Despesa com saúde deve subir R$ 10,6 bi até 2027  

//Despesa com saúde deve subir R$ 10,6 bi até 2027  
O envelhecimento e o aumento da população devem gerar até 2027 uma pressão por expansão de R$ 10,6 bilhões nas despesas do governo federal com saúde, de acordo com cálculos do Tesouro Nacional publicados em seu recente boletim de riscos fiscais. Por sua vez, a evolução demográfica diminuirá a pressão por gastos na área da educação (-R$ 1,1 bilhão em 2027), devido à queda na população jovem. A estimativa de impacto da evolução demográfica brasileira sobre as despesas selecionadas de saúde e educação de 2019-2027 é de cerca de R$ 9,5 bilhões “em demanda adicional por despesas públicas, reflexo da modificação da estrutura etária, com aumento do número de idosos e redução do número de jovens na população”, segundo o Tesouro. O coordenador-geral de estudos econômico-fiscais do Tesouro, Rafael Araújo, explicou ao Valor Econômico nesta terça-feira (7), que as contas só trabalham com simulações de efeitos demográficos, mantendo todas as demais variáveis constantes. Ou seja, não leva em conta, por exemplo, possíveis aumentos de cobertura. Ele ressalta que, no caso da saúde, são dois os fatores de pressão. O envelhecimento da população gera mais despesas com remédios e serviços médicos para idosos, como internações. Além disso, também se espera maior pressão de gastos com recém-nascidos. O boletim do Tesouro explica que, para estimar o impacto da evolução demográfica nas despesas com saúde, foram considerados os programas de Assistência Farmacêutica, inclusive Farmácia Popular, e da Atenção de Média e Alta Complexidade (atendimento hospitalares e ambulatoriais). Araújo diz que, embora as contas sejam feitas apenas considerando-se a União, o efeito para Estados e municípios vai na mesma direção. No ano passado, o governo enviou ao Congresso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do chamado Pacto Federativo, que tem como uma de suas sugestões a unificação dos limites de gastos em saúde e educação, nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal). Mas naturalmente os números ajudam no discurso de que um limite unificado para as duas principais rubricas sociais faz sentido, em um ambiente no qual haverá maior pressão por despesas de saúde do que com educação. Daí a ideia de se dar mais flexibilidade para os gestores alocarem seus limitados recursos orçamentários nessas duas áreas. Assim, em nível federal, seria possível, em tese, diminuir um pouco as despesas em educação sem prejudicar o atendimento à população, compensando com maior gasto em saúde. Como os volumes não são equivalentes, o governo ainda teria que encontrar maneiras de atender à maior pressão de despesas na saúde dentro do teto de gastos.

Ministério da Saúde quer zerar fila de espera por cirurgias eletivas

O Ministério da Saúde reservou R$ 250 milhões a mais para aumentar o número de cirurgias eletivas a serem realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), informou a Agência Brasil nesta terça-feira (7). Os repasses começam a ser feitos já em janeiro para diminuir as filas para 53 tipos de procedimentos que incluem catarata, varizes, hérnia, vasectomia e laqueadura, além de cirurgia de astroplastia de quadril e joelho, entre outras com grande demanda. Os procedimentos com maior demanda são os oftalmológicas, para tratamento de catarata e de suas consequências, e para tratamento de doenças da retina, seguida de cirurgia para correção de hérnias e retirada da vesícula biliar. De acordo com o Ministério da Saúde a expectativa é zerar a fila de espera de pacientes que aguardam por esses procedimentos, que não têm caráter de urgência e são de média complexidade. As cirurgias eletivas, fazem parte do atendimento diário oferecido à população em hospitais de todo o país. Dados registrados no sistema de informação do SUS mostram que ao longo de 2018 foram realizadas 2,4 milhões de cirurgias eletivas em todo país. Até outubro de 2019, foram 2 milhões de procedimentos realizados em todos os estados brasileiros. Os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, responsáveis pela organização e a definição dos critérios que garantam o acesso do paciente aos procedimentos cirúrgicos eletivos, podem se programar para utilização os recursos de acordo com as demandas da população de cada estado.

