Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debate Reforma Tributária e os impactos nas cadeias produtivas do agro

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quinta-feira (3), de um evento promovido pela PwC Brasil para discutir os impactos das propostas de reforma tributária nas cadeias produtivas do agro. Foram convidados para o debate o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Evandro Gussi, e o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar. No encontro online, as sócias da PwC Brasil, Ana Malvestio e Mayra Theis, falaram sobre o Projeto de Lei 3887/2020, do Governo Federal, que traz como principal proposta a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que incidirá sobre a receita bruta de bens e serviços  e receitas decorrentes de acréscimos. “Um dos principais impactos da proposta é com relação à tributação de insumos agropecuários, como adubos, fertilizantes e maquinário agrícola. Uma consequência disso é o aumento dos custos de produção do produtor e a necessidade de maior fluxo de caixa”, disse Malvestio. Mayra Theis afirmou que o projeto de lei também trata da questão de saldos credores dos impostos PIS e Cofins. “A nossa dúvida é se os saldos credores existentes poderão ser compensados com a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços”. Ainda sobre a CBS, o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, disse que uma das preocupações do setor é com o efeito de cumulatividade. “Com a alíquota em 12%, a redução do crédito presumido e, sobretudo, o aumento do custo pela desoneração dos insumos que passarão a ser tributados, teremos sérios problema de cumulatividade na CBS”. Conchon explicou que a grande questão é que a CBS e até o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), das duas PECs que tramitam no Congresso Nacional, vão afetar o produtor com a cumulatividade pelo gasto com mão de obra. O coordenador citou dados do Projeto Campo Futuro para exemplificar os custos do produtor com mão de obra. “Em Gaxupé, por exemplo, a mão de obra é responsável por 36% dos custos do produtor de café. A tributação exigida aos insumos agropecuários e aos produtores rurais deverá afetar significativamente esses custos e refletir em maior pressão no Plano Agrícola e Pecuário (PAP), já que os produtores precisarão de mais recursos para custeio da safra”. O presidente da Abiove, André Nassar, falou dos impactos das PECs 45 e 110 de 2019 para o setor agropecuário. “Essas propostas vão gerar um acúmulo de crédito de exportação gigantesco. Se esse crédito não for restituído rapidamente, vai desestruturar uma cadeia produtiva até a ponta”. Para o presidente da Unica, Evandro Gussi, o setor agropecuário precisa de uma reforma que simplifique e organize o sistema tributário brasileiro. “Para o setor de açúcar, a alíquota zero seria uma solução menos danosa. Não podemos resolver um problema criando outro”.

Presidente da Embrapa destaca papel da pesquisa agropecuária no futuro da alimentação

Nesta quinta-feira (3), a Embrapa destacou que, o presidente, Celso Moretti, fez palestra técnica sobre os desafios da inovação, em evento promovido pela Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás, GO) e Embrapa Florestas (Colombo, PR) na manhã de terça-feira (1). Moretti mostrou que, investindo em ciência, tecnologia e inovação agropecuária o Brasil continuará sendo um país ainda mais importante na alimentação do planeta. Celso Moretti destacou as cinco décadas recentes de inovação agropecuária no Brasil a partir da ciência que tiraram o país da condição de importador de alimentos, onde predominava a insegurança alimentar, crises de abastecimento e pobreza rural, para a condição de grande exportador de alimentos e gerador de tecnologias. A partir deste histórico, ele apresentou cinco cenários distintos que deverão, de algum modo, induzir as pesquisas e contribuições da Embrapa. Para o presidente da Embrapa a produção de alimentos, fibras e bioenergia no cinturão tropical continuará sendo um dos grandes desafios por conta das mudanças climáticas, e das intempéries do solo devido ao calor, a temperatura e a chuva. Na visão dele, isso envolve também maior pressão de pragas e doenças que estão mais propicias à multiplicação, comparado aos climas de inverno europeus, onde a neve e o frio ajudam a controlar melhor as pragas e doenças no campo. “Em cinco décadas o Brasil foi capaz de criar um modelo sustentável e competitivo de agricultura tropical, sem paralelo no mundo. Tudo isto só foi possível porque temos um sistema de pesquisa e inovação agropecuária no qual fazem parte Embrapa, universidades federais, estaduais e privadas, o sistema estadual de pesquisa agropecuária e, obviamente, o setor privado que compõem este robusto sistema de pesquisa e inovação agropecuária”. O modelo brasileiro de agricultura movida a ciência tem alavancado a agropecuária nestes quase 50 anos, em que o sistema público de pesquisa se destaca como modelo de inovação aberta e baseada em processos de pesquisa, desenvolvimento e inovação que tem gerado um volume de entregas vigorosos para a sociedade brasileira. O presidente destacou, como exemplo, a fixação biológica de nitrogênio que possibilitou a milhões de hectares de soja no Brasil não precisarem de adubo nitrogenado. A tecnologia gerou uma economia de 22 bilhões de reais, só em 2019, e o país deixou de emitir 100 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, contribuindo com a mitigação de gás de efeito estufa. “Isto mostra que, só com uma tecnologia desenvolvida, é capaz de pagar seis anos de orçamento de pesquisa da Embrapa. Atualmente o país investe 1,2% do PIB em ciência, tecnologia e inovação. Isto nos coloca em 14º lugar em geração de conhecimento, mas o Brasil hoje ocupa o 66º lugar em inovação”.

Tecnologias agem contra agentes externos na safra

Fatores ambientais como o clima são o que mais impactam a qualidade da safra. Ferramentas tecnológicas auxiliam a driblar esses efeitos e ter melhores resultados na colheita, destacou o portal Agrolink nesta sexta-feira (4). Sistemas cada vez mais modernos permitem prever fenômenos e manejar corretamente a lavoura. As dicas são da CEO do centro de inovação do agronegócio, Orchestra Innovation Center, Nathália Secco. Uma das ferramentas mais utilizadas na atualidade é o monitoramento com estações meteorológicas. Modernos sensores captam fatores com vento, umidade, chuva, sol e pressão atmosférica de forma a antecipar as mudanças do clima e fazer um plano de gerenciamento. Ainda aliado ao clima fatores como a estiagem costuma trazer perdas severas. O uso de irrigação pode ser uma boa solução. Se o investimento em irrigação por pivô costuma ser cara, é possível fazê-la com drones. A tecnologia pode driblar tanto a falta quanto o excesso de água, já que possuem sensores acoplados capazes de identificar com precisão áreas que demandam mais ou menos água e ser de grande ajuda para pequenos produtores em épocas de seca. A aplicação dos defensivos também deve ser observada. São produtos de alto valor no cultivo e devem ser aplicados de forma correta para evitar perdas, deriva e não sobrecarregar o solo. Sensores de agricultura de precisão orbitais, aéreos e terrestres podemos contar com a aplicação à taxa variável de herbicidas. Essa tecnologia tem sido grande aliada do produtor por meio de sistemas de mapeamento e análises de amostragens do solo, sendo possível identificar a real necessidade de cada talhão e garantir a distribuição correta do insumo. Hoje já existem startups que trabalham exclusivamente com tecnologias voltadas a aplicações localizadas de fácil acesso em diversas regiões. Outra alternativa que ganha espaço é a agricultura vertical. Praticada em ambiente fechado e protegido, em camadas verticais, as instalações simulam o clima ideal, oportunizando o controle total da produção. O modelo ainda pode ser sustentável com uso de energia solar e reuso de água.

Produção e venda de máquinas tem queda

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) divulgou nesta sexta-feira (4) os números referentes ao setor, que inclui máquinas agrícolas e rodoviárias. Segundo o portal Agrolink no levantamento este foi o segmento menos prejudicado na pandemia graças ao bom desempenho do agronegócio brasileiro. As vendas internas apresentaram leve recuo de 2,7% em agosto, mas no acumulado do ano elas atingiram 28,5 mil unidades, 1,8% a mais que o mesmo período de 2019.  Em relação a agosto do ano passado foi registrada alta de 4,8%. O mês fechou com 4,2 mil unidades comercializadas. Por outro lado, a queda acumulada de 33,9% nas exportações prejudicou a produção, que encolheu 21,5% nos oito primeiros meses deste ano. Em agosto queda de 0,1%, com US$ 667,7. A produção no mês teve queda considerável de 15% em relação a julho e de 22,1% em relação a agosto do ano passado. Foram produzidas 4,4 unidades. “Isso não acende uma luz amarela porque o agronegócio é forte e está ávido pelo consumo. Empresas tiveram problemas com fornecedores e algumas unidades trabalham com menos capacidade devido a pandemia”, destaca o vice-presidente da Anfavea, Alexandre Bernardes.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Supermercados alertam para alta de 20% na cesta básica e cobram governo

O Estado de S.Paulo – ‘É possível melhorar a preservação da Amazônia’, diz general Heleno

O Estado de S.Paulo – Com modelo que une sustentabilidade e inovação, cleantechs avançam no País

Valor Econômico – Exportação de milho já puxa alta dos fretes em setembro

Valor Econômico – Louis Dreyfus Company negocia venda de participação para fundo de Abu Dhabi

Valor Econômico – Índice de preços globais de alimentos da FAO volta a subir e volta ao patamar de fevereiro

Valor Econômico – Área semeada com arroz no Rio Grande do Sul deverá crescer 3,5%, diz Irga

Valor Econômico – Grupos brasileiros disputam usina da Abengoa em SP

Valor Econômico – Preços de alimentos têm aumento global

Valor Econômico – Mudança em regra pode baixar custo dos adubos

CNA – CNA debate Reforma Tributária e os impactos nas cadeias produtivas do agro

CNA – Projeto Biomas apresenta resultados das pesquisas no Cerrado

Embrapa – A segunda safra de milho, os desafios da (pós-) pandemia e os cuidados na armazenagem

Embrapa – Embrapa aprova projeto em edital do FINEP e garante recurso para melhoria de laboratório NB2+

Embrapa – Embrapa realiza seminários virtuais sobre Sistemas de Produção em Terras Baixas

Embrapa – Presidente da Embrapa destaca papel da pesquisa agropecuária no futuro da alimentação

Agrolink – Tecnologias agem contra agentes externos na safra

Agrolink – Clima favorece mercado dos cítricos

Agrolink – MT: agricultores familiares conseguem R$ 32 milhões em financiamentos viabilizados pela Empaer

Agrolink – Produção e venda de máquinas tem queda

Agrolink – Arroio do Meio realiza Momento de Troca de Sementes Crioulas

Agrolink – Como a exportação de grãos pode provocar crise?

Agrolink – Apreendida carga com 20 toneladas de sementes

Agrolink – Estudo mostra impacto em HF na pandemia

Agrolink – Empresa agro é certificada com selo Green Bond

Agrolink – 14ª JINC abordará inteligência artificial e inova em formato on-line

Agrolink – Como alavancar agricultura e pecuária na Amazônia

Agrolink – Senar Goiás: cursos gratuitos para melhorar a produção em harmonia com meio ambiente

Agrolink – França pondera reintrodução de neonicotinóides

Agrolink – Possível escassez de milho na China gera preocupação com segurança alimentar

Agrolink – Chuvas impulsionam trigo na Argentina

Agrolink – Dias ensolarados estimulou polinização das abelhas
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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