Delegação do Ministério da Agricultura da Holanda conhece sistema de pulverização aérea no Brasil  

//Delegação do Ministério da Agricultura da Holanda conhece sistema de pulverização aérea no Brasil  
Nesta quinta-feira (19), o portal Grupo Cultivar divulgou que, atentos às novas tecnologias e metodologias para o controle de pragas, integrantes de uma delegação do Ministério da Agricultura da Holanda e dos Países Baixos, os maiores importadores europeus da soja brasileira, estiveram em Goiás para conhecer o sistema de pulverização aérea da Perfect Flitgh. Na última sexta-feira (13), visitaram a fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, que cultiva soja, algodão e milho. Além da produção, os cinco conselheiros agrícolas dos Países Baixos sediados nas Américas e a vice-ministra, Marjolijn Sonnema, ainda conheceram o laboratório onde a empresa produz defensivos biológicos. A Perfect Flight participou do encontro a pedido da embaixada dos Países Baixos para demonstrar a tecnologia da startup, que promove a gestão completa da pulverização aérea. Entre as funcionalidades do aplicativo estão o monitoramento de rota dos aviões, o controle da quantidade de produto despejado e as orientações quanto às melhores condições climáticas para o momento da aplicação. “Esse tipo de gestão, que gera relatórios finais especificando como ocorreu a pulverização, não existe nem em países como os Estados Unidos e a Austrália, que também utilizam muito a aviação aérea na agricultura”, conta o gestor de operações da Perfect Flight, Leonardo Luvezuti. Marjolijn Sonnema pontuou a importância em ter dados precisos em relação à pulverização nas propriedades: “A startup me parece uma boa solução para usar o menos possível de pesticidas no campo, o que para nós é muito significativo”. A escolha da embaixada dos Países Baixos pela fazenda da SLC Agrícola foi baseada no papel que o grupo ocupa no setor, já que é um dos principais exportadores de soja, com propriedades em várias regiões do Brasil. Recentemente, a empresa assinou um contrato com a Perfect Flight para o monitoramento das aplicações aéreas nas suas propriedades. Ao todo, serão rastreados 2,5 milhões de hectares de um total de 5 milhões que a startup brasileira já monitora no país.

Pioram perspectivas para agroindústrias

As incertezas acerca dos reflexos do coronavírus sobre as economias brasileira e global, cada vez mais negativos, levaram o Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) a revisar para baixo suas estimativas para o crescimento da agroindústria brasileira em 2020, informou o Valor Econômico nesta sexta-feira (20). No novo cenário traçado, o FGV Agro passou a projetar o avanço do segmento em geral no ano em 0,7%, ante crescimento calculado inicialmente em 1,4%. A redução é fruto de ajustes para baixo tanto na área de alimentos e bebidas, de 2,1% para 1,1%, quanto na de produtos não-alimentícios, de 0,8% para 0,4%. “Por trás dessas revisões, há a expectativa de menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), menor confiança do empresário industrial e leve redução das exportações. A contração das expectativas foi aliviada pelo dólar mais caro”, informou o FGV Agro. Em janeiro, o desempenho foi positivo. O Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo centro da FGV registrou altas em relação a dezembro (3%) e na comparação com janeiro de 2019 (0,5%). O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. Ante dezembro, o salto observado foi puxado pelos produtos não-alimentícios (4,4%), mas também houve crescimento no ramo de produtos alimentícios e bebidas (1,2%), com destaque para a alta de 9,7% da produção de alimentos de origem animal. Em relação a janeiro de 2019, o resultado foi garantido pelo segmento de produtos alimentícios e bebidas, que registrou expansão de 0,9%. No caso dos produtos alimentícios houve crescimento de 0,8%, graças ao forte avanço da produção de alimentos de origem vegetal (8,4%) – na área de produtos de origem animal a variação foi negativa (2,7%). Na área que inclui os produtos não-alimentícios houve estabilidade, mas algumas oscilações chamaram a atenção. Enquanto os biocombustíveis cresceram 16,5%, na produção de borracha a retração chegou a 8,6%. Outro ramo que registrou desempenho negativo nessa mesma comparação foi o de insumos (2,2%). Consultorias consultadas pelo Valor nos últimos dias temem que o cenário piore nos próximos meses, tendo em vista a paradeira das atividades em diversos países. No mercado de açúcar, por exemplo, as estimativas para o consumo global já começaram a ser reduzidas de forma expressiva, e o mesmo poderá acontecer em outras frentes. Até agora, as previsões oficiais sinalizam para um aumento do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária nacional em 2020 – 8,2% em relação a 2019, para o recorde de R$ 683,2 bilhões – e, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do agronegócio do país como um todo também crescerá no ano, entre 3% e 4%.

Máquinas agrícolas: ‘Fábricas devem parar atividades na próxima semana’

