Cobertura de teste sorológico será obrigatória por planos de saúde

//Cobertura de teste sorológico será obrigatória por planos de saúde
A partir desta sexta-feira (14), planos de saúde serão obrigados a cobrir pelos chamados testes sorológicos para detectar a covid-19. Por testes, o diagnóstico da doença pode ser feito de duas formas: testes diretos, chamados de RT-PCR COVID, e testes indiretos, que são os sorológicos. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo os testes sorológicos, que ficaram conhecidos como testes rápidos, são aqueles que detectam a presença de anticorpos produzidos pelo organismo após exposição ao vírus e podem ser realizados por meio das técnicas de imunofluorescência, imunocromatografia, enzimaimunoensaio e quimioluminescência. Os diversos testes sorológicos existentes apresentam sensibilidade e especificidade diferentes. O teste sorológico detecta a presença dos anticorpos IgA, IgG ou IgM no sangue do paciente, produzidos pelo organismo após exposição ao vírus. O IgM aparece alguns dias após a contaminação, quando já houve replicação viral considerável e o organismo começa a se defender; e o IgG, que é o anticorpo que em geral aparece mais ao final e permanece para sempre, por causa da imunização adquirida. O teste detecta a presença de anticorpos para o vírus no sangue. Os anticorpos, no entanto, só são detectáveis a partir do sétimo dia do surgimento dos sintomas da infecção; preferencialmente, dez dias depois. Pessoas que já têm o vírus, mas não apresentem sintomas, podem testar negativo. Ou mesmo alguém que já esteja se sentindo mal pode ir à farmácia e sair de lá com um resultado negativo. Os testes sorológicos são realizados por uma gota de sangue extraída do paciente e, coletada por capilaridade. É possível encontrar testes sorológicos em farmácias.  Os testes demoram alguns minutos para liberar o resultado, a depender do produto (10 a 30 minutos). A metodologia utilizada é chamada de imunocromatografia, que é a geração de cor a partir de uma reação química entre antígeno (substância estranha ao organismo) e anticorpo (elemento de defesa do organismo). Os resultados obtidos são chamados de IgM e IgG. Recomenda-se que tais testes sejam realizados em indivíduos que apresentem ou tenham tido os sintomas da covid-19 há pelo menos oito dias. Os testes rápidos (IgM/IgG) têm relevante utilização no mapeamento do status imunológico de uma população (que já teve o vírus ou foi exposta a ele). Como a produção de anticorpos aumenta a cada dia a partir do início da infecção pelo vírus, é preciso que haja uma quantidade mínima de anticorpos que o teste consiga detectar. Este período entre o início dos sintomas e a detecção dos anticorpos em exames é chamado de janela imunológica. Sendo assim, a imunocromatografia para anticorpos (IgM e IgG) é indicada para exames a partir de pelo menos oito dias após o início dos sintomas. A utilização de testes rápidos antes desse período pode levar a resultados negativos mesmo nas pessoas que possuem o vírus e produziram anticorpos, sendo, portanto, um resultado “falso negativo”. O exame sorológico é importante para a vigilância epidemiológica, para ajudar a mapear quantas pessoas foram infectadas e entender a dinâmica da doença.

