Embraer assina acordo e vai pagar benefícios aos demitidos até junho de 2021

//Embraer assina acordo e vai pagar benefícios aos demitidos até junho de 2021
De acordo com Valor Econômico o Sindicato Nacional dos Aeronautas aprovou a proposta da Embraer de acordo coletivo de trabalho com extensão dos benefícios aos tripulantes demitidos pela companhia. A assembleia on-line foi realizada pela entidade sindical na última sexta-feira e comunicada nesta quarta-feira (23) pela Embraer. Segundo comunicado da fabricante brasileira de aeronaves, o acordo prevê que os aeronautas —profissionais da aviação que trabalham a bordo de aviões — desligados poderão manter o plano de saúde, extensivo aos dependentes já cadastrados, com o pagamento integral da mensalidade pela empresa, a partir da rescisão contratual até 30 de junho de 2021. O acordo também prevê pagamento do auxílio-alimentação no valor mensal de R$ 450 pelo mesmo período. Além disso, a empresa se comprometeu a dar prioridade aos aeronautas demitidos na vigência deste acordo em futuros processos seletivos para contratações. Na segunda-feira (21), o Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio do Estado de São Paulo (Sintec-SP) aceitou proposta similar ao acordado com os aeronautas. O mesmo já havia ocorrido com o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo e com o Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu.

Mapa registra 31 defensivos agrícolas genéricos, com quatro produtos biológicos

O Ato n° 55 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado nesta quarta-feira (23) no Diário Oficial da União traz o registro de 31  defensivos agrícolas formulados. Segundo o Mapa a publicação divulga quais foram os produtos formulados que foram registrados e efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores. Todos os produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. “Os novos registros são importantes pois diminuem a concentração do mercado de defensivos e aumentam a concorrência. Isso acaba resultando em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira”, explica o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins, Bruno Breitenbach. Dos produtos registrados hoje, quatro deles são compostos por microrganismos como a Beauveria bassiana, o Bacillus thuringiensis, o Metarhizium anisopliae e o vírus Spodoptera frugiperda multiplenucleopolyhedrovirus que são agente biológicos de controle de pragas que atacam os cultivos brasileiros. Os produtos poderão ser utilizados em qualquer cultura em que forem encontradas as pragas para as quais esses agentes biológicos possuem recomendação de controle. Dois desses produtos poderão ser utilizados nas produções orgânicas certificadas. Com a publicação de hoje, 2020 soma 60 produtos de baixo impacto registrados. Esse é o maior número de registros de produtos desse perfil em um mesmo ano. Os produtos que utilizam agentes de controle biológicos são alternativas de controle para os agricultores no combate às pragas, ao mesmo tempo que contribuem para o aumento da sustentabilidade da agricultura nacional. Do total de produtos registrados e divulgados hoje, alguns contém mais de um ingrediente ativo. A maioria dos ingredientes ativos registrados já têm registros nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

