Estudo com 1.200 genomas mapeia diversidade da população brasileira

//Estudo com 1.200 genomas mapeia diversidade da população brasileira
A diversidade genética da população brasileira se equipara àquela encontrada no somatório de 54 populações espalhadas pelo mundo, apontam os primeiros resultados do projeto DNA do Brasil, que busca construir a maior coleção de genomas do país, informou a Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (23). Após nove meses do lançamento da iniciativa, foram sequenciadas e analisadas amostras de 1.247 voluntários. A meta é chegar a 15 mil. “A gente vai começar a ver o que é a população brasileira. Vários grupos vêm caracterizando-a ao longo do tempo —agora estamos no ombro de gigantes.”, afirma Lygia da Veiga Pereira, da USP, pesquisadora que comanda a iniciativa. O sequenciamento envolve “soletrar” a sequência de “letras” (ou bases nitrogenadas, de quatro tipos: A, T, C e G) do genoma —ao todo são 3 bilhões delas por pessoa, o equivalente a um arquivo de 500 megabytes para cada sequenciamento. O estudo de referência foi feito com o genoma de 929 pessoas espalhadas pelo globo e foi publicado em março deste ano na revista Science. Os resultados brasileiros, de acordo com os pesquisadores, devem em breve ser submetidos para publicação em uma revista especializada. Até então não havia um projeto nacional que reunisse todas essas informações, diz Pereira, apesar de iniciativas que investigam, por exemplo o genoma de idosos. Segundo Tábita Hünemeier, que estuda o genoma de populações indígenas e que também está no projeto DNA do Brasil, as análises até agora mostram uma predominância de DNA mitocondrial (que é herdado da mãe) proveniente de populações africanas (36%) e nativas americanas (34%). Já a herança masculina (observada por meio do cromossomo Y), é 75% europeia. A combinação dos dados revela que a miscigenação no Brasil se deu muito de forma assimétrica, com pouca oportunidade de homens de origem indígena deixarem descendentes, por exemplo. Ainda assim, no estudo foram encontrados exemplos de pessoas com DNA totalmente de origem indígena, assim como outros totalmente de origem africana. Foram encontradas variantes genéticas provenientes de toda a África —norte, sul, leste e oeste. Esse tipo de estudo, afirma Hünemeier, é uma oportunidade para entender quais porções de DNA índígena permanecem no povo brasileiro. Os índios da costa leste brasileira, que somavam 1,5 milhão de pessoas, foram praticamente exterminados. A expectativa é que os dados de sequenciamento sirvam para encontrar variantes genéticas relacionadas a doenças, como a ataxia, que prejudica progressivamente o funcionamento do cérebro, o equilíbrio e a coordenação motora. Na última semana foi postado na plataforma de pré-publicação bioRxiv um estudo comandado por de pesquisadores da USP e com participação de diversas outras instituições que identificou 76 milhões de variações (entre pequenas mutações e deleções) em 1.171 idosos de um coorte de São Paulo. Dessas variações, 2 milhões são inéditas, segundo os autores da pesquisa, que ainda não passou pela revisão por outros cientistas. Também encontraram 140 alterações do HLA, sistema de moléculas que ficam na superfície de células e que é controlado por genes do cromossomo 6, intimamente relacionado ao funcionamento do sistema imunológico e que, portanto, pode influenciar em inúmeras patologias.

Prevenir fatores de risco e integrar cuidado são tão importantes quanto tratamento oncológico

Os investimentos no combate ao câncer no Brasil, além de direcionados para o próprio tratamento, precisam fortalecer outras duas áreas: a promoção da saúde e a integralidade do cuidado. Segundo a Folha de S.Paulo prevenir e combater os fatores de risco, assim como integrar a assistência aos pacientes, desde o diagnóstico até os cuidados paliativos, são medidas igualmente importantes quando postas na balança junto com as tecnologias de tratamento. Isso porque podem diminuir a incidência da doença no país —somente em 2020, são esperados 625 mil novos casos—, além de assegurar o bem-estar do paciente e a agilidade nos cuidados. O diagnóstico foi feito por especialistas nesta quarta-feira (23), durante a sétima edição do Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, realizada virtualmente em razão da pandemia. Katia Curi, da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), afirma que uma Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica está sendo estruturada. A ideia é dar o selo para operadoras de saúde que se mostrarem capazes de oferecer um cuidado integrado aos beneficiários com câncer. A certificação está sendo construída com base em experiência recente da ANS. De abril de 2017 a abril de 2018, 41 operadoras e prestadoras de saúde participaram do Projeto OncoRede, que buscou implementar um modelo diferenciado de cuidado aos pacientes oncológicos, com foco na integralidade da assistência. Entre os objetivos, estavam agilizar o diagnóstico, assegurar laudos integrados de exames, formar times multiprofissionais e estruturar cuidados paliativos. Os resultados, avalia a agência, foram positivos. A análise dos dados de 15 participantes que fizeram reportes mensais mostra que o tempo médio entre diagnóstico e tratamento caiu de 42 dias, em abril de 2017, para 37 em 2018. No mesmo período, o percentual de pacientes em tratamento com laudos completos subiu de 81,3% para 94,3%. Como lição, Curi lista uma série de estruturas a serem fortalecidas. “É fundamental investir em navegação do cuidado, ações para diagnóstico e detecção precoce, padronização das informações e atuação cooperativa dos prestadores de saúde, como laboratórios e hospitais.” O esforço deve ser feito também na promoção da saúde, o que tem impacto direto na prevenção ao câncer. Em maio de 2019, a área ganhou um departamento específico no Ministério da Saúde. O Departamento de Promoção da Saúde está ligado à Secretaria de Atenção Primária e é responsável por um guarda-chuva de medidas, como a gestão dos agentes comunitários de saúde, a Estratégia de Saúde da Família, a promoção da alimentação saudável e o Programa Saúde na Escola.