Assintomáticos podem ser 20% da população com Covid-19, diz estudo

Reportagem da Folha de S.Paulo desta sexta-feira (14) destaca que, um estudo tentou desvendar a parcela da população que contraiu Covid-19 e é “verdadeiramente assintomática”, isto é, nunca desenvolverá sintomas ao longo da infecção por Sars-CoV-2. Utilizando um método combinado de revisão sistemática com meta-análise —análise dos dados de diversas pesquisas já publicadas, sem fazer novos estudos empíricos—, os pesquisadores da Universidade de Bern, na Suíça, analisaram 79 estudos e chegaram a uma taxa de 20% (intervalo de 17% a 25%) de pacientes sem nenhum tipo de sintoma de Covid-19. Esse foi o primeiro estudo a avaliar sistematicamente essa parcela da população. Os resultados foram publicados no repositório medRxiv, ainda sem revisão de pares, no dia 28 de julho. A pesquisa foi conduzida em três datas diferentes, em 25 de março, 20 de abril e 10 de junho. Foram avaliados 94 estudos diferentes publicados nas bases online PubMed, Embase, bioRxiv e medRxiv. Após uma seleção inicial com diferentes filtros, 79 estudos foram incluídos por terem dados de acompanhamento dos pacientes (o chamado “follow-up”, em inglês). Só foram incluídos estudos com confirmação de infecção por exame RT-PCR. No início da pandemia, os primeiros dados divulgados de países como China e Itália apontaram para uma taxa de cerca de 80% de indivíduos que não precisariam de hospitalização —essa parcela inclui os assintomáticos e os com sintomas leves, semelhantes a uma gripe. No entanto, no início de junho, uma fala tirada do contexto da médica Maria van Kerkhove, da OMS (Organização Mundial da Saúde), acabou gerando polêmica ao ser interpretada, erroneamente, como se pessoas assintomáticas não transmitem o vírus. Na verdade, Kerkhove estava se referindo a um estudo pequeno onde foi observado que a transmissão por assintomáticos era rara. No dia seguinte, a porta-voz retificou o mal-entendido e disse que assintomáticos transmitem sim, o vírus, e “ainda não há estudos suficientes para saber quantos são assintomáticos”. Afirmou ainda que trabalhos com resultados variados indicam “até 40% dos casos [assintomáticos]”. Um dos estudos usado como base para a pesquisa suíça reportava uma diferença de 6% até 96% de incidência de assintomáticos em diferentes amostragens populacionais. Essas discrepâncias, dizem os autores, seriam devido a diferentes interpretações do que é um paciente assintomático e por não haver um espectro completo definitivo sobre como a Covid-19 se manifesta no organismo. Além da identificação da proporção de infectados assintomáticos, os cientistas buscaram ainda saber qual a taxa de indivíduos diagnosticados como assintomáticos que desenvolvem algum tipo de sintoma após o resultado positivo do teste. Para padronizar, pesquisadores classificaram sintomas como sendo qualquer experiência sentida e reportada pelos pacientes relacionada à doença.

Governo federal sinaliza interesse em comprar estoque de vacinas chinesas produzidas pelo Butantan

Em visita ao Instituto Butantan na manhã desta quinta-feira (13), o secretário nacional de vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, do Ministério da Saúde, disse que o governo federal tem interesse em comprar o estoque da vacina Coronavac, que está sendo testada em parceria entre o governo de São Paulo e um laboratório chinês, e será produzida pelo instituto. “As vacinas que estiverem em fase três, com eficácia comprovada, o Ministério da Saúde fará todo o esforço para adquirir as doses”, disse Medeiros em entrevista coletiva após a visita. De acordo com o G1, na semana passada, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), chegou a dar declarações ironizando o produto, sugerindo que o governo federal não teria interesse em tal vacina. Entretanto, de acordo com o secretário, o governo federal “está atendo à evolução de todas as vacinas e dará todo o suporte necessário para que isso se torne uma realidade para a população brasileira”.  Até o momento, são quatro os países que chegaram à última etapa do desenvolvimento da vacina: Reino Unido, China, Estados Unidos e Alemanha. Medeiros também afirmou que o governo federal elabora um plano nacional de imunização específico para a Covid-19. A estratégia de aplicação da vacina deve ser similar a da gripe. “A encomenda tecnológica que foi feita especificamente com a AstraZeneca é de que nós teríamos 30.4 milhões de doses, 15.2 em dezembro, 15.2 em janeiro de 2021. Fizemos um estudo para, a princípio, ter um quantitativo de doses iniciais de 100 milhões. E, pelo óbvio, faremos um estudo epidemiológico para vermos o comportamento da doença e assim identificarmos quais são os grupos prioritários e assim utilizamos com os 15 milhões em dezembro, 15 milhões em janeiro”, disse o secretário. Durante a visita, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que, além da vacina em si, há uma preparação logística sobre como ela será aplicada. “É óbvio que queremos priorizar a saúde, e priorizar a saúde significa priorizar principalmente grupos de maior risco de desenvolver formas graves da doença. Talvez seguir aqueles mesmos parâmetros que são seguidos para a vacinação da gripe seja algo importante. Temos grupos que são muito mais factíveis de evoluir de uma forma mais grave e fatal. Quanto antes conseguimos fazer dessa maneira, isso vai ser melhor em termos de impacto”, disse ele. Segundo Gorinchteyn, a estratégia está sendo estudada para contemplar grupos específicos que precisam estar protegidos, de forma semelhante à da gripe, se antecipando à população geral.

