Embraer chega a acordo com engenheiros sobre desligamentos

//Embraer chega a acordo com engenheiros sobre desligamentos
O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo assinou, nesta quinta-feira (10), acordo coletivo com a Embraer, ampliando os benefícios para os engenheiros que foram desligados da fabricante de aeronaves em 3 de setembro. De acordo com o Valor Econômico nessa data, a companhia anunciou 900 demissões, que se somaram a 1,6 mil desligamentos via programa de demissão voluntária. Conforme a companhia, o acordo assinado nesta quinta-feira (10), prevê a manutenção do nível atual de engenheiros, da ordem de 3 mil profissionais, até abril do ano que vem. Com a extensão dos benefícios, o plano de saúde familiar passa a ser válido até junho de 2021, assim como o vale alimentação de R$ 450 por mês. A proposta foi analisada em assembleia virtual realizada hoje e, de acordo com o sindicato, 83% dos votos válidos foram favoráveis.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debate impactos da Reforma Tributária nas cadeias agroindustriais

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quinta-feira (10), de uma live sobre o tema “Reforma tributária e potenciais repercussões nas cadeias agroindustriais”, promovida pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA). A Confederação foi representada pelo coordenador do Núcleo Econômico, Renato Conchon. Ele analisou as três principais propostas que estão em discussão no Congresso Nacional – a PEC 45/2019, a PEC 110/2019 e o PL nº 3887/2020. Para Conchon, todas elas impactarão o setor agropecuário. Além do aumento da carga tributária, dos custos de produção maiores e do fim da desoneração da cesta básica, existe a preocupação com o efeito de cumulatividade das tributações propostas. “Somos favoráveis à reforma e não queremos nenhum tipo de benefício em detrimento de outras cadeias. Apenas defendemos um olhar diferenciado para que a competitividade do agro seja mantida em relação aos principais concorrentes internacionais”, disse. Na opinião da tax manager na Cargill, Debora Sambrana, nenhuma das propostas vai trazer benefícios para o agro. Ela revela preocupação em pontos como a redução do crédito presumido e defende a desoneração para insumos, por exemplo. “Ajustes são necessários, mas as atuais propostas não atentam na integralidade essas demandas que são importantes para não onerar ainda mais as cadeias agroindustriais”, afirmou. O professor do IBDA, Fabio Calcini, considera “equivocada” a visão de uma reforma tributária que aumente a carga tributária e prejudique um setor que já enfrenta desafios climáticos, sazonalidade de produtos e fluxo diferente de oferta e demanda. “O Brasil tem uma vocação voltada para esse segmento. O sistema tributário não pode olhar o agro como os outros setores. Não é questão de privilégio e, sim, de tratamento diferenciado pelas suas peculiaridades”, declarou ele. O evento contou, ainda, com a participação de outros especialistas da área: o senior associate na Centrec Consulting Group, Antônio Carlos Ortiz; e o co-fundador da Terra do Leite, José Rezende. O moderador foi o professor do IBDA, Mário Shingaki.

Governo define critérios para cota de importação de arroz

O Diário Oficial da União publicou, nesta sexta-feira (11), portaria que com os critérios para a cota de importação de arroz, com isenção de imposto. Segundo a Agência Brasil cada empresa terá, inicialmente, cota máxima de 34 mil toneladas do produto. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) liberou o total de 400 mil toneladas, com o imposto de importação zerado para arroz não parboilizado, polido ou brunido. De acordo com a portaria, após atingida a quantidade máxima inicialmente estabelecida, novas concessões para a mesma empresa estarão condicionadas ao efetivo despacho para consumo das mercadorias. E a quantidade liberada será, no máximo, igual à parcela já desembaraçada. A validade da isenção é até 31 de dezembro deste ano. Segundo a portaria, caso seja constatado o esgotamento da cota global, não serão emitidas novas licenças de importação. O objetivo da isenção tarifária temporária é conter o aumento expressivo no preço do arroz ao longo dos últimos meses. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo, o preço do arroz variou mais de 107% nos últimos 12 meses, com o valor da saca de 50 kg próximo de R$ 100. Os motivos para a alta são uma combinação da valorização do dólar frente ao real, o aumento da exportação e a queda na safra. Em alguns supermercados, o produto, que custava cerca de R$ 15, no pacote de 5 kg, está sendo vendido por até R$ 40. Ontem, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o governo tomou as medidas necessárias para tentar conter a alta no preço do arroz e evitar um desabastecimento do produto nas prateleiras dos supermercados. “O Brasil abriu mão, tirou a alíquota de importação, para que produto de fora pudesse entrar e trazer um equilíbrio para os preços. Abrimos somente uma cota, porque não temos necessidade de muito arroz, mas isso é uma cota de reserva, para que possamos ter a tranquilidade de que o preço vai voltar, vai ser equilibrado, e que o produto continuará na gôndola para todos os brasileiros”, disse.

