CRESCE O NÚMERO DE PRODUTORES QUE USAM DEFENSIVOS AGRÍCOLAS, DIZ IBGE

//CRESCE O NÚMERO DE PRODUTORES QUE USAM DEFENSIVOS AGRÍCOLAS, DIZ IBGE

Num momento em que esquenta o debate no país em torno do Projeto de Lei dos Agrotóxicos que tramita no Congresso, o Censo Agropecuário do IBGE mostra que 1,681 milhão de produtores usaram agrotóxicos de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017, um crescimento de 20,4% em relação a 2006. Segundo o Valor Econômico, além dos que utilizaram defensivos no período de referência da pesquisa do IBGE, mais 13.360 produtores declararam que costumam utilizar o insumo embora não tenha sido necessário naquele intervalo específico. O Censo Agropecuário de 2017 também revela que 502.425 estabelecimentos agropecuários utilizaram em 2017 algum método de irrigação.

Distribuidoras de insumos agrícolas criam associação nacional

Após dois anos da criação das redes regionais, distribuidoras  de insumos se uniram para criar uma associação nacional. De acordo com o Valor Econômico, na noite desta quinta-feira, as distribuidoras anunciam a criação da AgriRede nacional, que reúne 49 empresas associadas, com 128 pontos de vendas no país. Com o lançamento da AgriRede nacional, distribuidoras do Nordeste, Sul e Sudeste unem-se aos já associados.   A criação da AgriRede foi uma maneira encontrada pelas distribuidoras para sobreviver nos disputados mercados agrícolas e uma forma de melhorar negociações de aquisição de insumos e originação de grãos. Temos vários objetivos: profissionalizar a gestão dos associados e fazer aquisições e originação em conjunto, fazer melhor gestão de risco e melhorar nosso rating de classificação”, disse Rocha Filho ao Valor. Segundo o presidente da AgriRede, a associação possibilita a criação de um “player” maior do mercado e transformá-lo em um grande parceiro. “As decisões são consensadas, tendo como referência conhecimentos e valores comuns, o que traz solidez às ações propostas”, afirmou.

Mecanização e tecnologias tornaram o campo mais sustentável, diz CNA

Os investimentos em mecanização e tecnologia permitiram ao agronegócio elevar sua produtividade e ser mais sustentável, embora tenham reduzido a necessidade de mão de obra no setor, disse o assessor do Departamento Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Paulo André Camuri, ao comentar os resultados do Censo Agropecuário de 2017, divulgados na manhã desta nesta quinta-feira pelo IBGE. O levantamento apurou a existência de 1,22 milhão de tratores nos estabelecimentos agropecuários do país em 2017, 408 mil a mais que em 2006, quando foi realizado o Censo Agropecuário anterior. O Valor Econômico ressalta que nesse período, a população ocupada no setor reduziu-se em 1,5 milhão de pessoas, para 15 milhões. Isso significa que para cada trator comprado quatro trabalhadores foram dispensados. “É possível fazer essa conta, mas é preciso dizer que a mecanização permitiu ganhos de produtividade, o que é algo positivo. Você passa a usar menos solo para uma produção maior. Produz de forma mais sustentável”, disse o assessor, acrescentando que os investimentos do setor também passam pela tecnologia de sementes e manejo do solo.  Segundo Camuri, são áreas com maior quantidade de terras disponível e produtores de maior expertise, que atuam concentrado em commodities agrícolas. São produtores com foco em escala. “Quanto maior, melhor é a negociação de insumos, mais acessível fica o financiamento, inclusive do mercado internacional”, disse ele. Apesar do crescimento de terras concentrado nesse perfil, Camuri afirma que a produção cresce de forma disseminada no agronegócio, e não apenas em culturas como soja e milho. Ele menciona a dinamização de culturas como frutas e da produção de leite. “São também bastante dinâmicas e competitivas”, avalia.Vou incluiVou. A pesquisa do IBGE mostrou ainda o envelhecimento do produtor. As pessoas de 35 a 44 anos representavam 18,3% do total de produtores rurais do país, proporção inferior aos 21,9% registrados em 2006. Já os grupos mais velhos aumentaram sua fatia: de 45 a 54 anos de idade (23,3% para 24,8%), de 55 a 64 anos (20,3% para 24%) e de 65 ou mais (17,5% para 21,4%). Segundo ele, esse envelhecimento reflete a dificuldade do agronegócios despertar o interesse profissional dos jovens. Porém, o economista afirma que ramos do agronegócio tem conseguido atrair uma geração mais nova, como o de café.  “É uma geração mais escolarizada, com conhecimento de mercado financeiro, que progressivamente assume o lugar de pais e avós”, disse.
Paraguai: Ministro da Agricultura e mais três morrem em acidente aéreo

