Estudo da Embrapa mostra benefícios da nutrição de precisão para vacas

//Estudo da Embrapa mostra benefícios da nutrição de precisão para vacas
Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostra que a nutrição de precisão de vacas pode gerar mais produtividade de leite e menor impacto ambiental da atividade no campo, destacou o Valor Econômico nesta quinta-feira (16). A alimentação com balanceamento de nutrientes reduziu os excedentes gerados de nitrogênio em 7,6% e de fósforo em 6,3% em análise feita com animais das raças Holandesa e Jersolanda e propiciou economia na produção leiteira. Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), avaliaram por um ano dois grupos com sete vacas cada durante o período de lactação com dietas contendo teores de proteína diferentes. O primeiro grupo recebeu concentrado com 20% de proteína bruta. Já o segundo teve o teor proteico ajustado de acordo com as exigências nutricionais e a produção leiteira. A alimentação foi à base de milho, farelo de soja, sal mineral e bicarbonato de sódio, além do pasto manejado de maneira igual para ambos. “A redução de excedentes dos nutrientes significa fazer uma pecuária ambientalmente eficiente, com isso o produtor terá mais facilidade no manejo dos resíduos e na obtenção da licença ambiental da fazenda”, conta o coordenador da pesquisa, Julio Palhares. “Os custos da produção de leite também são impactados. Com a quantidade ajustada de nitrogênio, produziu-se a mesma quantidade de leite da dieta com excesso do elemento. Isso significa redução do custo de produção”, destaca. O total de excesso de nitrogênio por hectare foi de 605 kg no grupo 1 e de 556 kg por hectare no 2. A eficiência média de uso de nitrogênio foi de 21% para o grupo 1; e de 22,7% para o grupo 2. Em relação ao fósforo, o total de excesso por hectare do sistema produtivo foi de 93 kg por hectare no grupo 1 e de 86 kg por hectare no grupo 2. A eficiência média de aproveitamento do fósforo no grupo 1 foi de 25,3% e no grupo 2, de 26,5%. O potássio não apresentou o mesmo desempenho positivo, mas, segundo os pesquisadores, ele não é um elemento com grande representatividade no impacto ambiental. A maior parte do excesso de nitrogênio no grupo da dieta convencional vem da fertilização do solo e dos alimentos concentrados oferecidos aos animais. Já o fósforo está no capim e no concentrado. O consumo excessivo dos nutrientes na dieta aumenta o risco ambiental por conta da presença deles nas fezes e na urina do gado, diz o estudo. “Os resultados demonstram que a precisão no uso da proteína na dieta determinará menor potencial de dano ambiental, como poluição das águas e do solo e emissão de gases”. Uma das vantagens de calcular o excedente de nutrientes por área ao mês, segundo o estudo, é permitir a tomada de decisões mais acertada em relação ao regime de fertilização das pastagens, reduzindo a necessidade de aquisição de fertilizantes químicos, diminuindo os custos de produção, otimizando o uso de resíduos de animais como fertilizantes, melhorando a segurança ambiental da fazenda e facilitando a adaptação às legislações ambientais. A zootecnista Táisla Novell participou do estudo a campo e diz que a nutrição de precisão é mais uma ferramenta para gerar resultados melhores na produção e benefícios ambientais ao produtor rural. Ela e Palhares defendem que o balanço de nutrientes seja considerado pelo setor e pelos órgãos gestores como item de análise ambiental. No balanço de nutrientes, é calculada a diferença entre a entrada desses elementos no sistema de produção na forma de alimentos, fertilizantes, água, e a saída em produtos como leite, carne e venda de animais. O resultado é o excedente ou o déficit de nutrientes no sistema de produção.

