É preciso reduzir estresse térmico em bovinos, diz estudo

//É preciso reduzir estresse térmico em bovinos, diz estudo
Pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, investigaram o impacto do estresse térmico nas vacas australianas que pastam nas pastagens de verão, revelando que a alta temperatura e a umidade levam a uma queda significativa na produção de leite, mas que isso pode ser corrigido fornecendo de sombra e mais canais de água, destacou o portal AgroLink nesta terça-feira (26). Uma série de diferentes testes não invasivos foram realizados para monitorar as vacas durante o período de verão de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, medindo o efeito da alta temperatura e umidade em variáveis fisiológicas, como frequência respiratória. O estresse térmico inclui não apenas o calor do ambiente, mas também o calor metabólico, produzido pela própria vaca para apoiar as funções do corpo. O gado leiteiro em lactação de alta produção tende a ser mais sensível ao estresse térmico devido ao aumento da produção de calor metabólico, que é o resultado de um aumento na necessidade de alimentação para apoiar a alta produção de leite. Os pesquisadores dizem que o aumento da temperatura devido ao aquecimento global está pressionando mais a indústria pecuária da Austrália, à medida que os animais são cada vez mais expostos a climas mais quentes e úmidos. Isso também representa um problema de bem-estar animal que os pesquisadores desejam melhorar. “Nossa pesquisa anterior mostrou que a seleção genética contínua de vacas leiteiras para melhor consumo de ração e maior produção de leite também pode afetar a tolerância ao calor da vaca com uma associação negativa entre a termotolerância (a capacidade de tolerar calor) e características de produção”, disse o pesquisador principal da Universidade de Melbourne, Dr. Surinder Chauhan.

Embrapa lança publicação sobre análises microbiológicas

Os centros de pesquisa da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) e Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE) lançaram, nesta terça-feira (26), a publicação “Unidade de Processamento Móvel para Pescado: Validação Microbiológica“, disponível gratuitamente para download aqui. Voltado para profissionais da área de processamento de pescado, extensionistas, profissionais de ensino e pesquisadores, o documento traz todos os detalhes sobre os testes microbiológicos realizados para verificar se o pescado processado em um entreposto móvel era seguro. A análise foi realizada pela Embrapa Agroindústria Tropical, e esse trabalho agora está disponível por meio da publicação. “O objetivo do nosso experimento foi verificar a segurança microbiológica do Entreposto Móvel de Pescado (EMP). De fato, confirmamos que o processamento do pescado pelo entreposto produz um alimento seguro”, afirma Patrícia Chicrala, pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura. A pesquisadora Terezinha Feitosa Machado, da Embrapa Agroindústria Tropical, destaca a dificuldade de manter o peixe dentro dos padrões sanitários. “Entre os produtos de origem animal, o pescado é um dos mais suscetíveis ao processo de deterioração devido ao pH próximo à neutralidade, à elevada atividade de água nos tecidos, ao elevado teor de nutrientes facilmente utilizáveis pelos microrganismos, além do teor de lipídios instaurados e à rápida ação de enzimas presentes nos tecidos”, explica. Sobre o processamento, Terezinha Machado acrescenta: “Por esses motivos o pescado exige cuidados importantes durante a captura, estocagem e processamento até a sua comercialização. Um exemplo de medida de prevenção é a adoção de boas práticas de fabricação associada à correta conservação em baixas temperaturas”. De acordo com a pesquisadora Laura Maria Bruno, “os resultados do processamento de tilápia no Entreposto Móvel de Pescado mostraram que os peixes beneficiados apresentaram condições sanitárias satisfatórias, atendendo aos padrões preconizados pela legislação vigente”. Uma segunda conclusão é de que o material e a configuração usados na construção da unidade móvel facilitam a limpeza e sanitização das instalações. Pequenos e médios produtores têm a aquicultura como uma aliada na geração de renda. No entanto, o não cumprimento das exigências dos órgãos de fiscalização sanitária limita e prejudica a comercialização do produto. Com o entreposto móvel de pescado –  desenvolvido pela Embrapa Pesca e Aquicultura em parceria com as empresas Piscis e  Engmaq –  os pequenos produtores podem processar o peixe de forma adequada, deixando-o livre de contaminação. “Assim, esse pequeno produtor passa a atender às exigências dos órgãos de vigilância sanitária e pode conseguir os selos de inspeção estadual ou municipal. Ele aumenta consideravelmente as possibilidades de comercialização do seu pescado”, esclarece Patrícia Chicrala. A legislação brasileira determina que, para que o pescado e produtos da pesca in natura apresentem condições sanitárias satisfatórias, elas devem ser isentas da contaminação por Salmonella sp., podendo conter até 1000 UFC/g (unidades formadoras de colonias) de Staphylococcus coagulase positiva. Pequenos e médios produtores das regiões Norte e Nordeste do País, em geral, não podem contar com frigoríficos próximos, fazendo com que os peixes sejam vendidos inteiros nas feiras livres. Caso a tilápia fosse processada, a estimativa da Embrapa é que o preço cobrado poderia ser cinco vezes maior que a peça comercializada inteira. A falta de abatedouros também impede que os produtores possuam o Selo da Inspeção, que permitiria a venda do pescado para outros locais. A recomendação dos pesquisadores é que se agilizem esforços para que se estabeleça o mais rápido possível a regulamentação para a operação de abatedouros de pequeno porte, a fim de garantir ao consumidor o direito de adquirir produto com qualidade e, ao mesmo tempo, propiciar aos produtores um meio de ampliar a capacidade de comercialização do produto.

Brasil exportará carne bovina e miúdos para Tailândia

A Tailândia comunicou, nesta segunda-feira (25), que abriu seu mercado para carne bovina com osso, carne desossada e miúdos comestíveis de bovino do Brasil. Cinco estabelecimentos frigoríficos foram aprovados, pelo país asiático, a exportar. De acordo com o Mapa as plantas frigoríficas estão localizadas nos estados do Pará, de Rondônia, Goiás, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Mais uma boa notícia para o agro brasileiro”, comemorou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que na semana passada, já havia anunciado a abertura do mercado da Tailândia para os lácteos. Desde janeiro de 2019, mais de 60 mercados externos já foram abertos para os produtos agropecuários brasileiros. “Mais de 700 habilitações já foram feitas para os produtos do nosso agro brasileiro”, acrescentou a ministra. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Leite Ribeiro,  destaca a importância do desfecho das negociações realizadas para a concretização da abertura daquele mercado asiático para carne bovina desossada, carne bovina com osso e miúdos, dado o potencial de geração de receita de US$ 100 milhões nos próximos anos. O processo de negociação teve início em 2015 com intensas conversas entre o Mapa e o Departamento de Desenvolvimento da Pecuária e o Ministério da Agricultura e Cooperativas do país do Sudeste asiático, apoiadas pela adida agrícola e pela Embaixada do Brasil em Bangkok. Recentemente, o secretário adjunto Flavio Bettarello esteve, por duas ocasiões, naquele país com as autoridades da área agropecuária. Em 2019, a Tailândia importou de todo o mundo cerca de US$ 90 milhões em carne bovina. A Austrália participou da metade desse valor. Austrália e Tailândia têm um acordo de livre comércio (em conjunto com a Nova Zelândia e os demais países da Asean – grupo de países que a Tailândia faz parte) que isenta as tarifas para as exportações australianas desde o início de 2020.As tarifas de importação da Tailândia são 50% para carne bovina em geral e 30% para miúdos de bovino. De janeiro de 2019 até agora, o Brasil já conquistou a abertura de mais de 60 mercados para produtos agropecuários. Entre os produtos para exportação estão castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil (castanha-do-Pará) para Arábia Saudita, material genético avícola para diversos países e milho de pipoca para Colômbia. As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês. O recorde anterior das vendas externas neste mês ocorreu em abril de 2013, quando as exportações somaram US$ 9,65 bilhões. O valor no mês passado (US$ 10,22 bilhões) foi 25% superior em comparação a abril de 2019 (US$ 8,18 bilhões).

