Estudantes estão desistindo da Medicina por falta de financiamento, denunciam debatedores

//Estudantes estão desistindo da Medicina por falta de financiamento, denunciam debatedores
Os altos preços das mensalidades e as dificuldades de acesso ao financiamento estudantil são as principais reclamações dos pais e dos estudantes de Medicina das faculdades particulares do país. Segundo eles, muitos alunos estão desistindo do sonho de serem médicos por falta de condições financeiras. O problema chegou à Comissão de Educação da Câmara, que fez uma audiência pública nesta terça-feira (19) para tentar uma solução. De acordo com a Agência Câmara o debate se concentrou nas dificuldades dos estudantes de Medicina da região Nordeste. Por isso o representante do Banco do Nordeste, Luiz Sérgio Machado, apresentou detalhes de uma modalidade de financiamento com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste em que o aluno paga 35% da mensalidade durante o curso e tem três vezes o tempo da graduação para quitar o resto da dívida, com taxa de juros de 4,8% ao ano. O presidente da Associação de Pais e Estudantes de Medicina da Bahia, Francisco Bacelar, reclamou, no entanto, das barreiras burocráticas para conseguir este e outros tipos de financiamento. Segundo ele, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), apoia estudantes de cursos com mensalidades até R$ 7 mil, enquanto a média cobrada pelas faculdades privadas de Medicina é de R$ 9 mil. Francisco comparou o auxílio financeiro aos futuros médicos a outros financiamentos feitos pelos bancos públicos. O representante das faculdades particulares, Solon Caldas, culpou as modificações feitas no Fies a partir de 2015, principalmente a decisão de não financiar mais 100% do valor do curso. A consequência, segundo ele, é que os alunos que mais precisariam dos recursos têm dificuldade de se manterem financeiramente. Durante o debate, os pais dos alunos de Medicina defenderam que o financiamento estudantil aceite, como garantia, um bem da família, como um imóvel. O deputado José Rocha (PL-BA), que propôs a audiência pública, acha que esta é uma boa alternativa, já que não traz riscos para a instituição financeira. A representante do Ministério da Educação nas discussões, Lucia Iochida, afirmou que as sugestões de modificação nas regras do Fies serão levadas ao governo federal. Já o representante das faculdades particulares lembrou que alguns projetos em tramitação aqui na Câmara preveem o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do estudante ou de um familiar mais próximo, como o pai ou a mãe, para o pagamento do financiamento estudantil.

Debatedores pedem mudanças na legislação para permitir uso medicinal da Cannabis

Representantes de entidades que plantam e produzem o óleo medicinal à base da Cannabis sativa defenderam nesta terça-feira (19) uma legislação mais abrangente para permitir a regulamentação do canabidiol no Brasil. Eles participaram de audiência pública na comissão especial que discute o Projeto de Lei 399/15, que permite a comercialização no território nacional de medicamentos que contenham extratos, substratos ou partes da planta Cannabis sativa, popularmente chamada de maconha, ou substâncias canabinoides (derivadas da cannabis) em sua formulação. Segundo a Agência Câmara o óleo extraído da maconha, o canabidiol, tem provado sua eficiência para pacientes com crises convulsivas, Parkinson, Alzheimer, glaucoma, entre outras doenças. Mas para se fazer uso desse medicamento é preciso protocolar um pedido junto à Anvisa para a importação do produto. Como o custo é alto, associações de pais e pacientes com problemas de saúde que se beneficiam do uso do canabidiol começaram a plantar e produzir o óleo. Algumas dessas pessoas têm autorização judicial, mas a maioria está na ilegalidade, segundo as associações. Para o representante do Instituto de Pesquisa de Plantas Medicinais Aliança Verde, Rafael Evangelista, é preciso que a legislação torne possível que o paciente, as associações e até o governo plantem a cannabis para fins medicinais, garantindo acesso para os pacientes e liberdade de escolha. A presidente da Associação Cultive, Cidinha Carvalho, afirmou que as associações estão fazendo o papel que o Estado deveria estar desempenhando. Segundo ela, não há proibição que vá impedir um pai de plantar e produzir o canabidiol para salvar a vida de seu filho. O ex-deputado Givaldo Carimbão, que foi relator da lei que trata do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Lei 13.840/19), ressaltou que, apesar do afinco de pais e mães, a legislação proíbe esse plantio e deve ser respeitada. O relator da proposta na comissão, deputado Luciano Ducci (PSB-PR), lembrou que o colegiado discute o uso medicinal da cannabis e não a liberação da droga para fins recreativos. O diretor-executivo da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança, Abrace, Cassiano Teixeira, destacou que 690 pacientes da associação deixaram de ser internados com o uso da cannabis em spray, que se mostrou eficaz para cessar crises convulsivas em alguns segundos. Ele disse ainda que a associação investiu R$ 300 mil em equipamentos para garantir a qualidade do óleo produzido, que pode conter só THC, só canabidiol (CBD) ou uma combinação dos dois princípios, de acordo com a necessidade do paciente.

