Entidade alerta riscos de telemedicina veterinária para fiscalização

//Entidade alerta riscos de telemedicina veterinária para fiscalização
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) vê com muita preocupação o Projeto de Lei No 1.275 de 2020. Segundo publicou o portal AgroLink nesta quinta-feira (21), o projeto trata do emprego da telemedicina veterinária durante o estado de calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19 e inclui sua utilização nas atividades de fiscalização agropecuária. “O texto abre margem para a substituição da fiscalização presencial em estabelecimentos produtores, como frigoríficos”, conta o diretor de Política Profissional do Anffa Sindical, Antônio Andrade. “A telemedicina veterinária é sim uma ferramenta bem-vinda para as atividades de fiscalização, mas não pode substituir a inspeção presencial realizada pelos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Affas)”, continua. A detecção de doenças e demais condições que tornam produtos de origem animal impróprios para o consumo humano requer uma avaliação visual e olfativa, a manipulação do produto e até a realização de incisões no mesmo, o que não pode ser realizado por meio de câmeras e outros equipamentos remotos. Portanto, a substituição da inspeção presencial pela telemedicina veterinária coloca em risco a segurança alimentar dos brasileiros. Além disso, as exportações e economia agropecuária do país também ficam fortemente prejudicadas, já que as normas internacionais que regem o comércio desses produtos exigem a inspeção presencial. Portanto, o Anffa Sindical defende a aprovação da emenda de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho que suprime o parágrafo 2º do artigo 1º e o inciso VI do artigo 2º –  do PL 1.275, de 2020, que tratam sobre as atividades de fiscalização e sobre a competência regulamentar do Poder Executivo sobre a adoção da telemedicina veterinária nessas atividades.

Wuhan proíbe comércio e consumo de animais silvestres

Autoridades da cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, na China, onde a pandemia do novo coronavírus começou, proibiram a caça e o consumo de animais silvestres, em uma medida para frear o comércio ilegal dessas espécies. A informação foi publicada pela China Global Television Network (CGTN), empresa estatal de informação, nesta quarta-feira (20). De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo a medida tem validade de cinco anos. O documento governamental estabelece padrões para a criação dos animais permitidos, reforça a supervisão e a inspeção do consumo e eleva a repressão às atividades ilegais. Também reforça que serão feitas ações educativas para atingir a meta de reduzir o consumo desses animais. É comum encontrar em mercados de animais silvestres espécies como cobras vivas, morcegos, tartarugas, porquinhos da Índia, texugos, ouriços, lontras e até mesmo filhotes de lobo. O primeiro conjunto de casos de coronavírus no surto global foi vinculado a um mercado em Wuhan onde os animais vivos eram mantidos próximos, criando uma oportunidade para o vírus saltar para os seres humanos.  Acredita-se que o vírus da SARS, que matou 800 pessoas em todo o mundo, tenha se originado em morcegos antes de se espalhar em um mercado na China e, finalmente, infectar pessoas em 2002. A CGTN informa ainda que a China intensificou a repressão à caça e à exploração ilegal de animais selvagens desde fevereiro.

Macacos vacinados parecem desenvolver imunidade contra covid-19, diz estudo

Macacos vacinados ou infectados pelo novo coronavírus desenvolveram anticorpos que lhes permitem se proteger de uma nova infecção, segundo dois estudos publicados nesta quarta-feira (20) pela revista “Science”, informou o Correio Braziliense. “Nossas descobertas aumentam o otimismo em relação à possibilidade de se desenvolver vacinas contra a Covid-19”, aponta um comunicado de Dan H. Barouch, pesquisador que realizou ambos os estudos no Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) de Boston. “Serão necessárias novas pesquisas para responder a algumas perguntas importantes sobre a duração desta proteção” e as especificidades das vacinas contra o Sars-CoV-2 desenvolvidas para o homem, assinalou. “Estes primeiros estudos a mostrar que os primatas não humanos podem desenvolver imunidade contra o Sars-CoV-2 são promissores”, considerou a revista científica. No primeiro estudo, nove macacos adultos foram infectados com o vírus. Após se recuperarem, eles foram expostos a uma segunda infecção, 35 dias depois. Todos mostraram “poucos ou nenhum sintoma.” “Estes dados indicam que a infecção pelo vírus provocou uma imunidade” em macacos, concluíram os autores, ressaltando as “diferenças importantes” envolvendo a infecção em seres humanos. No segundo estudo, os pesquisadores aplicaram vacinas experimentais em 35 macacos adultos. Quando eles foram infectados por via nasal com o vírus, seis semanas depois, “apresentavam níveis de anticorpos no sangue suficientes para neutralizá-lo em duas semanas”, aponta a revista. Estes níveis foram similares aos detectados em seres humanos em vias de recuperação após a infecção pelo novo coronavírus, apontaram os pesquisadores. “São estudos muito animadores”, estimou o pesquisador Lawrence Young, da Universidade de Warwick, que não participou dos trabalhos. Mas as infecções pelo novo coronavírus “seriam diferentes no homem, principalmente a capacidade do vírus de infectar muitos outros tecidos e células nos seres humanos. As respostas imunológicas também seriam muito diferentes”, assinalou.

Ações de laboratório dos EUA sobem 10% após teste bem sucedido de vacina contra Covid-19 em animais

A empresa americana de imunoterapia Inovio Pharmaceuticals disse, nesta quarta-feira (20), que sua vacina experimental para evitar infecções pelo novo coronavírus mostrou produção de anticorpos protetores e reações do sistema imunológico em ratos e porquinhos-da-índia. As ações da biofarmacêutica registram alta de 10,23% na bolsa eletrônica de Nasdaq, destacou o jornal O Globo. “Vimos reações de anticorpos que fazem muitas coisas que gostaríamos de ver em uma futura vacina”, disse o doutor David Weiner, diretor do centro de vacinas e imunoterapia do Instituto Wistar, que já colaborou com a Inovio. — Somos capazes de visar coisas que evitariam que o vírus tenha um porto seguro no corpo. A Inovio, que começou a testar sua vacina em humanos em abril, disse que os resultados preliminares deste teste são esperados para junho. Os 40 participantes saudáveis do teste de Fase 1 recebem duas doses da vacina INO-4800 com quatro semanas de intervalo e depois foram acompanhados durante duas semanas. “Já estamos vendo dados seguros e benignos”, disse a doutora Katherine Broderick, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Inovio, à Reuters. Assim que os dados preliminares chegarem, ela disse que a Inovio pretende pedir à agência que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, a FDA, uma autorização para um teste de Fase 2, o que poderia acontecer em julho ou agosto. A empresa disse que os resultados mais recentes de estudos com animais, publicados na revista científica Nature Communications, validam sua plataforma de remédios baseados em DNA e aproveitam dados positivos de testes clínicos anteriores para sua vacina experimental contra um coronavírus diferente, mas relacionado, que causa a Síndrome respiratória do Oriente Médio. Esta vacina e a INO-4800 são feitas usando tecnologias mais recentes que se concentram em genes específicos na porção exterior, ou “espeto”, do vírus. A Inovio disse que os dados recém-publicados demonstram atividades de neutralização do vírus usando três procedimentos diferentes. Os autores do estudo também disseram que detectaram os anticorpos nos pulmões dos animais vacinados. Na sequência, a Inovio planeja testar a vacina em animais maiores, como coelhos e macacos, e realizar estudos de “desafio” em ratos, furões e macacos, disse Broderick. Essa fase envolve dar o vírus intencionalmente a um animal e ver se a vacina evita a infecção.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Medida provisória que liberou verba para pescadores afetados por manchas de óleo perde a validade

Folha de S.Paulo – Como ajudar tutor idoso de pet na quarentena

O Estado de S.Paulo – Wuhan proíbe comércio e consumo de animais silvestres

O Globo – Ações de laboratório dos EUA sobem 10% após teste bem sucedido de vacina contra Covid-19 em animais

Correio Braziliense – Covid-19: Macacos ficam protegidos de uma segunda infecção, diz estudo

Correio Braziliense – Macacos vacinados parecem desenvolver imunidade contra covid-19, diz estudo

G1 – ONGs alertam para aumento de abandono de animais durante pandemia

G1 – Animais são alimentados por uma turma solidária em São Vicente

G1 – Equipes do Zoológico mantém cuidados aos 2.200 animais

G1 – Animais resgatados em Brumadinho podem ser adotados de forma online

G1 – Prefeitura de Belo Horizonte e ONGs alertam para aumento de abandono de animais durante a pandemia

Embrapa – Selo vai agregar valor ao queijo do Marajó

AgroLink – Entidade alerta riscos de telemedicina veterinária para fiscalização

AgroLink – Preço da arroba do boi segue firme

AgroLink – Poder de compra do suinocultor aumentou

AgroLink – Suplementação nutricional é a chave do sucesso da pecuária na época de seca

AgroLink – Aquicultura no inverno: cuidados necessários com os peixes

AgroLink – Atendimento do Senar é sinônimo de qualidade e produtividade na ovinocultura

Anda – Estudante de veterinária salva a vida de cão que sofreu parada cardiorrespiratória

Anda – Raposas circulam por ruas de cidade canadense durante quarentena

Anda – Homem é multado após salvar baleia bebê presa em rede de pesca

Anda – Lindo cãozinho Frapê busca um lar amoroso em SP

Anda – Aumenta infecção pela febre amarela em macacos em Santa Catarina e no Paraná

Anda – Veterinários lutam para salvar a vida de filhote de onça atropelado em MG

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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