Um drone contra as queimadas na floresta

Quando a floresta arde em chamas, líderes de equipes de brigadistas precisam tomar decisões rápidas sobre para que lado vai mandar a equipe e qual estratégia usará para o combate. Disso depende o sucesso da empreitada, a vida dos combatentes e a manutenção de mais um pedaço da biodiversidade amazônica, destacou o jornal O Estado de S.Paulo nesta quarta-feira (23). “Para tomar a decisão, é preciso ter informações sobre a umidade do ar, a altura e a temperatura das chamas, a velocidade em que se propagam e a velocidade e direção do vento”, explica o professor da Universidade do Estado do Amazonas, Jair Maia. Quanto mais rápido essas informações chegam aos combatentes, mais chance de sucesso tem o procedimento. No campo, hoje, muitas das decisões são feitas com base no conhecimento dos combatentes, como avaliar o vento pelo balanço das folhas das árvores e ter noção da umidade do ar, pois quanto mais seco, mais rápido queima. Há drones no mercado que já fazem algumas dessas medições, a maioria importada, e seus preços, na casa dos R$ 70 mil, são inviáveis para os brigadistas que,na maioria, são voluntários. Só a câmera termal, por exemplo, custa R$ 25 mil. Por isso, Maia e dois de seus alunos – o casal Patrícia, meteorologista, e Guilherme Guimarães, engenheiro de software -, estão desenvolvendo um aparelho com maior índice de nacionalização e de baixo custo. Também estão incluindo um dispositivo para medir quanto gás metano está sendo emitido pela queimada e imagem termal. “Nosso desafio era que custasse menos de R$ 5 mil, mas, com a alta do dólar, se ficar perto de R$ 9 mil ficarei feliz”, afirma Maia. Ele ainda não conseguiu concluir os três protótipos que estão previstos para testes, porque a pandemia atrasou a entrega de sensores que precisam ser importados porque não há produção local. Além de atrasado, o produto que virá da China ficou mais caro, “porque tudo que vem de lá encareceu depois da covid-19”, justifica o professor, que é biólogo e doutor em ecologia e em ecologia ecossistemas. O projeto prevê versões portáteis do equipamento que possam ser fixadas em algum local, acoplados a um drone ou carregado nas mãos pelos combatentes. Por exemplo, ele poderá ser colocado em um mastro para obter as informações e repassar os dados para centros de controle e para o celular dos brigadistas. “Com os dados, eles terão segurança para decidir rapidamente a estratégia do combate”, afirma Maia. Para o professor, “o ideal seria que cada brigadista ou bombeiro tivesse um”. Se provar ser eficaz e tiver preço acessível, o casal Patrícia e Guilherme vai criar uma startup para comercializar o drone, que ainda não tem nome definido. O projeto atualmente recebe recursos captados pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia por meio do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio). Foi o Idesam quem convidou o professor Jair e a Universidade Estadual da Amazônia para o desenvolvimento do projeto.

Veto ao paraquate no país gera ‘corrida’ no mercado

Com a efetiva proibição do herbicida paraquate no Brasil, as empresas do ramo de agroquímicos se organizam para preencher uma importante lacuna no mercado, informou o Valor Econômico nesta quarta-feira (23). Em 2019, o produto foi utilizado em 17 milhões de hectares, tratados com 34 milhões de litros, conforme estimativas. Desse total, o pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja, estima que em torno de 65% eram destinados à dessecação pré-colheita da soja; 2% ao combate de ervas daninhas em culturas perenes; e 33% ao manejo pré-plantio da oleaginosa. E, se de um lado o diquat – também fabricado pela suíça Syngenta, dominante no mercado de paraquate – resolve bem o primeiro problema, não há substitutos com custo-benefício relativamente equiparável para resolver a questão do preparo do solo para plantio da soja. Assim, Adegas afirma que a tendência é que se desenvolva um manejo mais complexo nessa frente, que dê conta de controlar ervas daninhas resistentes como o paraquate. No centro da estratégia, que deve ser turbinada por outros produtos, promete estar o glufosinato de amônio. Três vezes mais caro que o paraquate no tratamento por hectare, ele é considerado eficiente no manejo de plantas como buva e capim amargoso – e, como não tem mais patente, pode ser explorado por empresas de genéricos. De olho no novo cenário, a indiana UPL é uma das companhias que acreditam que sua receita com o glufosinato de amônio – que já representa 5% dos US$ 5 bilhões que fatura globalmente – poderá crescer. “O difícil é dizer quanto”, segundo Marcelo Zanchi, diretor de marketing da UPL Brasil, “porque com a saída do paraquate do mercado a expectativa é que haja uma rotação maior de princípios ativos no campo, até por questões de manejo da resistência”. Até por isso a UPL planeja lançar quatro produtos com misturas simples e tríplices de glufosinato até 2025, sendo que a primeira já deve chegar ao mercado em 2020/21. A fim de melhor atender à demanda brasileira, a empresa já considera também instalar fábricas do produto no país. Hoje, a maioria está na Índia e há uma nos EUA. Além do glufosinato, a UPL também conta com outras moléculas substitutas do paraquate: o cletodim, do qual detém cerca de 50% do mercado, e o triclopir.

