Especialistas veem abandono das políticas de incentivo aos medicamentos biossimilares

//Especialistas veem abandono das políticas de incentivo aos medicamentos biossimilares
A criação de uma série de políticas governamentais de incentivo em 2008 impulsionou a produção nacional de biossimilares, mas o abandono paulatino dessas mesmas políticas nos últimos anos retardou seu crescimento e pode colocar em risco alguns avanços obtidos, informou a Folha de S.Paulo neste domingo (25). Atualmente, a maior parte da pesquisa em biossimilares no Brasil aposta na transferência de tecnologia de empresas multinacionais para as locais e na adaptação de fábricas e processos produtivos para lidar com esse tipo de remédio. É um fenômeno comum à maioria dos países interessados em incorporar novas tecnologias: copiar primeiro e começar a andar com as próprias pernas (e inovar) depois do aprendizado. Embora se faça pesquisa no país em todas as fases da produção de biossimilares —da geração das células produtoras até a farmacovigilância durante a comercialização—, a pesquisa nacional feita pela indústria farmacêutica em geral tem o intuito de adaptar e aperfeiçoar processos produtivos biotecnológicos, que são muito mais complexos que os usados na manufatura de drogas sintéticas, afirma Cleber Sato, diretor de assuntos médicos da Sandoz no Brasil. Entre os especialistas e executivos do setor ouvidos pela reportagem, é consenso que há grandes vantagens em fazer pesquisa e produção de biossimilares no Brasil. A mais óbvia é o grande potencial de economia e sustentabilidade para os sistemas de saúde. Os biossimilares têm em geral preços mais baixos que seus biológicos de referência, embora a diferença não seja em média tão dramática quanto a experimentada com a chegada dos genéricos no mercado dos remédios sintéticos. Além disso, a pesquisa e produção locais são de grande importância estratégica, como se viu neste ano durante a pandemia, quando o país ficou na dependência de insumos e equipamentos fabricados apenas no exterior e que a emergência mundial acabou tornando indisponíveis. “A pandemia mostrou como é importante ter produção nacional”, diz Julia Paranhos, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No caso dos remédios biossimilares, que são produzidos a partir de organismos vivos modificados, essa produção é complexa e demanda pessoal mais qualificado e investimentos muito mais altos. Com base nessa combinação de fatores foram criadas, a partir de 2008, as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), consórcios que reúnem um laboratório público (como o Instituto Butantan, em SP, ou o Bio-Manguinhos, no Rio) e um laboratório privado instalado no Brasil, seja ele nacional ou estrangeiro. Cada PDP mira um alvo prioritário, um produto estratégico cuja tecnologia de fabricação será transferida para o laboratório público ao final da parceria. O estado, na figura do Sistema Único de Saúde (SUS), garante mercado para o medicamento durante o período de vigência da parceria. Biossimilares são numerosos na lista de prioridades devido a seu alto valor de mercado e seus custos para o SUS. O grande desafio das PDPs é desenvolver a capacitação dos laboratórios oficiais, objetivo complicado quando se consideram o investimento e a estrutura necessários.

