Estudo aponta que áreas rurais latino-americanas sofrem grave atraso na conectivadade à internet

//Estudo aponta que áreas rurais latino-americanas sofrem grave atraso na conectivadade à internet
As áreas rurais da América Latina apresentam um grande atraso em sua conectividade à Internet, em comparação com as áreas urbanas, o que impacta sua produtividade e acesso a serviços básicos, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (30). De acordo com o portal GauchaZH quase 71% da população urbana da América Latina e do Caribe tem opções de conectividade, em comparação com menos de 37% nas áreas rurais, segundo estudo elaborado pela Microsoft, Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “É uma lacuna que gera grande impacto, na medida em que 77 milhões de pessoas nas áreas rurais da América Latina e do Caribe carecem de conectividade”, disse à AFP Sandra Ziegler, pesquisadora do IICA responsável pelo estudo. Essa situação deixa grande parte da população sem acesso às informações necessárias para atividades produtivas, culturais e educacionais e sem possibilidade de acesso a medicamentos e serviços públicos. Os dados citados no relatório indicam que um aumento de 1% na penetração da banda larga fixa produz um aumento de 0,08% do PIB, enquanto um aumento de 1% na penetração da banda larga móvel produz um aumento de 0,15% do PIB. A pesquisa, baseada em 24 países da região, revelou variações marcantes entre as nações, embora “seja preciso esclarecer que todos os países estão atrasados”. O relatório dividiu os países em três grupos, com Bahamas, Barbados, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e Panamá tendo a maior conectividade rural. Em um nível intermediário estão Argentina, Equador, México, Paraguai, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Uruguai. Enquanto isso, Belize, Bolívia, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Peru e Venezuela apresentam os níveis mais baixos. O pesquisador do IICA citou o caso do Brasil, onde pequenas operadoras oferecem serviços de conexão de baixo custo em áreas remotas, graças à isenção de impostos. “Em todos os casos (com mais conectividade) vê-se a decisão de promover determinadas políticas públicas e solicitar a colaboração do setor privado e de organizações de cooperação que fazem parte do ecossistema digital”, explicou Ziegler. Segundo o pesquisador, “a agricultura tem uma janela de oportunidade muito importante em relação às possibilidades que a tecnologia oferece para desenvolver a agricultura de precisão, para que as informações cheguem aos pequenos produtores para melhorar suas lavouras e realizar práticas sustentáveis”. O relatório, portanto, recomenda a promoção de políticas que abordem essas limitações.

Confaz prorroga benefícios fiscais de estados a agrotóxicos e insumos agrícolas

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) prorrogou até o dia 31 de março de 2021 convênios com isenções de agrotóxicos que venceriam no fim do ano. A reunião dos secretários de fazenda dos estados e do Distrito Federal ocorreu nesta quinta-feira (29/10). Como o Jota vem alertando, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciará o julgamento de uma ação que contesta a constitucionalidade de benefícios fiscais a agrotóxicos na sexta-feira (30). Entre as renovações está o convênio 100/97, que reduz em 60% a base de cálculo do ICMS nas saídas interestaduais dos seguintes produtos: “inseticidas, fungicidas, formicidas, herbicidas, parasiticidas, germicidas, acaricidas, nematicidas, raticidas, desfolhantes, dessecantes, espalhantes, adesivos, estimuladores e inibidores de crescimento (reguladores), vacinas, soros e medicamentos, produzidos para uso na agricultura e na pecuária, inclusive inoculantes, vedada a sua aplicação quando dada ao produto destinação diversa”. Outro convênio renovado foi o 52/91 que reduz a base de cálculo do ICMS nas operações com máquinas, aparelhos e equipamentos agrícolas. A isenção de agrotóxicos no ICMS está na mira dos secretários estaduais de Fazenda. Fontes consultadas pelo JOTA afirmam que, embora não haja um consenso entre os secretários sobre o tema, o assunto de rever os benefícios de agrotóxicos tem surgido nas reuniões do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receitas ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Em uma dessas reuniões, a secretária de Fazenda do Ceará, Fernanda Pacobahyba, levantou a questão de rever a renovação de convênios isentando os defensivos agrícolas. Os estados do Ceará e do Sergipe votaram contra a renovação dos convênios.

