Estados têm baixo estoque de soro contra raiva, e ministério reforça alerta por uso racional

//Estados têm baixo estoque de soro contra raiva, e ministério reforça alerta por uso racional
Uma das estratégias de prevenção da raiva após suspeita de exposição ao vírus, o soro antirrábico tem registrado baixos estoques no país e levado estados a reforçar o alerta sobre o uso racional do produto. Segundo o Ministério da Saúde, o problema ocorre desde 2015, e voltou a registrar alerta nos últimos meses. Em documento, a pasta diz que, diante da escassez, vem enviando para distribuição “cerca de 10% do quantitativo necessário”. À Folha há estados que disseram ter recebido até 30% das doses solicitadas em outubro. Historicamente, a média de envio mensal do soro aos estados tem sido 12.000 ampolas. Atualmente, a pasta diz ter 5.000 frascos em seu estoque. Em geral, o soro antirrábico é utilizado em conjunto com a vacina nos casos em que uma pessoa é mordida ou ferida de forma grave por um animal suspeito e há maior risco de adquirir a doença. A indicação depende do tipo de exposição e das condições do animal agressor. Entre os critérios, está a ocorrência de ferimentos mais profundos, lesões em partes do corpo de maior circulação sanguínea e se há possibilidade ou não de monitorar o animal, por exemplo. “O soro é utilizado toda vez que tem uma agressão grave ou que não conhece o animal, não sabe o status vacinal dele e não se tem como observá-lo”, explica Rita Medeiros, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora da UFPA (Universidade Federal do Pará). Segundo ela, a maioria das demandas no país têm sido devido a agressões por cães quando há algum desses critérios —nos demais, a indicação é apenas a vacina. Ela cita ainda a indicação em caso de agressão por animais silvestres, como morcegos, que respondem pela maioria dos casos de raiva humana nos últimos anos. O objetivo é produzir anticorpos no local do ferimento, como forma de controle rápido do vírus. Isso ocorre porque a doença, que causa encefalite (inflamação do cérebro), tem letalidade de aproximadamente 100% —daí a importância de prevenção. Só em 2018, foram 58.505 atendimentos no país com uso de soro e vacina antirrábica. Neste ano, de janeiro a setembro, já foram registrados 32.682 atendimentos. Embora a vacina contra a raiva também seja indicada e esteja regular, especialistas apontam quem o soro é tido como a forma mais rápida de controlar o vírus para casos graves. Outra opção é a imunoglobulina antirrábica. A produção limitada, o alto custo e a necessidade de importação, porém, dificultam a obtenção do produto, de acordo com o ministério. Em outubro, só 7% da quantidade solicitada pelos estados foi enviada. Atualmente, a pasta diz ter 282 frascos disponíveis. Secretarias estaduais de saúde de sete estados, entre dez procurados pela Folha de S. Paulo, na última sexta-feira (15), confirmam os baixos estoques. São eles: Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Já Goiás, Amazonas e Pará disseram ter estoques estratégicos e soros em quantidade suficiente. A situação tem levado estados com menor volume de soros a adotarem medidas reforçar a profissionais de saúde a necessidade de observar protocolos de indicação do produto, na tentativa de evitar falta em casos de acidentes graves.

Ministra da Agricultura vai aos EUA tentar reabrir mercado para carne do Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, embarcou no último sábado (16) para viagem de seis dias aos Estados Unidos. De acordo com o Valor Econômico ela vai se reunir com o secretário de Agricultura americano, Sonny Perdue, durante a semana e deve insistir na reabertura do mercado para a carne bovina in natura do Brasil. Para isso, vai apresentar os compromissos comerciais cumpridos, como expansão da cota de importação de etanol e a implementação da cota de importação de trigo sem tarifa – ambas beneficiam os EUA. A agenda inclui também reuniões no Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e uma rodada com investidores do mercado financeiro. A pauta principal é a imagem sustentável do agronegócio brasileiro. A comitiva vai mostrar oportunidades de investimentos em projetos que incentivem tecnologias limpas no país.  A ministra e a diretoria do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) vão expor os resultados do Projeto ABC Cerrado, desenvolvido entre 2014 e 2019 com recursos de US$ 10,6 de um fundo administrado pelo Banco Mundial. A ação atendeu 7,8 mil agricultores em sete estados e no Distrito Federal, ajudou a recuperar 93 mil hectares de pastagens degradadas e a aumentar em mais de 190 mil hectares a área de vegetação nativa nas propriedades envolvidas no projeto. A intenção é emplacar novas parcerias e estender a iniciativa para outros biomas, como Caatinga e áreas antropizadas na Amazônia. Tereza Cristina também deve apresentar dados do Plano ABC, criado pelo governo a partir da Política Nacional de Mudança do Clima, em 2009. Ele tem vigência de 2010 a 2020 e faz parte do compromisso brasileiro de redução entre 36,1% e 38,9% as emissões de gases do efeito estufa, em torno de um bilhão de toneladas de CO2 equivalente, até o ano que vem. Até janeiro desse ano, já foram desembolsados mais de R$ 17 bilhões em crédito para investimentos em sete técnicas agrícolas e pecuárias, como iLPF, plantio direto, recuperação de pastagens, tratamento de dejetos animais, florestas plantadas, entre outros. Mais de 34 mil contratos foram firmados no âmbito do Plano.