Efeito colateral de biofármaco é mais brando, diz paciente

Os medicamentos biológicos trouxeram avanços importantes para o tratamento do câncer e de doenças autoimunes, com impactos na qualidade de vida dos pacientes e, em caso de tumores mais agressivos, no aumento da sobrevida, destacou a Folha de S.Paulo neste domingo (25). A aprovação de versões biossimilares e sua incorporação nas redes pública e privada de saúde, a partir de 2013, permitiram ampliar o acesso a essas terapias, graças ao custo menor ou à redução de preços dos biofármacos de referência, fomentada pelo advento da concorrência. Uma das drogas mais utilizadas no Brasil é o trastuzumabe, uma terapia-alvo contra o câncer de mama do tipo HER2+, tumor agressivo que responde por um quinto dos casos. O biofármaco age especificamente no alvo, contribuindo para o bloqueio do crescimento e da multiplicação das células malignas. Aprovada pela Anvisa em 1999, a terapia é oferecida pelo SUS desde 2013 para pacientes em estágio inicial da doença e, a partir de 2017, para casos de câncer de mama com metástases. Também é usado para tratar câncer gástrico. O trastuzumabe pode ser combinado às terapias tradicionais (cirurgias, quimioterapia e radioterapia) ou em conjunto com outra molécula, o pertuzumabe, em um tratamento conhecido como duplo bloqueio, que aumenta as chances de sucesso do tratamento e provoca efeitos colaterais mais brandos. A neurocientista Izabela Ribeiro, 34, foi diagnosticada com câncer de mama no início de 2020, enquanto ainda amamentava seu filho mais novo —ela é mãe de duas crianças. Ao realizar o autoexame das mamas, notou um nódulo, que exame de ressonância magnética e biópsia atestaram ser tumor do tipo HER2+. Izabela fez cirurgia para retirada do tumor e reconstrução da mama, seis sessões de quimioterapia e radioterapia e agora faz a terapia-alvo de duplo bloqueio, com trastuzumabe e pertuzumabe, em ciclos de 21 dias que devem seguir até maio de 2021. O tratamento é feito na rede privada. Diferente da quimioterapia, que provocou enjoos, alergias e fez cair seu cabelo, a terapia-alvo não trouxe efeito colateral. “Mudou completamente a minha perspectiva, me sinto bem disposta para cuidar dos meus filhos e seguir com o pós-doutorado”, diz a neurocientista, que usa a conta que mantém no Instagram para abordar a doença e falar sobre o tratamento. Além do câncer de mama, os biofármacos permitem tratar com maior qualidade de vida e menos efeitos colaterais alguns tipo de linfomas e melanomas, doenças reumatológicas (artrite reumatoide, espondilite anquilosante), dermatológicas (psoríase) e gastroenterológicas, como doença de Crohn e colite ulcerativa.

Pela primeira vez, usuários do SUS poderão participar da reunião da Conitec

Usuários do Sistema Único de Saúde poderão compartilhar, pela primeira vez, suas experiências durante a reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Segundo a Agência Saúde a primeira participação do chamado paciente-testemunho está prevista para a 93ª reunião, no mês de dezembro. O relato não poderá ultrapassar 10 minutos. Os interessados têm até esta segunda-feira (26) para se inscreverem. É necessário preencher o cadastro de pacientes e associações disponível na página da Conitec e depois realizar a inscrição. A novidade visa humanizar ainda mais a relação entre pacientes ou familiares que usam o serviço do SUS e as tecnologias incorporadas ao tratamento das doenças. A participação da sociedade já ocorre neste processo por meio de consulta pública, mas essa é a primeira vez em que o paciente ou usuário do SUS tem a oportunidade de contribuir diretamente antes da elaboração da recomendação inicial. A proposta é que durante o momento de apreciação dos temas em avaliação, na condição de usuários do SUS, os voluntários apresentem ao Plenário da Conitec suas experiências de adoecimento ou enfrentamento a uma determinada condição de saúde, ou mesmo levem depoimentos sobre um ponto de vista construído coletivamente, como nos casos de quem está ou vive ao lado de um paciente.  Aspectos ligados à vida real podem apresentar considerações importantes para o processo de análise de incorporação de um medicamento ou procedimento na rede pública de saúde. Entre os temas previstos para a pauta da 93ª reunião da Conitec, serão debatidos pela primeira vez: Canabidiol 200mg/ml para tratamento de epilepsias refratárias da criança e do adolescente aos tratamentos convencionais; Flucitosina para tratamento da meningite criptocócica e demais formas de neurocriptococose; Dicloridrato de sapropterina para tratamento de pacientes com fenilcetonúria a partir de cinco anos; Tafamidis meglumina para tratamento da cardiomiopatia amiloide associada à transtirretina do tipo selvagem ou hereditária, classes NYHA II e III, em pacientes acima de 60 anos de idade. Para representar um dos temas em pauta, o interessado deve ter vivência direta com o assunto podendo ser paciente, familiar, cuidador e ainda representante de associação. O paciente-testemunho pode participar com depoimentos sobre experiências relacionadas aos medicamentos e tratamentos avaliados pelo Plenário. A Conitec avalia o tratamento/medicamento para possível incorporação e faz as recomendações ao Ministério da Saúde. Qualquer pessoa pode ser um paciente-testemunho, assim como associações também podem indicar um representante que tenha vivência direta com o tema de interesse. Vale lembrar que é preciso que os interessados atendam aos pré-requisitos para participação, e realizar previamente o cadastro da Conitec e, após essa etapa, preencher o formulário da chamada pública de interesse.

