Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e empresários apresentam demandas do setor de pescados ao ministro da Economia  

//Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e empresários apresentam demandas do setor de pescados ao ministro da Economia  
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e empresários do setor de pescados apresentaram, nesta quinta-feira (14), ao ministro da Economia, Paulo Guedes, os principais entraves que a cadeia produtiva tem vivenciado nesse momento de pandemia do coronavírus. A principal demanda é que o crédito chegue até o produtor, explicou o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Eduardo Ono. “Apresentamos ao ministro a dificuldade que os produtores têm de acessar o crédito. Apesar de o Governo Federal disponibilizar um recurso de custo baixo ao sistema bancário, esse crédito não está chegando à ponta por muitos entraves burocráticos dos bancos.” Outro ponto discutido na reunião foi a necessidade de uma linha de crédito emergencial para os produtores que estão com problemas para comercializar a produção. “Quando o produtor tem dificuldade na comercialização, ele entra em uma crise de fluxo de caixa porque tem despesas bastante pesadas, principalmente com ração e mão de obra. Ou seja, o atraso na venda cria a necessidade de um capital de giro extra”, afirmou Ono. Segundo ele, Paulo Guedes disse que o governo deve anunciar em breve um programa de ajuda às empresas, com capital de giro de até 30% do faturamento anual. Com o fechamento do setor de turismo e paralisação das viagens de negócios, houve uma queda significativa nas vendas do segmento. “Esse socorro vai trazer fôlego para as empresas superarem esse momento da pandemia, considerando que o segmento vende parte significativa dos produtos para o setor de food service”, ressaltou Eduardo Ono. A garantia para o financiamento do custeio foi outro item da pauta com Guedes. Historicamente, o peixe que está na criação não serve como garantia para o financiamento do custeio como acontece com o boi na pecuária. “Existem vários entraves para isso, mas o ministro se comprometeu a verificar essa situação, até porque o peixe e o camarão se enquadram nas mesmas regras do plantel pecuário”, afirmou o presidente da Comissão da CNA. A reunião aconteceu por videoconferência organizada pela Frente Parlamentar em Defesa do Pescado na Câmara dos Deputados. Também participaram do encontro os presidentes da Frente, deputado federal Luiz Nishimori, da Câmara Setorial de Produção e Indústria de Pescado do Ministério da Agricultura, Eduardo Lobo, e da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão, Itamar de Paiva Rocha. Como encaminhamento da reunião, a CNA e o setor da pesca enviarão um documento com as solicitações do segmento para o Ministério da Economia.

Resistente à pandemia, preço do boi poderá ganhar força no 2º semestre

A oferta restrita de boi gordo e a demanda aquecida da China pela carne bovina brasileira conseguiram segurar as cotações do gado mesmo com a pandemia da covid-19 e seus reflexos negativos sobre o consumo doméstico – especialmente para os cortes mais nobres. Analistas consultados pelo Valor Econômico, nesta sexta-feira (15), avaliam que os preços do boi gordo ganharão força no segundo semestre, quando a piora sazonal dos pastos já costuma reduzir a oferta. Além disso, a tendência é que os pecuaristas enviem menos animais para os confinamentos – sistema intensivo de engorda com alimentação baseada em grãos. No Brasil, a oferta de gado de confinamento se concentra no segundo semestre – em geral, 15% do gado abatido de junho a dezembro vem do sistema intensivo, de acordo com estimativas do setor. Para os confinadores, o problema é que os custos com ração e boi magro estão altos e o preço do boi gordo no mercado futuro da B3 é pouco atraente para as operações de hedge, disse Lygia Pimentel, sócia-diretora da consultoria Agrifatto. O momento também é de maior volatilidade, o que encarece a compra de opções na bolsa e exige mais caixa para os ajustes diários no mercado futuro, explicou Lygia, autora de um livro recém-lançado sobre o hedge para pecuaristas. Em entrevista ao Valor, o analista César Castro Alves, do Itaú BBA, admitiu ter ficado surpreso com o nível de resistência dos preços do boi gordo, sobretudo quando se considera que a fraqueza do mercado interno fez forte pressão sobre as cotações de frangos e suínos, que recuaram mais de 20% no mês passado – nas primeiras duas semanas de maio, as cotações ensaiaram uma recuperação. No caso do boi gordo, o preço médio ficou estável. No Estado de São Paulo, referência para o restante do país, o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 199,56 por arroba em abril, leve baixa de 0,3% ante o mês anterior, mas alta de quase 27% na comparação anual. No acumulado de maio, a cotação média do boi gordo está em R$ 200,16, ligeiro aumento de 0,3%. Na avaliação de Alves, a diferença de comportamento entre as proteínas está relacionada ao cenário de oferta, restrita para o boi e ampla para aves e suínos – ao menos neste primeiro semestre. Nesse cenário, os abates estão caindo, o que reduz a oferta de carne bovina, segurando o preço do produto também ao consumidor. Ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que os frigoríficos do país abateram 7,2 milhões de bovinos no primeiro trimestre, queda de 9,2% na comparação com o mesmo período de 2019. Os abates de frangos e suínos cresceram 4,8% e 5%, respectivamente. A produção em Mato Grosso, dono do maior rebanho bovino do país, dá uma dimensão da menor oferta de gado. Conforme a Agrifatto, os abates no Estado caíram 25% na comparação anual, chegando ao menor nível desde maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros.

Senadores querem o fim de fazendas industriais nos EUA até 2040

A senadora Elizabeth Warren anunciou, nesta sexta-feira (15), que assinou a proposta do senador vegano Cory Booker para a abolição total da agricultura industrial em todos os Estados Unidos até 2040. Segundo o portal Anda a proposta incita grandes redes do sistema agrícola a pararem de expandir seus negócios e dá 20 anos para que esses setores busquem novas operações e empreendimentos alternativos. Warrem afirma que não é economicamente saudável e ético que grandes empresas engulam as menores e tomem o controle do mercado e tenham tanta influência na política e no consumo no país. “Precisamos atacar essa consolidação de frente e dar aos trabalhadores, agricultores e consumidores poder de barganha em nosso sistema agrícola e alimentar. Fico feliz em fazer parceria com o senador Booker”, disse. Booker também comentou a iniciativa: “Nosso sistema alimentar não foi quebrado pela pandemia e não foi quebrado por agricultores familiares independentes. Foi quebrado por grandes empresas multinacionais como Tyson, Smithfield e JBS que, devido ao seu poder de compra e tamanho, exercem uma influência indevida sobre o mercado e as políticas públicas”, disse. O senador citou ainda a política atual que impulsiona esse tipo de setor que explora animais e seres humanos. “Essa influência indevida estava em plena exibição com a recente ordem executiva do presidente Trump, priorizando os lucros dos frigoríficos sobre a saúde e a segurança dos trabalhadores”, concluiu.

Casqueamento de caprinos e ovinos ajuda a manter a produtividade dos rebanhos

Entre os manejos que têm impacto na produtividade dos rebanhos de pequenos ruminantes, criados a pasto ou confinados, está o casqueamento, prática que consiste em aparar os cascos dos caprinos e ovinos a fim de evitar doenças ou corrigir a forma de o animal pisar no chão, informou o portal da Embrapa nesta quinta-feira (14). “Esses animais são essencialmente andarilhos porque selecionam o que comem e andam muito para isso. Com os cascos sadios, eles não terão dificuldades para se alimentar. Nos rebanhos confinados, com alimentos à disposição, o problema são doenças no casco ou dores que os impedem de comer direito”, explica Alexandre Monteiro, médico-veterinário da Embrapa Alexandre Monteiro.  Ele afirma que incluir esse manejo na rotina da propriedade evita gastos extras e não planejados com medicamentos para tratamento de enfermidades ou dores nos animais. Para fazer o manejo de forma rotineira, o criador vai ter custo com um kit de casqueamento mais simples, composto por uma faca de quatro ou cinco polegadas ou um canivete, grosa e lima, cujo valor fica em torno de R$ 80,00. Um conjunto mais elaborado, com uma faca ou canivete, tesoura para cascos, grosa e lima, chega a R$ 250,00. “Todo esse material é fácil de encontrar e deve ser para uso exclusivo neste manejo, a fim de prolongar o fio das facas e canivete e o corte da tesoura, além de evitar a contaminação. Lembrando que a faca deve ser sem ponta, portanto o manejador deve limá-la até que a ponta desapareça”, afirma Monteiro. A prática pode ser feita por qualquer pessoa que tenha o treinamento adequado. Para decidir se este é um manejo importante para seu rebanho, o criador precisa avaliar o tipo de superfície em que os animais vivem. As pesquisas indicam que em sistemas extensivos ou semiextensivos ocorre um desgaste maior dos cascos. Já nos sistemas intensivos o desgaste é menor. Assim, cabe ao criador ou a um técnico experiente vistoriar os animais para definir com que periodicidade será necessário fazer o casqueamento. Não existe uma idade ideal para iniciar a prática nos animais. Após desmamados, os pequenos ruminantes devem ser avaliados para verificar se o crescimento dos cascos está lhes causando algum incômodo. O médico-veterinário da Embrapa afirma que, quando não há um desgaste dos cascos, o crescimento pode ocorrer de forma desordenada, ocasionando dificuldade na pisada e forçando tendões e músculos dos animais, que estão em processo de formação dos ossos. Isso prejudica sua postura e movimentação, causando dor e, consequentemente, diminuindo o ganho de peso. Segundo Monteiro, há casos em que é necessário o descarte do animal. Em sistemas de criação extensivos ou semiextensivos, a orientação é fazer o casqueamento pelo menos duas vezes por ano, antes das chuvas e após o período chuvoso. “Isso não quer dizer que o criador não possa realizar o manejo em animais específicos quando perceber a necessidade durante a inspeção”, explica Monteiro.  Em criatórios onde prevalece o sistema intensivo, principalmente aqueles que têm apriscos ou currais suspensos, o ideal é manter uma escala de casqueamento regular com intervalo de 60 dias. Como o manejo é trabalhoso em rebanhos grandes, o criador deve se guiar pela observação do desgaste ou crescimento dos cascos dos animais. Na ocorrência de pododermatite, doença infecciosa que atinge esses animais, devem ser seguidas as recomendações de um médico-veterinário porque, nesses casos, apenas o casqueamento não resolverá o problema. Aparar os cascos de caprinos e ovinos com as ferramentas adequadas evita o surgimento de doenças. Aliado ao casqueamento, é importante o uso do pedilúvio para manter a saúde dos cascos dos animais.

