Dia Mundial defende a importância das abelhas no equilíbrio do planeta

//Dia Mundial defende a importância das abelhas no equilíbrio do planeta
Nesta quarta-feira, dia 20 de maio é instituído como o Dia Mundial das Abelha, data proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas para lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável mas também para a produção de alimentos. Quase 90% das espécies de flores silvestres dependem dos polinizadores, assim como 75% das plantações de alimentos. A ideia é promover a proteção das abelhas como importantes agentes de polinização, grupo no qual se incluem ainda as borboletas, morcegos e beija-flores. A Embrapa Amazônia Oriental atua há mais de três décadas na pesquisa sobre o papel desses animais na produção de alimentos e no equilíbrio dos ecossistemas. A pesquisadora Márcia Maués explica a importância desses animais e comenta que existem mais de 20 mil espécies de abelhas no mundo, a grande maioria, abelhas solitárias, ou seja, aquelas que não vivem em colmeias. A pesquisadora coordena atualmente dois projetos com abelhas pela Embrapa. O Polinet – Redes de Interação de Abelhas com Frutíferas do Norte e Nordeste –  tem como objetivo principal caracterizar as redes de interação planta-polinizadores de espécies frutíferas, com ênfase nas abelhas nos estados do Norte e Nordeste. O projeto visa ainda subsidiar arranjos produtivos que compartilhem polinizadores mais eficientes e incrementar a polinização e, consequentemente, a produtividade, assim como a sustentabilidade dos agroecossistemas. Além da Embrapa Amazônia Oriental, integram o Polinet a Embrapa Amazônia Ocidental, a Embrapa Meio-Norte e a Embrapa Semiárido. O segundo projeto é denominado Manejo de Polinizadores do Açaizeiro, que atua com recursos do CNPq. A pesquisadora explica que o açai depende exclusivamente de polinização cruzada e é uma das espécies com maior diversidade de polinizadores que ela já estudou. São mais de 100 tipos de insetos. O projeto verificou que as abelhas sem ferrão são as mais importantes na polinização dos frutos do açaizeiros e tem pesquisado a introdução de abelhas nos cultivos pra avaliar o incremento na produção. Outros dois projetos com parcerias externas têm as abelhas como parte essencial de suas atividades. Desenvolvido com recursos do Fundo Amazônia, por meio do Projeto Integrado da Amazônia, Agrobio  (Abelhas, variedades crioulas e bioativos agroecológicos: conservação e prospecção da biodiversidade para gerar renda aos agricultores familiares na Amazônia Legal) atua em três frentes convergentes que reúne a meliponicultura (criação de abelhas nativas sem ferrão), o levantamento e cultivo de variedades crioulas, nesse caso, as plantas alimentícias não convencionais (Pancs) e a identificação de potenciais bioativos oriundos dessas duas atividades. Daniel Santiago, líder do projeto, reitera a importância desses insetos para o Planeta e diz que o Agrobio atua de maneira incisiva para a promoção a criação de abelhas com a articulação com a cadeia produtiva. No arquipélago do Marajó, o projeto Bem Diverso promoveu, em diversas comunidades, cursos de criação de abelhas sem ferrão, de forma complementar aos treinamentos em manejo de açaizais nativos. Os insetos são polinizadores do açaizeiro e contribuem para a produção de frutos. O projeto é fruto da parceria entre a Embrapa e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).

Centrão perto de mais uma cadeira — agora na Agricultura

O governo está próximo de entregar aos Republicanos (ex-PRB) um posto estratégico do Ministério da Agricultura: Secretário de Política Agrícola. O nome indicado pelo partido é o de Cesar Halum, ex-deputado federal por Tocantins e candidato ao Senado derrotado nas últimas eleições, destacou o Blog do Lauro Jardim do jornal O Globo nesta quarta-feira (20).

Projeto de Lei da regularização fundiária é criticado pelo setor agropecuário

Atacado por organizações internacionais por supostamente beneficiar grileiros de terra, o projeto de lei 2633/2020, que estabelece critérios para a regularização fundiária no Brasil e que pode ser votado nesta quarta-feira (20) no Congresso, também é alvo de críticas do setor agropecuário nacional. De acordo com o Valor Econômico a Sociedade Rural Brasileira (SRB), por exemplo, afirma que a proposta é insuficiente para modernizar e agilizar o processo de titulação de terras públicas no Brasil. A principal crítica é quanto à possibilidade de dispensa de vistoria prévia para propriedades com até seis módulos fiscais. A entidade defende a análise por sensoriamento remoto para imóveis maiores, com até 15 módulos, como previa a MP 910/2019, que não foi votada e perdeu validade na semana passada. Segundo estimativa da SRB, com a regra prevista no PL o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) levaria 66 anos para vistoriar presencialmente as propriedades passíveis de regularização atualmente. De acordo com levantamento da entidade, as novas exigências do PL deixarão de fora da regularização cerca de 200 mil famílias que “de boa fé” ocuparam áreas públicas. “Quem necessitar de vistoria presencial, morrerá na fila de espera”, diz Teresa Vendramini, presidente da SRB. O autor do projeto de lei, deputado Zé Silva (SD/MG), diz que a Câmara pode iniciar a votação da proposta nesta quarta-feira. Antes, será preciso aprovar a urgência da matéria, para que ela possa ser analisada diretamente no Plenário. Se aprovada, vai para apreciação do Senado. O relator, deputado Marcelo Ramos (PL/AM), afirma que vai manter a previsão de dispensa de vistoria presencial apenas para imóveis com até 6 módulos fiscais. Segundo ele, isso não impede que propriedades maiores sejam regularizadas. O presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, defende a ampliação do limite para vistoria remota. A SRB voltou a refutar a versão de que a MP 910 e agora do PL 2633 beneficiem grandes grileiros da Amazônia. A entidade afirma que o tamanho médio dos imóveis a serem regularizados é de 80 hectares na Amazônia e 14 hectares nos demais biomas, dimensões que não caracterizam latifúndios. A entidade também reforça que a regularização vai ajudar no combate ao desmatamento ilegal, já que os proprietários deverão seguir o Código Florestal, o que hoje não é possível fiscalizar pela falta de identificação dos imóveis.

Vendas de agrotóxicos para soja cresceram 3% em 2019/20

O mercado de agrotóxicos para a soja cresceu 3% na safra 2019/20 em relação ao ciclo 2018/19 no Brasil, para US$ 6,25 bilhões, segundo levantamento da consultoria Kleffmann Group, informou o Valor Econômico nesta quarta-feira (20). Em reais, foram R$ 24,6 bilhões, alta de 8,3%, levando-se em conta um dólar médio no período de compra de R$ 3,97. Leonardo Antolini, diretor de pesquisa da consultoria, diz que o incremento foi puxado pelo aumento da área plantada no país – estimado em 2,7% pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para 36,84 milhões de hectares em 2019/20. “Somente a maior área cultivada deu suporte para um crescimento de US$ 186 milhões no mercado de defensivos. E, além disso, houve maior número de misturas de produtos pelos agricultores no tanque”, afirma Antolini. A prática, permitida sob a recomendação de agrônomos, tende a gerar economia nas fazendas, na medida em que diminui o número de operações feitas a campo. Quanto ao número de entradas na lavoura para realizar a aplicação de produtos, a média foi de 7,3 por hectare, ante 7,2 um ano antes. Já a área superdesenvolvida (SDV), que leva em consideração a área cultivada, o número de aplicações e o número de parceiros de mistura – que foi de 2,9 em 2019/20 -, chegou a 750,8 milhões de hectares tratados, um novo recorde. Entre os fungicidas, as vendas somaram US$ 2,6 bilhões, dos quais apenas a ferrugem respondeu por estáveis US$ 2 bilhões, ao passo que outras doenças ganharam destaque. Antracnose, mancha alvo e mofo branco cresceram US$ 100 milhões, para US$ 429 milhões. O mercado de inseticidas respondeu por US$ 1,3 bilhão, apesar da queda de 12% no número de tratamentos para lagartas. Houve alta, porém, de 14% no controle de sugadores. Para Antolini, isso se deve à ampliação do uso da tecnologia Bt, que reduziu a necessidade de aplicação de produtos para lagartas, mas aumentou a pressão de outras pragas. Em 2020, 76,4% da área de soja do Brasil foi plantada com as tecnologias Bt (resistente a certas lagartas) e RR (tolerante ao glifosato), segundo a Kleffmann, ante 68% em 2019 e 59% em 2018. O mercado de agrotóxicos para o milho de verão também aumentou em 2019/20, segundo levantamento feito pela consultoria Spark Inteligência Estratégica. A movimentação foi de US$ 312 milhões, 8% mais que em 2018/19. Desse total, 74%, ou US$ 232 milhões, foram para lavouras cultivadas com sementes transgênicas Bt e RR. Ainda conforme o levantamento da Spark, os herbicidas “continuaram na dianteira entre os agroquímicos do milho”. Tiveram participação de 38% nas vendas totais da safra de verão, ou US$ 118 milhões, e o glifosato foi o principal ingrediente ativo, com fatia de 44% (US$ 52 milhões).