Tribunal garante auxílio-doença a mulher com tumor maligno no fígado

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) determinou liminarmente que o INSS pague o benefício de auxílio-doença a uma mulher de 60 anos com um tumor maligno no fígado, informou o Blog do Fausto Macedo do jornal O Estado de S.Paulo nesta quarta-feira (20). Mesmo ela tendo feito o pedido administrativo no INSS antes do diagnóstico de câncer, baseada em problemas de saúde que começaram a aparecer a partir de 2016, a Turma Regional Suplementar de Santa Catarina entendeu que, com base no ‘princípio da razoabilidade’, não havia a necessidade de novo requerimento e concedeu o benefício à segurada. A mulher, que reside no município de Quilombo (SC), ajuizou a ação requerendo o auxílio-doença em outubro deste ano, após ter o pedido administrativo negado pelo INSS. Segundo os autos, ela requereu o benefício ao instituto em 2017, enquanto realizava uma série de exames para investigar recorrentes problemas de saúde que vinham afetando sua capacidade de trabalho. Entretanto, o tumor no fígado só teria sido descoberto em setembro deste ano. Após ter o pedido negado na Comarca de Quilombo, sob o entendimento que o requerimento administrativo não estava atualizado e de que, apesar de os atestados médicos apresentados não demonstrariam sua incapacidade laboral, a autora apelou ao tribunal postulando a reforma da decisão. A Turma Regional Suplementar de Santa Catarina deu provimento unânime ao recurso e concedeu o benefício mediante tutela antecipada, por entender que havia ‘risco de dano irreversível à segurada e ao resultado útil do processo’. O relator do caso, desembargador federal Paulo Afonso Brum Vaz, ressaltou em seu voto que o TRF-4 já possui jurisprudência pacificada no sentido de o autor de ação previdenciária não necessitar a juntada de novo requerimento administrativo indeferido pelo INSS com data mais próxima do ajuizamento da demanda. O magistrado assinalou ser possível a concessão de tutela antecipada com base em laudo médico produzido unilateralmente, ou seja, de médico particular da autora. Na decisão, datada de 11 de novembro, Brum Vaz estabeleceu o prazo de 20 dias para que o INSS pague o benefício. A ação segue tramitando e ainda deve ter seu mérito julgado no primeiro grau da Justiça Federal catarinense.

