Europa avança para renovar liberação do glifosato

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Um marco regulatório importante no processo de renovação da aprovação do glifosato na União Europeia (UE) foi atingido no último dia 15 de Junho de 2021. O Grupo de Avaliação do Glifosato (AGG) concluiu que o herbicida mais utilizado no mundo cumpre os critérios de aprovação definidos no Regulamento de Proteção de Plantas (1107/2009 da Comissão Europeia), destacou o portal AgroLink nesta quarta-feira (14). O chamado relatório de avaliação de renovação (dRAR) foi enviado para os órgãos responsáveis pela liberação do glifosato: a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e a Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA), conforme exigido e previsto no Regulamento de Proteção de Plantas da UE (Regulamento (CE) 1107/2009). O AGG também publicou esse documento, que resume suas principais conclusões no processo de avaliação, bem como os aspectos processuais do seu trabalho. “Esta etapa é um marco adicional crucial no processo em andamento para o pedido de renovação da autorização do glifosato na UE, um processo regulatório extremamente robusto para substâncias ativas e um dos mais rigorosos do mundo”, afirmou o Grupo de Renovação do Glifosato (GRG).  O GRG reúne empresas interessadas na manutenção desse ingrediente ativo, incluindo agroquímicas como Albaugh Europe, Barclay Chemicals, Bayer Agriculture bvba, Ciech Sarzyna S.A., Industrias Afrasa S.A., Nufarm GMBH & Co.KG, Sinon Corporation, Syngenta Crop Protection AG. De acordo com eles, o dRAR conta com mais de 180.000 páginas e 1.500 estudos científicos. “O dossiê de renovação do glifosato em 2020 é o mais completo já apresentado às autoridades europeias. O GRG continua empenhado em cumprir e contribuir para todos os aspectos relevantes do processo em curso da UE para reavaliar e reaprovar o glifosato na UE de uma forma transparente e com base científica”, afirmam. Como passo seguinte, a EFSA e a ECHA publicarão o Relatório por um período de comentários públicos de 60 dias, previsto entre setembro e outubro de 2021, o que permitirá aos Estados-Membros, candidatos, partes interessadas e ao público participar no processo regulamentar. “Órgãos reguladores em todo o mundo continuam a concluir que produtos à base de glifosato podem ser usados com segurança conforme as instruções e não representam risco para a saúde humana”, conclui o grupo.

Paraná aposta em “teste rápido” para detectar agrotóxicos ilegais

A partir de setembro deste ano, a fiscalização agropecuária no Paraná contará com uma nova arma contra a venda de agrotóxicos ilegais no Estado: espectrômetros. De acordo com a Revista Globo Rural os equipamentos foram adquiridos por meio de um Termo de Compromisso de Cooperação Ambiental (TCCA) firmado após uma operação de combate à comercialização desses produtos. O equipamento permitirá reduzir de semanas para poucos segundos a análise dos materiais suspeitos fiscalizados pelo Ministério da Agricultura (Mapa), da Polícia Federal (PF) e da Agência de Defesa Agropecuária local (Adapar). “É como se nos fossemos diagnosticar a Covid-19. Qualquer teste rápido, mesmo que não seja 100% de certeza, mas que dê alguma informação e detecte a covid, é importante. E é igual aos agrotóxicos”, explica o responsável pelo projeto que cria o Sistema de Triagem Rápida de Agrotóxicos e Resíduos (Sitrar), Marcelo Bressan. Ao todo, R$ 950 mil foram destinados à criação do sistema, dos quais R$ 500 mil foram para a aquisição de três espectrômetros. O valor foi pago por um site de vendas online autuado na segunda fase da operação Operação Webcida, realizada em 2019. De acordo com o engenheiro agrônomo, é a primeira vez que o equipamento é utilizado com esta finalidade no país. Ele espera que, a partir dos resultados obtidos no Paraná, outros órgãos de fiscalização passem a investir na mesma tecnologia. No caso da fiscalização agropecuária federal, a expectativa é de que o espectrômetro ajude a identificar também os resíduos de agrotóxicos em lavouras ou produtos já colhidos e, assim, diagnosticar não só o uso de produtos ilegais, mas também o mau uso de produtos já autorizados pelo Ministério da Agricultura. Além dos três kits de análise rápida de agrotóxicos – dispostos em maletas contendo o espectrômetro portátil, materiais para coleta e o notebook interligado ao equipamento – o projeto contará com uma cota de análises confirmatórias de agrotóxicos, que serão realizadas no laboratório do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em Curitiba.

