Divisão agrícola fez Bayer ter prejuízo de 2,74 bilhões de euros no 3º trimestre

//Divisão agrícola fez Bayer ter prejuízo de 2,74 bilhões de euros no 3º trimestre
A alemã Bayer registrou prejuízo líquido de 2,74 bilhões de euros no terceiro trimestre, ante lucro líquido de 1,04 bilhão de euros no mesmo período do ano passado, e as perdas foram determinadas pelos resultados negativos de sua divisão agrícola (Crop Science). Segundo o Valor Econômico a empresa informou, em comunicado, nesta terça-feira (3), que teve perdas não monetárias de 9,3 bilhões de euros referentes a diversos ativos da divisão. E que os negócios foram fortemente afetados pela pandemia de covid-19. As vendas da divisão Crop Science caíram 11,6% na comparação, para 3,03 bilhões de euros, pressionadas por problemas na América do Norte, onde os produtores abandonaram áreas de milho e devolveram vários produtos de tratos agrícolas. Na região Ásia/Pacífico houve avanço, segundo a multinacional. O presidente executivo da Bayer, Werner Baumann, disse que, apesar de o terceiro trimestre ter sido fraco e das consequências negativas da pandemia, o volume de negócios e o lucro por ação antes dos efeitos das taxas de câmbio e do portfólio estão no nível do ano passado, graças à gestão de custos e à aceleração de medidas de reestruturação. Dentro da divisão Crop Science, a área de sementes de milho e outros traits teve vendas de 392 milhões de euros, 47,7% menos que no terceiro trimestre de 2019. Na área de herbicidas houve retração de 22,1%, para 922 milhões de euros. No segmento de fungicidas a queda foi de 6,1%, para 537 milhões de euros. A divisão de sementes de soja teve vendas 21,5% menores no terceiro trimestre, de 351 milhões de euros. A área de inseticidas apresentou queda de 15,7% , para 290 milhões de euros. E a divisão de vegetais teve um resultado 20,4% menor, com 148 milhões de euros. A única divisão agrícola da Bayer que registrou desempenho melhor na comparação anual foi a de ciência ambiental, com vendas de 254 milhões de euros no trimestre, alta de 15,9%.

 Confaz prorroga Convênio 100/97 até março de 2021

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou na última quinta-feira (29) a prorrogação dos Convênios 100/1997 e 52/91 até março de 2021. O Convênio 100 trata da isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o transporte de insumos agrícolas dentro dos Estados e dá desconto quando a movimentação é interestadual. Já o Convênio 52 reduz a cobrança do ICMS para máquinas e equipamentos agrícolas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (3). De acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) explicou que os produtores rurais quando adquirem insumos agropecuários tem que pagar ICMS e se a base é diminuída isso é um grande favorecimento. “Através do Convênio 100 se reconhece esse crédito e se diminui a cobrança dos insumos agropecuários da sua tributação.” “Para ser prorrogado precisa ter concordância de todos os secretários da Fazenda do Brasil e nós obtivemos isso. O Convenio 100 é defendido por nós da FPA, trabalhamos por isso. Não é a solução definitiva, mas conseguimos um momento de tranquilidade para discutirmos isso e defender de novo o nosso produtor”, destacou Jardim. O Convênio 100/97 tinha prazo de vigência até dezembro de 2020 e prevê que os estados reduzam a base de cálculo do ICMS de fertilizantes e sementes em 30% e de defensivos agrícolas em até 60%. Para o deputado Zé Mário (DEM-GO) a prorrogação foi muito importante para o setor. “Se não houvesse a prorrogação, os nossos insumos, sementes, rações, sal mineral e remédios aumentariam de uma forma muito grande, algo em torno de 8 a 12%. Esse aumento tiraria a competitividade do setor agropecuário tanto da agricultura como da pecuária de nosso país.” “O setor tem sido a alavanca do desenvolvimento e nessa crise pudemos sentir ainda mais o que representa o agro para o nosso país. A prorrogação foi um passo muito importante, mesmo que tenha sido até 31 de março de 2021. Agora precisamos trabalhar para que o Convênio 100 seja perene”, finalizou Zé Mário.