Ministério pode exigir da indústria produção direcionada de medicamentos para intubação

Para evitar desabastecimento de remédios que fazem parte do chamado “kit intubação”, o Ministério da Saúde pode exigir, por meio de requisição administrativa, que a produção total de 15 indústrias farmacêuticas seja direcionada para esses produtos. O alerta foi feito nesta quinta-feira (13) pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde, coronel Luiz Franco Duarte, aos integrantes da Comissão Externa da Câmara que examina as ações de combate ao coronavírus, destacou a Agência Câmara. Ele afirmou que espera que esse recurso não seja necessário. Paralelamente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que um edital vai solicitar informações diárias às empresas sobre a produção destes medicamentos. Na audiência pública, o Ministério da Saúde anunciou a compra de neurobloqueadores musculares, sedativos e analgésicos, e estimou que os produtos poderão suprir as necessidades da rede de saúde por períodos que vão de 33 a 272 dias, dependendo do medicamento. O secretário de Atenção Especializada à Saúde afirmou que o desabastecimento é pontual, e detalhou que há 5 frentes de trabalho para as compras de medicações para procedimentos de alta complexidade. O coronel Luis Franco Duarte acrescentou que as aquisições atendem também à rede privada, por meio de empréstimo ou indenização posterior. Apesar de elogiarem os esforços do Ministério da Saúde para evitar o desabastecimento, representantes dos conselhos de secretários estaduais e municipais de saúde ressaltaram que a situação ainda é crítica. Levantamento feito em 1.600 hospitais do Plano de Contingência da Covid-19 mostra que, para pelo menos um medicamento do “kit intubação”, há estados com quantidades para 5 ou 10 dias, quando ainda há estoque disponível. Relatora da Comissão Externa de combate ao coronavírus, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), reforçou que a falta de medicamentos para intubação não atinge somente as vítimas do coronavírus. Além do desabastecimento, os parlamentares também apontaram denúncias de sobrepreço e destacaram as dificuldades das Santas Casas e hospitais filantrópicos, que têm orçamentos limitados. Romilson Volotão, que representou no debate a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, pediu informações às secretarias estaduais de saúde e à indústria farmacêutica. A partir das respostas, há indícios de preços abusivos em três remédios comprados pela secretaria estadual do Amazonas e em seis notas fiscais enviadas por quatro empresas. O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, Nelson Mussolini, declarou que quem estiver praticando sobrepreço deve ser punido, mas disse que o maior problema atualmente é a falta dos produtos. Ele ressalta que o consumo durante a pandemia é muito maior do que se esperava, e que mesmo com as fábricas trabalhando 24 horas por dia, há dificuldades. Coordenador da Comissão Externa da Câmara que acompanha as ações contra o coronavírus, o deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), pediu que as secretarias estaduais e municipais de saúde organizem a distribuição dos medicamentos comprados pelo Ministério da Saúde, porque recebeu denúncias de demora de até 72 horas para que os remédios chegassem aos hospitais. Ele disse que um novo diagnóstico sobre a situação dos medicamentos para a intubação vai ser feito pela comissão em 15 dias.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Câmara – Câmara é iluminada de azul hoje em homenagem ao Dia do Cardiologista

Agência Câmara – Ministério pode exigir da indústria produção direcionada de medicamentos para intubação

Agência Câmara – Governo anuncia a deputados que está reunindo informações sobre vacina russa

Agência Câmara – Deputados aprovam urgências e adiam votação de projetos para próxima semana

Agência Senado – Relatório das receitas e despesas do governo é preocupante, diz Gurgacz

