Estudo avalia perigo das torres para aviação agrícola

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A Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (NAAA) elaborou este ano um estudo para indicar qual seria a distância mínima de segurança para instalação de torres próximo a culturas atendidas por aeronaves agrícolas. Segundo o portal AgroLink o relatório, construído veio em resposta a uma empresa que apresentou o projeto de construção de um parque eólico no Estado da Dakota do Sul. O investidor queria colocar suas torres a um limite de pouco mais de 150 metros das lavouras vizinhas, atendidas pela aviação agrícola. A alegação de que essa seria uma distância segura foi desmontada pela NAAA, que apresentou o estudo indicando a necessidade de, no mínimo, 1,6 quilômetros (1 milha terrestre) para uma curva segura. A estimativa foi elaborada de duas maneiras: Primeiro, a partir do cálculo do espaço que seria necessário para um Air Tractor AT-802A fazer o balão ao final de um tiro (linha de aplicação). Para isso, foi considerado o desempenho da aeronave, considerando o tempo médio de 45 segundos para um balão. Daí, voando a cerca de 70 metros por segundo, o AT-802 (que é o maior avião agrícola do mundo e voa também no Brasil) faria o retorno em pouco mais de 2,9 mil metros de curva. O segundo cálculo para a média foi a partir de mapas de DGPSs de aeronaves agrícolas. Neste caso, o Google Earth foi usado para medir a distância necessária de um avião carregado e outra com o avião vazio, no fim da aplicação. Cheio, o avião precisou avançar quase 2,8 mil metros além a lavoura para fazer o balão. Com o avião vazio, a distância foi de quase 700 metros. O crescimento de parques eólicos e instalação de torres de internet de banda larga em áreas rurais dos Estados Unidos tem sido tema de debates acirrados envolvendo não só o segmento aeroagrícola, mas também entidades da aviação geral.

Alta de ICMS em São Paulo deve afetar consumo e produção

O aumento nas alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Bens e Serviços (ICMS) em São Paulo, a partir deste mês, poderá causar perda de consumo de até R$ 21,4 bilhões em bens e serviços e redução de quase R$ 7 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) da região Sudeste em 2021 – R$ 4 bilhões só no Estado, informou o Valor Econômico nesta segunda-feira (4). Os cálculos estão em um estudo do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), recém-concluído. Segundo os autores, a agricultura será o setor com maior impacto negativo – retração de 2,7% no valor da produção. Pecuária e agroindústria aparecem na sequência, com baixas previstas em 0,9% e 0,35%, respectivamente. “A majoração do ICMS coloca em xeque o desempenho do Estado ao longo dos últimos anos, bem como a articulação e o crescimento combinado de todos os elos da cadeia produtiva do agronegócio: insumos, produção, indústria e serviços”, diz o estudo, assinado pelos economistas Talita Priscila Pinto, Cicero Zanetti de Lima e Angelo Costa Gurgel. A leitura é que o aumento da carga tributária causa distorções para a economia paulista e do Sudeste em geral, que serão sentidas com redução do consumo e de investimentos produtivos. Como efeito, a massa salarial no Estado deve cair R$ 2,7 bilhões, com impacto maior sobre os trabalhadores menos qualificados e desemprego. Outra consequência é a queda no retorno das empresas, que reduz o nível de investimento de todos os setores e adia ou afasta aportes no Estado, de acordo com a FGV Agro. Uma lei estadual sancionada em outubro pelo governador João Doria e vários decretos publicados na sequência elevaram a cobrança do ICMS. Entre 2021 e 2023, as vendas dentro do Estado sujeitas a alíquotas de 7% serão majoradas para 9,4%, alta de 34,28%. Já as comercializações com taxas de 12% passarão para 13,3%, aumento de 10,83%. No agronegócio, muitas operações até então isentas serão tributadas em 4,14%. Também houve elevação da carga de ICMS nas operações de vendas interestaduais para insumos agropecuários, que já começaram no dia 1º. A cobrança sobre produtos, como hortifrutigranjeiros, começará no dia 15.

