Combustível de aviação é mais caro no Brasil

Home/Informativo/Combustível de aviação é mais caro no Brasil

Este ano poderia ser de inflexão para uma rota de redução de preços do querosene de aviação (QAV), combustível mais usado por aeronaves com motores a turbina, no mercado brasileiro. Apesar de ventos soprando a favor, essa perspectiva depende de um quebra-cabeça atualmente em disputa. As peças para montá-lo estão relacionadas a áreas estratégicas do setor, da produção ao refino e distribuição, mas, no momento em que o Brasil discute a reforma tributária, demandas sobre impostos retornam à cena. Entretanto, mesmo na previsão mais otimista, um choque nos preços do QAV não deve vir imediatamente – para frustração das empresas aéreas, consumidoras finais, que questionam os valores há duas décadas. O Jota destacou nesta quinta-feira (25) que a principal interrogação das organizações se dá na assimetria que haveria entre o praticado no Brasil e em outros países, especialmente Estados Unidos. Dentre as despesas operacionais das empresas de aviação comercial, os gastos com QAV representam 23% em média no mundo, estima a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear). Em contraste, no Brasil, eles equivaleriam a pouco mais da metade dos custos cotados em dólar das empresas nacionais. Observando os demonstrativos financeiros das aéreas nacionais, é possível ter maior precisão sobre o peso do querosene de aviação no país. Em 2019, antes dos efeitos da pandemia, a Gol anotou custos em combustível equivalentes a 34,5% das despesas operacionais. Na Latam, eles representaram 30,2%. Nos molde atuais, a composição de preços do QAV vendido pela Petrobras – responsável por quase todo o fornecimento do produto consumido no país –, foi criada após a liberação do controle sobre os combustíveis pelo governo federal, em 2001. Ela segue parâmetros do chamado preço de paridade de importação (PPI), fórmula que inclui transporte do produto ao Brasil, estocagem e internação, entre outros custos. O cálculo é feito considerando que o produto é importado da região do Golfo do México. A empresa afirma que não usar o PPI reduziria a atratividade do mercado tanto para refinarias quanto para importadores.

ANAC melhora ambiente regulatório ao revogar mais 279 normas defasadas

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) avançou mais um passo para a melhoria do ambiente regulatório do setor aéreo ao aprovar, na Reunião Deliberativa da Diretoria Colegiada desta terça-feira (23), a revogação de mais 279 normas que se encontravam revogadas, caducadas ou obsoletas. A maior parte refere-se a portarias editadas pelo antigo Departamento de Aviação Civil (DAC). A depuração normativa atende ao Decreto nº 10.139, de 28 de novembro de 2019, que trata da revisão e da consolidação dos atos normativos inferiores a decreto. Com a nova etapa de revogação de normas sem efeito, a ANAC reforça a filosofia do Voo Simples, programa lançado pelo Governo Federal para a desburocratização e a modernização do setor aéreo. Ao todo, as novas revogações aprovadas incluem 140 portarias que tratam de Regulamentos Brasileiros de Homologação Aeronáutica (RBHAs) já revogados; duas Instruções de Aviação Civil, a IAC nº 0201 (sobre fiscalização e controle de contribuição devida ao fundo aeroviário) e a IAC nº 3509 (restrições ao uso de produtos fumígenos e propaganda em aeroportos e a bordo de aeronaves civis); 52 portarias que tratam de IACs também já revogadas; e mais 86 revogações de normas relacionadas a diretrizes de aeronavegabilidade canceladas, portarias inaplicáveis ou incompatíveis com a legislação em vigor, entre outros casos. Em 2020, o saneamento de normativos que já não contribuíam para o ambiente regulatório rendeu a revogação expressa de 45 resoluções que se encontravam revogadas, caducadas e obsoletas; e dois RBHAs, o E92A e o E93. Na sequência, num esforço de revisão de norma pelas áreas finalísticas da ANAC, foram revogadas mais 305 portarias que também se encontravam obsoletas, tacitamente revogadas ou caducadas. As revogações aprovadas nesta terça-feira começam a vigorar a partir de 1º de abril. A reunião de 279 normas numa única resolução visou dar maior racionalidade ao processo, facilitando a faxina normativa. A análise de conformidade das normas revogáveis, conforme o Decreto nº 10.139, foi estabelecida no âmbito da ANAC pela Portaria nº 2.460, de 18 de setembro de 2020, e contou com a participação de seis Superintendências da Agência, da Assessoria Técnica (ASTEC) e da Procuradoria Federal junto à ANAC (PF-ANAC).

