Consulta pública fará revisão das normas do Sistema Nacional de Sementes e Mudas  

//Consulta pública fará revisão das normas do Sistema Nacional de Sementes e Mudas  
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou em seu portal nesta quinta-feira (20), que vai receber até o dia 6 de abril sugestões para a revisão do Sistema Nacional de Sementes e Mudas (SNSM). Foi publicada nessa quarta-feira (19), a Portaria 42 que submete à consulta pública pelo prazo de 45 dias as normas do Sistema Nacional de Sementes e Mudas. O decreto 5.153 de 2004 será revisto, para simplificar os procedimentos relativos à produção de sementes e mudas e atividades posteriores, tais como o beneficiamento, a embalagem, o armazenamento, a análise, o comércio, a importação e a exportação. Segundo a coordenadora geral de Sementes, Mudas e Proteção de Cultivares do Mapa, Virgínia Carpi, “a simplificação e desburocratização das regras para a produção e a comercialização desse material de multiplicação é necessária pela dinâmica desse segmento produtor, que se desenvolveu muito nos últimos 17 anos”. “Mudaram os modelos de negócio e as empresas estão prontas para as ferramentas de autocontrole e de boas práticas”, disse. A coordenadora destaca ainda que o Brasil tem grande potencial para produção de sementes e mudas, inclusive para exportação. O setor de sementes e mudas do Brasil é o terceiro do mundo em faturamento com movimentação de US$ 7,6 bilhões/ano. Fica atrás apenas dos Estados Unidos com US$ 12 bilhões e a China com US$ 10,8 bilhões. Nas safras 2018/2018 e 2018/2019, a produção estimada de sementes foi da ordem de 4.802.675 toneladas e 7.992.609 toneladas, respectivamente. 2.200 produtores fornecem sementes e 4.663 são responsáveis pelas mudas.  A minuta para o novo decreto encontra-se disponível na página eletrônica do Mapa: www.agricultura.gov.br (menu Acesso à Informação, menu Participação Social, submenu Editais e Consultas Públicas) ou acesso pelo link direto. As sugestões, tecnicamente fundamentadas, deverão ser encaminhadas para o endereço de e-mail: consultapublica.cgsm@agricultura.gov.br, com o assunto “Consulta Pública Decreto Sementes e Mudas”.

Recursos do pré-custeio permitem que produtores se planejem melhor, diz ministra

A disponibilização de R$ 15 bilhões pelo Banco do Brasil para o pré-custeio 2020/2021 vai ajudar os produtores rurais a se programarem melhor para ter mais lucratividade. A avaliação é da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que participou nesta quinta-feira (20) do anúncio da liberação dos recursos. “Essa antecipação, esse custeio, possibilita que o produtor possa fazer as contas e que tenha maior lucratividade no final da sua safra, do seu plantio, da sua atividade, podendo se programar, comprando e transportando na hora certa. Todos os bancos que financiam o agronegócio brasileiro deveriam seguir esse exemplo”, disse a ministra. Segundo o portal Mapa, os recursos serão disponibilizados para a compra antecipada de insumos e serão destinados aos clientes produtores rurais para financiamento das lavouras de soja, milho, algodão, café, arroz a cana-de-açúcar. As operações poderão ser contratadas com recursos controlados com taxas a partir de 6% ao ano e, alternativamente, com recursos não controlados (Letra de Crédito do Agronegócio) com taxas a partir de 6,1% ao ano. A ministra também agradeceu o apoio do presidente Jair Bolsonaro e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pela sensibilidade para ajudar o agronegócio brasileiro. Ela disse que está discutindo com a área econômica do governo para que sejam disponibilizados R$ 1,5 bilhão em 2021 para a subvenção ao seguro rural. “Gostaríamos de R$ 1,5 bilhão ou até um pouco mais, estamos discutindo com o Ministério da Economia, e conto com a sensibilidade do ministro Paulo Guedes. É uma política que a economia vê com bons olhos, pelo que representa a agricultura e pelos resultados positivos”, disse Tereza Cristina. Para 2020, está previsto R$ 1 bilhão para o programa, maior valor para subvenção desde sua criação.

Técnicos agrícolas podem ser prestadores de assistência técnica e extensão rural

A Lei nº 13.639, de 26/3/2018, criou o Conselho Federal dos Técnicos Industriais, o Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas, os Conselhos Regionais dos Técnicos Industriais e os Conselhos Regionais dos Técnicos Agrícolas, desvinculando esses profissionais dos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREAs). Com base na Lei nº 13.639, de 2018, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) estabeleceu que a vinculação dos profissionais de nível médio aos CREAs se encerraria em 17/2/2020. Diante disso, para que os técnicos agrícolas não fiquem impedidos de prestar assistência aos produtores que queiram tomar recursos no sistema nacional de crédito rural e, dessa forma, essas operações não sejam inviabilizadas, com reflexos negativos para a safra em curso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou alterações no Manual de Crédito Rural (MCR) para mencionar o Conselho Federal ou Regional de Técnicos Agrícolas entre os conselhos cujos filiados estão habilitados a prestar esse serviço. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) destacou nesta quinta-feira (20) que os técnicos agrícolas já prestavam serviços de assistência técnica nas operações de crédito rural.

