‘Coronavírus vai impactar comércio do agro’, diz secretário do Ministério da Agricultura  

//‘Coronavírus vai impactar comércio do agro’, diz secretário do Ministério da Agricultura  
Nesta quinta-feira (12), o Canal Rural divulgou que, o coronavírus deve impactar o comércio de produtos do agronegócio, segundo o secretário de comércio e relações internacionais do Ministério da Agricultura, Orlando Leite. “A situação está evoluindo rapidamente. Isso vai ter algum impacto no comércio do agro, mas ainda não sei dizer qual será o impacto”, comentou. Apesar dessa projeção, ele informa que o setor produtivo ainda não registrou nenhum tipo de problema. “Ainda não registramos disrupções nas nossas exportações, inclusive em janeiro e fevereiro, os embarques subiram na comparação com o mesmo período do ano passado. É uma situação para monitorar de perto junto com as associações”.

Queremos cada vez mais mulheres no agronegócio, defende ministra Tereza Cristina

Responsável por alavancar a economia brasileira, o agronegócio tem ganhado, cada vez, mais a presença feminina no campo ou na condução dos negócios, destacou o portal Mapa nesta quinta-feira (12). Em todo o país, 19% dos estabelecimentos rurais já são dirigidos por mulheres, totalizando quase 947 mil que trabalham como produtoras, superando os 13% registrados em 2006, segundo dados do Censo Agro 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Os desafios são muitos e nós vamos querer cada vez mais mulheres no nosso agronegócio”, afirmou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), durante evento na sede do ministério, em Brasília, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Essas mulheres, destacou a ministra, estão fazendo a diferença e muitas tiveram que suceder seus pais e ou maridos na condução dos negócios.  Ela lembrou que, em geral, as mulheres têm jornadas duplas ou até triplas, não importando se são de baixo ou alto poder aquisitivo. “De alguma maneira, vocês são vencedoras naquilo que fazem”, se dirigindo a cerca de 100 servidoras presentes no encontro promovido pela Seção de Qualidade de Vida, ligada à Coordenação-Geral de Administração de Pessoas do Mapa. Durante o evento, a ministra assistiu a um vídeo com depoimentos de servidoras falando de como se sentem em trabalhar no Mapa. É o caso da bibliotecária Neuza Montes, que disse ter grande orgulho de trabalhar desde 1977 no Ministério. A auditora fiscal Judi Nóbrega, que é diretora do Departamento de Suporte e Normas, falou de sua satisfação de forma cantada. Em tom repentista, ela registrou seus 18 anos de trabalho no Mapa relacionando com sua vida pessoal.

Governo tenta ‘blindar’ recursos para seguro

De acordo com publicação do Valor Econômico desta sexta-feira (13), o governo estuda a possibilidade de tornar obrigatória a aplicação dos recursos reservados ao programa federal de subsídios aos prêmios do seguro rural a partir do ano que vem. A proposta está em debate entre os ministérios da Agricultura e da Economia e demais órgãos que participam da elaboração do Plano Safra 2020/21, que entrará em vigor em 1º de julho. O engessamento do orçamento da União, porém, poderá atrapalhar a estratégia da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Mais de 90% do dinheiro já está comprometido com despesas que o Executivo não pode deixar de honrar. O subsecretário de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Economia, Rogério Boueri, disse que a medida, “isoladamente, não tem condição de prosperar”. Ele confirmou que a proposta para blindar os recursos do seguro de contingenciamentos está na mesa de discussões, mas que só será possível com aval da Secretaria de Orçamento Federal (SOF) e do Tesouro. Mas, para viabilizá-la, o governo terá que cortar outras despesas. Boueri reforçou que o engessamento do orçamento atrapalha esse tipo de medida, mas que uma das prioridades do Plano Safra 2020/21 é novamente ampliar os recursos para o seguro rural. O pedido de Tereza Cristina foi de aumento de R$ 1 bilhão, em 2020, para R$ 1,5 bilhão em 2021. Ainda sobre o próximo Plano Safra, Boueri afirmou que, além do estímulo ao seguro, as diretrizes giram em torno de “fortalecer linhas de investimentos e reduzir a equalização de juros, priorizando a destinação de recursos para os pequenos produtores”. Boueri ponderou que “não quer tirar o Estado” do financiamento agropecuário, mas que as ações serão cada vez mais pautadas e com foco nos pequenos produtores e em “atividades que causam externalidade positiva”, como projetos sustentáveis.

