Embrapa Pecuária Sudeste usa homeopatia para redução de medicamentos no rebanho leiteiro

//Embrapa Pecuária Sudeste usa homeopatia para redução de medicamentos no rebanho leiteiro
Nesta quarta-feira (1), a Embrapa divulgou que, tratamentos alternativos, como homeopatia e fitoterápicos, além de boas práticas em sistemas de produção animal, podem contribuir para redução do uso de antibióticos e antiparasitários. A utilização inadequada ou indiscriminada desses medicamentos pelo produtor rural aumenta as chances de surgimento e propagação de bactérias e parasitas resistentes. No Sistema de Produção de Leite da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) está sendo usada a homeopatia para prevenção de algumas doenças comuns no rebanho leiteiro. De acordo com a pesquisadora Teresa Alves, produtos homeopáticos são misturados à ração para diminuir problemas como diarreia em bezerros, carrapatos nos animais e sistema imunológico debilitado. Além disso, para prevenir a retenção de placenta, é usado um produto na forma de spray direto na vulva das vacas logo após a parição. No caso da diarreia, as primeiras semanas de vida do animal são as mais críticas, porque a imunidade é baixa. A atenção do pecuarista na vida inicial do bezerro vai refletir no seu desenvolvimento produtivo e reprodutivo. Já para o carrapato, todo o rebanho recebe a homeopatia. “Começamos com plano estratégico com uso de tratamento químico. Agora, a ideia é fazer a transição e manter apenas com a homeopatia”, conta. Em relação ao fortalecimento, os animais que passam por alguma intervenção terapêutica recebem homeopatia. Teresa explica que nesse caso o homeopático agiria como um complexo vitamínico melhorando a imunidade. Além da prevenção de doenças, o custo de tratamentos homeopáticos é relativamente baixo. A ideia, segundo Teresa, é que a homeopatia melhore a saúde animal e reduza o uso de antibióticos, diminuindo os riscos da resistência e contaminação ambiental.

Abates de bovinos caíram 47% em março, indicam dados do governo

Em meio à pandemia do novo coronavírus, os abates de bovinos no Brasil tiveram forte queda em março. É o que mostram dados preliminares do Ministério da Agricultura, destacou o Valor Econômico nesta terça-feira (31). No mês passado, os frigoríficos fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) abateram 1,019 milhão de cabeças de bovinos, redução de 47% na comparação com os 1,943 milhões animais abatidos no mesmo intervalo do ano passado. Os números ainda são parciais e serão atualizados até dia 10, o que tende a amenizar a magnitude da queda. As unidades fiscalizadas pelos SIF são as maiores e as únicas que podem exportar e vender produtos entre os Estados do país. Há 224 abatedouros do gênero no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os frigoríficos com fiscalização federal respondem por mais de 70% dos abates de bovinos do país. Em março, a paralisação temporária de nove abatedouros com SIF — cinco da JBS, a partir do dia 19, e quatro da Minerva, a partir de 23 de março — ajudou a derrubar os abates. Mas outras empresas também reduziram o ritmo, de acordo com executivos do setor. Além disso a queda nos abates de bovinos não ficou restrita ao mês de março e não pode ser exclusivamente debitada na conta da covid-19. No primeiro bimestre, quando a doença ainda não havia provocado grandes impactos no Brasil, o ritmo de abates já apresentava redução significativa. Os abates em janeiro caíram 15,4% em janeiro, somando 1,814 milhões de cabeças. Em fevereiro, a redução foi de 9,6% ante igual período do ano passado, segundo dos dados do Ministério da Agricultura. Com isso, os abates nas unidades com inspeção federal recuaram 23,9% no primeiro trimestre, somando 4,576 milhões de cabeças. No mesmo intervalo do ano passado, foram abatidas 6,015 milhões de cabeças de bovinos. Segundo o dono de um frigorífico, as margens de lucro no mercado doméstico já estavam apertadas mesmo antes da piora da demanda que se seguiu à redução de circulação e paralisação do comercio nas principais cidades do país. No mercado externo, o início de ano também contou com uma demanda menor da China. Do lado da oferta, as chuvas abundantes e o período de safra das pastagens ofereceram mais condições para o pecuarista segurar o gado no pasto. Também há um impacto do ciclo de médio prazo da pecuária, com maior retenção de vacas disponíveis para abate.

Decisão do Ministério da Agricultura beneficia pequenos laticínios com dificuldade de vender produção

Uma medida do Ministério da Agricultura vai beneficiar pequenos laticínios com dificuldades de vender sua produção por causa da pandemia do coronavírus. Na terça-feira (31), o órgão publicou um ofício circular em que autoriza laticínios com o Selo de Inspeção Federal (SIF) a comprar leite de pequenas indústrias com selos de inspeção estaduais ou municipais. A iniciativa partiu de uma ação conjunta entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e entidades do setor. “Até hoje, para fazer o envio e o processamento do leite, as duas indústrias precisavam ter inspeção federal. Esse ofício vai permitir que qualquer outra indústria, com inspeção sanitária de outras esferas do governo, possa encaminhar seu leite para indústrias maiores com SIF,” afirmou a coordenadora de Produção Animal da CNA, Lilian Figueiredo. Segundo Lilian, devido à crise do coronavírus, os food services estão fechados e os microlaticínios que forneciam leite pasteurizado para essa linha de restaurantes e queijarias ficaram prejudicados. “Aqueles produtores que não estavam vendendo seu leite pois o laticínio para o qual forneciam estava sem mercado, voltarão a ter seu leite captado dando fluidez ao mercado de laticínios, principalmente na produção de leite UHT, que está com alta demanda no momento”, explicou. De acordo com o ofício, diante dos riscos de desabastecimento de leite e produtos lácteos em algumas regiões e de inviabilidade dos estabelecimentos de pequeno porte frente ao aumento da demanda para elaboração de produtos com prazo de vida longa, como leite UHT e leite em pó, os estabelecimentos sob inspeção federal poderão receber leite a granel de uso industrial de estabelecimentos registrados em outras instâncias de inspeção. A medida vale, em caráter excepcional, durante o período de calamidade pública, devendo manter registros auditáveis do recebimento que garantam a rastreabilidade da matéria-prima.

