Em reunião, Tereza Cristina cobra redução de juros do crédito rural

//Em reunião, Tereza Cristina cobra redução de juros do crédito rural
Na reunião ministerial com o presidente Jair Bolsonaro no dia 22 de abril, cujo vídeo foi liberado na última sexta-feira (22) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, cobrou redução de juros para o crédito rural e reforçou a necessidade de abrir mercados no mundo para aproveitar a onda de formação de estoques em alguns lugares aguardada para o período pós-coronavírus, destacou o Valor Econômico. “O que nós precisamos é baixar o juros. A agricultura não aguenta 9% de juros, é muito alto pra ela”, afirmou Tereza Cristina. Bolsonaro questionou se o BB teria algo a falar e nesse momento o ministro Paulo Guedes defendeu a privatização da instituição, líder histórico no segmento de financiamento do setor agropecuário. “O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público”, disse Guedes. “O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização e a gente não tá dando esse passo”, afirmou. Guedes também disse que “graças à super safra” a população tem acesso à comida e o país consegue exportar mais, especialmente para a China, afirmando que o Brasil precisa “aguentá-la”. “A China é aquele cara que você sabe que você tem que aguentar, porque para cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três para China”, disse o ministro. O presidente do BB, Rubem Novaes, presente à reunião, disse que apesar de haver aumento de risco, os empréstimos ao setor agrícola estão aumentando. “Em relação à privatização, eu acho que fica claro que com o BNDES cuidando do desenvolvimento e com a Caixa cuidando da área social, o Banco do Brasil estaria pronto para um programa de privatização”, concordou Novaes. Tereza Cristina afirmou também que haverá uma nova ordem” depois do coronavírus, com a formação de estoques de alimentos por muitos países, onda da qual o Brasil poderia se aproveitar como exportador. “Muitos países vão colocar regras para ter estoque novamente, que eu acho que não é nosso caso. Nós precisamos ter acesso a mercados e precisamos incentivar o trigo. É o único produto que o Brasil não é autossuficiente”.

Área tratada com agrotóxicos cresceu 7% no 1º tri

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) divulgou nesta segunda-feira (25) seu primeiro levantamento trimestral referente às vendas de agrotóxicos no mercado brasileiro, realizado pela consultoria Spark Inteligência Estratégica. Julio Borges Garcia, presidente do Sindiveg, diz que a frequência trimestral será importante para captar tendências e preocupações do segmento. Segundo o Valor Econômico de janeiro a março, os dados apurados pela Spark indicam que a área tratada com esses insumos no país cresceu 7,3% em comparação com o mesmo período de 2019, para 550 milhões de hectares. Soja, milho, café, cana e algodão responderam por cerca de 90% do total no período. No caso do volume de produtos aplicados, houve incremento de 7,5%, para 346 mil toneladas. Os números são reflexo do aumento de área plantada – principalmente de grãos – na safra 2019/20 e da maior presença de pragas, doenças e ervas daninhas nas lavouras, segundo Borges. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área plantada com culturas de verão e inverno no Brasil deverá alcançar 65,5 milhões de hectares nesta temporada 2019/20, 3,5% mais do na temporada anterior. Carro-chefe do consumo de agrotóxicos, com 40% do total no período, a soja sofreu maior pressão da ferrugem asiática, que pôde ser contornada com a aplicação de multissítios (produtos que atacam diversos pontos do metabolismo do fungo para driblar a resistência), e de doenças de final de ciclo, como a antracnose, fora o inseto percevejo. No caso do milho, o ataque de lagartas foi apontado como preocupante por mais uma temporada, resultado da perda de eficiência da biotecnologia Bt. No algodão, Borges diz que persiste a falta de alternativas de controle para o bicudo, além da ramulária, doença que mesmo sendo tratada com multissítios vem apresentando questões de resistência. “A indústria de defensivos continua fazendo investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento, mas um gargalo ainda está na aprovação de novos produtos”, diz o presidente do Sindiveg, que representa 27 empresas detentoras de 40% do mercado de agrotóxicos brasileiro. Em 2019, o número de registros foi de 474 – um recorde na série histórica do Ministério da Agricultura, iniciada em 2005. Quanto às preocupações da indústria no curto prazo, Borges destaca o financiamento da próxima safra. “A safra de soja que passou foi boa e esperamos que a demanda continue firme, mas há desafios com a depreciação do real ante o dólar e a pandemia, sem dúvida”, afirma ele. Em 2019, as associadas do Sindiveg financiaram R$ 21 bilhões em compras de defensivos, com prazo médio de pagamento de 240 dias – alta de 31% em valor e de 6,8% em prazo ante 2018. A expectativa é que esses números aumentem no ano de 2020.