PL 6330/19 e o debate de regras para cobertura de planos de quimioterapia oral

O projeto de lei 6.330/2019, de autoria do senador Reguffe (Podemos-DF), foi aprovado por unanimidade no Senado em junho e aguarda para ser votado na Câmara dos Deputados. O texto prevê que os planos de saúde sejam obrigados a cobrir custos de medicamentos usados em tratamentos de câncer a partir do momento em que o remédio for aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atualmente, a cobertura se torna obrigatória após avaliação de tecnologias de saúde (ATS) e a inclusão do medicamento no Rol de Procedimentos e Eventos de Saúde, atualizado a cada dois anos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por enquanto não se manifestou publicamente quanto à possibilidade de pautar o texto. A relatora da matéria, deputada Silvia Cristina (PDT-RO), disse ao Jota, nesta quinta-feira (24), que não pretende alterar o texto para evitar que ele volte ao Senado. Silvia Cristina vem questionando Maia sobre a previsão de quando o tema será votado, mas até agora não obteve retorno. Se o projeto de lei for pautado antes da volta do funcionamento das comissões na Câmara, a tramitação será mais célere, somente com votação em plenário. A relatora tem uma expectativa boa com relação à força do projeto de lei. “Temos um grupo grande, de mais de 200 parlamentares que apoiam o projeto”, diz a deputada Silvia Cristina. A Câmara de Saúde Suplementar (CAMSS) está realizando discussões sobre o processo de incorporação de procedimentos no rol de planos de saúde. Segundo a ANS, ao final dessa rodada de debates a agência deverá formalizar um parecer para ser enviado ao Congresso e aos participantes do CAMSS. Entre os defensores do projeto de lei, o principal argumento é que hoje há uma demora muito grande na avaliação da ANS. “Há remédios que são únicos para evitar que o câncer cresça, evitar que o câncer volte ou para aumentar a curabilidade e sobrevida”, afirma Fernando Maluf, oncologista fundador do Instituto Vencer o Câncer, que fez um abaixo assinado com mais de 150 mil assinaturas a favor do projeto de lei. “Mais de 50 mil brasileiros por ano são prejudicados ou com a vida ou com o sofrimento de um câncer que não está sendo bem tratado, aumentando o número de internações, complicações e qualidade de vida”. Já aqueles que se opõem ao projeto de lei citam as implicações de liberar um medicamento sem a realização criteriosa de avaliação de tecnologia. “A avaliação de tecnologia é a peneira, a forma correta de fazer a escolha com base em dados, em ciência, em informação. Isso protege a sociedade, protege as pessoas”, afirma Vera Valente, diretora-executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). “Esse é o processo que baliza a escolha da forma mais equilibrada possível no Brasil e em outros países”.

Lei transforma 8 de agosto no Dia da Pessoa com Atrofia Muscular Espinhal

De acordo com a Agência Câmara entrou em vigor nesta quinta-feira (24) a lei que cria o Dia Nacional da Pessoa com Atrofia Muscular Espinhal (AME), a ser comemorado em 8 de agosto. A nova lei resulta do Projeto de Lei 6267/16, dos deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Eduardo Barbosa (PSDB-MG). Segundo os autores, a escolha do dia 8 de agosto foi feita pela Aliança Brasileira pela Atrofia Muscular Espinhal, considerando que agosto é o mês mundial de conscientização sobre a doença, quando são realizadas ações de divulgação, informação e capacitação de profissionais da área.A AME causa degeneração e perda de neurônios motores da medula espinhal e do tronco cerebral, provocando fraqueza muscular progressiva e atrofia. Não tem cura e ocorre em cerca de um entre 10 mil nascidos vivos, com diferentes graus de gravidade. A proposta foi aprovada no ano passado pela Câmara, onde foi relatada pelo deputado Daniel Freitas (PSL-SC). O Senado aprovou o texto no início deste mês.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Senado – Projeto prevê regulamento para vacina contra o covid-19

Agência Senado – Prorrogação de suspensão das metas de hospitais filantrópicos vira lei

Agência Câmara – Parlamentares esperam votação de propostas em benefício de pessoas com deficiência na próxima semana

Agência Câmara – Parlamentares avaliam cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Agência Câmara – Lei prorroga suspensão de metas quantitativas e qualitativas do SUS