O Valor Econômico destaca que o ministro da Agricultura do Paraguai, o vice-ministro da Pecuária e outras duas pessoas morreram na quarta-feira, a queda de um avião cujos destroços foram encontrados nesta quinta. No jatinho, que caiu a 8 quilômetros do aeroporto de Ayolas, na fronteira com a Argentina, viajavam o ministro Luis Gneiting, o vice-ministro Vicente Ramírez, um funcionário do governo, Luis Charotti, e o piloto, Gerardo López. A câmara de segurança do aeroporto gravou os três primeiros minutos de voo até que a aeronave fez uma manobra incomum e desapareceu do radar. Homem de confiança do presidente Horacio Cartes, o ministro da Agricultura foi pré-candidato a vice-presidente nas primárias do governista Partido Colorado no fim de 2017.

 

NA IMPRENSA

Mapa – Primeira feira internacional do vinho ocorrerá em setembro.

Aviação Civil – Acordo de cooperação fortalece parceria na Aviação.

Embrapa – Inscrições abertas para o curso Controle Biológico de Pragas no Brasil.

G1 – O touro indiano que ajudou a revolucionar a produção de leite no Brasil.

Zero Hora – Censo mostra avanço da participação feminina no campo.

Zero Hora – Censo agropecuário mostra envelhecimento de produtores no RS.

Valor Econômico – Agrotóxicos são usados por mais produtores.

Valor Econômico – No campo do novo milênio, desafios do século passado.

Valor Econômico – Grandes fazendas puxam expansão da agropecuária.

Valor Econômico – Paraguai: Ministro da Agricultura e mais três morrem em acidente aéreo.

Valor Econômico – Cade aprova compra de canavial dos Furlan por Raízen e São Martinho.

Valor Econômico – Cai tamanho de fazendas na maioria dos Estados de Centro-Oeste e Norte.

Valor Econômico – Tamanho médio das fazendas no Sul do país aumentou 21% em 11 anos.

Valor Econômico – TRF nega pedido da União para impedir venda direta de etanol no NE.

Valor Econômico – Distribuidoras de insumos agrícolas criam associação nacional.

Valor Econômico – Mecanização e tecnologias tornaram o campo mais sustentável, diz CNA.

Valor Econômico – PIB do agronegócio caiu 1,7% de janeiro a abril, diz Cepea.

Valor Econômico – Acordo entre EUA e UE deixa soja brasileira mais dependente da China.

Valor Econômico – Nem as amêndoas passaram incólumes na guerra comercial de Trump.

Valor Econômico – País tem 4,3 milhões de hectares de terras ocupadas ilegalmente.

Valor Econômico – Cresce o número de produtores que usam agrotóxicos, diz IBGE.

Mais Soja – OCDE exalta melhorias na produção agropecuária brasileira apesar dos baixos níveis de apoio.

Mais Soja – BASF lança edital para seleção de projetos de impacto social e ambiental.

Mais Soja – Interceptação de radiação solar e produtividade de grãos de soja.

Mais Soja – Produtores Gaúchos dão início à próxima safra de milho.

Brasil de Fato – Intoxicação por agrotóxicos atinge escolas e envenena crianças em zonas rurais.

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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