Prazo para vacinação contra febre aftosa termina domingo (31), em Mato Grosso

Segundo o instituto, na primeira etapa da vacinação, realizada em maio deste ano para os animais de até 24 meses, a taxa de imunização superou 99%, informou o Canal Rural nesta terça-feira (26). Nesta etapa de novembro, em que a vacinação é obrigatória em bovinos e bubalinos de todas as idades, a expectativa é que a taxa de vacinação seja mantida. Hoje, Mato Grosso é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como território livre da doença com vacinação. “Fazer a comunicação ao Indea dentro do prazo estabelecido é tão importante quanto vacinar. Temos que manter a vigilância para continuarmos tendo uma das carnes mais saudáveis do mundo”, destaca Rogério Romanini, diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato). Quem não respeitar o calendário de vacinação poderá ser penalizado com o pagamento de multas, cujos valores podem chegar a 2,25 Unidades de Padrão Fiscal (UPF) por cabeça não vacinada, o equivalente a R$ 240,97. O Fundo Emergencial de Saúde Animal de Mato Grosso (Fesa-MT) doou 120 mil doses de vacina para o governo boliviano realizar a vacinação na faixa de fronteira com o Brasil. O Fesa também entregou 15 kits de vacinação para as ações de educação sanitária realizadas pelo Indea na fronteira do Brasil com a Bolívia.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Homem arremessa cachorro por cima de muro, depõe e é liberado; animal é localizado

Folha de S.Paulo – Cuidados para pets no frio

G1 – Agricultores recuperam trechos mais críticos no Sul do Maranhão

Valor Econômico – Importação chinesa de carne suína bate recorde

Valor Econômico – Maioria dos funcionários da BRF volta ao trabalho em SC

Valor Econômico – Planta da Minerva em Goiás é habilitada a exportar carne bovina à Tailândia

CNA – “Transformando Vidas”: mais do que aumentar a lucratividade, ovinocultura levou Izilda a superar uma severa depressão

CNA – Poder de compra para suinocultores de MS teve recuperação de 1,9%, em abril

Mapa – Brasil exportará carne bovina e miúdos para Tailândia

Embrapa – Embrapa lança publicação sobre análises microbiológicas

Embrapa – Inscrições abertas para o curso “Introdução a Sistemas Integrados de Lavoura-Pecuária-Floresta”

AgroLink – É preciso reduzir estresse térmico em bovinos, diz estudo

AgroLink – Câmara técnica divulga resultado do índice de preços da cesta de derivados lácteos

AgroLink – Matadouros dos EUA aumentam produção de suínos

AgroLink – SC completa 13 anos sem vacinação de febre aftosa

AgroLink – Aumenta a procura por animais de reposição

Anda – Mais de 1,5 mil animais silvestres são resgatados neste ano no Acre

Anda – Pior zoo da Grã-Bretanha anuncia que matará seus animais

Anda – Justiça permite que guarda de cães maltratados no ‘desafio da farinha’ permaneça com tutores

Anda – Onça atropelada por carro é devolvida à natureza em MG

Anda – Baleia tem cauda decepada e envolvimento de pescadores no crime é investigado

Anda – Cães explorados para caça são resgatados e agressores são punidos com multa de R$42 mil

STF – Portaria interministerial que suspendeu o período de defeso é inconstitucional

Canal Rural – MT: Prazo para vacinação contra febre aftosa termina domingo

Canal Rural – Carne bovina: Tailândia abre mercado para o Brasil; 5 frigoríficos poderão exportar

Canal Rural – Boi gordo segue estável e animais padrão China valem até R$ 10 a mais

Canal Rural – Carne bovina: cotações recuam no mercado interno, aponta Scot

Canal Rural – Funcionários da BRF em Concórdia (SC) voltam ao trabalho

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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