Dependência da China não preocupa frigoríficos, diz ABPA

//Dependência da China não preocupa frigoríficos, diz ABPA
A dependência da China como cliente para os exportadores de carnes não é uma questão isolada do Brasil e não preocupa os frigoríficos. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em debate virtual promovido nesta sexta-feira (7) pela consultoria Datagro. “A China está comprando porque precisa e vai pagar, mas é uma situação diferente do que aconteceu com a Rússia. Até porque não apenas o Brasil mas todos os grandes mercados têm na China um importante comprador”, disse Santin, em alusão à dependência que os frigoríficos brasileiros tiveram dos russos na década passada. De acordo com o Valor Econômico no primeiro semestre, a China foi responsável por 48,8% das exportações brasileiras de carne suína e 16,8% das exportações de carne de frango, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Na avaliação de Santin, o país asiático continuará a ser um grande mercado para a importação de carne suína, mesmo que a recomposição do rebanho do país asiático ocorra em 2025. Desde 2018, a China sofre com uma epidemia de peste suína africana, o que reduziu o plantel e estimulou importações. “Se a China lograr voltar aos 54 milhões de toneladas [de produção de carne suína] em 2025, ainda assim vai precisar 56 milhões de toneladas de carne suína [para consumo]. A importação tende a diminuir mas não deve parar”, avaliou Santin. Conforme estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção chinesa de carne suína alcançará 40,2 milhões de toneladas neste ano, ante 55,4 milhões de toneladas em 2018. As importações do país asiático, que consome metade da carne de porco do mundo, devem pular das 1,5 milhão de toneladas vistas em 2018 para 4,4 milhões de toneladas neste ano.

Rio Grande do Sul mais perto do aval para deixar de vacinar rebanho contra febre aftosa

O Rio Grande do Sul já possui o aval técnico do Ministério da Agricultura para avançar no processo que fará do Estado uma zona livre de febre aftosa sem a necessidade de vacinação, informou o Valor Econômico nesta quinta-feira (6). A afirmação é da superintendente federal da Agricultura no Rio Grande do Sul e auditora do Ministério da Agricultura, Helena Pan Rugeri. Atualmente, Santa Catarina é o único Estado do país que tem o status junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Segundo Rugeri, o relatório da área técnica do Ministério deverá ser liberado apenas na semana que vem, mas os resultados da auditoria foram satisfatórios. “Atestamos que não há vírus de febre aftosa circulando no Rio Grande do Sul, o que nos dá segurança”, afirmou. Um dos apontamentos que não foram plenamente atendidos, mas está em andamento, é a capacitação de técnicos. “O treinamento antes era feito presencialmente, mas por causa da pandemia estão sendo feitos virtualmente”, acrescentou Rugeri. Na próxima segunda-feira, a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) avaliará o pleito da auditoria em uma reunião com os sindicatos rurais. Depois, o Estado passará por uma avaliação nacional para só então a OIE fornecer o parecer final. Como parte do protocolo, o Mapa enviará os documentos para o trâmite do status do Rio Grande do Sul e do Paraná para a OIE até a próxima sexta-feira (14). O Paraná já deixou de vacinar seu rebanho. Rio Grande do Sul, Paraná, Amazônia, Acre, Rondônia e Mato Grosso pleiteiam o status como parte do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), aprovado em 2017 e em vigor até 2026. “Caso esses Estados consigam o status, 30 milhões de vacinas deixarão de ser aplicadas”, avaliou Rugeri.

Zoetis lucra US$ 377 milhões no segundo trimestre

A americana Zoetis, uma das maiores indústrias veterinárias do mundo, reportou nesta quinta-feira (6) um lucro líquido de US$ 377 milhões no segundo trimestre, crescimento de 1,6% ante o lucro de US$ 371 milhões registrado pela companhia no mesmo período do ano passado. Segundo o Valor Econômico no período, a receita da companhia ficou estável, somando US$ 1,548 bilhão. O negócio de animais de companhia (cães e gatos, basicamente) sustentou as vendas da empresa no período. “Nosso sólido portfólio de animais de companhia, baseado em inovações, ajudou a compensar os profundos desafios no mercado de animais de produção”, afirmou, em nota, a CEO da Zoetis, Kristin Peck. No segundo trimestre, as vendas de medicamentos para animais de companhia renderam US$ 882 milhões, incremento de 11% na comparação anual. Em contrapartida, as vendas de para animais de produção caíram 10%, totalizando US$ 649 milhões. No comunicado que acompanha o balanço, a Zoetis informou que o impacto da pandemia sobre a produção americana de carnes afetou as vendas de seus produtos voltados a animais de companhia. No segundo trimestre, as vendas nessa frente recuaram 18% nos Estados Unidos, país responsável por aproximadamente 55% do faturamento da Zoetis. Fora dos EUA, a receita com vendas da Zoetis caiu 5%, atingindo US$ 707,3 milhões. Desconsiderando a variação cambial, a receita no exterior teria crescido 3%, segundo a companhia. No Brasil, a desvalorização do real também provocou a redução da receita em dólar da Zoetis. No trimestre, as vendas no país renderam US$ 56,3 milhões, diminuição de 24%. Descontando a variação cambial, as vendas do grupo no país teriam crescido 2%. O Brasil é o segundo principal país em faturamento para a Zoetis, só atrás dos EUA.