Drones e satélites auxiliam monitoramento de lavouras

Recursos do sensoriamento remoto estão sendo empregados para monitorar os sistemas de produção no campo nas microbacias do Paraná. Com isso, pesquisadores estão conseguindo observar o grau de adoção de boas práticas conservacionistas e acompanhar o desempenho desses sistemas, informou o portal AgroLink nesta sexta-feira (21). Para isso, o pesquisador Júlio Franchini, da Embrapa Soja (PR), está combinando imagens de satélite e de drones para incrementar as avaliações sobre o manejo de solo em uma área de 250 mil hectares, nos municípios de Cambé, Sertaneja, Sertanópolis e Primeiro de Maio. O objetivo é criar padrões para monitorar em tempo real o que está ocorrendo no campo. Para isso, o cientista está estabelecendo critérios para diferenciar detalhes dos sistemas de produção adotados e, no futuro, automatizar o processo. Nas imagens é possível identificar as culturas utilizadas e detalhes de manejo como, por exemplo, se a área foi gradeada ou escarficada. “Poderemos dispensar a vistoria a campo, que ainda é necessária, e assim ampliar a escala que hoje está sendo aplicada no norte do Paraná, para as demais regiões”, explica Franchini. O pesquisador vem utilizando as imagens disponibilizadas pelo Serviço Americano De Geologia, do satélite Landsat 8, e pela Agência Espacial Europeia, do satélite Sentinel-2. Ambos fornecem uma frequência de imagem de aproximadamente cinco dias. “As imagens de satélite cobrem uma área extensa, mas nem sempre permitem boa visibilidade, por causa das nuvens”, comenta o cienstisa. Por isso, o trabalho é completado com imagens produzidas com drones. A resolução das imagens de satélite estão na faixa de dez metros, enquanto as de drones chegam a cinco centímetros. “Com os drones, sobrevoamos a 500 metros de altitude e, por isso, não há a interferência das nuvens para obtermos mais detalhes. Conseguimos ter uma visão muito aproximada da realidade, ou seja, como os produtores estão conduzindo seus sistemas de produção”, relata. Comparando os dados de imagem obtidos em 2018 com os de 2019, Franchini pretende identificar o quanto os resultados de pesquisa e as ações de transferência de tecnologia estão impactando na melhoria dos sistemas de produção. “Nossa ideia é melhorar a adoção de práticas conservacionistas de manejo do solo, começando pelo Paraná, e depois expandir para outras regiões”, destaca. Uma prática cuja adoção tem aumentado é o uso do consórcio de milho segunda safra com braquiária. “Nas imagens obtidas após a colheita do milho é possível identificar as áreas de consórcio com braquiária, uma vez que sua coloração verde é facilmente distinguida em relação às áreas de milho solteiro”, revela.

NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – Coronavírus traz incertezas sobre acordo agrícola nos EUA com China

O Estado de S.Paulo – Israel retira proibição às exportações palestinas

Valor Econômico – Clima afeta manga e uva no Vale do São Francisco

Valor Econômico – Áreas de cultivo de milho e soja vão crescer nos EUA

Mapa – Recursos do pré-custeio permitem que produtores se planejem melhor, diz ministra

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Embrapa – Técnicos do Senai são treinados para avaliar produtores de cachaça artesanal de Goiás que buscam diferencial

Embrapa – Estudos da Embrapa contribuem para tomada de decisões sobre clima e agricultura de Rio Branco

Embrapa – Artigo: As exportações brasileiras de frutas frescas

AgroLink – Drones e satélites auxiliam monitoramento de lavouras

AgroLink – Demanda crescente estimula a produção orgânica

AgroLink – Precificação de carbono não garante cumprimento do Acordo de Paris

AgroLink – Piccin leva implemento rosa para Expodireto

AgroLink – Paraná deve ter recorde de soja

AgroLink – Aroma das plantas é resposta à predadores

AgroLink – Produção global de arroz tem queda

AgroLink – Produção de trigo no Cerrado tem potencial para crescer 20 vezes

AgroLink – Pesquisadores avaliam vulnerabilidade do sistema alimentar com clima

Notícias Agrícolas – Conab tem novo presidente

Notícias Agrícolas – Índios, agricultores e ambientalistas defendem pagamento por serviços ambientais

Notícias Agrícolas – Agricultura está recebendo sugestões para revisão do SNSM

Notícias Agrícolas – GenesisGroup e AgroSafety associam-se para fortalecer a segurança agroalimentar na cadeia produtiva

Notícias Agrícolas – Recursos do pré-custeio permitem que produtores se planejem melhor, diz ministra

Notícias Agrícolas – Produção de celulose no Brasil recua 7,2% em dezembro

Notícias Agrícolas – Óleo de palma: exportação da Malásia recua 2,8% entre 1º e 20 de fevereiro

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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