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre diretrizes para esclerose múltipla

O Ministério da Saúde inicia nesta terça-feira (27) a consulta pública que buscará contribuições para a proposta de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Múltipla, conforme publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (26). De acordo com a Agência Brasil a consulta ficará aberta pelo prazo de 20 dias. De acordo com a pasta, as contribuições a serem apresentadas deverão estar “devidamente fundamentadas”. A documentação relativa à consulta e o endereço para envio de contribuições estão à disposição dos interessados no endereço eletrônico http://conitec.gov.br/consultas-publicas.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto garante a pacientes com câncer atendimento preferencial em repartições públicas

Agência Câmara – Médicos reafirmam importância do diagnóstico precoce do câncer de mama mesmo durante a pandemia

Agência Câmara – Proposta cria programa de assistência remota a pessoa idosa ou com deficiência

Agência Câmara – Secretaria da Mulher debate inovação e futuro de tratamentos para câncer de mama

Agência Câmara – Maia defende diálogo para autorizar vacina do Instituto Butantan

Agência Senado – Projeto cria Comenda Santa Dulce dos Pobres para área social da saúde

Agência Senado – Senado vai fazer sessão especial em homenagem aos médicos nesta segunda

Anvisa – Entenda a autorização para importação da vacina Coronavac

Anvisa – Anvisa: nota de esclarecimento

ANS – Diálogo da Saúde Suplementar SESI & ANS 2020

Agência Saúde – Brasil registra 4.835.915 de pessoas recuperadas

Agência Saúde – Brasil segue livre da poliomielite graças à vacinação

Agência Saúde – Em webinar, Ministério da Saúde, OPAS e OMS alertam contra paralisia infantil

Agência Saúde – Governo Federal já distribuiu mais de 300 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) a estados e municípios

Agência Saúde – Pela primeira vez, usuários do SUS poderão participar da reunião da Conitec

Agência Saúde – Quarta chamada do Mais Médicos tem início nesta sexta

Agência Saúde – Saúde credencia 1,8 mil Equipes de Saúde Bucal com horário diferenciado

Agência Saúde – Ministério da Saúde promove testagem para Covid-19 entre colaboradores

Agência Saúde – Brasil apresenta queda de 19,4% nos registros de novos casos

Agência Saúde – Profissionais reforçam importância de acompanhamento regular e cuidados com higiene bucal

Opas – Neste Dia Mundial de Combate à Poliomielite, OPAS incentiva países a manter a vacinação contra a doença para prevenir surtos

Opas – Esteroides aumentam sobrevivência de bebês prematuros em ambientes com poucos recursos, revela novo estudo

Opas – Missão COVID-19: OPAS e estado de Goiás trocam experiências

Governo Federal – Brasil assina declaração sobre defesa do acesso das mulheres a promoção da saúde

Governo Federal – Força Aérea Brasileira já transportou 170 órgãos para transplante neste ano

Agência Brasil – MS abre consulta pública sobre diretrizes para esclerose múltipla

Agência Brasil – Agência Brasil Explica: como descartar medicamentos corretamente

Agência Brasil – Tratamento dentário em crianças diminui até 89% na pandemia

Agência Brasil – Pesquisa investiga transmissão de covid-19 entre homens e animais

Agência Brasil – Mortes por covid-19 chegam ao menor nível desde maio, diz Fiocruz

Agência Brasil – Marcos Pontes participa de evento sobre pesquisa da nitazoxanida

Agência Brasil – Anvisa autoriza importação de 6 milhões de doses da CoronaVac

Agência Brasil – Artrite reumatoide: apenas 47% dos pacientes procuram ajuda médica

Agência Brasil – SP cria mais seis centros de pesquisa para testar vacina contra covid

Agência Brasil – Fiocruz aponta manutenção de queda no número de casos de covid-19

Correio Braziliense – Peste negra: taxa de transmissão evoluiu substancialmente em três séculos

Correio Braziliense – Doença de Günther: como é viver com condição devastadora que ataca tecidos e órgãos

Correio Braziliense – Covid-19: Anticorpos duram, pelo menos, 7 meses, aponta estudo

Correio Braziliense – Fabricante da Coronavac foi a primeira a ter autorização para vacina da H1N1

Jota – Deixem a Anvisa trabalhar

Jota – A extensão do prazo de patentes e o combate à Covid-19

Folha de S.Paulo – Judicialização de maconha medicinal bate recorde em SP

Folha de S.Paulo – Dilma, Fabio Porchat e Teresa Cristina assinam manifesto em defesa de Padilha

Folha de S.Paulo – Efeito colateral de biofármaco é mais brando, diz paciente

Folha de S.Paulo – Especialistas veem abandono das políticas de incentivo aos medicamentos biossimilares