Sindicatos Rurais manifestam-se favoráveis a pesquisa e apoiam Aprosoja

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) recebeu, nesta segunda-feira (25), por meio de carta aberta, o apoio de 33 sindicatos rurais, favoráveis à pesquisa científica conduzida pela Fundação Rio Verde e Instituto Agris, com a finalidade de comparar o melhor período para produção de semente para uso próprio, se em dezembro ou fevereiro. De acordo com o portal AgroLink ao todo, 33 Sindicatos assinaram a carta aberta, dentre eles, os localizados em grandes municípios produtores, como Sinop, Sorriso, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sapezal e Primavera do Leste. Somadas, a área plantada e a produção dos municípios onde os sindicatos estão sediados representam, respectivamente, 5,7 milhões de hectares e 20,4 milhões de toneladas de soja, conforme dados elaborados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). “Trata-se de MEDIDA EXTREMAMENTE NECESSÁRIA, já que não há uma só pesquisa que possa atestar o que se dispõe nos “considerandos” da IN 002/2015, como também não há a menor coerência na afirmação de que plantios de campos de sementes no mês de fevereiro possam contribuir na proliferação do fungo da Ferrugem Asiática ou na diminuição da eficácia dos fungicidas comerciais”, diz trecho da carta. Em matéria veiculada na imprensa no último dia 20, o Sindicato Rural de Tangará da Serra se posicionou contrário aos plantios experimentais de fevereiro, alegando que a Aprosoja não seria capaz de arcar com os danos ambientais estimados pelo Ministério Público do estado (MPMT) em R$ 3 bilhões. Referido município, onde se localiza este Sindicato, representa, respectivamente, 129 mil hectares e 454 mil toneladas de soja. “Toda produção de soja no Estado de Mato Grosso é importante, assim como a do município de Tangará da Serra, e toda opinião é válida, mas o fato é que a maioria dos produtores de Mato Grosso apoiam a pesquisa do plantio experimental em fevereiro para produção de semente para uso próprio. Divergências são salutares, mas a decisão e opinião da maioria devem ser respeitadas. A vontade do produtor de soja pelo experimento para se constatar o melhor período, foi manifestada por maioria em Assembleia Geral de Associados da Entidade, bem como em pesquisa de mercado encomendada por nós. Assim funciona o estado democrático”, destaca o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan. Em relação aos possíveis danos ambientais estimados em R$ 3 bilhões pelo MPMT, vale destacar que esse montante foi fundamentado em estudo da Embrapa que afirmou que esses plantios de fevereiro podem acarretar uma perda de 10% da produção de soja em Mato Grosso. “Todavia, como o próprio Ministério Público destacou ao afirmar o número em sede de processo judicial, esse estudo da Embrapa sequer foi divulgado e publicado, e apesar do mesmo ter sido solicitado pela Aprosoja à esta empresa pública, ainda não foi fornecido”, ressalta a Aprosoja. “Como os plantios de fevereiro podem causar danos ambientais se o uso de defensivos químicos neste período é 50% menor do que em dezembro?”, questiona a Aprosoja. Desde a implementação da calendarização do plantio da soja no ano de 2015, e antes mesmo, nos debates sobre o assunto, a Aprosoja sempre se posicionou contrária à data limite para plantio em 31 de dezembro. Tanto que em 2017 solicitou à Embrapa Agrossilvipastoril de Sinop-MT a realização de um protocolo de soja de cultivo excepcional na primeira quinzena de fevereiro daquele ano, o qual foi negado por esta empresa pública. “Não é de hoje que o Sindicato Rural de Tangará da Serra se posiciona contra algumas estratégias institucionais da Aprosoja. Isso vem acontecendo desde o final de 2015, quando o atual presidente deste Sindicato foi derrotado nas eleições para presidente da Entidade”, finaliza a Associação.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia perspectivas entre Brasil e China nos próximos 10 anos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na última sexta-feira (22), uma transmissão ao vivo para analisar as perspectivas da relação comercial entre Brasil e China nos próximos 10 anos. O encontro contou com a participação da superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, e do superintendente técnico, Bruno Lucchi. As discussões foram baseadas em um relatório organizado pelo escritório da CNA em Xangai, a partir do documento “China Agricultural Outlook 2020-2029”. O estudo é resultado da 7ª Conferência sobre as Perspectivas Agrícolas da China 2020, realizada em abril deste ano, em Pequim. O levantamento analisa 18 produtos agropecuários em aspectos como produção, consumo, comércio e preço para os próximos 10 anos. Na lista estão arroz, trigo, milho, soja, culturas oleaginosas, algodão, açúcar, legumes, batatas, frutas, carne suína, carne aviária, carnes bovina e ovina, ovos, lácteos, pescados e rações. Lígia Dutra falou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil e que nesse ano o país já vendeu mais de US$ 11 bilhões em produtos do agro para o país asiático, o que representa quase 38% de tudo que foi comercializado internacionalmente. “É um país extremamente importante para nós e precisamos saber o que está acontecendo na agricultura chinesa para saber o espaço que nós teremos no futuro. A CNA está de olho e muito próxima do que está acontecendo na China para poder orientar os nossos produtores e a nossa produção”, disse ela. O documento aponta que o PIB chinês deverá ter um crescimento médio anual de 5%, o que indica uma necessidade de parcerias comerciais com outros países, entre eles o Brasil, para manter as importações de produtos agropecuários. Para Bruno Lucchi, as informações do documento serão importantes para a elaboração de políticas públicas e para que a agropecuária brasileira possa aproveitar um mercado tão importante para o produtor rural brasileiro. “A crise do coronavírus vai impactar todo o agro e afetar o consumo interno. A exportação será importantíssima para que possamos equilibrar essa produção. Além de gerar divisas para o País, ela permite dar escala aos produtores, garantir que o pacote tecnológico seja melhorado constantemente e diversificar a renda do produtor rural”, afirmou ele.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Parlasul discute desafios do setor agrícola frente a pandemia e mudanças climáticas

