Embrapa lança primeiro biodefensivo em parceria com setor privado

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) fará nesta terça-feira o primeiro lançamento global de um produto biológico com sua tecnologia em parceria com uma empresa privada. É o biodefensivo Spodovir, composto à base de um vírus para combater a lagarta-do-cartucho, que causa perdas de até 50% nas lavouras de milho. A aplicação correta do insumo pode garantir a eficácia total no controle da praga, segundo testes dos pesquisadores. O custo para aplicação é de 45% do valor de uma saca de soja e de 75% da de milho, diz a Embrapa, ou cerca de R$ 75 por hectare. O pesticida biológico Spodovir foi desenvolvido em parceria com a empresa suíça Andermatt Biocontrol, que atua em mais de 60 países. Ele é feito à base de baculovírus, um tipo de vírus específico que causa a morte somente de insetos quando é ingerido por eles, sem causar danos às plantas nem aos aplicadores. O produto também não mata outros inimigos naturais da lagarta. O lançamento faz parte da estratégia da estatal de aproximação com o setor privado e de posicionamento no mercado. “É uma grande contribuição para a segurança alimentar do planeta e para a sustentabilidade”, afirmou ao Valor Econômico o presidente da estatal, Celso Moretti. “Poderá ser usado no Brasil e em outros países, como os do sul do continente africano, que muitas vezes não têm condições de usar uma molécula sintética de custo mais elevado. E é sustentável, seguro para o aplicador, para o meio ambiente e para o consumidor”. Além do milho, o produto pode ser utilizado nas culturas da soja, sorgo, algodão, arroz, pastagens e hortaliças. Para fazer efeito, explica o pesquisador Fernando Hercos Valicente, da Embrapa Milho e Sorgo, o biodefensivo deve ser ingerido pela lagarta. Por isso, a orientação é que seja aplicado após às 16h, quando há menos incidência de raios ultravioletas, os principais agentes que desativam as partículas virais no campo. As aplicações podem ser feitas a UBV (Ultrabaixo Volume) desde que com os equipamentos adequados. Serão iniciados testes para a pulverização com drones em soja e algodão. As pesquisas para desenvolvimento do produto começaram em 2015. O Spodovir é inteiramente fabricado no Canadá, em uma das unidades da empresa de controle biológico. A formulação será altamente solúvel – um pó molhável – e de fácil mistura, garante a fabricante. A recomendação de uso é de 50 gramas por hectare.

Subsídios agrícolas têm queda no Brasil, diz OCDE

Os níveis relativamente baixos de subsídios e proteção ao setor agrícola no Brasil refletem a posição do país de exportador competitivo, destacou a OCDE em relatório divulgado nesta terça-feira (22). Segundo o Valor Econômico a ajuda como parte da receita bruta do agricultor brasileiro caiu de 7,6%, entre 2000 e 2002, para 1,5% de 2018 a 2020. Em comparação, subsídios da União Europeia (UE) garantem 19% da renda do produtor. Nos EUA, o percentual é de 12% ao ano, em média. Uma das ênfases da OCDE é na frente ambiental. O órgão nota que a agricultura foi responsável por 42% das emissões de gases de efeito estufa em 2019 no país, menos que em 2000, mas ainda bem acima da média da OCDE. A utilização de energia pelo setor agrícola aumentou até 5,6% do uso total de 2019, também acima da média da OCDE. A maior participação do setor agrícola na economia no Brasil e a importância da pecuária baseada em pastagem contribuem para esses resultados. A OCDE constata que a participação da agricultura nas captações de água permaneceu alta, em 60%, mas que o estresse hídrico é baixo. E nota que os excedentes de nutrientes no Brasil aumentaram desde 2000, enquanto o balanço de fósforo é seis vezes maior que a média da OCDE. A entidade, na qual o Brasil quer fazer parte — uma das prioridades da política externa do país —, faz algumas recomendações. Considera que regulamentos e procedimentos simplificados para o crédito rural poderiam facilitar o acesso dos produtores aos recursos. Também sugere que o apoio ao crédito poderia melhorar ainda mais o direcionamento para resultados específicos, como investimentos nas fazendas que explicitamente apostam em gerenciamento inovador e práticas ambientais. A OCDE observa, ainda, que o Programa ABC (agricultura de baixo carbono) é um dos principais projetados para modernizar os sistemas de produção sustentável e mitigar as emissões de emissões de gases de efeito estufa, mas que representa, ainda, uma pequena parcela do crédito rural desembolsado.

Número de agtechs cresce 64% no Brasil

O Brasil tem 299 empresas iniciantes de base tecnológica dedicadas à agropecuária, de acordo com a segunda edição do Mapeamento de Agtechs 2021, que a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) produziu em parceria com a Dell. De acordo com o Valor Econômico o número é 64,2% maior que o do levantamento anterior, de 2019, no qual a entidade havia identificado 182 agtechs em atividade no país. As startups voltadas à atividade agropecuária somam 11,8% do universo empresas iniciantes de base tecnológica, o que faz desse um dos grupos mais numerosos no país. Educação, com 17,3% do total, e saúde e bem-estar, com 17,1%, ocupam os dois primeiros lugares, informa o relatório. Das quase 300 agtechs brasileiras que estão em atividade, 43% oferecem soluções financeiras para o setor, diz o levantamento da Abstartups. Os empreendedores homens somam 85,4% dos fundadores de agtechs. São Paulo é o Estado com o maior número de empresas (27,4%), seguido por Rio Grande do Sul (17,2%) e Paraná (12,7%). Segundo o mapeamento, 47,1% das agtechs brasileiras já receberam investimentos, quase o dobro da média geral em todos os setores (no ano passado, essa média foi de 26,7%), e 54,1% estão em fase de validação e operação. “O segmento agro é um dos mais tradicionais e maduros, mas ainda com oportunidades para novas soluções e exponencial crescimento”, diz, em nota, Ana Flávia Carrilo, coordenadora de Informação da Abstartups e responsável pelo estudo. O mapeamento classificou as startups em três momentos da gestão agrícola: antes da porteira (tudo que é necessário para a gestão agrícola, mas que não atua na fazenda), dentro da porteira (que envolve diretamente os produtores agropecuários) e depois da porteira (que se refere a tudo após a produção agrícola). No Brasil, informa o estudo, 72,6% das agtechs estão na fase dentro da porteira, 10,2% na etapa antes da porteira e 17,2%, depois da porteira.

Produtores cobram medidas do governo para reverter escassez de milho no mercado interno

Representantes do setor agropecuário defenderam nesta segunda-feira (21), em audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, que o problema da escassez de milho no mercado brasileiro passa pela adoção de políticas de incentivo à importação, renúncia fiscal por parte do governo, apoio à armazenagem e à irrigação, informou a Agência Câmara. A falta de milho e sua consequente supervalorização tem afetado o abastecimento e o preço de ovos, carne de frango e de porco, uma vez que o grão é a base da dieta dos animais. A escassez do milho, segundos os debatedores, é causada por diversos fatores como a alta nas exportações do produto, problemas climáticos e o surgimento de pragas nas plantações. O diretor-executivo da Associação de Avicultores do Espírito Santo, Nélio Hand, comparou os preços do milho aos de outros produtos. Segundo ele, no início de 2020 era possível comprar uma saca com 17 dúzias de ovos. Hoje, para comprar a mesma saca de milho, são necessárias 27 dúzias de ovos. Hand disse que a mesma relação ocorre com a carne suína. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, a alta no preço do milho é parcialmente repassada ao consumidor, e a outra parte do prejuízo fica com o produtor. Ele também citou medidas consideradas essenciais para amenizar o problema. Santin defendeu retirar o adicional do frete da Marinha Mercante, suspender a cobrança do PIS e da Cofins para importação do milho de fora do Mercosul, e do PIS-Cofins sobre o frete do mercado interno, além de criar um sistema de informações que possa prever quanto vai ser exportado de milho em 2022. Já o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho, Cesário Ramalho, pediu incentivos aos produtores. Ramalho também citou a necessidade de mais armazenagem e de políticas de irrigação. De acordo com o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese, a pasta avalia soluções para resolver a crise. Segundo ele, o governo está discutindo uma medida provisória para adquirir milho diretamente do mercado para atender a operações de balcão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ainda segundo ele, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já encaminhou um ofício com uma nota técnica solicitando a suspensão de PIS-Cofins na importação de milho até 31 de dezembro. A deputada Dra. Soraya Manato (PSL-ES), que sugeriu a audiência pública, citou entre as mudanças importantes para o setor um projeto que está no Senado (PLS 261/18), que disciplina o trânsito e o transporte ferroviário. A parlamentar lamentou que a proposta esteja parada, mas disse esperar, após promessa do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, uma medida provisória tratando do tema.

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