Drones insetos: Novos aliados da agricultura sustentável  

//Drones insetos: Novos aliados da agricultura sustentável  
Um veículo aéreo não tripulado que imita o voo de libélulas, é resistente ao vento, tem proporções diminutas e pode realizar tarefas em locais desafiadores. Assim é o mais novo “drone” desenvolvido pela Animal Dynamics, uma empresa de tecnologia que se especializou em imitar e aplicar as “lições da vida selvagem” ao design, informou o portal AgroLink nesta sexta-feira (24). O chamado “Skeeter” era um projeto até então secreto, mas que recebeu recentemente financiamento das forças armadas do Reino Unido. Uma das principais dificuldades que os cientistas encontraram para desenvolver protótipos deste tipo era substituir as tradicionais hélices giratórias por “asas que batem”. “Fazer dispositivos com asas batendo é muito, muito difícil. Os helicópteros manobram alterando o passo das pás do rotor para avançar e retroceder ou pairar. Para objetos menores, pairar é um grande desafio”, explica Alex Caccia, que é executivo-chefe da empresa. Para que esse drone pudesse imitar o voo da libélula, a Animal Dynamics passou quatro anos desenvolvendo um sistema que permitisse pairar em meio a rajadas de vento de mais de 20 nós (23 mph ou 37 km/h). Esse software dá a Skeeter um certo grau de autonomia e o orienta em torno de obstáculos em direção ao seu objetivo. Outro exemplo, desta vez desenvolvido com foco voltado para a agricultura, é o DelFly, projeto de pesquisa da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda. Esse “furtivo” drone pesa menos de 50 gramas e inspira-se no movimento das asas das moscas da fruta. Trata-se de um dispositivo super ágil com um sistema de agitação de quatro asas, capaz de voar com a mesma agilidade que um inseto real.  O objetivo da equipe do DelFly é conseguir um voo autônomo em ambientes fechados, útil para funções como monitorar colheitas em grandes estufas. O DelFly pode controlar três eixos de vôo e se move para os lados alterando a maneira como cada uma de suas asas bate. “É assustadoramente semelhante a um inseto real. Atualmente, o DelFly pode voar por mais de cinco minutos com uma bateria cheia com um alcance de mais de 1 km (0,62 milhas)”, comenta Stefan Etienne, da revista The Verge. Esses equipamentos entraram no radar das mais disruptivas empresas de proteção de culturas, como é o caso da ISCA Technologies. De acordo com o cofundador e diretor da empresa, Leandro Mafra, a pulverização tradicional de pesticidas gasta uma imensa quantidade de água, sem falar do grande custo dos próprios insumos – que apresentam inflação acima da média a cada ano, independentemente das oscilações econômicas mundiais. O grande problema desse método é a necessidade de “molhar” todas as plantas com a mistura preparada para que o defensivo tenha efeito, aponta. Os drones, explica ele, são indicados para áreas menores, conseguindo uma abrangência média de quatro hectares, com voo baixo e preciso. De acordo com o diretor executivo e gerente de Marketing da ISCA, só é preciso passar uma linha dos produtos de “atração de pragas” para cada hectare. Segundo ele, esse tipo de controle já é uma realidade em muito pontos do estado do Mato Grosso e da Argentina. Já os aviões podem ser utilizados em áreas maiores, conseguindo tranquilamente fazer em um voo 20.000 hectares de maneira rápida. “A ISCA criou uma nova plataforma de produtos que atraem os insetos para as suas soluções. Não é mais necessário mais molhar todas as plantas com o spray, os insetos se deslocam em direção aos produtos. Não é mais necessário grande volume de solução/calda. Onde antes era necessário 100 litros de solução, agora é necessário somente um litro. Vislumbramos um novo futuro na prática”, conclui Mafra.

