Drones evitam desperdício de pesticidas  

//Drones evitam desperdício de pesticidas  
Os drones, ou veículos aéreos não tripulados (UAVs), estão desempenhando o papel de médicos e agora podem diagnosticar os níveis de estresse das plantas, o que poderia levar a um menor uso de inseticidas, informou o portal AgroLink nesta segunda-feira (9). Isso porque o estresse nas plantas é um fator chave em sua suscetibilidade a ataques de pragas. As plantas podem ser estressadas por várias razões, mas uma das mais comuns é a deficiência de nutrientes, de acordo com um cientista do Departamento de Agricultura e Alimentos de Washington, Dusty Severtson. “Em particular, estudos anteriores descobriram que plantas deficientes em potássio serão mais suscetíveis a ataques de pragas, como os pulgões”, diz ele. Os níveis de estresse de cada planta nos campos de canola foram avaliados usando a avançada tecnologia de imagem de um drone (um octocóptero de oito rotores), montado com uma câmera multisensor. Os pesquisadores foram capazes de ver quais áreas no campo têm o menor crescimento das plantas, estudando as imagens das câmeras e os comprimentos de onda da luz emitida pelas plantas. As estruturas celulares das folhas das plantas refletem fortemente a luz infravermelha quando são atingidas pela luz solar. Quanto mais luz infravermelha é refletida, mais folhas uma planta tem, o que indica sua saúde. A imagem do UAV foi mais precisa (99,9%) na detecção de canola com deficiência de potássio a 120 metros acima do nível do solo, aproximadamente quatro meses após o plantio. No estudo, plantas com deficiência de potássio apresentaram menos biomassa e infestações muito maiores de pulgões verdes. Severtson diz que regiões podem ser selecionadas para a detecção precoce de pragas e doenças e, se os resultados do estudo forem verificados, eles também poderão permitir aplicações específicas de inseticidas.

Governo e empresas buscam incentivar as agtechs no país

Em expansão progressiva no Brasil, o segmento de agtechs deverá receber um empurrão oficial em 2020. Empresas privadas, governo e Legislativo estudam criar o Programa Nacional de Incentivo às Startups do Agronegócio. O objetivo é estimular o financiamento de bolsas de pesquisas nos programas de pós-graduação das universidades com foco no desenvolvimento de soluções inovadoras e no empreendedorismo tecnológico voltado ao setor. Com as contas públicas cada vez mais apertadas, a maior parte do financiamento deverá vir do setor privado. A ideia foi apresentada no ano passado pelo senador e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Luis Carlos Heinze (PP/RS), à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação. Heinze já promoveu encontros em Brasília e em São Paulo com empresários do ramo para apresentar a iniciativa. “Quero incentivar as universidades, os estudantes e as empresas brasileiras de carnes, de grãos e de defensivos, entre outras, a estimular as startups do agro no Brasil inteiro”, afirmou o senador ao Valor Econômico nesta segunda-feira (9). Flávio Camargo, professor de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que coordena a área de Ciências Agrárias da Capes – que mantém 370 cursos e 225 programas de mestrado e doutorado no país – encampou a proposta de Heinze. Segundo ele, é uma oportunidade para o Brasil não perder o passo no desenvolvimento tecnológico no campo. Camargo ainda vê fragilidades no perfil dos criadores de agtechs no Brasil, entre as quais a limitação das áreas de atuação dessas empresas, o baixo nível de especialização dos empreendedores e falta de foco a longo prazo. E, segundo ele, muitas startups têm sido criadas apenas para depois serem vendidas para grandes corporações. “A preocupação é melhorar a sobrevida das empresas e dar alguma coisa de subsídio de formação para criar no país uma cultura da inovação dentro do mundo do agro”, afirmou. O Programa de Pós-Graduação Profissional (Profagro) em elaboração terá uma estrutura curricular específica para desenvolver a cultura da inovação com a criação de agtechs. Essa estrutura contemplará disciplinas, atividades extracurriculares e trabalho de conclusão aplicado, com possibilidade de criação de empresas, produtos e patentes. Camargo já detalhou as diretrizes da proposta e criou um projeto-piloto.

Câmaras Setoriais serão consultadas para priorização de registro de defensivos agrícolas

O portal AgroLink divulgou nesta segunda-feira (9) que, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), irá promover a utilização do método Analytic Hierarchy Process (AHP) para propor melhorias no processo de priorização de registro de defensivos agrícolas. O objetivo é consultar o setor produtivo nacional quanto às pragas que demandam maior necessidade de registro de defensivos agrícolas para o seu controle. A consulta está sendo feita por meio de um formulário enviado pelo Mapa às Câmaras Setoriais e Temáticas. Os participantes poderão enviar a indicação de pragas-alvo e suas respectivas culturas até o dia 17 de março. Atualmente os critérios para priorização dos produtos seguem as orientações estabelecidas pela Portaria Mapa nº 163/2015. Os critérios devem ser utilizados para a priorização dos processos de registro de defensivos agrícolas que envolvem o controle de pragas de maior risco fitossanitário para as diferentes culturas agrícolas, permitam o suporte fitossanitário adequado para essas culturas no conceito do manejo integrado de praga, a ampla competitividade no mercado e consequente redução dos custos de produção e que estimulem a fabricação e formulação de produtos no parque industrial brasileiro. O método AHP já foi utilizado de forma conjunta entre o Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas e a Embrapa para a priorização das pragas quarentenárias ausentes de maior importância para o Brasil, trabalho que serviu de base para a concepção do Programa Nacional de Prevenção às Pragas Quarentenárias Ausentes – PNPV-PQA, instituído pela Portaria SDA nº 131/2019.

