Cresce demanda por exportação de produtos de origem animal

//Cresce demanda por exportação de produtos de origem animal
O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (21) que, ainda que o País enfrente o período de Covid-19, a demanda por exportação de produto de origem animal cresceu. É o que aponta o último balanço do Serviço de Inspeção Federal (SIF), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), referente ao mês de junho. Mais de 32 mil certificados foram emitidos no mês, alta de 11% em relação ao mesmo intervalo de 2019. Consideradas como essenciais pelo Decreto 10.282/2020, as atividades de inspeção e fiscalização seguiram funcionando com todos os cuidados necessários para que não ocorressem prejuízos à manutenção do abastecimento público de produtos de origem animal para consumo humano e de produtos destinados à alimentação animal. O levantamento contabiliza mais de 3 mil estabelecimentos nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados em funcionamento no País. O Mapa tem monitorado junto com as empresas e representantes do setor produtivo a incidência de casos de Covid-19 nas unidades industriais e as medidas adotadas para proteger os trabalhadores. Em parceria com as pastas da Economia e da Saúde, o Mapa definiu um conjunto de medidas para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da Covid-19 nas indústrias de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano e laticínios. Como exemplo, a iniciativa prevê trabalho remoto quando possível, estimula a ventilação natural nos ambientes industriais e outras regras, como evitar a aglomeração de trabalhadores, realizar a higienização e desinfecção do local de trabalho. Para apoiar os produtores rurais neste período, o Mapa solicitou ao Conselho Monetário Nacional (CNM) a prorrogação do prazo de vencimento das parcelas de operações de crédito rural de custeio e investimentos de mutuários cujas atividades foram prejudicadas pela disseminação do novo coronavírus. Os créditos de industrialização, vinculados ao Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), tiveram limites elevados. O objetivo é apoiar os agricultores familiares, por meio do financiamento de suas atividades agroindustriais. O Conselho aprovou, também, medidas sobre o valor base para os preços do algodão em pluma e a renegociação de parcelas para agricultores atingidos pela estiagem, ampliando o número de municípios e de produtores beneficiados. Outra medida aprovada foi a redução da taxa de juros para agricultores prejudicados pelo ciclone que aconteceu na região Sul do País, entre os dias 30 de junho e 1° de julho desde ano. O CMN autorizou aos agentes financeiros para que os agricultores familiares, atendidos pelo Pronaf, possam acessar o crédito de custeio e investimento com as taxas de juros mais baixas aplicadas ao programa (2,75% a.a.), no decorrer de todo o ano agrícola 2020/2021.

Reoneração da folha terá impacto de mais de R$ 1 bilhão, diz ABPA

A reoneração da folha de pagamento pode gerar custos adicionais superiores a R$ 1 bilhão na indústria de aves e suínos do Brasil e minar a competitividade no mercado internacional, disse Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a indústria de frango e suínos. Para Santin, o veto do presidente da República, Jair Bolsonaro, à prorrogação do regime diferenciado de tributação até o fim de 2021 atrapalha planos de investimentos e fará o setor, que gera 500 mil empregos diretos, exportar impostos, destacou o Valor Econômico nesta sexta sexta-feira (21). “Não tem como simplesmente falar em agregar um custo a partir de 2021. Vamos carregar esse custo direto no produto de exportação e vamos perder espaço”, lamentou o dirigente, que participou nesta quinta-feira (21) de um seminário virtual sobre o tema. O presidente da ABPA acrescentou que as agroindústrias de aves e suínos, setores de mão-de-obra intensiva, geraram cerca de 20 mil empregos durante a pandemia e mantiveram a liderança mundial na exportação de frango. “O veto tem que ser derrubado [no Congresso] para manter a segurança jurídica e termos a possibilidade de gerar mais 15 a 20 mil empregos.” Líder da bancada ruralista, o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), que também participou do seminário, disse que o veto será derrubado. “A reoneração da folha não passa, deve ser quase unanimidade isso”, garantiu o parlamentar. A votação do veto ao texto que permite a prorrogação da desoneração, que expira no fim de 2020, foi adiada para o início de setembro a pedido do governo, que pretende apresentar propostas. A manobra gerou descontentamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “Estamos no meio de uma guerra. A desoneração da folha é urgente. Precisamos nos planejar para janeiro, saber se vamos investir, demitir, contratar”, queixou-se o presidente da Abimaq, José Velloso. Segundo ele, a reoneração pode causar entre 500 mil e 1 milhão de demissões de trabalhadores com carteira assinada nos 17 setores atendidos pela da desoneração. “São menos pessoas consumindo, pagando impostos, contribuindo para a previdência social. Não faz sentido”, disse Vellso. A cadeia da indústria de máquinas emprega 1,3 milhão de pessoas direta e indiretamente. Ex-ministro da Agricultura e presidente do conselho consultivo da ABPA, Francisco Turra disse que a política de desoneração, em vigor desde 2011, possibilitou a recuperação de vários frigoríficos que estavam fechados e impulsionou investimentos bilionários nas indústrias.