Diante da crise causada pelo novo coronavírus, empresas já relatam que há falta de algumas peças para a fabricação de máquinas agrícolas e podem decidir paralisar as atividades na próxima semana, destacou o Canal Rural nesta sexta-feira (20). Segundo a Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, elas também estudam conceder férias coletivas dos funcionários no próximo mês. “Quem pode dar home office [trabalho de casa], está dando e fazendos aos poucos. O assunto está sendo debatido diariamente, já que o surto da doença aconteceu de forma rápida. Mas já há programação de férias coletivas para o mês que vem. Mas com certeza vamos ter fábricas com férias coletivas, as fábricas vão parar”, disse o presidente da câmara, Pedro Estevão Bastos. Para ele, o trimestre de abril, maio e junho será marcado por paralisação das atividades. O principal motivo seria a quebra na cadeia de suprimento, com falta de peças e problemas com os fornecedores de equipamentos de máquinas agrícolas. “Se o fornecedor para, a fábrica dificilmente consegue continuar as atividades”, explica. Outro motivo que liga o alerta vermelho do setor é a possibilidade de queda nas vendas, causada pelo momento de incerteza na economia brasileira e também no agronegócio. “Há um efeito psicológico no sentido de não se fazer novos investimentos, é até um efeito normal. Então com isso, o produtor espera um pouco para ver o que vai acontecer”, comenta Estevão. Ele ressalta que o ponto positivo da situação seria a capacidade do produtor rural em voltar a fazer negócios e comprar novos equipamentos, após o fim do surto da doença no Brasil. “Passado essa pandemia, as vendas voltariam ao normal. Acha que a partir de julho, a gente voltaria ao patamar normal, dependendo da doença. Então vamos ter uma queda abrupta e uma volta abrupta”, projeta. O representante justifica que esse momento seria impulsionado principalmente pelo bom momento que o agricultor passa, com maior rentabilidade por conta da alta do dólar. “O agricultor não está parado, ele está fazendo a colheita dele, vai plantar a safra e as operações continuam. O econômico está muito bom”, diz. No entanto, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) questiona a capacidade das indústrias em conseguir, depois de três meses paralisadas, retomar a produção no mesmo patamar.  “A fábrica não vai conseguir produzir nos outros três ou quatros meses do ano o que deixou de fabricar nesse período”, completa. Em nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) disse que as empresas estão analisando e se preparando para tomar ações de paralisação de suas fábricas no Brasil, discutindo caso a caso com seus respectivos sindicatos.

Representantes do setor de agronegócios fazem duras críticas a Eduardo Bolsonaro

Uma manifestação infeliz e inconsequente, que ameaça desnecessariamente as relações comerciais entre Brasil e China e o ritmo de abertura de novos mercados para produtos brasileiros no país asiático. Conforme divulgou o Valor Econômico nesta quinta-feira (19), foi assim que produtores, agroindústrias e políticos ruralistas encararam a declaração de quarta-feira do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que culpou a China pela pandemia de coronavírus. Longe dos microfones, alguns representantes do setor de aqronegócios pegaram pesado com o filho do presidente Jair Bolsonaro e chegaram a xingá-lo. Mesmo em “on” o tom foi de irritação. A manifestação de Eduardo, em uma rede social, foi considerada um ataque gratuito ao maior parceiro comerciais do país, principal destino dos embarques brasileiros. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, no período de 12 meses encerrado em fevereiro a China absorveu 32,2% das exportações setoriais, ou US$ 30,8 bilhões. O país compra do Brasil sobretudo soja em grão e carnes, mas a pauta inclui dezenas de produtos e a intenção da cadeia produtiva é ampliá-la cada vez mais. Como a peste suína africana continua a causar muitos problemas à oferta chinesa de proteínas, não se espera que as compras de carnes brasileiras caiam no momento por causa de Eduardo Bolsonaro. O mesmo raciocínio vale para a soja, cujas compras da China já estão menores em consequência da peste suína, que diminuiu a demanda por rações naquele país, e, em menor medida, pelo armistício o na guerra comercial entre Washington e Pequim. “Os chineses estão muito sensíveis a esse tema e esse imbecil [Eduardo Bolsonaro] quer importar a narrativa de Donald Trump em tempos eleitorais para o Brasil”, afirmou um dos cardeais do agronegócio brasileiro. Outras quatro fontes ouvidas pela reportagem se referiram a Eduardo Bolsonaro com o mesmo adjetivo — pelo menos três dessas fontes votaram em Jair Bolsonaro, que teve amplo apoio do setor de agronegócios nas eleições.

NA IMPRENSA
O Estado de S.Paulo – Agricultura movida à ciência

Valor Econômico – Pioram perspectivas para agroindústrias

Valor Econômico – Representantes do setor de agronegócios fazem duras críticas a Eduardo Bolsonaro

Valor Econômico – Corrida às gôndolas eleva venda de hortifrútis

Valor Econômico – Rabobank eleva estimativa para a safra brasileira de café em 2020/21

AgroLink – Nova peste de soja é detectada na Argentina

AgroLink – 5º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio mantém data

AgroLink – Ministério da Agricultura busca “corredores sanitários”

AgroLink – Coronavírus: Falta de estrutura deixa agricultores em risco

AgroLink – Brasil já vendeu 2,4 mi/t para China essa semana

AgroLink – RS: ausência de chuva prejudica culturas no RS

AgroLink – Profissionais baianos se aprofundam no conhecimento do beneficiamento

Canal Rural – Máquinas agrícolas: ‘Fábricas devem parar atividades na próxima semana’

Canal Rural – “Temos visto o café muito resiliente”, afirma consultor de agronegócio

Revista Globo Rural – Entidades do agro pedem em carta a Bolsonaro garantias para logística e abastecimento diante do coronavírus

Revista Globo Rural – Milho brasileiro terá safra de 100 milhões de toneladas e queda nas exportações, prevê Rabobank

Revista Globo Rural – Bancada Ruralista pede “alto nível” após filho de Bolsonaro culpar China por coronavírus

G1 – Reação de Ernesto Araújo à crise Brasil-China preocupa diplomatas e governo é alertado pelo agro

JE Acontece – Administração Municipal mobilizada na busca de medidas para auxiliar agricultores em função da estiagem

Grupo Cultivar – Delegação do Ministério da Agricultura da Holanda conhece sistema de pulverização aérea no Brasil

Feco Agro – Assuntos que farao parte do programa Cooperativismo em Noticia deste final de semana na TV

AgroSoft – Oportunidades e riscos no cenário econômico com coronavírus

Suíno – Custo médio do defensivo agrícola cai 2% em 2019

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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