Embrapa aponta ganho de produtividade quando a soja é plantada após o trigo na região Sul

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A produtividade da soja plantada em sucessão ao trigo ou aveia-preta pode ser até 54% maior em comparação com uma lavoura cultivada em áreas deixadas em pousio no Sul do país. A constatação foi feita por pesquisadores da Embrapa a partir de experimentos conduzidos nas safras de 2017/18 e 2018/19, informou o Valor Econômico nesta segunda-feira (9). Eles identificaram diversos benefícios gerados pela palhada das culturas de inverno para o plantio direto da oleaginosa no verão e a ajuda que as raízes das safras anteriores dão para reverter efeitos danosos em situação de falta de água nas plantações. “Comprovamos que os efeitos das raízes da aveia-preta e do trigo mostraram-se tão importantes quanto os da cobertura de palha deixadas no solo para explicar os aumentos de produtividade de 1.467 quilos por hectare — ou seja, 54% superior ao das áreas que ficaram em pousio no outono/inverno”, destaca o pesquisador Alvadi Balbinot. “O desempenho agronômico da soja é melhor na presença combinada de raízes e de palha de aveia-preta ou trigo, quando comparamos com as áreas deixadas em pousio”, resume. Na safra 2017/18, a disponibilidade de água foi adequada ao longo do ciclo de desenvolvimento da soja. Já em 2018/19, houve déficit hídrico durante a floração e o enchimento dos grãos, período em que a aveia-preta e o trigo beneficiaram a soja em relação ao pousio. É possível inferir que os efeitos positivos da palha e das raízes na produtividade da soja estão principalmente associados à redução do estresse hídrico observado durante o período de enchimento dos grãos”, destaca Balbinot. O desempenho da soja foi estimado a partir da densidade de plantas, do índice de área foliar, do teor de clorofila, da matéria seca acumulada, da produtividade de grãos e dos componentes do rendimento.

Produção de arroz deverá encolher e desafio será conter as exportações, diz IBGE

De acordo com o Valor Econômico um dos símbolos do aumento dos preços dos alimentos neste ano, o arroz deverá ter colheita menor em 2021, segundo o primeiro prognóstico da produção agrícola do país divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, a produção de arroz em casca deverá recuar 2,4% no próximo ano, para 10,8 milhões de toneladas. “A queda tem relação com questões de produtividade. Mas o volume previsto atende à demanda doméstica, na faixa de 10,5 milhões a 10,8 milhões de toneladas por ano”, disse Carlos Alfredo Guedes, gerente da pesquisa do IBGE. Para ele, o desafio será manter o produto no país, já que a valorização do dólar frente ao real continua a estimular as exportações. “Para manter esse produto aqui dentro, seria preciso elevar preços para os consumidores”, disse. Neste ano, com a alta de preços, o governo federal decidiu zerar a alíquota de importação de arroz em casca e beneficiado de países de fora do Mercosul até 31 de dezembro. A redução é restrita a uma cota de 400 mil toneladas. Dados do IBGE mostram que, de janeiro a outubro deste ano, o preço do arroz acumulou alta de 59,5% na média nacional. No mesmo período, o IPCA, que mede a inflação oficial do país, registrou avanço de 2,22%.Guedes lembrou, porém, que os valores pagos aos produtores haviam ficado “congelados” nos últimos anos. “É importante falar também que o arroz é uma das culturas que ficaram com preço congelado, com produtores desistindo e partindo para a produção de soja”. O Rio Grande do Sul é responsável por aproximadamente 70% da produção nacional do arroz. Sua lavouras são irrigadas e associadas à alta tecnologia e manejo adequado, o que estimula sua produtividade.

Revolução em curso no mercado de milho

A transformação do modelo de criação de porcos na China pode ter consequências explosivas para os preços globais do milho nos próximos anos. A perspectiva, alvissareira para os produtores brasileiros de grãos, pode tornar ainda mais difícil a rotina das agroindústrias processadoras de aves e suínos no país, destacou o Valor Econômico nesta terça-feira (10). Em relatório, o Itaú BBA traçou cenários para a recomposição do rebanho suíno chinês e indicou que o processo, já em curso, exigirá dezenas de milhões de toneladas de milho a mais, o que mudará a cara do comércio mundial do cereal. Em pouco tempo, o país, grande produtor, poderá sair de uma posição quase irrelevante como importador para se tornar um dos maiores compradores do grão no exterior. E essa guinada está mais próxima do que nunca. A mambembe e insalubre criação de porcos no fundo de quintais, alimentados com restos de comida, está ficando para trás, e em seu lugar, com forte apoio do governo, começam a despontar granjas de grande porte, com controle sanitário reforçado. Nesse cenário, a lavagem tende a dar lugar à ração, que em geral é de farelo de soja e milho. Para fazer jus à crescente demanda da China, a produção global de milho terá de aumentar, e para isso os preços deverão subir. “Vamos precisar de preços que estimulem expansão de áreas”, sustenta Guilherme Bellotti, gerente da consultoria de agronegócios do Itaú BBA. O analista pondera que o preço de equilíbrio do grão no longo prazo poderá ser mais baixo que o atual – que está em nível recorde, a R$ 81,32 por saca. Mas assegura que acabou a era do milho barato para os frigoríficos. Pelas projeções do banco, as importações chinesas de milho passarão de cerca de 7 milhões de toneladas nesta safra 2020/21 para 88 milhões em cinco anos. Em todo o globo, a demanda adicional poderá ser de 209 milhões de toneladas até o ciclo 2025/26 – a demanda global atual é de cerca de 1,1 bilhão de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No quadro desenhado pelo Itaú BBA, o Brasil é o país com o maior potencial de expansão do plantio.

Produtores rurais poderão aderir ao programa de renegociação de dívidas até 29 de dezembro

Nesta segunda-feira (9) o Governo Federal informou que, produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas, inclusive os agricultores familiares, terão até 29 de dezembro para renegociar débitos inscritos na Dívida Ativa da União com descontos de até 100% nas multas, nos juros e nos encargos. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) lançou recentemente essa modalidade para também auxiliar o setor agropecuário durante a crise econômica provocada pela Covid-19. Os interessados poderão acessar o site da PGFN para conhecer as condições de refinanciamento e aderir ao programa. Primeiramente, o devedor deve fazer o cadastro no portal Regularize, ir à opção “Negociação de Dívida” e clicar em “Acessar o Sispar”. Em seguida, o contribuinte preencherá um formulário eletrônico e saberá se está apto à renegociação e receberá uma proposta de adesão. O diretor do Departamento de Crédito e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, ressalta que o programa de renegociação da dívida tem como objetivo viabilizar a superação da situação transitória de crise econômico-financeira dos produtores rurais e agricultores familiares, potencialmente provocada pelos efeitos do Coronavírus (Covid-19) na capacidade de geração de resultados e na perspectiva de recebimento dos débitos inscritos em dívida ativa da União. O contribuinte interessado deverá prestar informações, perante a PGFN, demonstrando esses impactos financeiros sofridos. Com base na capacidade de pagamento estimada do contribuinte, será disponibilizada proposta de transação para adesão.

NA IMPRENSA

Agência Senado – Líder do PT quer suspender decreto que transfere florestas para Agricultura

Agência Senado – Parlamento Amazônico deve ser reativado, informa presidente da CRE

Agência Câmara – Projeto cria programa para informar população sobre etapas da produção de alimentos

Agência Câmara – Frente Ambientalista discute plataforma para candidatos a prefeito e vereador

Agência Câmara – Proposta insere Tocantins nas ações de combate à seca realizadas pelo Dnocs

Governo Federal – Viagem com embaixadores à Amazônia foi intensa e proveitosa, diz Mourão

Governo Federal – Contratação do crédito rural chega a R$ 92,6 bilhões e cresce 21%

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Jota – Pandemia dificulta avanço das discussões sobre reforma tributária

Folha de S.Paulo – Política de Biden pode colocar agro brasileiro em situação desvantajosa

G1 – Preço de itens da salada do brasileiro dispara e alta deve permanecer até o fim do ano, diz governo

Valor Econômico – Conab ajusta para cima estimativa para a produção brasileira de grãos

Valor Econômico – Lucro da BRF caiu 26% no 3º tri, para R$ 216,8 milhões

Valor Econômico – Nanossatélites a serviço da agricultura

Valor Econômico – Produção de arroz deverá encolher e desafio será conter as exportações, diz IBGE

Valor Econômico – Atraso no plantio de soja já foi compensado, diz Conab

Valor Econômico – FieldPRO cresce no Centro-Oeste

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Mapa – Preço mínimo da uva para suco e vinho sobe na safra 2020/21

Mapa – Regulamentos orientam a condução das reuniões e decisões do Conselho Deliberativo da Política do Café

Mapa – Produção de grãos da safra 2020/21 deve alcançar novo recorde com 268,9 milhões de toneladas

CNA – Conselho do Agro discute estratégias de comunicação para o setor

CNA – Mais de 300 mudas são plantadas em revitalização de nascente

CNA – Senar incentiva autocuidado masculino com o programa Saúde do Homem Rural

CNA – Incra atende CNA e moderniza sistema de cadastramento de imóveis rurais

CNA – Em 2020, Projeto Campo Futuro levantou custos de produção de 22 atividades agropecuárias

Embrapa – Simpósio ajuda a ‘popularizar’ árvore em sistemas integrados de produção

Embrapa – Seminário mostra as ações de pesquisa no Meio-Norte

Canal Rural – Aproximação entre EUA e China é ruim para o Brasil? Veja a análise de Miguel Daoud

Noticias Agricolas – Corteva Agriscience realiza a formatura de 150 profissionais do setor na Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio

Noticias Agricolas – Fernando Cadore é eleito presidente da Aprosoja Mato Grosso

Noticias Agricolas – Syngenta Group investe US$ 1,25 milhão em novas tecnologias de proteínas

AgroLink – Preços do etanol voltam a ceder neste mês

AgroLink – Oferta restrita eleva os preços do mamão

AgroLink – Produção de soja será ainda maior

AgroLink – Trigo continua apresentando altas consecutivas

AgroLink – Saiba quem poderá comercializar sementes de arroz certificadas

AgroLink – Conselho do Agro discute estratégias de comunicação para o setor

AgroLink – AgroBIT apresenta cursos de Agricultura de Precisão do SENAR-PR

AgroLink – Goiás poderá exportar abóbora para os Estados Unidos

AgroLink – Inseticida botânico controla lagarta e psilídeo

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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