Sem vacinação estados devem reforçar defesa

No dia 14 de agosto o Ministério da Agricultura publicou a Instrução Normativa (IN) 52 que reconhece os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Acre e Rondônia, os municípios de Rondolândia, Colniza, Comodoro, Juína e Aripuanã no Mato Grosso e os municípios de Apuí, Boca do Acre, Canutama, Eirunepé, Envira, Guajará, Humaitá, Itamarati, Ipixuna, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini e parte do município de Tapauá, no Amazonas, como livres de febre aftosa sem vacinação. A medida vale a partir de 1º de setembro, informou o portal Agrolink nesta sexta-feira (21). O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), em maio de 2021. Com isso os estados reforçaram as ações de reforço na defesa sanitária. No Rio Grande do Sul, onde são 12,5 milhões de cabeças de bovinos, a Emater trabalha educação sanitária entre produtores, que mantém ações que reforçam as obrigações sanitárias que precisam ser cumpridas junto às Inspetorias de Defesa Agropecuária. Outra medida chamada de Programa Sentinela atua em 59 municípios limítrofes com o Uruguai e a Argentina, e que abrange ações junto a cinco mil produtores, para assegurar a sanidade do rebanho em fronteiras. “Muitos produtores contam com o serviço de educação e orientação em seus cultivos e criações, unido ao trabalho de fiscalização e orientação dos servidores da Secretaria da Agricultura”, destaca o secretário Covatti Filho. Em Mato Grosso, enquanto todo estado não é enquadrado no programa de retirada, o rebanho restante foi vacinado com eficiência, atingindo 99,67% do total. No Paraná o governo estadual desenvolveu ações como um simulado de atendimento de foco de febre aftosa, aprimoramento de sistemas de fiscalização do trânsito agropecuário, fortalecimento dos conselhos municipais de sanidade, realização de fóruns em todo o Estado para debater o tema com a comunidade e lideranças do setor. Em fevereiro, foi inaugurado um novo posto de fiscalização em Campina Grande do Sul. No Acre são, aproximadamente, 3,5 milhões de bovinos que geram, anualmente, renda de R$ 1,5 bilhão. Segundo o secretário de Produção e Agronegócio, Edivan Maciel, o trabalho desenvolvido em equipe foi crucial para que o Acre vencesse todas as etapas para obter o reconhecimento de área livre de aftosa sem vacinação. “Estamos vendo o resultado, na prática, de um grande trabalho em conjunto. Agora, o nosso maior desafio é manter esse status e vamos trabalhar mais ainda para continuar melhorando a qualidade do nosso rebanho”, afirmou. Com o reconhecimento nacional, a ministra Tereza Cristina ressalta que os estados terão a oportunidade de ampliar a participação no mercado internacional. “Mais de 40 milhões de cabeças estarão prontas para exportação para mercados mais exigentes. O Brasil já é livre de aftosa com vacinação, mas esse bloco será livre sem vacinação. E isso deve melhorar o valor dos produtos desses locais para exportar para mercados como Japão, Coreia do Sul, que são mais exigentes e que não aceitam a carne bovina vacinada”, disse.