Investimento de US$ 400 mi no Ceará eleva oferta de fertilizantes e de urânio 

Redenção. Essa foi à palavra que Tomas Antonio Albuquerque de Paula Pessoa, prefeito de Santa Quitéria (CE), buscou ao falar sobre uma parceira público-privada que está para ocorrer em sua cidade. Em seu quarto mandato, e tentando o quinto, Pessoa diz que enfim a região poderá desfrutar de um investimento industrial que vem sendo esperado desde 1976. O prefeito se refere ao consórcio Santa Quitéria, que une a estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil) e a Galvani em um projeto para a extração de fosfato e de urânio na cidade, destacou a Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (10). “É um casamento de interesses e oportunidades, realizado em um momento adequado”, diz Carlos Freire Moreira, presidente da INB, empresa que tem o monopólio da produção de urânio no país. O contrato, ainda com possíveis acertos, dá à Galvani o direito de extração dos minerais. Ela fica com o fosfato e repassa o urânio para a INB. A empresa do setor de fertilizantes assume a operação de extração. “É um projeto com viabilidades interessantes. Vamos produzir fertilizantes fosfatados de alto teor para uma região que cresce muito”, afirma Ricardo Neves de Oliveira, diretor-presidente da Galvani. A empresa vai utilizar o fosfato para dois segmentos: o de fertilizantes fosfatados e o de fosfato bicálcico. Este último, destinado à nutrição animal, um setor novo para a empresa. O executivo aposta no sucesso da operação devido à forte demanda por fertilizantes e por suplementação alimentar nas áreas do chamado Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Na avaliação do prefeito de Santa Quitéria, a logística favorável e a proximidade da mina de algumas das principias regiões produtoras de grãos e pecuária vão baratear os custos para os produtores. Agricultores de São Raimundo Nonato (PI) e Balsas (MA) serão dois dos polos que serão bastante beneficiados, diz ele. Para Oliveira, o novo olhar sobre a sustentabilidade no país vai reverter muita área de pastagens para a produção de grãos. Com isso, a pecuária vai ter de usar mais tecnologia e ser mais produtiva.Segundo o executivo, a Galvani vai poder atuar no Norte e Nordeste com preços bastante competitivos para agricultores e pecuaristas. O novo projeto auxiliará o abastecimento do país em duas frentes: reduzirá a importação de fertilizantes e elevará a produção nacional de urânio, tornando o país exportador do excesso neste último caso. A Galvani, quando o projeto estiver terminado, colocará 500 mil toneladas de fertilizantes fosfatados por ano no mercado. O Brasil importa 72% do que consome. A empresa elevará também a oferta nacional de fosfato bicálcico em 250 mil toneladas. O consumo anual do produto para suplementação animal é de 1,2 milhão de toneladas. No caso do urânio, o salto na oferta será gigantesco, segundo Freire. Serão 1.600 toneladas por ano de concentrado de urânio (yellowcake), extraído do ácido fosfórico.A produção de Santa Quitéria terá capacidade para cobrir as necessidades das usinas Angra 1, 2 e 3, e fornecerá combustível para o abastecimento de pelo menos outras três usinas do porte das atuais. O Brasil será reconhecido como um potencial fornecedor de urânio enriquecido, um produto com muito mais valor adicionado, diz Freire. “Uma coisa é ter urânio. Outra é saber processar, e o Brasil está no grupo dos poucos países que já dominam essa tecnologia”, afirma ele. Segundo Freire, “fala-se muito dos malefícios da energia nuclear, mas pouco dos benefícios”. É uma energia limpa e pode ser levada para perto dos grandes centros de demanda. Além disso, ganha espaço na medicina e na agricultura.

