depois da pandemia

Noticias Agrícolas – Novidades do Aplicativo Campo Digital serão lançadas na Coopercitrus Expo Digital

Canal Rural – Exceção em decreto permite queimas controladas para práticas agrícolas

Canal Rural – Decreto proíbe queimadas em todo o Brasil por 120 dias

Canal Rural – Decreto permitirá uso de sensoriamento remoto para áreas de até 4 módulos fiscais

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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