Veterinária explica como cuidar de animais de estimação para evitar doenças em dias frios

Segundo o G1 a previsão de queda brusca nas temperaturas em todo o Paraná, nesta semana, aumentou o alerta de moradores de várias regiões para os cuidados necessários com os dias frios. Quem possui animais de estimação também precisa ficar atento. A veterinária Luiza Abramides comentou, nesta quinta-feira (20), que a preocupação é maior com filhotes e animais mais velhos, que têm maior dificuldade de controlar a temperatura corporal, mas que cães e gatos de todas as idades precisam de aquecimento. Segundo a especialista, a exposição dos animais a temperaturas muito baixas pode agravar doenças como problemas respiratórios e de articulação. “Os respiratórios não só por conta do frio, mas também por conta do frio. Também há os problemas articulares que, no inverno, pioram um pouco”, disse. Veja, dicas para garantir o bem-estar dos animais de estimação em dias frios. Passeio: Evite passear com o animal em horários em que as temperaturas estão mais baixas, como o início da manhã ou o fim da tarde. Aqueça: Se o animal é mantido no quintal, cubra a casinha com uma lona, para proteger do vento e da umidade. Forre o interior da casinha com papelão e cobertores; Dentro de casa, priorize o uso de caminhas e cobertas. Hidratação: Estimule o consumo de água, distribuindo mais potes pela casa e fazendo uso de fontes, que mantêm a água em movimento. Roupas: As roupinhas, segundo a especialista, também podem ajudar, mas é preciso ficar atento para perceber se o animal vai se adaptar. É importante se atentar ao tipo de material da roupinha e ao tempo de uso. “Cuidar para não deixar muito tempo a roupinha. Apesar de ter alguns animais que sentem bastante frio, deixar muito tempo pode predispor a seborréia, dermatite e outros problemas”, comenta Luiza. De acordo com a veterinária, também é importante cuidar bem da alimentação, além de dar carinho e atenção.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto define eleição direta para presidência da OAB e candidaturas avulsas para conselhos

Folha de S.Paulo – Gata adota e amamenta cãozinho órfão após perder filhotes

G1 – Rara baleia orca branca é vista no Alasca

G1 – Tamanduá ‘Linguaruda’ é devolvida à natureza 5 dias depois de passar por cirurgia, em RO

G1 – Polícia Ambiental devolve à natureza aves que eram mantidas irregularmente em cativeiro em residência

G1 – Animais são mortos em SP e grande pegada ‘misteriosa’ intriga moradores

G1 – Calendário é alterado e vacinação contra febre aftosa no AP pretende atingir 334 mil animais

G1 – Veterinária explica como cuidar de animais de estimação para evitar doenças em dias frios

G1 – Mercado pet comemora bons números, mesmo com pandemia

Governo Federal – Cresce demanda por exportação de produtos de origem animal

Valor Econômico – Decreto abre espaço para terceirização parcial do SIF

Valor Econômico – Wassef foi advogado da JBS em inquéritos policiais, mas não representa empresa na PGR

Valor Econômico – Reoneração da folha terá impacto de mais de R$ 1 bilhão, diz ABPA

Embrapa – Onde está a produção mundial de carne bovina?

Agrolink – Sem vacinação estados devem reforçar defesa

Agrolink – SC regulamenta a produção de Linguiça Blumenau

Agrolink – Vacina contra PSA entrará em testes

Agrolink – Mais uma semana de alta nos preços dos bovinos para reposição

Agrolink – Preço do couro subiu 7,5% em uma semana

Agrolink – Boi gordo: pouca oferta de boiadas dando sustentação aos preços

Agrolink – Argentina exporta carne à China com declaração anti-covid

Anda – Protetoras criam campanha para construir novo abrigo para cães e gatos no RJ

Anda – Investigação mostra bois e vacas sendo degolados e arrastados pelo chão enquanto agonizam

Anda – MP recebe denúncia contra pista de corrida para exploração de galgos no RS

Anda – Incêndio em abrigo mata animais e entidade inicia campanha para reconstruir o local

Anda – Menino encontra lares para cães idosos: ‘ele faz o possível para que se sintam amados’

Anda – Polícia flagra matadouro clandestino com corpos de animais enterrados em área de preservação ambiental
______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »