Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende inclusão do setor agropecuário em projeto que prorroga incentivos de ICMS

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu, na quarta-feira (16), a inclusão do setor agropecuário no Projeto de Lei Complementar (PLP) 5/2021, que prorroga por 15 anos os incentivos fiscais vinculados ao ICMS, destinados à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais. O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, participou de audiência pública para debater os impactos do PLP, de autoria do deputado Efraim Filho (DEM-PB). Segundo Conchon, o pleito da Confederação é contemplar apenas os produtos in natura que foram impactos com o fim dos benefícios a partir de 31 de dezembro de 2020. “Houve significativo aumento da carga tributária desses produtos nas operações interestaduais. Consequentemente a rentabilidade de pequenos e médios produtores rurais caiu, pois os produtos mais impactados foram os que são destinados ao mercado doméstico, como mandioca, tomate, feijão, leite cru e suínos vivos, e que são produzidos por essa classe de produtores”, disse. De acordo com Renato, o consumidor brasileiro já percebe o repasse do aumento dos custos de produção no produto final. “No acumulado dos últimos 12 meses, o preço da carne suína sofreu alta de 31%, o da mandioca 21,7% e o do leite longa vida 10%, muito por conta do aumento da tributação sobre esses alimentos”. O coordenador do Núcleo Econômico da CNA explicou ainda que o pedido da entidade não prejudicará a arrecadação dos estados de maneira que comprometa o caixa, mas que a medida vai propiciar mais renda aos pequenos e médios produtores, além de reduzir o custo de vida da população brasileira.

Exportações brasileiras do agro batem novo recorde

As exportações do agronegócio brasileiro permaneceram firmes e alcançaram US$ 13,9 bilhões em maio, 33,7% mais que no mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, informou o Valor Econômico nesta quinta-feira (17). Conforme a Pasta, foi um novo recorde para meses de maio, diretamente influenciado pelas elevadas cotações das commodities no mercado internacional. Mesmo assim, e como já havia acontecido em abril – outro mês de recorde -, a participação do setor nas exportações totais do país caiu para 51,7%, ante 59,5% em maio de 2020. As importações do agro também aumentaram – 45,9%, para US$ 1,2 bilhão -, e com isso o superávit mensal setorial chegou a US$ 12,7 bilhões, com crescimento de 32,7%. Os embarques de soja e derivados (farelo e óleo) se recuperaram definitivamente do ritmo lento do primeiro trimestre, provocado pelo atraso da colheita do grão nesta safra 2020/21, e registraram alta de 53,5% em maio, para US$ 8,3 bilhões. “O cenário internacional da soja em grão reflete baixos estoques americanos e elevadas aquisições chinesas. Esse panorama resultou em preços superiores a US$ 16 por bushel na bolsa de Chicago em maio, valor nominal mais alto desde setembro de 2012”, informou o ministério. No total, as exportações de soja em grão atingiram o recorde de 16,4 milhões de toneladas no mês passado (a China absorveu 11,2 milhões), 16,3% mais que em maio de 2020, e geraram US$ 7,3 bilhões (+ 56,3%). Entre os demais grupos de produtos mais exportados pelo agro brasileiro, os florestais registraram aumento de 22,8%, para US$ 1,3 bilhão, açúcar e etanol avançaram 16,3%, para US$ 899,3 milhões, e café caiu 8,5%, para US$ 474,2 milhões. No total, a China foi o destino de 45,8% da receita dos embarques do agronegócio brasileiro no mês de maio, ou US$ 6,4 bilhões. Com os fortes aumentos de abril e maio, nos primeiros cinco meses do ano as exportações brasileiras do agro chegaram a US$ 50,2 bilhões, 21,9% mais que em igual intervalo do ano passado. As importações cresceram 15,1% na comparação, para US$ 6,2 bilhões, e assim o superávit foi 23% maior (US$ 44 bilhões).

Índice vai mensurar uso de soluções digitais no campo

Foi lançada nesta terça-feira (15) a primeira ferramenta para medir o uso de soluções digitais pelos agricultores brasileiros, o Índice de Digitalização e Tecnologia (IDT). A plataforma pretende coletar dados de 5 mil produtores de soja de todo o país e quantificar a aplicação de tecnologia no campo. O objetivo é ajudar o setor produtivo a adotar e difundir tecnologias de agricultura 4.0. O IDT foi desenvolvido pelo Projeto Aquarius, uma iniciativa público-privada com 21 anos de atuação em agricultura de precisão. Drakkar, Stara, Cotrijal, OWS e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) participam do projeto, que tem a coordenação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Para o levantamento, os produtores participarão de uma pesquisa virtual. As respostas vão gerar um índice médio de digitalização, que poderá ser comparado em escalas nacional, estadual e regional. Os agricultores também terão acesso a uma “bússola” para orientar a adoção de tecnologias e a tomada de decisão de acordo com as “deficiências” apontadas no questionário, com opções detalhadas de medidas a serem implementadas caso a caso. O site vai apresentar ao público o mapa e o ranking de digitalização do Brasil, que terão atualização em tempo real. A meta é também ajudar governo e iniciativa privada a criarem programas de acordo com a realidade tecnológica e a necessidade de cada lugar. “Queremos fazer um diagnóstico do processo de digitalização no agronegócio brasileiro”, disse ao Valor Econômico Alan Acosta, subcoordenador do Projeto Aquarius. O IDT é medido por meio de um algoritmo, já testado com 50 produtores e com precisão de 90%. Para participar, o produtor faz um cadastro simples na plataforma e responde a três fases de perguntas sobre a adoção de tecnologias digitais na sua atividade. As questões abordam temas como acesso à internet na fazenda, registro digital da produtividade nos últimos três anos, uso de sensores e mapas de colheita, contratação de consultorias e adoção da internet das coisas na produção. Cada resposta tem uma pontuação. Ao final, o produtor é informado sobre seu IDT, que varia de 26 a 193 pontos. A partir do resultado, o agricultor recebe orientações personalizadas sobre como melhorar seu nível de digitalização. O presidente da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsBraAP), Marcos Ferraz, diz que o IDT pode ajudar a resolver um dos entraves atuais do setor, que é a falta de conhecimento dos produtores sobre os ganhos trazidos pela adoção das tecnologias.

Governo pode rever legislação para melhorar regra da validade dos alimentos, diz ministra

O governo pode rever a legislação para melhorar a regra da validade dos alimentos, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no 1º Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, promovido nesta quinta-feira (17) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O desperdício de alimentos foi eleito o principal problema da cadeia de produção e abastecimento durante o painel do qual ela e o ministro da Economia, Paulo Guedes, participaram. Segundo o Valor Econômico ela afirmou que dará uma resposta em 15 dias e falou na criação de um grupo interministerial para discutir o tema. O ministro da Economia, Paulo Guedes, concordou com o posicionamento de Tereza Cristina e comentou que o desafio é conectar o desperdício com os grupos que necessitam de alimentos. O ministro da Cidadania, João Roma, participou do início do evento da Abras, enquanto o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cuja presença estava prevista, acabou não comparecendo. Tereza Cristina afirmou também que os avanços na rastreabilidade e sanidade de alimentos, além da redução do desperdício, são os principais desafios da cadeia de produção e abastecimento do país. A ministra comentou que os consumidores, tanto os internos quanto os externos, estão cada vez mais preocupados em saber como o alimento foi produzido. Por isso, a rastreabilidade e a sanidade são pontos fundamentais para avançar. Outro ponto é o desperdício de alimentos ao longo da cadeia. “Temos uma população de renda baixa e temos de melhorar a entrega a toda essa população”, afirmou.

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