Sistema para facilitar acesso da população a atos regulatórios já conta com 10 mil usuários

Com dez meses de sua efetiva implementação, o Sistema de Monitoramentos de Atos Normativos (Sisman) contabiliza 10 mil usuários cadastrados. O sistema foi desenvolvido para o aprimoramento da gestão da produção normativa da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), harmonizando procedimentos e permitindo o acompanhamento das propostas específicas de atos normativos, desde a elaboração da minuta até sua efetiva implementação, destacou o portal Mapa nesta quinta-feira (23). O Sistema tem um fluxo normativo previsto em 12 etapas e amplia o uso de importantes ferramentas de participação social, como a consulta interna e as consultas e audiências públicas. No caso das consultas, o sistema facilita o envio e análise das contribuições recebidas e promove transparência por ser um sistema de livre acesso, exigindo apenas o cadastro no portal Solicita do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O Sisman é gerido pela equipe da Coordenação-Geral de Análise e Revisão de Atos Normativos, do Departamento de Suporte e Normas da SDA. Para o secretário de Defesa Agropecuária, Jose Guilherme Tollstadius Leal, o expressivo número de usuários cadastrados é um importante indicador da relevância conferida pelo setor regulado e pela sociedade em geral à participação na elaboração de atos normativos sobre defesa agropecuária.  “A participação social no processo normativo da SDA, além de dar mais transparência e aprimorar o diálogo entre governo, setor regulado e a sociedade em geral, nos permite atuar de forma mais legítima, proporcional e eficiente”, avalia Leal.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debate propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2020/2021

A Comissão Nacional de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu nesta quinta-feira (23), por videoconferência, para debater propostas do setor para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2020/2021. O principal tema levantado na discussão foi a redução da taxa de juros. O vice-presidente da CNA e presidente da Comissão, deputado José Mário Schreiner, afirmou que as taxas praticadas atualmente no crédito rural são muito elevadas e não acompanharam a tendência de queda da Selic e do crédito em outros setores. “A redução da taxa de juros e dos custos acessórios na contratação do crédito será a bandeira do setor agropecuário na discussão do Plano Safra”.  No encontro, o vice-presidente da Comissão e economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, apresentou um estudo da CNA que traz os principais números do crédito rural, a variação das taxas de juros de custeio e comercialização e alguns possíveis cenários para 2021. Um dos destaques do estudo é a análise dos custos administrativos e tributários das instituições financeiras. Esses custos são acrescidos à taxa de juros paga pelo produtor rural para remunerar as instituições financeiras. Antônio explicou que a soma da taxa de juros paga pelo produtor e pelo Tesouro Nacional a essas instituições aumentou consideravelmente nos últimos anos. “Quando comparamos os números percebemos que eles não condizem com a realidade do produtor rural brasileiro. Esses dados servem de alerta para mostrar que há um exagero na cobrança dos juros do crédito rural”, destacou. Outro assunto debatido na reunião foi o combate à venda casada na contratação de crédito e outros serviços financeiros. O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, reforçou a importância da campanha da entidade “Nada além do que preciso” para proteger os produtores rurais de práticas abusivas de instituições financeiras. “Precisamos orientar cada vez mais os produtores para que eles tenham acesso a todas as informações necessárias sobre seus direitos na contratação de serviços e continuem denunciando essas práticas abusivas”, disse Bruno. A denúncia pode ser feita pelo endereço www.consumidor.gov.br ou pelo telefone 151 (Procon).  Para reclamação anônima, a CNA criou uma plataforma de denúncia. Durante o encontro virtual, a assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, falou sobre a Lei 13.986/2020 (MP do Agro). Ela destacou que “a Lei não revoga os instrumentos e modelos de financiamento rural tradicionais, previstos em leis anteriores e que produtor rural já está acostumado. A nova legislação foi elaborada e aprovada para ampliar o elenco dos mecanismos, ferramentas e alternativas de financiamentos e de garantias à disposição do produtor com objetivo final de obter crédito a um custo cada vez menor”. A assessora técnica também apresentou as ações da CNA para viabilizar a adesão das instituições financeiras às condições de composição de dívidas previstas pela Resolução 4.755 do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Mapa e Anater lançam cartilha com medidas de higiene para o período de colheita