Brasil importa menos agroquímicos em 2020

Foram importadas 668.386 toneladas de agroquímicos pelo Brasil no ano passado, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria Química, destacou o portal AgroLink nesta quinta-feira (25). O resultado representa uma queda de 5.8% na comparação com as compras brasileiras de defensivos agrícolas no exterior em 2019, quando foram importadas 709.613 toneladas. Em dólares, as importações brasileiras de pesticidas somaram USD 5,257 bilhões em 2020, de acordo com o relatório de acompanhamento da Abiquim. O valor significou uma baixa de 2,2% na relação com as compras externas brasileiras de fitossanitários, que totalizaram USD 5,374 bilhões em 2019. Já as exportações de agroquímicos produzidos no Brasil foi imensamente inferior, somando 47.067 toneladas no ano passado, o equivalente a USD 327,513 mil. As cifras representaram uma queda de 5% sobre as 49.542 toneladas vendidas pelos brasileiros para mercados estrangeiros, que foram equivalentes a USD 367,383 mil. Em dólares a queda foi de 10,9%, resultado de uma grande desvalorização da moeda brasileira, o Real frente a moeda norte-americana. No total geral de produtos químicos para todas as finalidades, o Brasil importou USD 41,4 bilhões em 2020, valor total pago pela aquisição das mais de 51,5 milhões de toneladas. Isso representou um recorde em volume importado pelos brasileiros ao longo de toda a série histórica de acompanhamento da Abiquim, que começou a ser registrada em 1989. Na comparação com os resultados de 2019, foi registrada uma redução de 6,3% no valor monetário das importações, mas uma significativa elevação de 8,2% nas quantidades físicas adquiridas. De acordo com a Abiquim, isso ocorreu em função das graves conjunturas econômicas global e nacional decorrentes da pandemia de Covid-19. Além dos agroquímicos, a Abiquim destacou os intermediários para fertilizantes, que foram perceptivelmente o principal item de importação. Foram compradas praticamente US$ 7,2 bilhões em 2020, equivalentes a 61,7% (31,8 milhões de toneladas) das 51,5 milhões de toneladas em compras externas de produtos químicos. Os principais países fornecedores foram os asiáticos, particularmente China e Índia, que somados passaram a representar 35%, mais de um terço do total das compras brasileiras no ano passado.

CNA discute implantação do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar

Na primeira reunião do ano da Comissão Nacional de Empreendedores Familiares Rurais, na quarta (24), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu a implantação do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) que irá substituir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). O CAF foi instituído pelo Decreto nº 9.064, de 31 de maio de 2017, que regulamenta a Lei da Agricultura Familiar. O Cadastro substituirá a DAP e irá aprimorar e aperfeiçoar os mecanismos de identificação do público da agricultura familiar, a qualificação das Unidades de Produção Agrária (UFPA) e os empreendimentos familiares rurais para ampliação do acesso às políticas públicas de incentivo à produção e geração de renda. A coordenadora de Cadastro da Agricultura Familiar da Secretaria da Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvia Cristina Castanheira, fez uma apresentação sobre o assunto. Segundo Silvia, o ministério criou um plano de ação do CAF com eixos estratégicos (regulamentação, automatização, estruturação, capacitação, orientação e comunicação, promoção e divulgação, monitoramento e fiscalização). O Mapa prevê a capacitação de mais de 16 mil pessoas que compõem a rede emissora durante a transição, que deverá durar aproximadamente dois anos, segundo explicou Silvia. Ela ressaltou que as principais diferenças entre o CAF e a DAP são a identificação de todas as pessoas da unidade familiar; forma de atuação da rede emissora; exigência de qualificação do agente emissor; definição e graduação de penalidades para todos os envolvidos (emissores e beneficiários) e especificação das vedações. O CAF permitirá ao agricultor familiar ter acesso ao seguro rural, compras públicas, garantia safra, selo, garantia de preços mínimos, habitação, assistência técnica e extensão rural e crédito, além das principais políticas públicas para esses produtores rurais: Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Proagro Mais. A Comissão também tratou das ações voltadas ao estímulo da comercialização de produtos da agricultura familiar. O coordenador-geral de Acesso a Mercados da SAF/Mapa, Mateus Rocha, apresentou o Mais Brasil Cooperativo, que envolve apoio à internacionalização das cooperativas, acesso dos agricultores aos mercados institucionais por meio do PNAE e do PAA e estratégias de comercialização em mercados privados e plataformas digitais. Rocha falou ainda do novo Selo Nacional da Agricultura Familiar, que servirá como identificador da origem e das características desses produtos, como também servirá para o fortalecimento das identidades social e produtiva dos vários segmentos da agricultura familiar perante os consumidores e o público em geral. Segundo ele, atualmente mais de sete mil produtos já utilizam o selo nacional.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto prevê transmissão de conteúdo agropecuário pelas emissoras de TV

Jota – Combustível de aviação é mais caro no Brasil

Folha de S.Paulo – Brasil demorará 30 anos para incorporar áreas aptas à irrigação

Folha de S.Paulo – Mercado de crédito de carbono cria oportunidades financeiras

O Estado de S.Paulo – Agronegócio oferece estrutura para ajudar a produzir vacinas contra covid-19

G1 – Preço do óleo de soja dobrou e deve continuar alto em 2021; entenda

G1 – Setor de flores teve que se reinventar na pandemia

G1 – Perdas por excesso de chuvas devem ser compensadas pela alta no preço da soja

Valor Econômico – Horsch investe em nova fábrica no Brasil

Valor Econômico – Lucro líquido da Louis Dreyfus Company cresceu 66% em 2020

Valor Econômico – Tendência de queda da oferta na Índia deverá manter açúcar em alta

Valor Econômico – Bunge não atinge completamente critérios de neutralização de carbono, diz iniciativa

Valor Econômico – Tendência de queda da oferta na Índia deverá manter açúcar em alta

Valor Econômico – Unica: Vendas de etanol cresceram na primeira quinzena de março, mesmo com medidas de restrição

Valor Econômico – Usinas do Centro-Sul retomam moagem de cana mais lentamente do que em 2020

Valor Econômico – Exportações de vinho e alimentos chilenos ao Brasil cresceram em 2020

Valor Econômico – UISA lucra mais na safra e avalia IPO

ANAC – ANAC melhora ambiente regulatório ao revogar mais 279 normas defasadas

Mapa – Mapa publica novos procedimentos para ampliar as exportações de amendoim

Embrapa – Tecnologias poupa terra garantem mais produtividade e sustentabilidade à produção agrícola

Embrapa – Bioeconomia na Amazônia e a contribuição da Embrapa no bioma entram na pauta de debates da Fundação Getúlio Vargas

Embrapa – Embrapa Agrossilvipastoril disponibiliza Boletim Agrometeorológico da safra 20/21 em Mato Grosso

Embrapa – Terra Sul aborda benefícios do uso de bioinsumos na agricultura

Embrapa – Artigo – Ataques de percevejo castanho em pastagem exigem atenção do produtor

Embrapa – Indicação de Procedência do Campo das Vertentes teve contribuições do Consórcio Pesquisa Café

CNA – Senar Sergipe realiza treinamento sobre segurança na aplicação de defensivos

CNA – Segmentos de flores e plantas ornamentais debatem prejuízos causados por medidas restritivas nos estados e municípios

CNA – Sistema Faeg/Senar conta com participação de Produtores de Pulses e Colheitas Especiais em levantamento

CNA – Mapa prorroga validade da Declaração de Aptidão ao Pronaf

CNA – CNA discute implantação do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar

CNA – Senar Sergipe inicia semestre do curso Técnico em Agronegócio

SBA – RS estima aumento de 59,24% na safra de verão 20/21

SBA – Governo de MS estende toque de recolher até abril; confira o que funciona no agronegócio

AgroLink – Saiba como produtor pretende colher 3 safras por ano

AgroLink – Plataforma analisa cultura antecessora e nematoides

AgroLink – Conheça os principais sintomas dos enfezamentos do milho

AgroLink – Safra do Rio Grande do Sul será 60% maior

AgroLink – Comitê de Inovação da ABAG estimula a promoção de ferramentas inovadoras para beneficiar o agro

AgroLink – Semeadura do milho está próxima de ser finalizada

AgroLink – Pacto PCI Sorriso lidera certificação de soja RTRS em Mato Grosso

AgroLink – Entenda como aplicativos podem auxiliar o produtor rural

AgroLink – Brasil lança cinco cultivares de soja

AgroLink – Seminário Técnico Científico discute os pontos-chave da nutrição de precisão

AgroLink – Alemã de máquinas vai investir R$ 200 milhões no Brasil

AgroLink – Projeto para Pagamentos por Serviços Ambientais vai compilar dados de 53 propriedades rurais

AgroLink – Brasil importa menos agroquímicos em 2020

Notícias Agrícolas – Agricultura proíbe armazéns de negociar produtos agropecuários sem autorização do depositário

Portal do Agronegócio – Especialistas internacionais debatem agricultura tropical

Portal do Agronegócio – Mapa e Fiocruz identificam 26 produtos da biodiversidade com potencial de mercado

Portal do Agronegócio – Agronegócio movimenta 25 milhões de toneladas por terminais conectados à FCA

 

 

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »