Competição desafia especialistas de diferentes áreas a melhorar diagnóstico de câncer

//Competição desafia especialistas de diferentes áreas a melhorar diagnóstico de câncer
Uma competição entre centenas de cientistas de dados, engenheiros, profissionais de inovação e saúde teve como vencedor o projeto que se perguntou: o que leva algumas localidades a terem indicadores de diagnóstico precoce melhores que outras? Assim como os outros sete finalistas do desafio “Datacare: maratona contra o câncer”, o grupo vencedor teve de usar dados públicos e ferramentas matemáticas e computacionais para resolver um problema visando à melhoria do diagnóstico precoce do câncer de mama. Projeto do Observatório de Oncologia da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e do Hospital Israelita Albert Einstein, o Datacare foi um “hackathon” (da mistura, em inglês, de hacking com maratona) de dois dias –12 e 13 de setembro. De acordo com a Folha de S.Paulo mais de 330 inscritos se dividiram em grupos de até oito pessoas para determinar quais são os fatores associados ao diagnóstico tardio ou precoce do câncer de mama, a neoplasia mais diagnosticada entre as mulheres no mundo e no Brasil. “Nós estamos no século 21 e não faz o menor sentido continuarem morrendo mulheres de câncer com uma possibilidade de cura de 95% em caso de detecção precoce”, afirmou Ana Maria Malik, professora da Fundação Getúlio Vargas e uma das juradas da competição. Os projetos foram avaliados por 14 jurados, incluindo médicos, gestores e cientistas computacionais e de dados, e os oito finalistas se apresentaram durante o Congresso Todos Juntos Contra o Câncer. Os três primeiros colocados foram anunciados durante a cerimônia de encerramento do evento nesta sexta-feira (25). O projeto vencedor, Smart Panel, visou o monitoramento de indicadores associados ao câncer para apoio à tomada de decisões pelos gestores de saúde. O modelo estatístico gerado pelo grupo permitiu chegar a algumas conclusões, como confirmar que o custo médio do tratamento quando o diagnóstico é precoce é menor do que quando é tardio. Também foi possível analisar as correlações entre indicadores para descobrir quais dados influenciam mais o custo. Por exemplo, quanto maior o número de atendimentos de uma paciente, menor é o custo gerado para o SUS (Sistema Único de Saúde) –presumivelmente, maior acompanhamento leva à detecção mais precoce do câncer, diminuindo a complexidade do tratamento e aumentando a chance de cura. O grupo pretende criar um robô para, por meio das redes sociais, ampliar o vínculo do Conecte SUS com o público-alvo da atenção básica, de modo a saber quem são e onde estão as mulheres que deveriam, mas não estão fazendo acompanhamento regular nas unidades básicas de saúde. Cada membro do grupo vencedor ganhará um curso, determinado pelos organizadores da competição, com valor de até R$ 2 mil. Os grupos em segundo e terceiro lugares terão um curso de R$ 400 e R$ 200 cada, respectivamente. O projeto vencedor receberá também apoio de R$ 50 mil para sua execução, doado pelo AMIGOH (lê-se amigo-agá), um projeto de voluntariado do Hospital Israelita Albert Einstein para viabilizar ações sociais e científicas em oncologia e hematologia.

A contagem regressiva para duas meninas por remédio comprado pelo governo por R$ 24 milhões

Duas bebês de Brasília (DF) diagnosticadas com AME (Atrofia Muscular Espinhal) serão as primeiras crianças brasileiras a receberem o medicamento mais caro do mundo no Brasil com repasses do governo federal, que depositou integralmente o valor do remédio cumprindo ordem judicial – ao todo, R$ 24 milhões. Segundo a Revista Época Marina Macedo Lima Ciminelli, de 1 ano e 10 meses, receberá o Zolgensma nesta segunda-feira (28) e Maria Lúcia Salazar Luiz Pereira, de 1 ano e 4 meses, na terça-feira (29), no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR). Marina viajou de Brasília para Curitiba em uma UTI aérea na quarta-feira (23) para fazer os últimos exames e esperar a chegada do medicamento no Brasil. Maria Lúcia também viajou em uma UTI aérea e chegou à cidade no sábado (26). A compra e a importação do Zolgensma para as duas crianças foram articuladas de maneira conjunta. As duas caixas com o medicamento saíram dos Estados Unidos no dia 23, viajaram no mesmo avião e desembarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos no sábado. Após os desembaraços aduaneiros e fazendários, seguiram escoltadas para Curitiba. Na semana passada, o governo depositou em uma conta judicial R$ 8,39 milhões destinados para a compra do Zolgensma para o bebê Arthur Belo, de 1 ano e 10 meses. No caso dele, a família conseguiu o restante do valor com doações na internet. Ainda não foi definida a data para a aplicação do remédio. A AME é uma doença genética rara, neurodegenerativa que provoca atrofia progressiva dos músculos e pode levar à morte antes dos dois anos de idade. Ao contrário da maioria das famílias que têm os filhos diagnosticados com a doença, os pais de Marina e Maria Lúcia não quiseram fazer campanha de arrecadação do valor nas redes sociais e decidiram recorrer à Justiça Federal em busca da terapia gênica inédita.

Cientistas brasileiros estão em busca das vacinas 100% nacionais

Se há um ano pouquíssimas pessoas sabiam nomear laboratórios produtores de vacina, em 2020, marcas como AstraZeneca, Moderna e Sinovac entraram para o vocabulário do dia a dia. Embora essas sejam as desenvolvedoras de alguns dos imunizantes mais aguardados para combater a pandemia da covid-19, elas não são únicas, destacou o Correio Braziliense neste domingo (27). Um levantamento da Coalition for Epidemic Preparedness Innovation (CEPI), coalizão de cientistas focada em novas tecnologias para enfrentamento de doenças contagiosas, contabilizou mais de 300 substâncias sendo investigadas. O Brasil não está de fora. Além de participar dos testes das multinacionais, universidades e institutos de pesquisa do país buscam criar vacinas para o Sars-CoV-2 100% nacionais. Com investimentos de agências financiadoras, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e do Ministério de Ciência e Tecnologia, os cientistas trabalham em vacinas que usam diferentes plataformas e, mesmo atrás dos laboratórios estrangeiros, tanto no que diz respeito a orçamento quanto à fase em que se encontram os estudos, a maioria espera começar os testes em humanos em 2021. “A ciência brasileira tem mostrado uma capacidade desproporcional ao investimento que recebe”, diz o virologista Flávio Fonseca, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Fonseca e o imunologista Ricardo Gazzinelli estão à frente do desenvolvimento de uma vacina, em parceria com a Ficocruz-Minas e o Instituto Butantan (SP), que usa o vírus da influenza atenuado, no qual é inserida a proteína spike, do Sars-CoV-2. A ideia é oferecer uma dupla proteção, estimulando o organismo a produzir anticorpos neutralizantes tanto contra a gripe quanto contra a covid-19. Além do grupo mineiro, somente uma equipe alemã testa uma estratégia semelhante. Assim como as demais pesquisas brasileiras de uma vacina para a covid-19, a da UFMG está em fase pré-clínica, com testes em animais. Por enquanto, os cientistas demonstraram que a fórmula funciona em camundongos. Porém, ainda é preciso checar se, na presença do vírus, os anticorpos são capazes de destruir o Sars-CoV-2. A expectativa de Fonseca é iniciar essa etapa em outubro. “Mas, enfrentamos uma série de problemas. Não temos um laboratório III, que é o nível de segurança necessário para testes mais complexos com vírus”, diz. Apesar disso, o cientista espera que os ensaios com humanos comecem no próximo ano e que as pesquisas com voluntários terminem em meados de 2022.

Relator diz que Renda Cidadã vai ser financiado com recursos do Fundeb e dos precatórios

O senador Márcio Bittar (MDB-AC) afirmou nesta segunda-feira (28) que a chamada PEC Emergencial vai prever o financiamento de um programa de transferência de renda batizado de Renda Cidadã com recursos do Fundeb e com verbas reservadas no Orçamento para pagamentos de precatórios, informou o G1. Bittar é vice-líder do governo no Congresso Nacional e participou nesta segunda de reunião no Palácio da Alvorada com o presidente Jair Bolsonaro, ministros e líderes partidários para discutir o assunto. O Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Reúne recursos dos governos federal, estaduais e municipais para financiar a educação básica — da creche ao ensino médio. Os precatórios são dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça — quando alguém ganha um processo na Justiça contra um ente público e tem valores a receber, passa a ter um precatório e entra na fila do pagamento. Segundo Márcio Bittar, o governo passou os últimos dias buscando uma fonte de financiamento para o Renda Cidadã, o que, segundo ele, “não foi fácil”. Para entrar em vigor, a proposta ainda terá de ser aprovada pelo Congresso. De acordo com o senador, o governo tem R$ 55 bilhões reservados no Orçamento para quitar precatórios. Segundo ele, para o pagamento dos precatórios, passaria a ser usado o equivalente a 2% da receita corrente líquida da União (soma da arrecadação tributária do governo, excluídas as transferências constitucionais para estados e municípios). A receita corrente líquida para 2021 é de R$ 804,5 bilhões (2% desse total são R$ 16 bilhões). A diferença (R$ 39 bilhões) iria para o Renda Cidadã. “Sempre tem alguma parte que vai ferir alguém, que tem que tirar dinheiro para isso, mas a solução final está dada hoje num consenso. O Brasil tem no Orçamento R$ 55 bilhões para pagar de precatório, e nós vamos utilizar, vai estar na relatoria que eu apresento nesta semana, o limite de 2% das receitas correntes líquidas, que é mais ou menos o que já fazem estados e municípios”, afirmou o senador. Após anunciar que parte do programa será financiada com os precatórios, o senador explicou também qual será o papel do Fundeb, para o qual o Congresso aprovou novas regras neste ano. “Então, a proposta é que até 5% do novo recurso do Fundeb sejam também utilizados para ajudar essas famílias que estarão no programa a manterem seus filhos na escola. Então, essas duas fontes de renda são as que apresentaremos na PEC”, completou Bittar. No pronunciamento à imprensa, o governo não deu outros detalhes sobre o Renda Cidadã. Não foi informado, por exemplo, o valor que cada beneficiário receberá ou quando o benefício começará a ser pago. De acordo com o blog do Gerson Camarotti, o valor deverá ficar entre R$ 200 e R$ 300. O senador Márcio Bittar assumirá oficialmente a relatoria da PEC Emergencial, que cria o acionamento de mecanismos emergenciais de controle de despesas públicas para União, estados e municípios no caso de descumprimento do teto de gastos públicos.

SAÚDE NA IMPRENSA

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Agência Câmara – Projeto determina que telefone do CVV apareça em buscas na internet sobre suicídio

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Folha de S.Paulo – Finda a viagem, que perigos enfrentamos ao desembarcar no planeta Covid?

Folha de S.Paulo – Livro de Mandetta mostra Bolsonaro irresponsável e impossível de ser moderado

Folha de S.Paulo – Vale a pena salvar o SUS

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Folha de S.Paulo – Reforçando o SUS

Folha de S.Paulo – Estudo americano adverte sobre o uso frequente da maconha na adolescência

Folha de S.Paulo – Médico é apedrejado por familiares de vítima de Covid-19 na Argentina: ‘Cansei de ter que escolher a quem dar um leito’

Folha de S.Paulo – Competição desafia especialistas de diferentes áreas a melhorar diagnóstico de câncer

Folha de S.Paulo – Medicamento para forma grave de psoríase é incorporado ao SUS

Folha de S.Paulo – Ataque autoimune é responsável por 10% dos casos graves da Covid-19, diz estudo

Folha de S.Paulo – Inflamação crônica e resposta lenta ao vírus levam obesos a maior risco e morte por Covid-19

Jornal Agora – Hábitos da pandemia também podem evitar contaminação por doenças comuns na primavera

Jornal Agora – Último paciente tem alta do hospital de campanha do Ibirapuera neste sábado

O Estado de S.Paulo – Pesquisa revela que brasileiro desconhece presença do açúcar nos alimentos

O Estado de S.Paulo – A redução dos tributos pagos pelas sociedades médicas de serviços hospitalares e o seu impacto em números

O Estado de S.Paulo – Projeto Drogas e Prevenção

O Estado de S.Paulo – A Lei das Assinaturas Eletrônicas é uma vitória do Brasil

O Estado de S.Paulo – Morre médico referência em tratamento de HIV

O Estado de S.Paulo – Tecnologia e medicina juntas para salvar vidas

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Agência Brasil – Dia do idoso: pandemia, saúde mental e física são desafios

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CNJ – Tribunal mineiro lidera projeto inédito para reunir pedidos judiciais de medicamentos

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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