A necessidade de assegurar o abastecimento e a segurança alimentar dos brasileiros durante a pandemia do Coronavirus intensificou a adoção de cuidados de higiene em toda a cadeia de agrícola, incluindo a atividade de colheita no campo. Para isso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) elaboraram, nesta quinta-feira (23), uma cartilha com recomendações gerais, durante a colheita, no transporte e no alojamento dos trabalhadores. O documento reúne 35 orientações visando a segurança das pessoas envolvidas na colheita de produtos vegetais e estão alinhadas com as diretrizes do Ministério da Saúde. São sugestões que englobam desde conceitos básicos como lavar as mãos com água corrente e sabão líquido; orientar os funcionários em relação aos cuidados com higiene pessoal e uso de equipamentos de proteção individual e outros mais específicos ligados à atividade. Entre eles, ampliar o período de colheita, quando possível, separar os colhedores por carreiras, fazer revezamento de turnos no transporte dos trabalhadores do campo. O documento ressalta que, por se tratar de recomendações, “não impõe regras e visa unicamente consolidar diretrizes já estabelecidas e o incremento de higienização durante atividade de colheita de produtos vegetais”. Lembra ainda, que como o coronavírus pode persistir por horas ou dias, a depender da superfície, da temperatura e da umidade do ambiente, uma das estratégias mais importantes para evitar a exposição é redobrar os cuidados com a higiene. Destaca, ainda, que todas as atividades devem considerar rigorosamente as diretrizes de segurança mínima estabelecidas para conter o avanço da Covid-19 apresentadas pelo Ministério da Saúde, bem como as prescrições previstas no Regulamento Sanitário Internacional anexo ao Decreto 10.212/2020, definidos na 58ª Assembleia Mundial de Saúde. A possibilidade de realizar colheita de diversas culturas praticamente durante todo o ano nas diferentes regiões, conferindo ao Brasil o calendário agrícola mais dinâmico do mundo, faz do campo um dos maiores empregadores de mão de obra do país. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a dimensão territorial nacional permite a realização de até três safras de grãos no mesmo ano agrícola (setembro a agosto). Neste período do outono, segundo o calendário da Conab, estão em colheita culturas como algodão, arroz, feijão ( em algumas regiões logo já começa a 2º safra), milho (1º safra); soja, entre outras. Há regiões do país, dependendo da cultura, estão em fases diferentes da colheita.

NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – Salles anistia desmatadores da mata atlântica em meio à pandemia de Covid-19

CNA – CNA debate propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2020/2021

CNA – CNA debate ações de desenvolvimento para agricultura irrigada

CNA – Congresso garante benefício para produtores e trabalhadores rurais

Mapa – Mapa e Anater lançam cartilha com medidas de higiene para o período de colheita

Mapa – Sistema para facilitar acesso da população a atos regulatórios já conta com 10 mil usuários

Embrapa – Pesquisa contribui para transformação digital da agricultura brasileira

Embrapa – Embrapa acompanha a expansão da citricultura em Capitão Poço

Embrapa – MapOrgânico facilita acesso de produtores aos consumidores de orgânicos durante a Covid-19

Embrapa – Rondônia lança cartilha contendo orientações para a safra de café 2020 dos Robustas Amazônicos em tempos de COVID-19

Valor Econômico – Renegociação de contratos no setor de algodão

Valor Econômico – Com pandemia, cresce demanda por entregas de produtos orgânicos

Valor Econômico – Commodities: China dá fôlego às cotações da soja em Chicago

Valor Econômico – Commodities: Apetite por risco sustenta preços do café em NY

Valor Econômico – ADM suspende produção de etanol em duas usinas nos EUA

AgroLink – Aviação agrícola realiza nova operação incêndio

AgroLink – Drones insetos: Novos aliados da agricultura sustentável

AgroLink – CNH Industrial retoma gradualmente a produção de suas fábricas

AgroLink – Cartilha ensina de maneira simples a implantar horta caseira

AgroLink – China compra mais soja dos EUA e preços caem no Brasil 

AgroLink – Seminário debate medidas que minimizam pandemia no agro

AgroLink – MP Agro oferece condições especiais inéditas aos produtores

AgroLink – Robôs capinam e patrulham pragas em estufas

AgroLink – Pesquisas são promissoras para alérgicos ao trigo

AgroLink – Insumos: “é tempo de oportunidade”, diz Andav

AgroLink – FMI e OMC pedem cautela sobre restrições de exportação

AgroLink – Receita simplifica emissão de nota fiscal de produtor em razão da Covid-19

Canal Rural – CNA pede suspensão de taxa de frete naval sobre fertilizantes e defensivos

Canal Rural – RS: produtores tentam salvar semente de soja, mas Emater diz que vigor é baixo

Canal Rural – Em reunião, CNA pede redução de taxas de juros para crédito rural

Canal Rural – Aprosoja manifesta apoio ao presidente Jair Bolsonaro

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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