Embrapa traça cenário de longo prazo positivo para pecuária, mas prevê forte concentração na atividade

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Estudo inédito da Embrapa aponta que as tendências para a cadeia de carne bovina do país vão exigir melhor gestão do negócio, digitalização e intensificação produtiva por parte dos pecuaristas para que seja alcançado o potencial de incremento de 23% da produção nos próximos oito anos, informou o Valor Econômico nesta sexta-feira (26). As mudanças mais profundas no segmento serão puxadas pelo aumento das exportações, sobretudo para atender à demanda crescente da Ásia, e pela maior exigência de qualidade por parte dos consumidores em geral. Parte desse contexto já foi adiantado pela pandemia e desafia a eficiência dos criadores de gado brasileiros. Apesar de promissora, a projeção de o país se consolidar como líder global nesse mercado pode excluir da atividade quase metade dos 1,3 milhão de pecuaristas hoje em atividade. “Vamos ter menos produtores, que serão mais tecnificados e terão maior volume de produção. Quem for pequeno ou se organiza em cooperativas, em associações, em rede, ou não sobreviverá”, afirma o pesquisador e doutor em Economia Elísio Contini. Para o coordenador do Centro de Inteligência da Carne Bovina da Embrapa Gado de Corte (CiCarne), Guilherme Malafaia, o segmento será comandado por grandes players, que deverão assumir as áreas de quem não acompanhar a modernização, o que pode gerar forte impacto social. “Parcela considerável vai ser excluída da atividade e substituída por fazendas corporativas. Até 2040, cerca de 50% dos produtores devem sair do mercado”, diz. A produção em escala será um pilar importante no novo contexto produtivo, para barganhar preços na compra de insumos ou na venda do produto final. Outra saída, afirma Malafaia, é apostar na agregação de qualidade na carne e de valor, com a certificação de origem. “Já pensou em carne com selo da Amazônia ou do Pantanal? Apenas 6% do rebanho bovino está em algum programa de qualidade e o espaço para a carne nobre é grande. Existe um potencial enorme”, afirma o coordenador do CiCarne. A denominação de origem é uma das dez tendências apontadas pela Embrapa para o futuro da pecuária, no qual o Brasil deve ser megaexportador de carne e de genética. A empresa também aposta na biotecnologia para garantir o melhoramento do rebanho e a redução de custos e de resíduos, com promoção dos bioinsumos. O sucesso da atividade vai estar ligado ao menor uso de pasto e ao investimento em bem-estar animal. E a digitalização vai permear e transformar todos os estágios da cadeia.

Fepsa e FAES orientam sobre os últimos dias de vacinação contra febre aftosa

Nesta sexta-feira (26), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que, termina na próxima terça-feira (30) a primeira etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa no Espírito Santo, que em virtude do novo Coronavírus teve prazo maior. E pelo motivo da pandemia os cuidados devem ser redobrados nas propriedades rurais para que seja um período de prevenção ao rebanho e, principalmente, aos trabalhadores e produtores no campo. Devem ser vacinados os bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade. A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES) e o Fundo Emergencial de Promoção da Saúde Animal do Espírito Santo (Fepsa-ES) orientam os produtores que, ao se deslocarem das propriedades para compra de vacinas usem máscaras e mantenham o distanciamento recomendado de dois metros. Segundo o presidente do Fepsa-ES, Neuzedino Alves de Assis, as atividades continuam normais dentro das propriedades rurais e é necessário estar atento. “As vacinações serão mantidas por se tratar de uma atividade essencial, mas devido a pandemia é fundamental adotar as devidas precauções para a saúde humana, usando máscaras, reforçando a higienização e também mantendo distância”, pontua. Neuzedino pede que os produtores optem declarar a vacinação junto ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) de forma on-line. Caso não seja possível, reforcem os cuidados ao ir presencialmente nos escritórios. Para comprovar a vacinação pela internet o produtor poderá realizar o procedimento em sua residência e de maneira segura. Para tanto, é necessário o acesso ao Siapec, com a utilização de login e senha fornecidos pelo Idaf, até 30/06/2020. Acesse aqui http://www.siapec.idaf.es.gov.br/siapecest/login.wsp. Caso o produtor tenha dificuldades no sistema on-line, ele entregará a declaração de vacinação devidamente preenchida e cópia legível da nota fiscal no escritório do Idaf. O servidor fará o lançamento no sistema posteriormente (e por ordem de recebimento). É obrigatório que conste o telefone do produtor rural para contato, caso haja algum problema no lançamento. Mais informações com o Fepsa: (27) 3185-9225