Brasil abre 100 novos mercados externos para produtos agropecuários

O Brasil conquistou a abertura de 100 novos mercados para produtos da agropecuária nacional desde janeiro de 2019. O mais recente é exportação de suínos (reprodução) para a Colômbia. O trabalho de abertura de mercados externos não contempla apenas a venda de produtos tradicionais dos quais o Brasil já é um grande exportador, como carnes, mas de diversos produtos da cadeia agrícola, como castanhas, chá, frutas, pescados, lácteos e plantas, atendendo ao objetivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de diversificar a pauta exportadora brasileira. “Isso significa novas oportunidades para os produtores brasileiros que vêm trabalhando com afinco e demostrando muita resiliência, mesmo passando por uma pandemia. Acredito muito na competência e competitividade dos nossos produtores e essas aberturas refletem a intenção do Mapa em diversificar cada vez mais nossa pauta de exportação”, destacou nesta quinta-feira (29), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Entre as aberturas de produtos não tradicionais estão Castanha de Baru para a Coreia do Sul, mudas de coco para a Guiana, Castanha do Brasil para Arábia Saudita, milho de pipoca para Colômbia, gergelim para Índia, mudas de eucalipto para Colômbia, ovos com casca para Singapura e abacate para Argentina. Foram abertos mercados para produtos de alto valor agregado, como material genético avícola para os Emirados Árabes Unidos e Marrocos e embriões equinos para os Estados Unidos. Dos 100 novos mercados, 45 são na América (Argentina, Colômbia, Peru, Estados Unidos, México, Canadá, Guiana, Equador, Venezuela, Guatemala e Bolívia); 40 na Ásia (Arábia Saudita, China, Cazaquistão, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Índia, Japão, Malásia, Indonésia, Taiwan, Irã, Tailândia, Mianmar, Singapura e Qatar); 14 na África (Egito, Marrocos e Zâmbia) e um na Oceania (Austrália), conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa. Mesmo com os impactos da pandemia do coronavírus, a maioria dos processos de abertura foi concluída este ano, com 66 mercados. Os novos mercados envolvem 30 países. Isso porque algumas nações passaram a importar mais de um produto agrícola do Brasil. Cada novo mercado corresponde a exportação de um produto.  Nesse sentido, houve uma ampliação significativa com os vizinhos sul-americanos, com a abertura de 17 novos produtos para a Argentina, oito para a Colômbia e seis para a Bolívia. Na Ásia, Singapura e Mianmar abriram sete novos mercados, cada um, para os produtos brasileiros. Na África, Egito abriu oito mercados. Os produtos derivados de aves (carnes, miúdos e farinhas) estão entre os mais procurados, totalizando 13 aberturas, assim como 11 de bovinos, nove de plantas, oito de suínos, oito de material genético bovino, sete de lácteos e cinco de frutas.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discute importância da agricultura irrigada no desenvolvimento regional do Brasil