Ruralistas discutem com Guedes ‘solução’ para passivo do Funrural

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai encontrar uma solução para o passivo bilionário do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Ele e membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reuniram-se no início da noite desta terça-feira (14) com o ministro para buscar uma saída para o tema, que se arrasta desde 2017. “O ministro disse claramente e reafirmou o compromisso da solução do problema do passivo do Funrural”, disse em vídeo publicado há pouco. Segundo Goergen, várias alternativas foram debatidas. “Os técnicos passarão a avaliar e nos próximos dias teremos a informação, em um curtíssimo espaço de tempo. Esse problema terá que ser resolvido, e será”., destacou. “Me parece que agora teremos uma posição, se não for a solução ideal, será uma solução. E conseguiremos tirar da nossa pauta esse assunto do indevido e injusto passivo do Funrural”. Fontes que acompanharam a reunião, no entanto, afirmaram ao Valor Econômico que o ministro não falou sobre medidas para a extinção completa da dívida, como quer parte do setor. Uma das alternativas em avaliação é a criação de uma nova opção de parcelamento do débito restante – que está menor devido ao prazo de decadência de cinco anos. Já se passaram quatro anos desde a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o retorno da cobrança do Funrural, em 2017. A opção em estudo é ir além dos 60 meses fornecidos pelo Programa de Retomada Fiscal da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que renegocia débitos previdenciários (o Funrural é a contribuição previdenciária sobre a receita bruta da comercialização rural) inscritos na dívida ativa da União com possibilidade de descontos e entrada facilitada, que tem prazo de adesão até 30 de setembro de 2021. “O ministro não comentou a extinção do passivo, mas demonstrou boa vontade eme resolver, em achar a forma”, afirmou uma fonte. “O deputado falou a verdade [que Paulo Guedes garantiu uma solução para o passivo do Funrural]. Boa reunião”, disse outra pessoa a par do encontro.

Como surto ‘épico’ de gafanhotos está devastando os EUA 

Um surto de gafanhotos que já afeta pelo menos 15 estados vem provocando devastação em lavouras e pastagens no Oeste americano, competindo por comida com o gado e deixando um rastro de milhões de dólares em prejuízos, informou a Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (14). Esses insetos são nativos da região e sua população costuma ser controlada. Mas, segundo cientistas, houve uma explosão neste ano, agravada pela seca e ondas de calor históricas. O Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal (APHIS, na sigla em inglês), agência ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos responsável pelo controle de doenças e pragas, já tratou mais de 325 mil hectares com inseticidas, em uma campanha de supressão da população de gafanhotos e dos chamados grilos Mórmons (Anabrus simplex), que também são comuns na região e vêm causando danos semelhantes neste ano. De acordo com o diretor de política nacional da APHIS, Bill Wesela, esse tratamento vai proteger mais de 650 mil hectares, mas ainda há várias outras ações programadas em diversos Estados, à medida que mais agricultores e pecuaristas pedem ajuda à agência para controlar o problema. Wesela lembra que a última grande campanha de supressão de gafanhotos na região foi em 2010, quando o surto de gafanhotos foi a maior dos últimos 35 anos. Na época, mais de 400 mil hectares foram tratados, o suficiente para proteger 800 mil hectares. A total magnitude do problema neste ano só ficará clara dentro de alguns meses. “A infestação deste ano ainda está evoluindo e não estará completa até o final do verão (no Hemisfério Norte)”, diz Wesela à BBC News Brasil. Wesela ressalta que ainda é cedo para estimar os custos totais da campanha e os prejuízos provocados pelo problema neste ano. Mas os danos já são visíveis, especialmente em pastagens e lavouras irrigadas. No caso da pecuária, Wesela ressalta que a redução do volume de pastagem para alimentar o gado obriga os produtores a gastar na compra de alimentação suplementar ou até mesmo vender seus rebanhos a preços reduzidos. Os insetos também podem devastar plantações de alfafa, milho, trigo e cevada e reduzir o habitat e as fontes de alimentação para os animais selvagens da região. Além disso, provocam danos à fruticultura e à apicultura.

NA IMPRENSA

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Revista Globo Rural – Agro cresceu 3,8% no 2º trimestre em relação ao mesmo período em 2020, projeta Economia 

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