Inspetoria Agropecuária confirma primeiro caso de raiva bovina em Santa Cruz

De acordo com o portal AgroLink a Inspetoria de Defesa Agropecuária de Santa Cruz do Sul confirmou o primeiro caso positivo de raiva bovina em Cerro Alegre Alto, interior do município, após uma década sem registros. Em entrevista à Rádio Gazeta na tarde desta quinta-feira (16), a médica veterinária Aline Correa da Silva fez um apelo para que todas as pessoas daquela região vacinem cavalos e bovinos contra a raiva. “Nós tivemos um caso positivo, o animal morreu e foi confirmada no laboratório a existência da doença. A ação, agora, é que todos os produtores daquela região vacinem os seus rebanhos. Isso é muito importante para termos o controle da situação. O vírus da raiva está circulando naquela região e, para prevenir, é só com vacinação”, disse. Segundo a médica, há cerca de dez anos não há constatação de caso positivo de raiva bovina em Santa Cruz, embora sempre existam casos suspeitos. No entanto, explica que há subnotificações, uma vez que muitos bovinos morrem, mas os proprietários não repassam a informação para a Inspetoria Agropecuária. “Isso é um problema, pois às vezes o vírus está circulando e nós não estamos sabendo”, disse. Os últimos casos registrados na região foram em Sinimbu, Herveiras, Candelária e Vale do Sol. “É importante alertar que a raiva pode ser passada para as pessoas, então é uma doença extremamente séria. Depois que o animal contraiu o vírus, a gente não consegue mais curá-lo e ele morre. Reitero: a única forma de prevenção é a vacinação”, explicou. O principal transmissor de raiva para os bovinos são os morcegos hematófagos. A transmissão geralmente ocorre por inoculação da saliva dos animais infectados, mas é possível contrair pelo contato com o sangue e saliva em mucosas. O período de incubação do vírus pode chegar a 6 meses. Conforme a médica veterinária Aline Correa da Silva, foi realizada a inspeção no local onde o animal morreu e foram encontrados vestígios de morcegos. Portanto, a orientação, por enquanto, é que todos os criadores que estão num raio de 12 quilômetros de Cerro Alegre Alto vacinem os animais. Segundo Aline, uma equipe da Secretaria Estadual de Agricultura virá à Santa Cruz para realizar um trabalho de “revisão das furnas dos abrigos dos morcegos”, ou seja, eles irão contabilizar se a população de morcegos hematófagos está aumentando. “Se estiver aumentando, eles provavelmente irão tentar capturar alguns morcegos para verificar a existência do vírus, e aí, sim, nós iremos orientar outras localidades a realizarem a vacinação, mas depende dessa análise.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debate bem-estar animal na suinocultura

O Sistema CNA/Senar promoveu uma live, na quinta-feira (16), para debater o bem-estar na suinocultura com integrantes da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e especialistas. “Discutir o bem-estar animal na suinocultura nesse momento é relevante, principalmente devido à pandemia, porque a cadeia tem perspectiva promissora de ganhar mercado nos próximos anos, tanto interno quanto internacional”, afirmou o presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Iuri Machado. No debate mediado pela assessora técnica da Comissão da CNA, Ana Lígia Lenat, os participantes destacaram a importância de ter uma normativa específica para a suinocultura. “Hoje o produtor entende que tem que evoluir cada vez mais nessas práticas para garantir mercado, mas uma norma servirá para dar parâmetros ao setor em se tratando da criação de suínos. O produtor sempre preza pelas boas práticas não só por uma questão humanitária, mas também pela performance dos animais”, ressaltou Machado. “Uma legislação virá para impulsionar a cadeia, auxiliar as associações, produtores e veterinários que sentem falta de ter um balizador que traga segurança jurídica, projeção internacional e acordos de comércio”, completou Charli Ludtke da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). Carolina Maciel, especialista em Bem-Estar Animal, falou sobre como uma política nessa área pode ser uma oportunidade para a suinocultura brasileira. Ela mostrou as normas de alguns países que são grandes produtores de suínos como União Europeia, Estados Unidos e China. “À medida que os estudos científicos foram evoluindo, houve uma compreensão em relação às necessidades físicas e biológicas dos animais e de que maneira os impactos da produção afetavam essas necessidades. A partir daí começou uma mudança de paradigma para protocolos de bem-estar animal, com uma formulação mais específica, não apenas vedando, mas também prescrevendo algumas práticas, e trazendo um rol de obrigações do que fazer e não fazer”, afirmou. Carolina destaca que é necessário mudar a mentalidade de que o bem-estar animal é um risco para a atividade. “É uma oportunidade que traz segurança jurídica, acesso a mercados e atributo ético. O bem-estar beneficia todos, não apenas o animal, mas os produtores e o próprio país.” Charli Ludtke, da ABCS, afirmou a ABCS vem trabalhando a questão há bastante tempo. “O bem-estar é bom para o animal, para a granja e também para a saúde humano porque estamos produzindo um alimento mais seguro, ao reduzirmos, por exemplo, o uso de medicamentos.” Para os participantes, apesar do bem-estar animal não exigir grandes investimentos do produtor rural, quando a normativa para o setor for aprovada, será necessária a abertura de linhas de crédito específicas.