Deputados são menos abertos ao plantio medicinal da maconha do que a população

Ao contrário da população em geral, o posicionamento dos deputados federais em relação ao plantio de maconha não é alterado quando o motivo para a liberação é o uso medicinal. De forma geral, os parlamentares estão divididos em relação ao tema, destacou o portal JOTA nesta terça-feira (7). Cerca de metade é a favor da liberação do plantio de cannabis, enquanto metade é contra. O JOTA realizou o mesmo experimento para medir o apoio à liberação do plantio de cannabis com a população e com os deputados federais. Na segunda-feira, o JOTA Labs mostrou que a liberação do plantio de maconha ganha um apoio muito maior entre a população brasileira quando está associada ao uso medicinal. Os dados fazem parte de um estudo experimental feito pelo JOTA nas suas mais recentes pesquisas em parceria com o Ibpad, divulgada com exclusividade para assinantes JOTA Pro. O mesmo efeito não é encontrado entre os deputados. Metade dos parlamentares foi apresentada com um tipo de pergunta e metade com outro tipo – o sorteio dos deputados foi feito de forma aleatória. Assim como na população, um grupo de deputados, o chamado grupo de controle, recebeu a seguinte pergunta: Você é a favor ou contra o plantio da maconha no país? Já o segundo grupo, ou grupo de tratamento, foi apresentado à seguinte pergunta: Você é a favor ou contra o plantio da maconha no país para fins medicinais? A comparação entre os dados da população em geral e dos deputados mostra que existe uma resistência maior entre os políticos para a liberação do plantio para fins medicinais. É muito interessante notar como no grupo de controle, ou seja, naquele grupo em que o apoio à liberação do plantio independe do uso medicinal, os resultados são muito parecidos entre os brasileiros em geral e entre os deputados, em torno de 45%. O que o estudo experimental mostra é que os deputados são menos propensos a aceitar o argumento do uso medicinal.

Número de usuários de planos odontológicos cresce, diz ANS 

De acordo com publicação da coluna Painel S.A. da Folha de S.Paulo desta terça-feira (7), o número de beneficiários de planos de saúde se manteve estável em novembro do ano passado ante igual período de 2018, segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Foram registrados 47.223.963 usuário no país. As adesões aos planos odontológicos cresceram e foram de 24,2 mil para 25,8 mil no período.

SAÚDE NA IMPRENSA
Agência Câmara – Projeto institui política nacional de conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais

Folha de S.Paulo – Ação coletiva pede que Anvisa avalie em 5 dias casos de importação de Cannabis medicinal

Folha de S.Paulo – Radicais de centro

Folha de S.Paulo – Número de usuários de planos odontológicos cresce, diz ANS

Folha de S.Paulo – Abortos caem 4% em Portugal, mas aumentam 28% entre brasileiras no país

Jornal Agora – Posto de saúde na zona sul de SP tem infiltrações e salas mofadas

O Estado de S.Paulo – Tosse crônica ou pigarro podem ser sintomas de doença pulmonar silenciosa

Valor Econômico – Despesa com saúde deve subir R$ 10,6 bi até 2027

Agência Brasil – Ministério da Saúde quer zerar fila de espera por cirurgias eletivas

Agência Brasil – SUS discute distribuição gratuita de remédio para hipertensão pulmonar

Jota – Deputados são menos abertos ao plantio medicinal da maconha do que a população

Correio Braziliense – Mesmo sem má-formação fetal, efeitos do zika podem surgir meses após parto

Correio Braziliense – Saiba quando a birra das crianças é considerada um transtorno

Anvisa – Anvisa divulga calendário de julgamentos de janeiro

Administradores – Saúde Suplementar enfrenta momento de impasse

ANAHP – Governo avalia incorporação de medicamentos já disponíveis na rede privada para tratamento de câncer de pele agressivo no SUS

Repórter MT – Medicamento para asma alérgica grave chega aos pacientes do SUS

Bem Paraná – Qual a diferença entre lactose e caseína?

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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