Agência Senado – Senado aprova projeto que fortalece fundo científico e tecnológico; texto vai à Câmara

Agência Senado – Precisamos de mais dados sobre a vacina russa, afirma Pazuello

Folha de S.Paulo – Além de causar estresse, excesso de barulho prejudica aprendizado, diz neurocientista

Folha de S.Paulo – Nova Zelândia estende confinamento em 12 dias na maior cidade do país

Folha de S.Paulo – Reforma tributária completa não vai acontecer e PEC 45 é natimorta, diz Marcos Cintra

Folha de S.Paulo – Mandetta finaliza livro e pré-venda deve começar em breve

Folha de S.Paulo – Novo líder de Bolsonaro na Câmara já teve mandato cassado e é alvo de diferentes investigações

Folha de S.Paulo – Assintomáticos podem ser 20% da população com Covid-19, diz estudo

Folha de S.Paulo – Pandemia já chegou a metade das aldeias dos paiter-suruís

O Estado de S.Paulo – Reino Unido garante 340 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 em convênios

O Estado de S.Paulo – Calamidade pública não é desculpa para fraudes em compras governamentais

O Estado de S.Paulo – Médico alerta para subnotificação de síndrome infantil com possível relação à covid-19

O Estado de S.Paulo – Coreia do Sul registra 85 novos casos de coronavírus, maior número desde março

O Estado de S.Paulo – Peru e México ultrapassam marca de 500 mil casos de covid-19

O Estado de S.Paulo – Cobertura de teste sorológico será obrigatória por planos de saúde; entenda como ele funciona

O Estado de S.Paulo – ‘Prévia’ do PIB do BC indica tombo de 11% no 2º trimestre e início de recessão

O Globo – Hoje psicóloga, Cecília Dassi fala sobre saúde mental nas redes

O Globo – O Ministério da Saúde na pandemia: os livros de Mandetta e seu assessor

O Globo – Delação de Edmar Santos: ex-secretário de Saúde de Witzel gravou conversas com políticos

O Globo – Queimadas e problemas de saúde fazem cerca de 200 ribeirinhos deixarem suas casas no Pantanal

O Globo – Ensaio fotográfico reúne celebridades e animais de rua para dar visibilidade à adoção

Agência Brasil – OMS minimiza risco de novo coronavírus entrar na cadeia alimentar

Agência Brasil – Planos de saúde vão cobrir exames para detecção do novo coronavírus

ANS – Covid-19: ANS finaliza análise técnica e determina inclusão de testes sorológicos no Rol de Procedimentos

Agência Saúde – Pazuello apresenta ações do Ministério da Saúde para enfrentamento da Covid-19 a deputados e senadores

Agência Saúde – Brasil registra 2.356.640 casos de pessoas recuperadas

Agência Saúde – Mais de 1 milhão de profissionais de saúde cadastrados para atuar no combate à Covid-19

STJ – Medicamentos manipulados sob encomenda estão sujeitos à incidência do ISS

Correio Braziliense – DF atravessa o pico de mortes por covid-19, fase mais crítica da pandemia

G1 – Vacina dos EUA reduziu gravidade da Covid-19 em camundongos, diz estudo

G1 – ‘É como se eu estivesse sempre gripada’; recuperados da Covid-19 relatam fadiga muscular e cansaço respiratório

G1 – TCU e MP apontam desperdício de quase 600 mil litros de plasma no Brasil desde 2017

G1 – Sintomas da Covid: veja ranking dos 11 mais comuns no Brasil, segundo pesquisa da UFPel

G1 – Única cidade do Estado de São Paulo sem Covid-19, Santa Mercedes sente o reflexo da tranquilidade e da obediência a protocolos sanitários

G1 – Estudantes vão coletar a própria saliva em teste experimental de Covid-19 na Bélgica

G1 – Governo federal sinaliza interesse em comprar estoque de vacinas chinesas produzidas pelo Butantan

Valor Econômico – Atenção primária à saúde e a covid-19 no Brasil

Valor Econômico – Fracassa articulação de governadores para reagir a documento
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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