Empresas do agronegócio vislumbram novo modelo de trabalho no pós-pandemia  

//Empresas do agronegócio vislumbram novo modelo de trabalho no pós-pandemia  
Acostumadas a gerenciar processos, rotinas e colaboradores com soluções e aplicativos que se tornaram populares nesse período de isolamento imposto pela pandemia, grandes grupos do agronegócio começam a receber em seus escritórios, aos poucos, gente que estava em home office desde março, informou o Valor Econômico nesta quinta-feira (20). Essa volta, lenta e gradual, tem sido considerada necessária, para preservar a saúde mental de algumas pessoas mais incomodadas com as agruras do isolamento e também as culturas e o comprometimento nas empresas, forjados ainda às custas de muito contato humano. Mas nada será como antes. Quando tudo isso acabar, modelos mais flexíveis para presenças físicas deverão prevalecer, já que em alguns casos o home office ser mostrou mais eficiente. Na segunda-feira (16), cerca de 10% dos 550 funcionários da sede da Bunge em São Paulo voltaram a suas mesas. No escritório central da Cargill na capital paulista, a reabertura das portas para também 10% dos colaboradores já aconteceu, em esquema de rodízio. Como outras empresas do setor, as gigantes americanas não puderam suspender atividades e deixar unidades de produção de alimentos espalhadas pelo Brasil. Mas poderá haver mudanças mesmo em fábricas, armazéns em polos agrícolas e terminais portuários dessas que estão entre as maiores processadoras e exportadoras de grãos como soja e milho do país se as pessoas acharem por bem e a produtividade não for comprometida. Na Cargill, maior empresa de agronegócios do mundo, mais ou menos os mesmos cuidados começaram a ser adotados em março, e a volta ao “novo normal” também é parecida. Na Yara do Brasil, subsidiária do grupo norueguês que lidera o segmento de fertilizantes no mundo, o home office também já fazia parte do dia a dia quando a pandemia expôs suas garras. Mas era “modesto” perto do que poderá se tornar: 20% da jornada de trabalho semanal dos funcionários podia ser feita de casa. Já na SLC Agrícola, uma das maiores empresas produtoras de grãos e fibras do país, o trabalho remoto inexistia antes da pandemia no escritório central, em Porto Alegre, e em 16 fazendas que contam com 2,6 mil funcionários fixos, além de mil “safristas”. Um modelo híbrido também entrou de vez na agenda da subsidiária da francesa Tereos no país, que emprega 8 mil colaboradores, boa parte empregada nas oito usinas sucroalcooleiras da empresa. E pode se tornar o futuro do trabalho, em um formado que ainda está em discussão. Mas o home office acelerando alguns projetos, como o desenvolvimento de uma ferramenta de reconhecimento facial para evitar o toque das mãos. Com o sucesso do trabalho remoto nos últimos meses, a Tereos decidiu entregar um andar inteiro em seu escritório administrativo de São Paulo.

Ministério consultou área jurídica para estabelecer teto para o preço de títulos de descarbonização

O Ministério de Minas e Energia encaminhou à consultoria jurídica da pasta a possibilidade de implementar um teto aos preços dos Créditos de Descarbonização (CBIOs), mostram documentos obtidos pelo Broadcast Agro do jornal O Estado de S.Paulo, nesta quarta-feira (18), via Lei de Acesso à Informação. A análise do jurídico foi contrária a essa fixação. O pedido para que o tema fosse avaliado veio do secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, José Mauro Ferreira Coelho, em e-mail no dia 25 de maio. O valor do teto não é mencionado nos documentos, mas uma fonte afirma que a intenção era de que ele fosse de R$ 10 por CBIO. O parecer da consultoria jurídica afirmou: “Do ponto de vista jurídico, não é possível a fixação de preço teto para o CBIO, sem que haja larga e profunda justificativa técnica e econômica, motivada por circunstâncias de desequilíbrio de mercado e construída por meio de intervenção adequada do Estado na Economia, inclusive com a realização de estudos e análises de impacto regulatório”. Os CBIOs são instrumentos criados na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), de estímulo ao uso de biocombustíveis. Eles são emitidos por produtores e importadores de biocombustíveis e devem ser adquiridos pelas produtoras de combustíveis fósseis para que estas atendam às metas anuais de descarbonização estabelecidas pelo governo. Cada CBIO equivale a 1 tonelada de dióxido de carbono que deixou de ser emitida. Em nota técnica elaborada antes da avaliação jurídica, o Departamento de Biocombustíveis já havia feito ressalvas à possibilidade de teto. “Acreditamos que uma consulta pública do preço teto do Crédito de Descarbonização na fase inicial do RenovaBio reduziria ainda mais a disposição dos distribuidores de combustíveis em comprar o CBIO”, afirma a nota. “O debate traria outro ponto de insegurança para os agentes do mercado que desconheceriam se o preço negociado está longe ou perto do teto.” Com isso, segundo o texto, o volume de CBIOs negociado diminuiria até que o eventual teto fosse definido. O Ministério de Minas e Energia não comentou o assunto até a publicação desta reportagem.