Marfrig compra mais 31% do National Beef por US$ 860 milhões

A Marfrig Global Foods informou, em Fato Relevante, que, por intermédio de sua subsidiária NBM US Holdings, elevou de 51% para 81,73% sua participação no capital social da controlada National Beef Packing Company, dos EUA. O acordo prevê a transferência para a NBM e demais acionistas minoritários de 5.395,17 ações representativas de 31,17% do capital votante e total da National Beef, sendo este o total de ações detidas pela acionista Jefferies Financial Group, que se retira da sociedade. Os demais acionistas terão a seguinte participação: BPI 2,44%; USPB 15,07% e Tim Klein 0,76% do capital social votante e total da National Beef. O valor da transação será de US$ 860 milhões, que serão pagos à vista no fechamento sem prejuízo do pagamento a Jefferies dos dividendos referentes ao ano de 2019 no valor aproximado de US$ 110 milhões, informou o Valor Econômico neste domingo (17).

China busca no Brasil novos cortes de carne de frango

A China está vindo buscar aqui cortes de carnes mais nobres, uma novidade na pauta exportadora brasileira desde que o parceiro comercial viu seu rebanho diminuir por causa da peste suína africana. A coluna Broadcast Agro, do jornal O Estado de S. Paulo apurou nesta segunda-feira (18) que, neste mês, uma única indústria chinesa fechou compra inédita de 100 contêineres de peito de frango, o equivalente a 2.500 toneladas. Desde agosto, empresas nacionais já negociavam vendas deste corte – que tradicionalmente é destinado à União Europeia –, mas nunca em volume tão expressivo. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), 2.500 toneladas é mais do que o País exportou em peito nos 12 meses do ano passado para países como Bolívia ou Trinidad e Tobago. “Isso consolida uma tendência que havia sido traçada lá atrás, de que a peste suína faria a China mudar seu mix de importação e adquirir outros cortes para atender à demanda local”, diz Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA. Até então, em carne de frango os chineses só compravam do Brasil asas, coxa e, principalmente, pés da ave. Os fornecedores do lote de peito de frango para a China ainda não são conhecidos, mas uma fonte diz que a BRF está na lista, ao lado de outras duas ou três empresas. Procurada, a BRF não se posicionou. O embarque dos 100 contêineres deve começar nesta semana. Com a conquista de mais um mercado para o peito de frango nacional, Santin, da ABPA, não descarta a possibilidade de alta dos preços deste corte no mercado doméstico. “Grande parte da produção fica no Brasil. Então não há risco de desabastecimento. Mas mudanças nos valores podem acontecer”, admite o executivo.

NA IMPRENSA
Folha de S. Paulo – Estados têm baixo estoque de soro contra raiva, e ministério reforça alerta por uso racional

Folha de S. Paulo – Por que achamos que os gatos são ‘antissociais’

Folha de S. Paulo – Instituto de oceanos idealizado em 2010 ainda não saiu do papel

Folha de S. Paulo – Parque estadual em São Paulo tem flora e fauna nativas e cachoeiras

Folha de S. Paulo – Evento em SP reúne pets especiais e arrecada dinheiro para cadeirinhas de rodas

Folha de S. Paulo – Ibama apreende veneno de sapo vendido ilegalmente para cura

Folha de S. Paulo – As vacas levadas pelo furacão Dorian que reapareceram vivas meses depois

Folha de S. Paulo – O que a ciência sabe sobre como memória é formada e transmitida

O Globo – Clínica de nutrição para clientes vegetarianos e veganos é inaugurada na Barra

O Globo – Após localizar propriedade, polícia busca por suspeitos que aparecem em vídeo com onças-pintadas mortas

Valor Econômico – Marfrig compra mais 31% do National Beef por US$ 860 milhões

Valor Econômico – Ministra da Agricultura vai aos EUA tentar reabrir mercado para carne do Brasil

O Estado de S.Paulo – Governo envia ao Congresso proposta de reforma tributária com imposto sobre consumo

O Estado de S.Paulo – China busca no Brasil novos cortes de carne de frango

O Estado de S.Paulo – Aquecimento global é suspeito de fazer vírus cruzar oceanos

O Estado de S.Paulo – Primeiro ‘porco de terapia’ é centro das atenções no aeroporto de São Francisco

Revista Globo Rural – Polícia já identificou propriedade onde houve abate de onças no Pantanal

Revista Globo Rural – Morre touro avaliado em U$$ 110 mil que mais influenciou a raça angus no mundo

Revista Globo Rural – Exportadores de aves dos EUA poderão vender US$ 1 bilhão por ano à China

Canal Rural – Preço do boi gordo atinge R$ 195 à vista; há negócios a R$ 200, diz Scot

Canal Rural – Vacas levadas por furacão nos EUA são encontradas vivas semanas depois

G1 – Expoece oferece exposição de animais, concursos e comidas típicas

G1 – Animais recuperados por veterinários são soltos na natureza

G1 – Protetora abriga mais de 40 animais abandonados na própria casa em Palmas: ‘Eu não sei fechar os olhos’

G1 – Projeto incentiva interação com animais em Arapiraca, AL

G1 – Campanha arrecada rações para abrigos e lares temporários de animais em Manaus

AgroLink – Produtor rural deve ficar atento à declaração do rebanho na campanha contra aftosa

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

 

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