Manejo de tilápia em tanques-rede no Tocantins é abordado em publicação

Saiu recentemente publicação sobre manejo de tilápia em tanques-rede no Tocantins. Com enorme potencial para a aquicultura, devido a condições como oferta de água e temperatura adequada para o cultivo de peixes, o Tocantins teve liberada a criação da espécie nesse sistema de produção em dezembro de 2018, destacou o portal da Embrapa nesta sexta-feira (26). O objetivo é “orientar os piscicultores do estado com relação às Boas Práticas de Manejo para a produção da espécie em tanques-rede em caráter ambientalmente correto, economicamente viável e socialmente justo. As informações presentes no documento foram obtidas nas experiências de campo da Embrapa Pesca e Aquicultura, juntamente com parceiros, no intuito de auxiliar no desenvolvimento da atividade”, diz a publicação. A publicação busca tratar de todo o processo produtivo, indo da aquisição dos alevinos até a comercialização do pescado. A ideia é passar, de forma clara e objetiva, o que é essencial nesse processo. Assim, por exemplo, são indicados os equipamentos e as estruturas principais para a produção de tilápias em tanque-rede. Entre eles, o volume mínimo de 27m³ do tanque, como deve ser a linha de cultivo, o que deve ter na balsa de manejo e despesca, quais os acessórios para o manejo da produção e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários. São seis os autores da publicação: os pesquisadores Flávia Tavares, Manoel Pedroza, Patrícia Chicrala e Andrea Muñoz e a especialista em transferência de tecnologia Marcela Mataveli, da Embrapa Pesca e Aquicultura, e Thiago Tardivo, zootecnista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Aquicultura do Tocantins (Seagro). Para Flávia, com a publicação “o piscicultor vai ter noção do mínimo necessário pra iniciar a produção”. Sobre os temas abordados, ela acredita que “o piscicultor vai ter bem mais noção do que seja esse cultivo de tilápia pra quem nunca esteve na atividade. Em breve, a gente vai fazer uma publicação mais detalhada a respeito desses tópicos”. A alimentação é o principal item quando se fala em custos de produção na piscicultura. A publicação traz uma tabela com diferentes tipos de ração, a semana mais adequada para utilizar cada uma, a quantidade de tratos que devem ser feitos diariamente, entre outras informações. Para acessar essas e outras informações, basta clicar neste endereço.

Cerca e bioexclusão podem combater javali

Quando a palavra é javali o sinônimo é problema para o produtor rural. A espécie Sus scrofa é nativa da Europa e chegou ao Brasil no início do século XX com os próprios pés, fugindo de criações na Argentina. Sua expectativa de vida em estado selvagem gira em torno de 2 a 10 anos e o predador natural é o lobo-cinzento, que não existe no Brasil. Segundo publicou o portal AgroLink nesta sexta-feira (26), o javali tem capacidade de destruir plantações inteiras, com potencial de gerar prejuízos de até R$ 50 milhões de acordo com estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A praga exótica ainda tem a companhia de outros vilões da lavoura como queixada, capivara, lebre e aves. As formas de evitar ataques de animais silvestres e exóticos nas lavouras de todo o país foram tema de um debate promovido pela Belgo Bekaert nesta quinta-feira (25), com a participação de Gonzalo Barquero, presidente do Tropical Sustainability Institute (TSI) e diretor da Manejo de Fauna e Guilherme Vianna, médico veterinário e gerente de negócios da Belgo.  Estima-se que existam cerca de 12.565 animais invasivos no mundo. E no Brasil algumas espécies têm potencial para estragos.  Em São Paulo e Minas Gerais há problemas sérios com capivara em milho e cana; queixada no Centro- Oeste é um vilão para o milho; lebres são problema para hortaliças; aves como maritacas e pombas também causam estragos mas o protagonista é o javali, considerado uma das cem espécies invasoras mais  prejudiciais do mundo seja em dano ambiental, na lavoura e transmissão de doenças aos suínos. “Antes da gente chegar eles já estavam aqui e temos que aprender a conviver. Da década de 70 pra cá entrou o javali. Para um animal exótico entrar precisa de alimento, água e abrigo e aí se reproduz e causa o desequilíbrio. Aqui encontrou o ambiente ideal e a agricultura trouxe mais alimentos por hectare”, diz Vianna. Barquero destaca o potencial de destruição do queixada (Tayassu pecari). No Centro-Oeste foram R$ 15 milhões em prejuízos só em milho safrinha na safra passada. Alguns híbridos são muito atraentes para a espécie e o manejo do animal silvestre barra em legislação. “Não existe manejo sem pesquisa. Para o animal silvestre essa pesquisa tm que ser feita na prática. O objetivo não é erradicar e sim equilibrar. Buscamos uma legislação onde o agricultor tenha amparo técnico e legal para manejar”, explica. No Brasil já existem 44.408 registros ativos de “controladores” autorizados a capturar e abater javalis. Pelo menos 563 municípios brasileiros já foram oficialmente afetados pelo javali. O javali é o único animal que tem caça permitida em todo território nacional pelo IBAMA, com uma Instrução Normativa de 2013, que abre brecha na legislação de 1967 que proíbe a caça de animais silvestres no Brasil. Outra legislação de 2019 regulamenta que cães de caça envolvidos no controle do javali devem portar colete peitoral com identificação e seus responsáveis precisam carregar um atestado de saúde emitido por médico veterinário, além da carteira de vacinação do cão. O animal pode ser captura ou abatido com tiro ou arma branca.  “O animal exótico deve ser erradicado. A caça é permitida mas ainda há discussão se deve fazer ou não, se pode usar cães na caça pelo bem-estar animal e ainda precisa evoluir em nível técnico. Não é só um problema ambiental mas pra agricultura, doenças para animais e pessoas”, destaca Barquero. Outras formas já estão em teste no Brasil. Pode ser feito cercamento de áreas, eletrificação de cercas e valas como barreiras naturais. Outra ideia é bioexclusão, que consiste em separar os animais de produção dos que geram prejuízos, fazer o cercamento com tela. “Já que esses animais são comedores de grãos além do tiro o uso de cercas elétricas traz bons resultados. Deixar ele em áreas inutilizadas para agricultura e todos convivem em harmonia. Vamos desenvolver tecnologias nacionais, adequadas as necessidades da agricultura brasileira porque o produtor é racional e sustentável mas quem paga a conta dos prejuízos na lavoura?” finaliza Vianna.