Máquinas agrícolas: pandemia da Covid-19 causou falta de matéria-prima

Nesta quinta-feira (19) o Canal Rural  informou que, a forte demanda por máquinas agrícolas em 2020, ano em que fabricantes e fornecedores de peças tiveram de interromper operações em virtude da pandemia da Covid-19, tem trazido desafios para o setor, afirmou o presidente da AGCO para América do Sul, Luis Felli. Em transmissão ao vivo realizada nesta quarta-feira (18), promovida pela FGV Agro e conduzida pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, Felli disse que os mais de mil decretos estaduais e municipais publicados entre março e abril restringindo a circulação de pessoas e mercadorias geraram uma ruptura no fornecimento de matérias-primas para a indústria de maquinário. “Hoje falta aço, plástico, borracha, pneu, parafuso. Várias usinas de aço também pararam, e tudo isso criou uma ruptura que ainda está sendo sentida”, disse ele. Ao mesmo tempo, a grande produção de grãos, os patamares elevados de preços e as menores taxas de juros têm impulsionado a demanda por máquinas no país. Segundo Felli, as vendas de tratores no varejo (das concessionárias para produtores) cresceram 16% entre janeiro e outubro, enquanto os negócios fechados entre fábricas e concessionários (no atacado) não aumentaram. No caso das colheitadeiras de grãos, o volume vendido por revendas a produtores foi 20% superior, enquanto no atacado o crescimento foi bem menor, de 6%. “Com essa ruptura provocada pela pandemia, estamos produzindo hoje volume não muito diferente do que foi programado há seis meses. Há uma incapacidade da indústria de aumentar sua produção para atender à demanda, mas estamos tentando”, revelou. “Nós (AGCO) estamos com nossa capacidade (produtiva) bastante tomada e temos uma programação forte até o início do ano. Não é um problema só nosso, mas de todo mundo”, continuou. A demanda por maquinário tem sido puxada principalmente por produtores de grãos, de acordo com Felli, mas usinas de cana-de-açúcar também têm contribuído de forma relevante com as vendas, conforme o executivo.

Governo Biden e os possíveis impactos ao agronegócio brasileiro

Em artigo publicado, nesta quinta-feira (19), no Canal Rural, Carlos Cogo, consultor em agronegócios e pós-graduado em Agronegócios pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Joana Colussi, jornalista, especializada em economia e agronegócios, e mestre em Agronegócios pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) destacam que, caso tenha sua eleição efetivamente confirmada, Joe Biden, considerado o candidato da adesão a acordos multilaterais e com perfil moderado e centrista, assumirá o comando dos Estados Unidos em 20 de janeiro com os holofotes do mundo todo. O candidato democrata não era o preferido entre o eleitorado rural, que em sua maioria manteve a fidelidade ao Partido Republicano e votou em Donald Trump. Para o agronegócio global, incluindo o brasileiro, a expectativa é de que o novo governo traga mudanças no diálogo com a China, cooperações internacionais e prioridade a questões ambientais – com isso resgatando o protagonismo norte-americano nas relações internacionais. Os Estados Unidos são hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil, mas a participação do país nas exportações do agronegócio brasileiro vem recuando gradualmente. De 15% dos embarques brasileiros no período de 2000 a 2005, a participação dos EUA recuou para 6% em 2020. Nesse mesmo período, a China saltou de menos de 7% para os atuais 36% de participação nas vendas externas brasileiras de produtos agrícolas. Mas esse não é o único fator que deve ser levado em conta nesta análise. Brasil e EUA são grandes exportadores agrícolas globais. E, quando falamos de concorrentes, as questões se ampliam para temas como guerra comercial, acordos multilaterais, mudanças climáticas, Amazônia e energia limpa. Clique aqui para ver os detalhes cada um desses temas com possíveis impactos no agronegócio americano e global, com destaque para o cenário brasileiro.

NA IMPRENSA
Agência Câmara – Câmara aprova MP que prorroga contratos de servidores do Incra

Agência Câmara – Frentes parlamentares atuam para tributar mais quem polui mais

Governo Federal – Mais de 900 famílias serão beneficiadas com regularização fundiária de territórios quilombolas

Governo Federal – Funcafé ultrapassa R$ 3,5 bilhões em liberações para o setor cafeeiro

Governo Federal – Mais de 3 mil famílias recebem documentos de propriedade rural

Governo Federal – Ibama lança Termo de Referência Padrão para Complexos de Energia Eólica Offshore

O Estado de S.Paulo – Ministério consultou área jurídica para estabelecer teto para o preço de títulos de descarbonização

O Estado de S.Paulo – Nomeado por Salles, superintendente do Ibama na Bahia cancela multa e libera obras de resort

O Globo – Furnas: DEM quer convocar ministro de Minas e Energia no Senado

Valor Econômico – Empresas do agronegócio vislumbram novo modelo de trabalho no pós-pandemia

Valor Econômico – Aumento da importação de etanol preocupa EU

Valor Econômico – Importação de óleo para biodiesel divide indústria

Valor Econômico – Varejistas francesas ampliam cerco à soja de áreas desmatadas

Valor Econômico – Credores aprovam plano da Moreno

Mapa – Inmet comemora 111 anos e lança aplicativo

CNA – Quarta edição do projeto Agro pelo Brasil acontece sexta e sábado

CNA – CNA reúne Polícias Militares para debater segurança rural

CNA – COLETIVA DE IMPRENSA: CNA promove coletiva virtual para apresentar balanço de 2020 e perspectivas do agro para 2021

Embrapa – Embrapa promove capacitação em bioinsumos com foco em sustentabilidade

Embrapa – Especialistas discutem opções sustentáveis de produção agropecuária

AgroLink – ES: PAA apoia a produção de 1.409 agricultores familiares

AgroLink – Balança comercial do agro registra recorde

AgroLink – Preços do milho continuam subindo no mercado internacional 

AgroLink – Como a tecnologia ajuda agricultura colaborativa

AgroLink – China faz “enxurrada de negociações” no Brasil

AgroLink – Abelhas usam super-sentido de tubarões para encontrar comida

Canal Rural – Máquinas agrícolas: pandemia da Covid-19 causou falta de matéria-prima

Canal Rural – Governo Biden e os possíveis impactos ao agronegócio brasileiro

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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