NA IMPRENSA

G1 – Multas por desmatamento ilegal na Amazônia estão praticamente paralisadas, alerta Human Rights Watch

G1 – Empresários do setor agrícola veem vendas disparar durante a pandemia, em Montes Claros

Jota – Recuperação judicial do produtor rural, incertezas e redução de crédito

O Globo – Justiça barra tentativa de suspender assembleia da Atvos

O Globo – Governo decide manter leilões de portos, aeroportos e rodovias mesmo com crise do coronavírus

O Globo – Centrão perto de mais uma cadeira — agora na Agricultura

Valor Econômico – PL da regularização fundiária é criticado pelo setor agropecuário

Valor Econômico – Vendas de agrotóxicos para soja cresceram 3% em 2019/20

Valor Econômico – Múltis do agronegócio dizem que “PL da grilagem” põe em risco suas compras no Brasil

Valor Econômico – Usinas começam a fixar preço de exportações de açúcar de 2022/23

Valor Econômico – Atvos Agroindustrial continua com o destino incerto

Valor Econômico – Exportação argentina de grãos recua

CNA – CNA promove primeiro painel online do projeto Campo Futuro

CNA – Sistema Faeg/Senar oferece ferramentas gratuitas para impulsionar trabalho no agro

CNA – Programa Mais Pasto ajuda a proteger 875 nascentes em Alagoas

CNA – Especialistas debatem perspectivas para comercialização de frutas na safra 2020/2021

Embrapa – Embrapa aplica pesquisa sobre hábitos de consumo de hortaliças durante a pandemia do novo coronavírus

Embrapa – Artigo – 20 de maio: Dia Mundial das Abelhas

Embrapa – Dia Mundial defende a importância das abelhas no equilíbrio do planeta

Embrapa – Embrapa integra esforço internacional para monitorar a Covid-19

Embrapa – Live do Senar e Embrapa aborda controle do capim-annoni

Embrapa – Levantamento on-line sobre tendências em agricultura digital segue até o dia 31 de maio

AgroLink – Dólar tem queda contra real acompanhando exterior e de olho na política local

AgroLink – Preço do algodão sobe no Brasil

AgroLink – Mesmo com pandemia, exportações de café seguem firmes

AgroLink – Queda na demanda da banana em SC

AgroLink – RS terá menos soja para comercializar

AgroLink – Sistema Faeg/Senar oferece ferramentas gratuitas para impulsionar trabalho no agro

AgroLink – Agronegócio representa 80,3% das exportações do Paraná

AgroLink – As abelhas que os agricultores devem conhecer

AgroLink – São Paulo usa pesquisa para expandir soja

AgroLink – Manejo de percevejos na soja e tendências do mercado são os temas da semana

AgroLink – Pesquisa busca combater percevejo do amendoim

AgroLink – Sensores estão tornando o agro mais “inteligente”

UOL – ONU anuncia avanços na luta contra a praga de gafanhotos na África

Anda – Sob governo Bolsonaro, Amazônia registra maior desmatamento dos últimos 10 anos

Anda – Populações de abelhas se recuperam enquanto taxas de poluição caem

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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