Ordem de Médicos Veterinários de Portugal pede que passeios com animais não se tornem eventos sociais

A OMV deu orientações, nesta quarta-feira (1), sobre o cuidado com animais durante a pandemia de Covid-19 e lembrou que eles não transmitem a doença a humanos. Segundo o portal Anda, a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) emitiu um comunicado acerca do coronavírus e pediu, como forma de precaução, que os tutores não transformem os passeios com animais em eventos sociais. A OMV lembrou que, conforme demonstrado pela a World Organisation for Animal Health (OIE), “não existem evidências de que os animais possam ser uma fonte de transmissão [do coronavírus] para outros animais ou humanos”. Os passeios, segundo a entidade, devem ser curtos e os animais precisam ter suas patas higienizadas ao voltar para casa. Não se pode, no entanto, aplicar produtos agressivos à pele dos cães e gatos, que é sensível. Álcool em gel, por exemplo, é prejudicial para eles e pode fazer com que desenvolvam dermatites, conforme explicou a Dra. Patrícia Cachola, diretora clínica do Hospital Veterinário do Algarve, em entrevista ao Diário de Notícias. A OMV segue o conceito “One Health” (“Uma Só Saúde = Animais + Humanos”, em tradução livre) e, por isso, “os médicos veterinários não deixarão de prestar todos os cuidados absolutamente necessários, quer no âmbito das suas atribuições profissionais quer prestando auxílio à sociedade em geral conforme já divulgado”. O que se sabe até o momento é que os três casos de cães diagnosticados com coronavírus se referem a animais infectados por contágio ambiental. Nenhum deles, inclusive, contaminou qualquer humano. Cachola lembrou ainda que existe a possibilidade dos resultados dos exames serem falsos positivos, já que não há indícios de que cachorros se contaminem com coronavírus humano. O que já se sabe é que esses animais podem contrair o coronavírus canino – que não tem qualquer semelhança com o humano e não é transmitido às pessoas. Membro da OMV, Dr. Jorge Cid pediu que a população não abrace e beije os animais, como costuma fazer em situações normais. Apesar de não se contaminarem nem transmitirem o coronavírus humano, a depender de onde estiverem – especialmente se tiverem circulado pela rua -, eles podem ter o vírus em seu pelo (assim como uma carteira, um cartão de crédito, e a pele humana também podem). Higienizar as patas dos animais e dar banho neles, no entanto, são práticas capazes de retirar o vírus de seu pelo.

NA IMPRENSA
CNA – Decisão do Ministério da Agricultura beneficia pequenos laticínios com dificuldade de vender produção

G1 – Empresários apostam na hospedagem de animais durante a quarentena

G1 – Cuidados com animais de estimação durante a pandemia

Folha de S.Paulo – Coronavírus abala turismo na Tailândia e põe futuro de elefantes em risco

Folha de S.Paulo – Seu gato pode estar incomodado com a sua presença durante a quarentena; saiba o que fazer

O Estado de S.Paulo – Detergente ou álcool em gel podem ser prejudiciais a animais

O Estado de S.Paulo – Como entreter o pet durante a quarentena

O Estado de S.Paulo – Projeto usa plástico de oceano para criar esculturas de animais ameaçados pela poluição

O Globo – Pets não transmitem coronavírus, mas é preciso ter cuidado ao levá-los para passear

O Globo – Conheça linha natural de cosméticos que não causa alergia em pets

Valor Econômico – BRF anuncia compromisso de manter empregos até maio

Valor Econômico – Abates de bovinos caíram 47% em março, indicam dados do governo

Valor Econômico – Frigorífico dos EUA oferece bônus contra absenteísmo

Valor Econômico – JBS reduz produção em unidade nos EUA após funcionários terem sintomas de gripe

Embrapa – Embrapa Pecuária Sudeste usa homeopatia para redução de medicamentos no rebanho leiteiro

AgroLink –  Ex-ministro argentino critica intervenção no preço da carne

AgroLink –  COVID19 BR:O trunfo da pecuária está na visão de longo prazo

Anda – Ordem dos Veterinários pede que passeios com animais não se tornem eventos sociais

Anda – Animais abandonados em imóvel são resgatados em Avaré (SP)

Anda – Filhotes de cachorro abandonados dentro de sacola são resgatados por policiais

Anda – Cerca de 100 tartarugas-de-pente nascem em praias vazias de Pernambuco

Anda – Abandono de animais cresce em Manaus (AM) durante pandemia de Covid-19

Anda – Primatologista Jane Goodall diz que devemos deixar os animais em paz

Anda – China pode reduzir dependência de animais para consumo

Anda – Morre elefanta que passou 59 anos presa em zoo nos EUA

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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