Agência Câmara – Proposta isenta IPI de automóvel de pessoa com síndrome de Down

Agência Câmara – Lei transforma 8 de agosto no Dia da Pessoa com Atrofia Muscular Espinhal

Folha de S.Paulo – Após críticas, Ministério da Saúde recua em trechos de portaria sobre aborto, mas mantém aviso a polícia

Folha de S.Paulo – Rússia anuncia acordo para oferecer remédio contra Covid-19 ao Brasil

Folha de S.Paulo – Bolsonaro sanciona projeto de lei que altera cobrança do ISS

Folha de S.Paulo – USP terá pós-graduação sobre a pandemia do novo coronavírus

Folha de S.Paulo – Procon-SP notifica operadoras por suposto aumento ilegal em planos de saúde

Folha de S.Paulo – O aprendizado com a pandemia e a ciência no pós-Covid-19

Folha de S.Paulo – Flórida se tornou laboratório da postura errática de Trump diante da pandemia

Folha de S.Paulo – Agência dos EUA amplia exigências para vacina contra Covid-19 e deve frustrar planos de Trump

Folha de S.Paulo – Prevenir fatores de risco e integrar cuidado são tão importantes quanto tratamento oncológico

Folha de S.Paulo – Mesmo com vacina, coronavírus pode causar novos surtos, diz Atila Iamarino

Folha de S.Paulo – Reino Unido testará vacinas em voluntários infectados propositalmente com coronavírus

Folha de S.Paulo – Covax: uma vacina contra a irracionalidade

Folha de S.Paulo – Anvisa dá aval a ampliar estudos de vacina da Sinovac de 9 mil para 13 mil voluntários

Folha de S.Paulo – Estudo com 1.200 genomas mapeia diversidade da população brasileira

Folha de S.Paulo – Vacina dá vantagem a Doria sobre Bolsonaro na próxima batalha do vírus

Folha de S.Paulo – Estudo aponta segurança da vacina, e Doria quer aplicação em dezembro

O Estado de S.Paulo – Solução e prevenção de disputas na saúde suplementar

O Estado de S.Paulo – Governo altera portaria sobre aborto e desobriga comunicação à polícia em caso de estupro

O Estado de S.Paulo – Política de redução de danos para as crianças na pandemia

O Estado de S.Paulo – A importância do contato com os idosos

O Estado de S.Paulo – PF do Rio investiga desvio de R$ 9 mi do SUS com fraudes em laboratório

O Estado de S.Paulo – Juiz vê ‘claro retrocesso’ na revisão de protocolos de segurança para reabertura de agências do INSS

O Estado de S.Paulo – Vacina de injeção única da Johnson & Johnson contra coronavírus será testada em 60 mil pessoas

O Estado de S.Paulo – As dificuldades na obtenção de benefícios previdenciários por doenças psiquiátricas

BR Político – Coronavac teve eficácia de 98% na imunização, diz governo de SP

O Globo – Procon-SP notifica planos de saúde sobre aumentos abusivos e cobertura de testes de coronavírus

O Globo – Secretária de Saúde de Magé é presa suspeita de integrar esquema que teria desviado R$ 9 milhões do SUS

Jota – PL 6330/19 e o debate de regras para cobertura de planos de quimioterapia oral

Agência Brasil – Somente 1% de adolescentes do sexo masculino vai ao médico

Agência Brasil – Médicos creem em revolução no tratamento de câncer em menos de 30 anos

Agência Brasil – Casos semanais de covid-19 voltam a subir no Brasil

Agência Brasil – Brasil acumula 4,6 milhões de casos e 138,9 mil mortes por covid-19

Agência Brasil – Saúde atualiza novamente procedimentos para aborto no SUS

Agência Brasil – Covid-19: estudo com 50 mil pessoas aponta segurança da vacina chinesa

Agência Brasil – SUS abre consulta pública sobre uso de medicamento para o coração

G1 – Smartwatches e aparelhos de monitoramento da saúde têm precisão e utilidade questionadas

G1 – Governo publica nova portaria sobre procedimento para aborto em caso de estupro

G1 – Remédios do dia a dia podem levar ao declínio cognitivo

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G1 – Vacina contra a Covid-19 que UFPR desenvolve é testada em camundongos, e resultados mostram eficácia em duas doses

G1 – O mistério dos vírus mortais que desapareceram sem deixar vestígios

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Agência Saúde – Ministério da Saúde prorrogou habilitação de mais de 6 mil leitos de UTI

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Opas – Organizações pedem aos países medidas mais firmes para impedir a disseminação de informações falsas durante pandemia da COVID-19

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Valor Econômico – Nova York alerta para novos surtos de covid-19

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Valor Econômico – No Brasil, teste terá sete mil voluntários em dez estados e DF

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Valor Econômico – Johnson & Johnson lança terceira fase de vacina de dose única contra covid-19

Valor Econômico – Justiça do DF suspende retorno presencial dos peritos do INSS e proíbe corte no ponto

Valor Econômico – Bolsonaro retira indicação de Marcus Aurélio Miranda de Araújo para diretor da Anvisa
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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