Estudo busca identificar remédios já existentes para diferentes doenças

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Estudo busca identificar remédios já existentes para diferentes doenças

Uma pesquisa avaliou milhões de artigos científicos para observar possíveis ligações ainda desconhecidas entre doenças de diferentes origens e tipos. Segundo publicou a Folha de S. Paulo, a expectativa é que as descobertas colaborem para inovações em reposicionamento de fármacos —quando um medicamento é utilizado em um tratamento diferente daquele para o qual foi desenvolvido inicialmente. A pesquisa foi publicada na revista científica iScience e é assinada por pesquisadores de diferentes instituições brasileiras, como UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e USP (Universidade de São Paulo). Helder Nakaya, um dos autores do estudo e pesquisador sênior do Einstein, explica que uma das razões de iniciar o projeto foi o fato de que a quantidade de artigos publicados é enorme, o que impede que um cientista consiga acessar todo o conhecimento disponibilizado para uma doença. No total, foram analisados 30 milhões de artigos publicados entre 1990 e 2018, abrangendo 99 doenças e mais de 3.700 genes. Para acessar todo esse conteúdo, utilizou-se inteligência artificial para identificar relações entre os marcadores genéticos, as doenças e os remédios que eram utilizados nos seus tratamentos. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Cientistas criam teste genético que identifica mais de 50 doenças raras

Um grupo de cientistas australianos descreveu num estudo publicado nesta sexta-feira (4) um teste genético que foi capaz de diagnosticar mais de 50 doenças raras com um único exame, informou o jornal o Globo. A tecnologia, afirmam seus criadores, pode ajudar a poupar pacientes com suspeita de enfermidades incomuns de uma maratona de testes que atrasam a identificação do problema. Essas enfermidades são todas difíceis de identificar porque não são caracterizadas por um único trecho com mutação no DNA. Elas têm sua origem na existência de trechos pequenos de código genético que se repetem por centenas e centenas de vezes no genoma. Elas são classificadas como ’fenótipos causados por expansão de nucleotídeo’, ou pela sigla STR. Para lidar com o problema, pesquisadores do Instituto Garvan de Pesquisa Médica, de Sydney, usaram uma tecnologia chamada de ’sequenciamento direcionado por nanoporos’. Essa invenção é capaz de ler sequências mais longas de DNA quando elas começam a apresentar muitas repetições, sem que o exame requeira ler o genoma inteiro de uma pessoa encontrar sinais das STR. Dessa forma, os pesquisadores conseguiram agregar vários alvos diferentes em uma única plataforma de teste. Já existem testes que conseguem identificar, individualmente, várias das doenças da classe das STR. Alguns já estão inclusive disponíveis no Brasil, sobretudo na rede privada. Mas reuni-los em um só exame, dizem os pesquisadores, pode ajudar a acelerar o diagnóstico, porque não é incomum pacientes terem de fazer vários exames diferentes até encontrarem a origem do problema.Apesar da expressão ’doenças raras’ passar a ideia de que elas têm pouca prevalência, elas só são raras quando consideradas isoladamente. As STR, por exemplo, afetam de 1 a 10 indivíduos a cada 10 mil, mas elas são um conjunto de mais de 50 doenças, coletivamente elas são bastante frequentes. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Patentes farmacêuticas e medicamentos genéricos

Artigo publicado no site Jota, pelo doutor em direito Guillermo Glassman, membro do Grupo de Pesquisa “Ponderação no Direito Administrativo e contrafações administrativas” e da Comissão de Direito Sanitário da OAB-S , aponta que no setor farmacêutico, o ano de 2021 foi marcado pela disputa acerca do limite temporal da exclusividade concedida pelas patentes de medicamento. Segundo ele explica, o palco da contenda foi o Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADI 5.529. O que estava em jogo era a regra da Lei de Propriedade Industrial (LPI) que ampliava os 20 anos básicos de monopólio para compensar o tempo despendido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) no processo administrativo em que tramita o pedido de concessão de patente. O advogado destacou que naquela oportunidade, a Corte Suprema definiu que a regra de extensão de vigência das patentes (art. 40, parágrafo único, LPI) era inconstitucional. Os debates que ocorreram durante o julgamento e o complexo acórdão que julgou a matéria avançaram sobre diversos aspectos fáticos e jurídicos, mas aquele que teve maior destaque foi a indeterminação gerada pela regra de extensão. O dispositivo objeto daquela contenda previa acréscimos ilimitados ao prazo de vigência das patentes, seguindo no mesmo ritmo da análise realizada pelo INPI. Portanto, não se sabia o prazo final de vigência de uma patente no Brasil até o momento em que esta fosse efetivamente concedida. Isso, na prática, pode demorar mais de uma década por conta do represamento histórico de procedimentos administrativos no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, explicou. O impacto da decisão na ADI 5.529 foi gigantesco no mercado farmacêutico nacional. Evidentemente, o ingresso de novos players em mercados antes monopolizados trouxe, também, impactos negativos para as empresas detentoras das patentes que perderam sua vigência como consequência da ADI 5.529. A reação a isso e à tentativa de restabelecimento do estado anterior das coisas se deu em duas frentes, distintas e paralelas, apontou. Por um lado, em âmbito legislativo há, em curso, articulações para a reinserção na legislação da regra de extensão de prazo de patentes, com ajustes que contornem o argumento da “indeterminação”; por outro lado, no âmbito do Poder Judiciário surgiu uma massa de ações individuais, vinculadas a patentes específicas, pedindo a ampliação do prazo de vigência de cada uma delas de forma correspondente à quantidade de dias quanto aos quais fosse possível afirmar que houve mora administrativa por parte do INPI,explicou. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Anvisa publica norma e manual sobre uso compassivo de dispositivos médicos

A Anvisa destacou que foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) da última quarta-feira (2/3) a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 608/2022, que trata do uso compassivo de dispositivos médicos.   Esta norma regulamenta os programas para esses dispositivos. Segundo a agência, tais programas visam a assistência de pacientes que apresentem doença debilitante grave e ausência de alternativa terapêutica satisfatória no país para sua condição clínica, para os quais empresas interessadas queiram oferecer um dispositivo médico ainda em fase de validação, que possua uma relação benefício-risco favorável ao paciente. A publicação ainda destacou que este mecanismo de acesso a dispositivos médicos ainda em desenvolvimento já existe em vários países e permite que os pacientes que potencialmente possam se beneficiar de tecnologias promissoras consigam ter acesso a esses dispositivos a partir da iniciativa de desenvolvedores e do controle sanitário adequado para que o paciente possa ser monitorado de forma segura no decorrer da utilização do dispositivo, também ressaltou que não se trata de uma pesquisa clínica, pois os dados obtidos de pacientes que utilizam dispositivos médicos em “uso compassivo” não subsidiam o registro de produtos inovadores, mas podem ser incorporados tanto no projeto dos dispositivos médicos quanto na sua avaliação clínica. Com o objetivo de esclarecer eventuais dúvidas sobre o processo de submissão de solicitações de “uso compassivo de dispositivo médico”, a Agência elaborou um Manual de Orientação para Programas de Uso Compassivo de Dispositivos Médicos.

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