SUS tem novo tratamento para complicações do diabetes na visão

Uma das principais causas de perda da visão em pessoas com diabetes tipo 1 e 2 é o Edema Macular Diabético (EMD). A doença atinge principalmente pacientes com longo tempo da doença ou que não fazem o devido controle da glicemia (açúcar no sangue), destacou a Agência Saúde nesta terça-feira (19). Para tratar a EMD e evitar sua evolução para perda definitiva da visão, o Ministério da Saúde aprovou a oferta do Aflibercepte no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é uma injeção que é aplicada no olho para bloquear a proliferação dos vasos sanguíneos da retina, que levam ao agravamento da doença. A decisão do Ministério da Saúde foi publicada por meio da portaria nº 50, de 5 de novembro de 2019, no Diário Oficial da União (DOU). O medicamento estará disponível à população em 180 dias, a partir da data da publicação da portaria. O edema macular diabético (EMD) é consequência da retinopatia diabética (RD), e atinge a região da mácula, parte do olho responsável por levar a imagem ao cérebro. Não existe cura para a RD, estando os esforços terapêuticos concentrados nos fatores de risco para o aparecimento e agravamento da doença e no tratamento cirúrgico das lesões com alto risco de evolução para a perda visual. O Aflibercepte vem para integrar o tratamento já ofertado no SUS para Edema Macular Diabético (EMD). Atualmente já são ofertados no SUS, antiflamatórios, diuréticos, que podem ajudar na redução do inchaço da mácula ocular, corticoides, além de medicamentos para controlar a diabetes. Há ainda a fotocoagulação por raios laser, que é tratamento padrão para retinopatia diabética. O controle cuidadoso da diabetes com uma dieta adequada, uso de hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação destes tratamentos, que prescritos pelo endocrinologista, são a principal forma de evitar a retinopatia diabética. O número de brasileiros com diagnóstico médico de diabetes cresceu 40% entre 2006 e 2018, passando de 5,5% para 7,7% da população das capitais brasileiras. O aumento é maior entre os homens (54,3%), na faixa etária de 55 a 64 anos (24,6%), de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2018. O diabetes, quando não tratado corretamente, pode evoluir para formas mais graves e apresentar diversas complicações, em diferentes membros do corpo. Os olhos são uma das partes que sofrem as consequências quando não há o devido controle da doença. Entre os problemas decorrentes estão o glaucoma, a catarata e a retinopatia diabética, termo genérico que designa todos os problemas de retina causados pelo diabetes, entre eles o edema macular diabético. No início o edema macular diabético não apresenta sintomas perceptíveis, mas as complicações tornam-se mais sérias com o passar do tempo, podendo ocorrer distorção na visão. Entre os principais sintomas da doença estão a deformidade de imagens, sensibilidade ao contraste, fotofobia, mudança na visualização das cores e alterações no campo de visão. Se não diagnosticado em tempo, o edema macular se desenvolve e a perda dos fluidos da mácula, responsáveis por levar a imagem ao cérebro, podem ser irreversíveis, ocasionando a cegueira. Se você tem diabetes e está percebendo que sua visão está ficando borrada, especialmente na parte central, procure um médico. É importante, no entanto, que pacientes com diabetes, além de controlarem rigorosamente a taxa de glicose no sangue, façam consultas regulares a um oftalmologista especializado em retina independente de estarem com algum problema na visão, para prevenir ou diagnosticar o problema precocemente.

SAÚDE NA IMPRENSA
Agência Saúde – SUS tem novo tratamento para complicações do diabetes na visão

Agência Saúde – Roraima debate atendimento à saúde dos povos indígenas

Agência Saúde – Ministério da Saúde quer saber sua opinião

Agência Saúde – Brasil amplia cobertura vacinal nas fronteiras

Agência Saúde – Brasil exporta experiência com bancos de leite

Agência Senado – Aprovada em dois turnos, PEC Paralela da Previdência segue para a Câmara

Agência Senado – Comissão de Fiscalização e Controle discutirá marco legal dos planos de saúde

Agência Senado – Comissão rejeita projeto que tira de rótulos a indicação de transgênicos

Agência Senado – Senado mantém idade mínima para aposentadoria especial de quem trabalha com agentes nocivos à saúde

Agência Senado – Davi recebe diretora de instituto americano de desenvolvimento cerebral

Agência Senado – Entenda as discussões sobre a Cannabis medicinal

Agência Câmara – Debatedores pedem mudanças na legislação para permitir uso medicinal da Cannabis

Agência Câmara – Estudantes estão desistindo da Medicina por falta de financiamento, denunciam debatedores

Agência Câmara – Legislação Participativa debate situação da saúde indígena

Agência Câmara – Comissão realiza seminário sobre a situação atual do SUS

O Globo – Negros em cursos como Medicina e Direito sentem-se ainda mais minoria

O Globo – Saiba as diferenças entre acupuntura, ‘dry needling’, microfisioterapia e reiki

O Estado de S.Paulo – Tribunal garante auxílio-doença a mulher com tumor maligno no fígado

O Estado de S.Paulo – Enfermeiro aplica injeção errada em bebê recém-nascido

O Estado de S.Paulo – Evento sobre diabete discute alimentação e aspectos emocionais

Agência Brasil – Uso inadequado de antibióticos aumenta resistência de bactérias

Agência Brasil – Brasil reforça vacinação em 16 municípios de fronteira

Correio Braziliense – Vitamina do ovo pode evitar o Alzheimer, aponta estudo

Agência Saúde – Cobertura de saúde bucal ultrapassa meta de atendimento

Agência Saúde – Saúde ganha R$ 85,6 milhões extras

Agência Fiocruz – Autores da Editora Fiocruz participam de debate sobre saúde e globalização na Fiocruz Brasília (21/11)

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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