Indústrias de proteína animal questionam majoração de multa prevista em Medida Provisória revogada

Três associações ligadas à produção, à comercialização e à exportação de proteína animal questionam no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (16), a imposição de novas multas aplicadas pela inspeção sanitária e industrial com base na Medida Provisória (MP) 772/2017, revogada pela MP 794/2017. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) ajuizaram a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 717, da relatoria do ministro Luiz Fux. As associações sustentam que a MP 772/2017, assinada pelo então presidente da República Michel Temer, majorou em 1.170% o limite da multa por infração de regras sanitárias, sem definir critérios para a sua graduação em cada caso concreto. A penalidade aplicada pelos órgãos competentes tem origem em fiscalizações realizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). De acordo com as entidades, a MP 772/2017 não pode ser aplicada por ter sido revogada pela MP 794/2017, que, por sua vez, perdeu a eficácia após o término do prazo de vigência. Elas alegam que processos judiciais e administrativos não podem ser fundamentados em MP não convertida em lei e que a multa majorada só poderia incidir sobre as infrações praticadas durante a vigência das normas, ou seja, de 30/3/2017 a 8/8/2017 e entre 7/12/2017 e 8/12/2017. Afirmam, ainda, que as multas, além de abusivas, têm reflexos prejudiciais, sobretudo “diante do quadro generalizado de recessão que se instalou, no Brasil e no exterior, em razão da pandemia de Covid-19”.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Mars doa 3,5 toneladas de alimentos para animais de moradores de rua em SP

O Globo – Aumenta o número de animais abandonados no RJ e SP durante a quarentena

STF – Indústrias de proteína animal questionam majoração de multa prevista em MP revogada

Correio Braziliense – Família e jovem picado por naja serão multados pelo Ibama em R$ 78 mil

G1 – Projeto resgata animais silvestres em Vilhena

G1 – Adoção de animais ganha força em meio à pandemia

G1 – Concessionária de rodovia aponta aumento de resgate de animais

G1 – Tráfico de animais é prática antiga que compromete biodiversidade brasileira

G1 – Tráfico de animais é prática criminosa que prejudica biodiversidade e facilita a disseminação de doenças

G1 – Cobra, jabuti, tamanduá e outros 32 animais são devolvidos à natureza em Vilhena, RO

Valor Econômico – Alto número de casos de covid-19 nos frigoríficos se deve à testagem em massa, diz ministra

Valor Econômico – Estudo da Embrapa mostra benefícios da nutrição de precisão para vacas

Valor Econômico – Paranaense Copacol ganha força no mercado de tilápia

Valor Econômico – BRF adere a movimento empresarial pelo combate ao desmatamento ilegal na Amazônia

CNA – CNA debate bem-estar animal na suinocultura

CNA – Com ATeG do Senar, ovinocultor de Terenos conquista aumento de 2000% na produtividade

AgroLink – Assistência técnica eleva produção de ovinocultor em 2000%

AgroLink – LIVE vai apresentar ILPF na Região Sul

AgroLink – Fiscalização interdita fábrica de embutidos

AgroLink – Frango: preços subiram nas granjas e no atacado

AgroLink – Produção chinesa de carne suína desliza pelo 7º trimestre consecutivo

AgroLink – Consumo de carne deve cair para menor nível em 9 anos

AgroLink – Minas Gerais ainda terá vacinação contra a febre aftosa em 2021

AgroLink – Inspetoria Agropecuária confirma primeiro caso de raiva bovina em Santa Cruz

Anda – Mais de 30 animais mantidos em meio a lixo são resgatados de imóvel em SP

Anda – Natura promete investir R$ 4,3 bilhões no combate ao desmatamento na Amazônia

Anda – Antigo frigorífico dá lugar a mercado popular vegano

Anda – Número de pinguins debilitados e mortos no litoral de SC preocupa especialistas

Anda – Camundongos são modificados geneticamente para serem explorados em estudos sobre o coronavírus

Anda – ONG promove campanha solidária de inverno em prol dos animais em Osasco (SP)

SBA – Preços do frango registram alta na granja e atacado de 2,8% e 0,8%, respectivamente

SBA – Prorrogado prazo para entrega da declaração anual de rebanho do RS

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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