Bioprodutos e agregação de valor às agroindústrias é o tema do VI Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia

Com o tema central “Bioprodutos: agregação de valor às agroindústrias”, a VI edição do Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia (VI EnPI) acontece nos dias 24 e 25 de novembro de 2020 e irá premiar os três melhores trabalhos dentre os 41 inscritos e aprovados em três categorias (graduandos, pós-graduandos e profissionais), informou a Embrapa nesta segunda-feira (2). O patrocínio será da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), que irá distribuir um total de R$ 3 mil em prêmios. A apresentação dos trabalhos acontece no dia 24/11, das 9h às 12h e a premiação no dia 25/11, às 17h. Nesta edição, a ênfase do evento será em bioinsumos. Devido à pandemia da Covid-19, desta vez o EnPI será totalmente on-line, com palestras, mesas redondas e apresentação de trabalhos realizados via canal da Embrapa no Youtube.  Qualquer pessoa poderá acessar o evento pelo Youtube da Embrapa, mas apenas os inscritos receberão o certificado de participação e os avisos enviados pela organização. O evento é gratuito e o processo de inscrição é bem simples e pode ser feito clicando aqui até o primeiro dia do evento, ou seja, dia 24/11. O VI EnPI dará especial ênfase à temática bioinsumo que, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é o produto ou a tecnologia de origem vegetal, animal ou microbiana usado na produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agropecuários para melhorar o crescimento, o desenvolvimento e o mecanismo de resposta de animais, plantas e microrganismos. Para aprofundar o tema, foram convidados palestrantes do Governo Federal, do meio acadêmico e representantes das agroindústrias. Acesse a programação completa aqui.

Cultivo de aveia ganha novo estudo de zoneamento agrícola de risco climático

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (3) as Portarias de 359 a 369 com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2020/2021, para o cultivo de aveia. O Zarc tem o objetivo de indicar períodos de menor risco para o plantio, reduzindo a probabilidade de ocorrerem problemas relacionados a eventos climáticos não desejáveis, destacou o Mapa. Dessa forma, permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos. A incidência de geada ou o déficit hídrico são os principais riscos associados ao cultivo de aveia no Brasil. A revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) avaliou as informações influenciadas pelo clima, pelas características genéticas da cultivar e pelas práticas de manejo de cultivos adotadas em cada cultura na melhor orientação ao produtor. No Brasil são cultivadas diferentes espécies de aveia: a aveia branca ou amarela (Avena sativa L.), destinada à produção de grãos para uso na alimentação humana e na ração animal; e a aveia preta (Avena strigosa Schreb e Avena brevis Roth), utilizada como cobertura de solo ou forrageamento animal. Neste ano, nos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estão contabilizados 427,3 mil hectares (ha) de aveia no Brasil. A expectativa de produção é de 997,4 mil toneladas, com expectativa de atingir uma produtividade 15% superior em relação ao ano passado, alcançando a média de 2.500 quilos de grãos por hectare (kg/ha). De acordo com o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, os números são relacionados à produção de aveia branca, enquanto a área de aveia preta geralmente não aparece nos levantamentos oficiais, já que o uso como cultura de cobertura de solo não é contabilizado e, muitas vezes, são usadas sementes salvas pelos próprios produtores. Há potencial para cultivo de aveia das duas espécies nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Caterina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal, onde a cultura sofre influência do clima e exige práticas de manejo específicas conforme as disponibilidades de recurso de cada ambiente. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a produção de aveia no Brasil, ano-safra 2020/2021, visou a identificação dos municípios aptos para o cultivo de aveia, sistemas sequeiro e irrigados, nas Unidades da Federação que, reconhecidamente, possuem aptidão potencial para a produção de cereais de estação fria em sistemas de produção grãos consolidados. No sistema de produção em sequeiro, foram avaliados os riscos para a incidência de geada no decêndio da emissão da panícula e a análise do risco de deficiência hídrica conforme o tipo de solo, considerando as fases críticas de estabelecimento da cultura no campo (fase I) e durante o enchimento dos grãos (fase III). Os ambientes, considerados com aptidão para o cultivo de aveia grãos, em sistemas irrigados, foram definidos pelos contornos da estação de crescimento da cultura caracterizada por ausência ou pouca chuva, não desconsiderando o risco de geadas.