Comprovação de vacina contra brucelose do 1º semestre encerra no próximo dia 10

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), alerta os produtores rurais para ficarem atentos ao prazo final para a declaração da primeira etapa de vacinação contra a brucelose que encerrará no próximo dia 10 de agosto. Para fazer a declaração, o produtor rural deve apresentar junto ao órgão, a nota fiscal da vacina e o atestado de vacinação, destacou o portal AgroLink nesta sexta-feira (7). “Vale ressaltar que a vacinação contra a brucelose e sua declaração, é obrigatória, por isso, o produtor que deixou de vacinar as bezerras na idade vacinal de 3 a 8 meses, no primeiro semestre, pagará multa no valor de R$ 5,32 por animal não vacinado e terá que realizar a vacinação. Já a multa por não declarar a vacinação no prazo estipulado é de R$ 127,69. Além disso, a ficha de movimentação do rebanho ficará bloqueada para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) até a regularização,” explicou a responsável técnica pelo Programa Estadual de Erradicação da Brucelose e Tuberculose, Carolina Silveira. O prazo da vacinação encerrou no dia 30 de junho e comprovação que encerraria no dia 10 de julho  foi prorrogado pela Adapec até 10 de agosto, em virtude da pandemia da Covid-19, como medida para evitar aglomerações de pessoas nos escritórios de atendimento da Agência.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Podcast sobre felinos estreia no Dia Internacional do Gato

O Estado de S.Paulo – Produção de queijos pede socorro na Inglaterra: salvem nosso Stilton

G1 – Vizinhos criam ‘aulimentadores’ para animais de rua em Porto Velho

G1 – MPMG deflagra Operação ‘Libertas’ para combate ao tráfico de animais silvestres no estado e no Rio de Janeiro

G1 – Pandemia faz aumentar compra e adoção de pets

G1 – Centro de Zoonoses realiza feira de adoção pet neste sábado em Belém

Valor Econômico – Dependência da China não preocupa frigoríficos, diz ABPA

Valor Econômico – Justiça do Trabalho dá 30 dias para JBS fazer ajuste em frigorífico de Três Passos (RS)

Valor Econômico – Zoetis lucra US$ 377 milhões no segundo trimestre

Valor Econômico – Rio Grande do Sul mais perto do aval para deixar de vacinar rebanho contra febre aftosa

Valor Econômico – Ouro Fino lucra R$ 15,2 milhões no segundo trimestre

Embrapa – Embrapa sugere cereais de inverno e milheto para composição de rações

AgroLink – Estudo sobre suplementação para frangos ganha prêmio

AgroLink – SC proíbe cultivos de moluscos

AgroLink – Mercado halal chegará a US$ 3,2 trilhões em 2024

AgroLink – RS: exportação de carne de frango cresce 50%

AgroLink – TO: Adapec registra doença de mormo em Santa Fé do Araguaia

AgroLink – Venda de ovos cresce no Reino Unido

AgroLink – Cotações firmes e em alta no mercado de animais para reposição

AgroLink – Boi gordo: mercado aquecido

AgroLink – Embarques de carne de frango é 9% menor que o registrado em julho de 2019

AgroLink – TO: comprovação de vacina contra brucelose do 1º semestre encerra no próximo dia 10

SBA – “Não há mais espaço para a pecuária do passado”, afirma administrador agropecuário

SBA – Registro comprova genealogia dos animais

SBA – ECR 2020 Digital: importância do DDGS como fonte de proteína

SBA – Pecuarista compara lucratividade nas atividades de agricultura e pecuária

Anda – China abre mercado para marcas livres de testes em animais

Anda – Pit bull foge de casa após tutor sofrer AVC e é agredido a golpes de facão

Anda – Mais de 100 instituições assinam manifesto contra armas e caça a animais

Anda – Policiais são afastados suspeitos de atrapalhar investigação sobre tráfico de animais

Anda – Cão morre após ser deixado em porta-malas de carro enquanto tutor fazia compras

Anda – Grupo denuncia envenenamento de 11 gatos em conjunto habitacional

Anda – Jovem usa material reciclável para construir próteses para animais com deficiência

Anda – ONG promove reencontro entre animais e tutores separados por explosão no Líbano

Anda – Chinesa cria ilustrações para estimular compaixão pelos animais
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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