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, nesta quinta-feira (29), uma conversa ao vivo pelas redes sociais para discutir a importância da agricultura irrigada no desenvolvimento regional do país. Participaram da live a diretora do Departamento de Desenvolvimento Regional e Urbano do MDR, Adriana Melo, o diretor da Esalq/USP, Durval Dourado Neto, e o secretário executivo do Agronegócio do Estado do Ceará, Silvio Ribeiro Lima. A assessora técnica da CNA, Vanessa Prezotto Silveira, foi a moderadora do debate e afirmou que o Brasil possui quase 16% de vazão hídrica global e que a agricultura irrigada utiliza aproximadamente 3% dessa vazão, com a devida permissão concedida pela outorga. Para Vanessa, em uma situação de escassez hídrica, a irrigação é uma ferramenta fundamental para a garantia de produção de alimentos. Em sua apresentação, Adriana Melo disse que o Brasil é um país desigual em relação ao desenvolvimento. A representante do Ministério do Desenvolvimento Regional destacou que, historicamente, a irrigação foi o ponto de partida para o desenvolvimento econômico de algumas regiões. Durante a live, Silvio Ribeiro Lima falou sobre como a irrigação é importante para o desenvolvimento econômico no semiárido nordestino. Segundo Lima, o estado cearense também tem boa estrutura para reservação hídrica, mas a falta de água e chuva limita a produção agrícola. Já o professor Durval Dourado Neto destacou o papel do Brasil no fornecimento mundial de alimentos. “De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 2050, a população mundial alcançará 9,8 bilhões de pessoas e o Brasil tem a missão de atender a demanda por alimentos”. Durval explicou que, para atender a demanda mundial, o Brasil poderia converter parte da área de pastagem, que hoje é cerca de 180 milhões de hectares, em agricultura. Dessa forma, não seria necessária a expansão de novas áreas. Na conversa, o diretor da Esalq/USP citou alguns sistemas de alta tecnologia e exemplos de pivôs centrais utilizados na irrigação, como controle de giro, taxa variável, painéis inteligentes, automação total, pivô corner e sistema de movimentação contínua. “A irrigação é uma oportunidade para o desenvolvimento do Brasil. Deveríamos pensar mais em ser líderes de tecnologia de agricultura irrigada”.

NA IMPRENSA

GauchaZH – Áreas rurais latino-americanas sofrem grave atraso na conectivadade à internet (estudo)

STF – Restabelecidas normas do Conama sobre áreas de proteção e licenciamento

Agência Senado – STF suspende resolução do Conama que revogava normas de proteção ambiental

Agência Senado – Comissão pede informações sobre pecuária no Pantanal a ministra

Agência Câmara – Deputados pedem a artistas brasileiros apoio para salvar o Pantanal

Governo Federal – Brasil recebe apoio de Japão no combate ao Covid-19 e a incêndios florestais

Jota – Confaz prorroga benefícios fiscais de estados a agrotóxicos e insumos agrícolas

O Estado de S.Paulo – Presidente de grupo de pecuária sustentável defende pacto com produtores, ONGs e indústria

G1 – Produção global de milho será menor na safra 2020/21

Valor Econômico – Reduzir custo e lucrar, a nova missão da Ceagesp

Valor Econômico – Vendas do Syngenta Group cresceram 5% no 3º trimestre

Valor Econômico – Confaz prorroga o ‘Convênio 100’

Valor Econômico – Abiove rebate críticas da área de revendas de combustíveis sobre altos preços do biodiesel

CNA – CNA discute importância da agricultura irrigada no desenvolvimento regional do Brasil

CNA – Terceira edição do projeto Agro pelo Brasil acontece amanhã e sábado

CNA – Confaz prorroga convênios que reduzem cobrança de ICMS no agro

Mapa – Brasil abre 100 novos mercados externos para produtos agropecuários

Embrapa – Seminário debate os caminhos para manter a liderança brasileira no mercado mundial da soja

Embrapa – Encontro debate vigilância popular em saúde no espaço rural

AgroLink – Sucos de uva e vinho brasileiros não têm toxina OTA

AgroLink – Encontro debate vigilância popular em saúde no espaço rural

AgroLink – China bate recorde de esmagamento de soja

AgroLink – Preços da soja começam recuperação

AgroLink – Agronegócios, o Brasil que dá certo

AgroLink – “O agro é mal entendido”, diz presidente da CropLife

AgroLink – Seminário debate os caminhos para manter a liderança brasileira no mercado mundial da soja

AgroLink – Etanol será o óleo diesel do futuro?

AgroLink – Especialista critica falta de “inteligência agrícola”

AgroLink – RS tem novos negócios no trigo a R$ 1.400,00

Portal Stylo – Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos propõe aos candidatos carta de compromisso

Canal Rural – Atrasado: com tempo seco, ritmo de plantio da soja diminui no Rio Grande do Sul

Canal Rural – Tereza Cristina: Preço do arroz pode ser reduzido com entrada da nova safra

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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