Fiscalização do Mapa fecha empresa que produzia defensivos e fertilizantes irregularmente

Uma fiscalização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada na última sexta-feira (6), fechou uma empresa de Rondonópolis (MT) que produzia clandestinamente defensivos agrícolas e fertilizantes. Na mesma ação, foram apreendidos produtos fraudados, rótulos e equipamentos usados na produção. Foram apreendidos 14.736 litros de agrotóxicos sem registro do Mapa e 4.127 litros de fertilizantes fraudados – tinham rótulos de empresa do Paraná, mas eram produzidos clandestinamente no local. Na área administrativa, foram apreendidos documentos e 46 pacotes de rótulos de defensivos agrícolas e fertilizantes. A equipe de fiscalização chegou à empresa a partir de denúncia à Ouvidoria do Mapa (ouvidoria@agricultura.gov.br). A primeira ação foi feita na última terça-feira (3), mas os fiscais não tiveram acesso à empresa, que fica em uma área de difícil acesso e não tem identificação. No dia seguinte, de posse de um mandado expedido pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam) de Rondonópolis, os servidores conseguiram vistoriar a empresa. A empresa se apresentava como comerciante de produtos fabricados em São Paulo e no Paraná, mas produzia inseticidas e fertilizantes para diversas culturas. A empresa será autuada pelo Mapa por produção e fraude de fertilizantes, produção de agrotóxicos sem registro e impedimento à fiscalização. A fiscalização foi realizada pela equipe do Serviço de Fiscalização e Sanidade Vegetal (Sisv), Divisão de Defesa Agropecuária (DDA) da Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA/MT). A ação do Mapa teve apoio da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso, do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rondonópolis e da Juvam.

NA IMPRENSA
O Estado de S.Paulo – M. Dias Branco investe em produtos de valor agregado

O Estado de S.Paulo – Agronegócio e coronavírus

Correio Braziliense – Horta espacial: cientistas conseguem produzir vegetal fora da Terra

G1 – N° de produtoras com estabelecimentos chega a 15,7% em RO e mulheres do agro celebram: ‘vamos mudar a história’

G1 – + Agro Tecnologia: Tecnologia impulsiona a produção de alimentos no sudeste de MT

G1 – Femec 2020: feira de máquinas e implementos agrícolas em Uberlândia pretende movimentar R$ 500 milhões

G1 – Ministério da Agricultura fecha empresa que produzia defensivos agrícolas e fertilizantes de forma clandestina em MT

G1 – Infectário de plantas da UFV tem mais de 200 espécies

G1 – Senado aprova MP do Agro, com medidas para ajudar o produtor rural

G1 – Presidente da Famasul analista impactos positivos para o setor da MP do Agro

G1 – Zoneamento agrícola de risco climático está disponível para agricultores

G1 –  Falta de chuvas provoca prejuízos na produção agrícola

Valor Econômico – Governo e empresas buscam incentivar as agtechs no país

Valor Econômico – Cresce desigualdade de gênero na tomada de crédito rural

Valor Econômico – Vendas de máquinas agrícolas no mercado doméstico continuam fracas

Valor Econômico – Anfavea prevê que não faltará crédito nesta safra 2019/20

Valor Econômico – Yara vende 25% de participação em companhia de ureia do Catar

Mapa – Mapa promoverá produtos da agricultura familiar em feira de alimentos e bebidas em São Paulo

Mapa – Fiscalização do Mapa fecha empresa que produzia defensivos e fertilizantes irregularmente

Embrapa – Estudos da Embrapa Territorial subsidiarão futuras análises do CAR

Embrapa – Pontes para Inovação anuncia onze agtechs finalistas

Embrapa – Maior feira voltada à agricultura familiar, Tecnofam acontece de 7 a 9 de abril

AgroLink – “Relação Brasil/China é muito importante para nós”, diz Bayer

AgroLink – Mapa lança sistema eletrônico de gestão dos serviços de inspeção

AgroLink – Câmaras Setoriais serão consultadas para priorização de registro de defensivos agrícolas

AgroLink – Logística: coronavírus prejudica transporte marítimo de produtos agrícolas dos EUA

AgroLink – MAHINDRA aumenta em mais de 50% as vendas em relação à edição anterior

AgroLink – SUPERBAC destaca linha de fertilizantes em eventos

AgroLink – Drones evitam desperdício de pesticidas

AgroLink – Políticas públicas devem priorizar a conectividade no campo

AgroLink – Açúcar derrete mais de 100 pontos na semana e fecha próximo a casa de 12 cts/lb

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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