Retirada de biodiesel nas usinas está menor do que deveria, dizem produtores

Produtores de biodiesel reclamam que as retiradas do produto em algumas usinas em dezembro foram menores que o previsto nos contratos com as distribuidoras. Segundo associações do segmento, 85% do volume previsto para o mês, arrematado no Leilão 76, ocorrido em outubro, foi efetivamente retirado pelas distribuidoras até esta semana. Em novembro, mês também englobado pelo certame, o percentual foi de 95%, que é o mínimo estabelecido entre as partes. A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou ao Valor Econômico que, segundo seu acompanhamento, até o dia 28 de dezembro as retiradas foram equivalentes a 94,7% do biodiesel contratado, contrariando as estimativas divulgadas pelos produtores. Segundo André Nassar, presidente-executivo da Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a expectativa de aumento da demanda por combustíveis no país não se concretizou em dezembro, e que, por isso, as distribuidoras retiraram menos biodiesel. Segundo ele, a redução afetou o planejamento de algumas usinas e aumentou os custos com matérias-primas, hedge e com a paralisação das fábricas. Entre as associadas da Abiove, que respondem por cerca de 30% do mercado de biodiesel brasileiro, foram arrematados 122,5 mil litros do biocombustível para serem retirados em dezembro, mas a saída foi de 104 mil litros até o dia 27. Em novembro, a retirada alcançou 95,7% dos 137,7 mil litros contratados. A situação é a mesma entre as empresas da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), que apontou média de 86% de retirada. Em algumas usinas, o volume ficou em apenas 74%, diz Julio Minelli, diretor-superintendente, que reclama da “instabilidade” nas negociações. Em casos pontuais, houve retiradas acima do contratado, o que impôs uma ampliação da produção. Abiove e Aprobio pediram ao governo para elevar a mistura obrigatória, de 11% para 12%, na segunda quinzena de dezembro para “enxugar” esses estoques, mas teve a sugestão negada pela ANP, com aval do Ministério de Minas e Energia.

Portaria estabelece novas regras para o Zoneamento Agrícola de Risco Climático

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta quarta-feira (30) a Portaria nº 412, que estabelece as regras de participação na formulação ou aperfeiçoamento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático do Mapa e a forma da publicação do Zarc. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é um instrumento técnico-científico que indica a melhor época de plano das culturas para cada município, correlacionada ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água. O Zarc leva em consideração séries agroclimáticas históricas de, no mínimo, 15 anos, e análise de probabilidades, com o objetivo de minimizar as chances de adversidades climáticas coincidirem com a fase mais sensível das culturas. A medida prevista na portaria visa regulamentar, por meio da apresentação de propostas e da participação de agentes externos no processo de validação dos estudos de Zarc, o envolvimento de representantes de entidades públicas, privadas e dos produtores rurais em uma importante fase anterior a publicação oficial do Zarc. Assim, os resultados publicados devem ter uma maior correlação com a realidade de cada região. A portaria estabelece que os elementos originais integrantes do Zarc não serão alterados após a sua divulgação. Essa medida reforça a importância do zoneamento como estudo técnico-científico, evitando que os elementos: municípios indicados, datas de plantio e riscos agroclimáticos, sejam alterados intempestivamente. Além disso, as propostas que envolvam alterações de Zarc já divulgado serão avaliadas para as safras seguintes. Toda proposta de alteração do zoneamento que necessitar de estudos pode entrar no planejamento das demandas do Zarc e, conforme a nova regra, precisa respeitar um período mínimo de 12 meses para a avaliação técnica da proposta. “Pedidos intempestivos de alteração de Zarc colocavam em risco esse instrumento científico. A portaria esclarece a forma e os prazos para as instituições e produtores rurais fazerem essas solicitações”, explica o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola. O diretor afirma que as alterações nos elementos originais integrantes do Zarc sem estudos técnicos que as fundamentem trazem também riscos para o sistema de seguro rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). “Os riscos cobertos e a estrutura de cálculo atuarial das taxas de prêmio do seguro rural e das alíquotas de adicional do Proagro consideram o zoneamento vigente”, finaliza.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Governo analisa criação de zona franca verde no Pará

G1 – Calendário da feira: janeiro tem mamão, melancia, quiabo e pepino

G1 – Bordado, tecelagem e poesia: projetos resgatam tradições de comunidades rurais de MG

G1 – Saiba como tratar o bambu para o manter preservado

G1 – Olho do pé do açaí seco? Entenda como cuidar

G1 – Cerrado goiano abriga maior produtor de bucha vegetal da América Latina

G1 – Feijão preto e carne de porco fazem sucesso em todo o Brasil

Valor Econômico – Alta de ICMS em São Paulo deve afetar consumo e produção

Valor Econômico – Preços da soja tendem a permanecer firmes

Valor Econômico – Retirada de biodiesel nas usinas está menor do que deveria, dizem produtores

Valor Econômico – AgroGalaxy protocola prospecto para realização de IPO

Valor Econômico – Cooperativas organizam protesto contra aumento do ICMS em São Paulo

Valor Econômico – Morre o superintendente do Incra no RS e vice-presidente da Farsul, vítima da covid-19

Valor Econômico – Socorro do governo salvou o 2020 dos produtores rurais – nos EUA

Valor Econômico – EUA bloqueiam importação da maior fornecedora de óleo de palma do mundo

Valor Econômico – Ministério da Economia aumenta para R$ 30 milhões subvenção a extrativistas em 2020

Mapa – Portaria interministerial destina áreas de domínio da União à concessão florestal

Mapa – Hortas comunitárias e fazendas verticais são alternativas para agricultura em áreas urbanas

Mapa – Portaria estabelece novas regras para o Zoneamento Agrícola de Risco Climático

Embrapa – Cultivo do caju passa a contar com Zoneamento Agrícola de Risco Climático

Embrapa – Fermentação bifásica com substratos de baixo custo é alternativa viável para produção massal de Metarhizium anisopliae

AgroLink – Quebra na safra de citros deve ser a maior da história

AgroLink – SC: governo do Estado investe R$ 77,4 milhões em programas de fomento agropecuário

AgroLink – Tocantins inicia recadastramento de estabelecimentos agropecuários

AgroLink – Estoque reduzido pode manter preços da soja

AgroLink – Retomada da economia passa pelo agronegócio, afirma ex-ministro da Agricultura

AgroLink – Cenário positivo para exportações favorece conta corrente em 2021

AgroLink – Viveiro de palma vai beneficiar mais de 6 mil agricultores

AgroLink – BNDES reabre financiamentos da safra 20/21

AgroLink – RS perde liderança do agronegócio

AgroLink – Startups agroalimentares com maior financiamento em 2020

AgroLink – RS: Secretaria da Agricultura encerra 2020 superando desafios

AgroLink – 2020 foi o ano dos biológicos

AgroLink – Exportações do agro caem 19% em dezembro

AgroLink – Trigo subiu 80% em 2020 

AgroLink – Brasil registra primeira geada de 2021

AgroLink – Chicago: Milho atinge maior preço no último dia

AgroLink – SE: governo investe R$ 1,2 milhão no Programa Garantia-Safra 2020-2021

AgroLink – “2021 será promissor para a agricultura”, diz Fava Neves 

AgroLink – Nova luz sobre a formação de veias em plantas

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Canal Rural – Sindicatos e cooperativas organizam ‘tratoraço’ contra aumento de ICMS em SP

Canal Rural – Após ano excepcional, agro vê 2021 com muitas oportunidades; confira o que espera cada setor

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