Fornecedor de cana espera bônus para fechar conta

A maior parte dos fornecedores de cana-de-açúcar continuou dependendo de bonificações oferecidas por usinas, que não são obrigatórias, para fechar as contas sem prejuízos nesta safra, informou o Valor Econômico nesta sexta-feira (13). Segundo levantamento da consultoria Pecege, o custo médio de produção da cultura, incluindo arrendamento, que é preponderante entre fornecedores, seguiu acima do preço de referência do Consecana no acumulado da safra 2019/20 até fevereiro, apesar da diferença estar menor do que na safra passada. Do início da safra, em abril do ano passado, até o último mês, o custo médio de produção de cana ficou em R$ 103,50 por tonelada, de acordo com levantamento feito com mais de 200 fornecedores espalhados por nove Estados. No total da safra passada (2018/19), o custo unitário foi recorde e alcançou R$ 104 por tonelada. A leve redução do custo unitário nesta safra explica-se principalmente pela recuperação da produtividade média da cana nas lavouras, diluindo os custos totais, segundo dados do Pecege. Favorecido pelo clima mais favorável na temporada, o rendimento da colheita no universo de fornecedores pesquisados pela consultoria subiu de 78 toneladas por hectare na safra passada para 80 toneladas por hectare na atual. Dessa forma, enquanto o preço pago com referência no Consecana, medido por quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) – correspondente à sacarose extraída da cana – passou por uma valorização nesta safra, refletindo os preços melhores de açúcar e etanol do que na safra passada, o custo por ATR se manteve estável. Segundo o Pecege, o custo ficou, de abril a fevereiro, em R$ 0,77 por quilo de ATR, igual à última temporada. O preço recebido com base no Consecana, porém, continuou menor, em R$ 0,64 por quilo de ATR até fevereiro, embora 10% maior do que o da safra 2018/19. Ainda se trata do maior custo unitário, ao menos desde 2007/08, quando começa a série histórica da consultoria. Mas a margem negativa é a segunda menor desse período, de R$ 0,13 por quilo de ATR, ficando abaixo apenas do ciclo passado. Além do valor recebido do Consecana, que serve de referência para o pagamento de matéria-prima das usinas aos fornecedores, muitas indústrias pagam um valor adicional, acertado em contratos privados, como forma de reconhecimento ao produtor. Cada empresa acerta o seu valor, o que dificulta a avaliação sobre o quanto os pagamentos colaboram nas finanças dos produtores.

NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – Cade abre investigação contra Bayer e Monsanto por supostas condutas anticompetitivas

Canal Rural – FPA adia evento após propagação do coronavírus

Canal Rural – Confira os implementos apresentados na Feira do Cerrado

Canal Rural – Produtor de soja investe em energia solar e economiza R$ 250 mil por ano

Canal Rural – PL de recuperação judicial para produtor pessoa física deve ser votado

Canal Rural – ‘Cancelamento de feiras internacionais pode prejudicar exportação’

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Canal Rural – Com coronavírus, feiras agrícolas alteram rotina; veja o que muda!

G1 – Parecis SuperAgro tem programação focada no futuro do agro

G1 – ONU premia sistema agrícola que preserva meio ambiente em MG

Valor Econômico – Quer sair da crise? Exporte soja e milho

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Valor Econômico – Oceana eleva produção e exportação

Valor Econômico – Empresa lança plataforma para comercialização on-line de produtos da Ceagesp

Valor Econômico – Prejuízo líquido da Adecoagro caiu 69% no quarto trimestre

Mapa – Novo programa apoia a qualificação de estudantes dos cursos de ciências agrárias

Mapa – Total de cervejarias registradas no Mapa cresceu 36% em 2019 e chegou a 1.209

Mapa – Ministério estuda medidas para ajudar produtores gaúchos prejudicados pela seca

Mapa – Queremos cada vez mais mulheres no agronegócio, defende ministra Tereza Cristina

AgroLink – KWS Sementes terá lançamentos no Show Safra 2020

AgroLink – Internacionalização e novos expositores marcam Bahia Farm Show 2020

AgroLink – Qualidade da tahiti melhora e eleva cotações

AgroLink – Mercado do trigo continua estável

Embrapa – Hortaliças Panc fundamentam ações de segurança alimentar e nutricional do projeto Bahia Produtiva

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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