NA IMPRENSA
Agência Senado – Dia Nacional do Cerrado: projetos reforçam leis para proteção do bioma

Agência Câmara – Projeto inclui mel entre itens da cesta básica desonerados de PIS/Pasep e Cofins

Agência Câmara – Orçamento emergencial para conter pandemia tem execução superior a 70%, informa consultoria

Agência Câmara – PEC que reconhece Cerrado como patrimônio nacional é uma das prioridades da Frente Ambientalista

Folha de S.Paulo – Investimento de US$ 400 mi no Ceará eleva oferta de fertilizantes e de urânio

Governo Federal – Ministra da Agricultura diz que não há risco de desabastecimento e que preço do arroz deve cair em breve

Agência Brasil – Governo define critérios para cota de importação de arroz

O Estado de S.Paulo – Oito dos dez municípios que mais contrataram no País de maio a julho são ligados ao agronegócio

O Globo – Governo avalia zerar tarifa de importação de soja

G1 – Rio Grande do Sul prevê alta de 69% na safra de soja 2020/21; infraestrutura limita avanço do arroz

G1 – Veja quais países lideram a venda e a compra de arroz do Brasil

G1 – Com taxa zero, Brasil deve importar arroz dos EUA e da Tailândia, diz ministra

Valor Econômico – Embraer chega a acordo com engenheiros sobre desligamentos

Valor Econômico – TEC vai impor ‘teto’ ao arroz, afirma governo

Valor Econômico – Desembolsos de crédito rural têm forte crescimento

Valor Econômico – Volume das exportações brasileiras de café caiu 3,3% em agosto

Valor Econômico – Venda de etanol das usinas caiu 13% em agosto

Valor Econômico – Ihara amplia seu portfólio e projeta receita 50% maior em 2020

Valor Econômico – Salic fará injeção de R$ 400 milhões na Minerva com conversão de opções

Valor Econômico – BNDES aprova financiamento de R$ 14,8 milhões para empresa mineira de adubos e rações

Valor Econômico – Commodities: Aumento de produção no Brasil reduz preço do açúcar em NY

Valor Econômico – Preços do arroz devem cair com TEC zero, diz presidente da Conab

CNA – CNA debate impactos da Reforma Tributária nas cadeias agroindustriais

CNA – Agro pelo Brasil é adiado para 18 e 19 de setembro

Mapa – Produtores se reinventam para recuperar prejuízos da pandemia nos setores de flores e de hortifruti

Mapa – Arroz vai continuar nas prateleiras, diz Tereza Cristina

Mapa – Em dois meses, produtores contratam R$ 48,9 bilhões em crédito do Plano Safra

Embrapa – Aviso de Pauta: live Intensificação Sustentável

Embrapa – Livro analisa agroecologia e estratégias de resistência de agricultores urbanos

Embrapa – Embrapa e parceiros debatem produção e consumo sustentáveis em eventos no Brasil e no exterior

Agrolink – “Fiol será realidade”, diz Bolsonaro

Agrolink – PR: projeto Água Limpa promove a recuperação de nascentes em propriedades rurais

Agrolink – Abrapa quer dobrar participação de mercado do algodão brasileiro na Índia

Agrolink – Flores e HF buscam reinvenção da atividade

Agrolink – Brasil é o 2º maior comprador de defensivos proibidos

Agrolink – Case IH oferta peças para máquinas agrícolas com até 30% de desconto

Agrolink – Agricultores têm opções eficientes para o controle de plantas daninhas resistentes

Agrolink – Lindsay destaca tecnologias para irrigação na Agrishow Experience

Agrolink – Os dias passam e o RS segue sem cotar o trigo

Agrolink – RS: Câmara da Cadeia Produtiva da Apicultura debate o monitoramento de abelhas

Agrolink – Lavouras de milho do RS começam a se recuperar
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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