NA IMPRENSA

Agência Senado – Comissão temporária que acompanha queimadas no Pantanal vota plano de trabalho nesta quarta

Agência Câmara – Propostas determinam recuperação de terras queimadas

Agência Câmara – Projeto aumenta para até 6 anos de prisão pena aplicada a quem provocar incêndio em floresta

Agência Câmara – Proposta fixa em cinco anos prazo para prescrição de reparação de dano ambiental

Governo Federal – Nota conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre o relatório do governo francês a respeito do Acordo Mercosul-EU

Governo Federal – Em discurso na ONU, Presidente Bolsonaro destaca enfrentamento à Covid-19 e combate ao crime ambiental

Folha de S.Paulo – Alimentos pressionam e prévia da inflação tem maior alta em setembro desde 2012

Folha de S.Paulo – Governo diz que fracasso do acordo UE-Mercosul vai aumentar devastação da Amazônia

Folha de S.Paulo – Fogos em nove fazendas destruíram 141 mil hectares no Pantanal

STF – Setor empresarial e agronegócio compõem o último bloco da audiência pública sobre Fundo do Clima

O Estado de S.Paulo – Marketing no agronegócio ensina quem faz

O Estado de S.Paulo – Com aposta ambiental dobrada na ONU, Bolsonaro se arrisca a virar um Nero de opereta

O Estado de S.Paulo – Um drone contra as queimadas na floresta

G1 – Governo libera o registro de 31 agrotóxicos genéricos para uso dos agricultores

Valor Econômico – Embraer assina acordo e vai pagar benefícios aos demitidos até junho de 2021

Valor Econômico – JBS lança programa “Juntos pela Amazônia”

Valor Econômico – Demanda das têxteis por algodão reage

Valor Econômico – Veto ao paraquate no país gera ‘corrida’ no mercado

Valor Econômico – C.Vale investirá R$ 552 milhões em fábrica de farelo e óleo de soja

Valor Econômico – Jayson Penn deixa cargo de CEO da Pilgrim’s Pride definitivamente

Valor Econômico – Cargill faz parceria com Aiba para criar projetos de agricultura sustentável na Bahia

Valor Econômico – Diretor-geral do Instituto Agronômico toma posse na Academia Brasileira de Ciências

Valor Econômico – Agricultores familiares protestam contra vetos de Bolsonaro ao socorro da categoria

Valor Econômico – Milho pipoca mostra que é sustentável

Valor Econômico – CPQD e Embrapa se unem para difundir uso de tecnologias no campo

CNA – “Medidas que prejudiquem os produtores brasileiros são inegociáveis”

CNA – Ciência e indicadores garantem bem-estar animal no campo

CNA – Apostila do SENAR-PR auxilia projeto rural na África

CNA – CNA debate importância do Brasil na segurança alimentar

CNA – CNA debate importância dos índices de referência de preços para negociações de produtos agrícolas

CNA – No STF, CNA destaca o papel do agro para preservar o meio ambiente e produzir de forma sustentável

CNA – Sementes piratas podem disseminar doenças na lavoura

CNA – Sistema CNA debate programa de implantação de tecnologias 4.0

CNA – Grupo de Trabalho Econômico da CNA discute temas tributários

CNA – Setor florestal se reinventa para atender mudança no perfil de consumo

CNA – CNA debaterá oportunidades para o agronegócio em evento online sobre securitização

CNA – Senar lança guia interativo de organização da propriedade rural

CNA – CNA debate redução de custos cartorários em operações de crédito rural

Mapa – Área plantada com trigo na Bahia pode alcançar 20 mil hectares nos próximos anos

Mapa – Mapa apresenta em feira o Selo de Indicação Geográfica para o café robusta das Matas de Rondônia

Mapa – Mapa registra 31 defensivos agrícolas genéricos, com quatro produtos biológicos

Embrapa – Webinar “Agricultura e a Agenda 2030” reúne ministros, cientistas e representantes do agronegócio

Embrapa – Programa de aceleração de startups TechStart Agro Digital tem apoio da Airbus

Embrapa – Pesquisa irá criar biodefensivos de uso tópico para controle de plantas daninhas, insetos-praga e doenças para as principais culturas agrícolas

Agrolink – Alta de 5,26% no PIB do agro

Agrolink – Fecoagro RS reelege presidente

Agrolink – Apreensão de agrotóxicos falsificados dobrou

Agrolink – ATeG realiza reuniões de sensibilização em Mato Grosso

Agrolink – Congresso Agrodigital 2020 aborda empreendedorismo e capacitação no campo

Agrolink – Brasil responde França sobre acordo Mercosul/EU

Agrolink – RS: taxa cambial mantém valorização dos preços agrícolas em agosto

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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