NA IMPRENSA

O Globo – Baleias são avistadas na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio

G1 – Em Ananindeua, sem proteção ambiental obra ameaça animais silvestres

G1 – Obra da Prefeitura de Ananindeua ameaça a vida de animais silvestres

G1 – Prefeitura reforça prevenção na reabertura da feira de animais de Serra Talhada

G1 – Canil Municipal de Juiz de Fora arrecada doações para 600 animais abandonados

G1 – Mais de 40 animais de grande porte são apreendidos após serem flagrados soltos em ruas de Sorocaba

Valor Econômico – Unidade de Passo Fundo (RS) da JBS volta a ser interditada

Valor Econômico – Embrapa traça cenário de longo prazo positivo para pecuária, mas prevê forte concentração na atividade

CNA – Fepsa e FAES orientam sobre os últimos dias de vacinação contra febre aftosa

Embrapa – Manejo de tilápia em tanques-rede no Tocantins é abordado em publicação

Embrapa – Embrapa Gado de Leite no Agro +

AgroLink – Análise de dados climáticos ajuda a agropecuária a se desenvolver

AgroLink – Com menos confinamento, preço da carne vai subir

AgroLink – Empresa se destaca em melhoramento de Girolando

AgroLink – Preço do frango vivo sobe

AgroLink – Cerca e bioexclusão podem combater javali

AgroLink – Programa de gestão de propriedades leiteiras melhora rentabilidade de agricultores familiares

AgroLink – Nutrição e cuidados preventivos evitam enfermidades na avicultura

AgroLink – Tocantins prepara lançamento do Censo da Piscicultura

AgroLink – Mercado do boi gordo segue em alta

AgroLink – Preços dos animais de reposição subiram em junho

AgroLink – Recuo nos preços dos ovos nas granjas e no atacado

AgroLink – Comportamento animal é apoio à sustentabilidade

AgroLink – Leilões de Outono apresentam liquidez e alta valorização da pecuária

Anda – Pela liberdade de Bambi: a luta para transferir a elefanta de 50 anos para santuário

Anda – Polícia investiga morte por envenenamento de 30 cães em Santa Cecília (SC)

Anda – Distrito Federal autoriza registro de animais domésticos em cartórios

Anda – Pandemia leva à redução do número de cães mortos para festival chinês

Anda – Animais que poderiam ser mortos por zoo serão levados para outros zoológicos

Canal Rural – Frigoríficos: insegurança cresce mesmo após portaria sobre funcionamento

Canal Rural – Ministério cria cadastro que vai reconhecer ética e integridade no agro

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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