NA IMPRENSA

Governo Federal – Mais mulheres estão presentes na agricultura familiar, mostra estudo da Conab

Jota – Pequenos produtores rurais têm dificuldades de acesso à recuperação judicial

Folha de S.Paulo – Boom do agronegócio camufla queda na circulação de contêineres do porto de Santos

O Estado de S.Paulo – Crise ambiental federal reforça participação de organizações civis nas campanhas

O Estado de S.Paulo – Choque inflacionário deve durar seis meses, dizem economistas

Valor Econômico – Bunge vende refinaria em Roterdã para a Neste Corporation

Valor Econômico – Divisão agrícola fez Bayer ter prejuízo de 2,74 bilhões de euros no 3º trimestre

Valor Econômico – Commodities: Lockdown em países da Europa pressiona agrícolas na bolsa de NY

Valor Econômico – Agtech paulista oferece análise de solo para mercado de créditos de carbono

Valor Econômico – Preocupação com atividade na Europa pesa sobre preços do cacau em NY

Valor Econômico – Estiagem deve provocar quebra de 20% na safra de trigo de Santa Catarina

Valor Econômico – Usinas de cana do Nordeste se unem em central de cooperativas

Valor Econômico – Exportação de frutas segue em alta apesar de segunda onda de covid-19 na Europa

Valor Econômico – BNDES breca pedidos de crédito no Moderfrota

Valor Econômico – Nova onda de covid-19 na Europa volta a pressionar “soft commodities” em NY

CNA – Senar abre inscrições para cursos a distância no meio rural

CNA – ATeG: grupo para frutas vermelhas é novidade no programa em Minas Gerais

CNA – Boletim CNA destaca renovação de convênios de ICMS

CNA – Monitor do Seguro Rural avalia produtos para frutas

CNA – CNA debate relação entre comércio internacional e meio ambiente

CNA – Rede Agroup debate Programa de Bioinsumos e tendências de mercado para o setor

Mapa – Cultivo de aveia ganha novo estudo de zoneamento agrícola de risco climático

Embrapa – Bioprodutos e agregação de valor às agroindústrias é o tema do VI Encontro de Pesquisa e Inovação da Embrapa Agroenergia

Embrapa – Pesquisador Everton Rabelo Cordeiro assume como novo chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental

FPA – Confaz prorroga Convênio 100/97 até março de 2021

AgroLink – IGC projeta comércio de farinha ligeiramente maior

AgroLink – MS: com recomendações Senar, produção de folhosas aumenta 10% em outubro

AgroLink – Mercado internacional de trigo tem muitas compras

AgroLink – Lançado fertilizante com formulação inédita no mercado

AgroLink – China deve comprar 4 mi tons de soja da Argentina

AgroLink – Soja fecha semana com baixa antes do feriado

AgroLink – Custo de produção da soja está 7,44% maior

AgroLink – Fertilizante orgânico oferece benefícios à lavoura de tabaco

AgroLink – GO: prazo para cadastramento no PAA Estadual segue até 15 de novembro

Canal Rural – Brasil já exportou mais de 81 milhões de toneladas de soja em 2020

Canal Rural – Roubos e furtos de máquinas e insumos agrícolas aterrorizam produtores do PR

Canal Rural – Embrapa quer produzir diesel verde a partir de carcaça de aves

Bopar – SC: Faesc comemora prorrogação de convênios que reduzem Icms no agro

Araguaia Brusque – Secretaria orienta produtores rurais para evitar a mortandade de abelhas

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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