Folha de S.Paulo – Post força comparação entre vacinas em teste e a cloroquina, que não tem eficiência comprovada

Folha de S.Paulo – Brasileiros resistem às vacinas chinesa e russa, mostra pesquisa

Folha de S.Paulo – País ultrapassa a marca de 157 mil mortos por Covid-19

Folha de S.Paulo – Bolsonaro diz não querer repetir com vacina escândalos com verba para respirador

Folha de S.Paulo – Vacinas da Oxford e J&J são retomadas nos Estados Unidos

Folha de S.Paulo – Vacina contra Covid-19 não deve ser obrigatória na maior parte do mundo

Folha de S.Paulo – Para leitor, ação do STF sobre vacina amplia polarização entre civis

Folha de S.Paulo – Cuidado paliativo é busca pela dignidade até o final da vida

Folha de S.Paulo – Senador propõe comissão para acompanhar registro de vacinas anti-Covid-19 na Anvisa

Folha de S.Paulo – Escassez de estudos sobre efeitos dificulta a expansão dos biofármacos no Brasil

Folha de S.Paulo – Covid-19 fez com que brasileiras deixassem de realizar exames de prevenção ao câncer de mama

Folha de S.Paulo – Competição efetiva entre farmacêuticas demanda regulações fortes

Folha de S.Paulo – Veja os participantes do seminário Medicamentos Biossimilares – 2ª edição

Folha de S.Paulo – Vacinas em teste passaram por fase pré-clínica, ao contrário do que diz médico

Folha de S.Paulo – Veja fotos do webinário Medicamentos Biossimilares

Folha de S.Paulo – Fux diz ser necessário Judiciário decidir sobre vacina para Covid

Jornal Agora – Previdência confirma perícia online a partir de 3 de novembro

O Estado de S.Paulo – Indicado à Anvisa assinou contrato suspeito de irregularidade na Saúde

O Estado de S.Paulo – A vacinação e a responsabilidade civil do Estado

O Estado de S.Paulo – Ansiedade: o que é o transtorno, sintomas e como controlar uma crise

O Estado de S.Paulo – Vacina de Oxford produz em idosos resposta imunológica contra covid-19, diz AstraZeneca

O Estado de S.Paulo – Aumento dos casos de covid-19 na Europa e impasse fiscal nos EUA deixam Bolsas no vermelho na Ásia

O Estado de S.Paulo – A vacina que todos os brasileiros exigem

O Estado de S.Paulo – Espanha decreta estado de alarme e toque de recolher para conter segunda onda do coronavírus

O Estado de S.Paulo – Dados relacionados ao AVC continuam assustando

O Estado de S.Paulo – Na pandemia, pais precisam reforçar atenção à própria saúde

O Estado de S.Paulo – A partir de hoje, TV Estadão transmite Summit Saúde

O Estado de S.Paulo – Parto induzido: o que é, como é feito e quando optar pelo método

O Estado de S.Paulo – Em recado ao STF, Bolsonaro diz que vacina não é questão de Justiça, mas de saúde

O Estado de S.Paulo – Líder de governo Bolsonaro na Câmara diz que Constituição tornou o Brasil ‘ingovernável’

BR Político – O desconforto dos militares com o caso Pazuello

O Globo – Bolsonaro: ‘Não pode um juiz decidir se você pode ou não tomar vacina, isso não existe’

O Globo – O que os governadores planejavam tratar com o Ministério da Saúde

O Globo – Termo ‘violência obstétrica’ deve ser banido ou não? Duas médicas debatem a nova decisão do governo

G1 – Johnson & Johnson se prepara para retomar testes da vacina nos EUA

G1 – Em meio à 2ª onda de Covid na Europa, Bélgica pode ficar sem leitos de UTI em 2 semanas

G1 – Corrida por vacina nacional contra a Covid tem Butantan, Fiocruz, USP, UFMG e UFPR em 11 projetos na fase inicial de estudos

G1 – Mundo registrou número recorde de casos da Covid-19 na última semana, alerta OMS sobre segunda onda da pandemia

G1 – China resolve testar cidade inteira após descoberta de apenas um caso de Covid-19

Valor Econômico – Discutir se vacina é obrigatória não pode ser ‘questão de Justiça’, diz Bolsonaro

Valor Econômico – Conexa Saúde compra iMedicina e prepara nova rodada de captações

Valor Econômico – Falha na oferta de medicamentos acentua desigualdades

Valor Econômico – Aplicativos incentivam disciplina nos tratamentos

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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