Folha de S.Paulo – No setor de cana, crise afeta mais usina que só produz etanol

O Estado de S.Paulo – Com pandemia, feiras e eventos vão para a internet

G1 – Máquina agrícola capota com família e jovem de 18 anos morre no interior do Acre

CNA – Boletim: CNA discute medidas para seguro rural e mobiliza parlamentares para aprovação de recursos para o Plano Safra

CNA – CNA avalia perspectivas entre Brasil e China nos próximos 10 anos

CNA – Contra a Covid-19: seminário em Cabo Verde (MG) mostra que ainda falta informação segura no meio rural

CNA – Agro puxa exportações do Paraná e responde por 80% dos embarques

CNA – Três anos depois, produtores rurais ainda esperam para receber da Seara

Mapa – Brasil alcança abertura de 60 mercados para produtos agropecuários

Mapa – Congresso aprova crédito suplementar que garante recursos para o Plano Safra 2020/2021

Embrapa – Prosa Rural – Uso de fertilizante biológico para aumentar aproveitamento do fósforo

Embrapa – Prosa Rural – Boas práticas que agregam valor à cadeia produtiva do babaçu

Embrapa – Publicações da Embrapa conquistam público especializado

Valor Econômico – Área tratada com agrotóxicos cresceu 7% no 1º tri

Valor Econômico – Em reunião, Tereza Cristina cobra redução de juros do crédito rural

AgroLink – Safra do tabaco na indústria tende a ser ampliada

AgroLink – Venda de fertilizantes cresce 45% na Índia

AgroLink – Consumo de eletricidade no Brasil pode cair de 5% a 12% em 2020, diz consultoria

AgroLink – Área com defensivos cresce 7,3%

AgroLink – RS: abertos pedidos do Programa Troca-Troca

AgroLink – Agroindústrias seguem medidas sanitárias

AgroLink – Dólar desafia setor de agroquímico do Brasil

AgroLink – Sindicatos Rurais manifestam-se favoráveis a pesquisa e apoiam Aprosoja

AgroLink – Da armazenagem de grãos à terminais portuários

AgroLink – Cloreto de potássio está mais barato na Índia

AgroLink – Câmara Temática de Irrigação é criada no RS

AgroLink – Demanda industrial começa dar sinais de melhora

AgroLink – Mercado brasileiro de azeites de oliva é promissor

AgroLink – Como a compactação do solo afeta a lavoura

Noticias Agrícolas – Em instantes: LIVE MPrado e Notícias Agrícolas – Comunicação digital para gestores

Noticias Agrícolas – Mercado de trabalho: População ocupada no agro inicia 2020 estável

Noticias Agrícolas – Banco de alimentos desenvolvido pelo IICA E CATIE entregou os primeiros produtos agrícolas a comunidades rurais da Costa Rica

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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