NA IMPRENSA
O Globo – Coronavírus: cães são treinados para farejar infectados assintomáticos na França

O Globo – Coronavírus: Niterói prorroga medidas de restrição de circulação até 20 de maio

CNA – CNA e empresários apresentam demandas do setor de pescados ao ministro da Economia

Valor Econômico – Aumenta concentração da produção brasileira de leite

Valor Econômico – Variação cambial leva JBS a prejuízo de R$ 5,9 bilhões 1º trimestre

Valor Econômico – “Não sabemos se o pior já passou”, diz CEO da JBS nos Estados Unidos

Valor Econômico – Resistente à pandemia, preço do boi poderá ganhar força no 2º semestre

Embrapa – Casqueamento de caprinos e ovinos ajuda a manter a produtividade dos rebanhos

Embrapa – Possibilidades para o mercado da carne bovina, pós-pandemia

Embrapa – Projeto internacional de aquicultura apresenta seus primeiros resultados

AgroLink – Projeto internacional de aquicultura apresenta seus primeiros resultados

AgroLink – Rio Grande do Sul e Pará participam de intercâmbio virtual sobre pecuária leiteira

AgroLink – Queda no preço do boi gordo em São Paulo

AgroLink – Mais uma semana de alta da carne bovina no atacado

AgroLink – Mercado de suínos reagiu em maio

AgroLink – Agrotins 2020 100% Digital terá leilão e exposição virtual

AgroLink –  Investimento em proteína alternativa dos EUA superará 2019

Anda – ANDA se junta a mais de 800 entidades internacionais para exigir o fim das touradas

Anda – Zoo de ‘Tiger King’, da Netflix, reabre as portas em meio à pandemia

Anda – Cabras são atacadas com flechas enquanto buscavam alimento

Anda – Senadores querem o fim de fazendas industriais nos EUA até 2040

Anda – Salvo de ser sacrificado, cachorro cuida de filhotes de gato resgatados

Anda – Após anos de exploração, elefanta Lady tem sua história contada em documentário

Anda – Elefanta Mara chega à santuário e inicia nova vida após décadas de exploração

Anda – Destruição da Amazônia pode levar a surgimento de nova pandemia, diz cientista

G1 – Witzel sanciona lei que determina utiliação de luvas, máscaras e álcool em gel em estabelecimentos do RJ

G1 – Cachorrinho recebe carta de vizinho de 10 anos se oferecendo como ‘babá’ de pet

G1 – Pandemia do coronavírus provoca cancelamento da Exposição de Animais de Presidente Prudente neste ano

G1 – Acha Meu Pet mostra animais de estimação perdidos

G1 – Prefeitura do Rio incentiva adoção de animais durante quarentena

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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