Empresas fazem ‘rateio’ do custo com plano de saúde com empregados
Com o convênio médico representando a segunda maior despesa com funcionários, atrás apenas da folha salarial, mais empresas estão dividindo a conta da mensalidade do plano de saúde com os trabalhadores, destacou reportagem do jornal O Globo. A mudança na gestão do benefício é uma tentativa dos empregadores de driblar os altos reajustes aplicados pelas operadoras em negociações individuais. Outras medidas nesse sentido são restrições na liberação de reembolsos e incremento na cobrança de coparticipação sob procedimentos realizados. Dados da consultoria Acrisure Brasil mostram que, em 2020, 41% das empresas pagavam apenas parte da mensalidade dos planos de saúde de seus funcionários, que tinham o restante do valor do convênio descontado em folha. Essa parcela alcançou 48% no ano passado. Paralelamente, o subsídio médio das empresas à saúde complementar caiu de 71%, em 2020, para 60% em 2025. Para especialistas, a ’corresponsabilização financeira do usuário’ se tornou uma necessidade para garantir a sustentabilidade do benefício diante da alta no gasto corporativo com saúde. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Conass reúne estados para alinhar estratégias da saúde digital no Brasil
Representantes das Secretarias Estaduais de Saúde reuniram-se, nesta segunda-feira (23), em Brasília, para a Câmara Técnica do Conass de Informação e Informática em Saúde. Segundo destacou o portal do Conass, o encontro foi coordenado pelos assessores técnicos, Felipe Ferré e Nereu Henrique Mansano, e reuniu gestores e técnicos estaduais para debater temas estratégicos da agenda nacional de saúde digital. Nereu Henrique Mansano destacou que a reunião representava uma oportunidade para aprofundar os debates de forma mais livre entre as áreas. Felipe Ferré ressaltou que o objetivo é formar uma base consistente de conhecimento para subsidiar o diálogo com o Ministério da Saúde e reforçou a importância da participação dos representantes oficiais de cada estado. Luciana Vieira, assessora técnica do Conass, falou do Programa Agora Tem Especialistas, o Programa Nacional de Redução de Filas e a reformulação de políticas e portarias nacionais que deverão se transformar em resoluções do Conselho Nacional de Saúde. A reunião contou ainda com a participação do gerente de Comunicação do Conselho, Marcus Carvalho, que debateu a Estratégia de Comunicação e a federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), destacando a importância do alinhamento institucional para fortalecer a governança e a integração das informações em saúde no País. O assessor Sandro Terabe apresentou o GitConass, enfatizando a criação de comunidades, a partilha de soluções entre os estados e iniciativas de capacitação em inteligência artificial. Também foi abordada a Hub Nacional da Assistência Farmacêutica, com a participação dos assessores Héber Dobis e Henrique Vogado, que trataram das estratégias para integração de dados e qualificação da gestão da assistência farmacêutica no âmbito estadual. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Mercado de tecnologia médica movimenta R$ 80 bilhões no Brasil em 2025
O Brasil mantém o status de maior mercado de tecnologia médica na América Latina, seguido por México, Colômbia e Argentina, destacou matéria da Folha de S. Paulo. Em 2025, o consumo aparente do mercado brasileiro ficou em torno de US$ 15,5 bilhões (R$ 80 bilhões). Os dados são do Mapa do Setor de Tecnologia Médica, a ser lançado pela Abiis (Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde) em 26 de fevereiro. O estudo reúne dados econômicos, produtivos, regulatórios e institucionais do Brasil, Argentina, Canadá, Colômbia, Estados Unidos e México. O setor global de dispositivos médicos —que abrange desde produtos de baixa complexidade a implantes, equipamentos e softwares— alcançou US$ 572,3 bilhões (R$ 2,9 trilhões) em 2025, com projeção de US$ 886,68 bilhões até 2032, crescimento superior a 54%. Segundo a associação, o consumo no Brasil foi limitado pelo cenário macroeconômico e pelas limitações no financiamento do sistema de saúde. O desempenho do segmento de diagnóstico ’in vitro’ foi destaque no país, com crescimento de 28,4%. Segundo o estudo, o Brasil atua como ponto estratégico nas cadeias regionais e globais de tecnologia médica, sobretudo como plataforma de exportação —cerca de 22% das exportações brasileiras no setor são absorvidas pelos EUA. Do ponto de vista regulatório, o Mapa aponta limitações estruturais que impactam a eficiência regulatória, com destaque para uma dificuldade no diálogo entre Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). A comparação regulatória entre os países pesquisados mostra que há complicações na maioria. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Sociedades científicas pedem cautela e precisão em debate sobre polilaminina
Em meio às controvérsias em torno da polilaminina, proteína desenvolvida para estimular a regeneração de lesões medulares, sociedades científicas alertam para o risco de se confundir pesquisa experimental com aplicação clínica consolidada, destacou reportagem da Folha de S. Paulo. Em editorial conjunto, as presidentes da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e da ABC (Academia Brasileira de Ciências), Francilene Procópio Garcia e Helena Bonciani Nader, respectivamente, defendem que os questionamentos sobre evidências da substância ocorram em fóruns técnicos adequados, com revisão por pares e transparência, evitando judicialização ou exposição midiática prematura. A substância está em fase de testes de segurança na Anvisa, mas, nos últimos meses, ganhou destaque na imprensa e nas redes sociais, e relatos isolados passaram a ser tratados como evidência de eficácia. Ao mesmo tempo, dezenas de pessoas têm recorrido à Justiça para receber a proteína por ordem judicial, fora dos protocolos de pesquisa, o que representa um risco sanitário, já que a relação entre risco e benefício ainda não está bem estabelecida. O texto também aponta fragilidades estruturais do país, como o patenteamento da substância. Em entrevistas, Tatiana disse que o país chegou a perder a patente internacional da polilaminina devido à falta de pagamento das taxas obrigatórias.Em nota, o laboratório Cristália informou que solicitou, em 2022, a patente nacional, e, em 2023, a patente internacional da substância. Ambas têm validade de 20 anos. O editorial da SBPC e da ABC reconhece avanços na institucionalização da cultura de propriedade intelectual nas universidades brasileiras, mas aponta limitações do país na consolidação de estratégias robustas de patenteamento internacional, devido aos custos elevados e à competição tecnológica global. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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