China deve normalizar importação de carne só no 3º trimestre  

//China deve normalizar importação de carne só no 3º trimestre  
 
A normalização das importações chinesas de carne bovina só deve ocorrer no terceiro trimestre, avalia relatório recém-concluído pelo banco holandês Rabobank, informou o Valor Econômico nesta sexta-feira (28). De acordo com o banco, a carne bovina é a proteína mais afetada pela epidemia do novo coronavírus porque é mais consumida fora do lar (food service). “Restaurantes provavelmente permanecerão fechados em algumas regiões até março, enquanto em outras regiões as pessoas podem evitar comer fora”, apontou. Até o momento, não é possível saber se o novo coronavírus será controlado no primeiro trimestre, ressaltou o Rabobank. Tendo isso em vista, é possível que os setores de food service e turismo ainda sofram com os impactos da doença ao longo de abril e maio. “Esse menor volume de vendas significa que a demanda por carne bovina será menor do que os anos normais no primeiro semestre”, projetou o banco holandês. Além disso, muitos importadores chineses lidam com problemas de fluxo de caixa, na medida em que cargas ficaram paradas nos portos. Os estoques formados em dezembro para abastecer a demanda das festas do Ano Novo Chinês, em janeiro, não foram consumidos devido ao coronavírus. Alguns importadores também tiveram perdas financeiras no fim do ano passado, quando o preço da carne caiu na China, espremendo as margens de importadores que pagaram muito caro para trazer a carne de países como o Brasil. Nesse contexto, o Rabobank projeta que a normalização das importações de carne bovina pela China ocorrerá, na melhor da hipóteses, no segundo trimestre. Mas a maior probabilidade é que isso só ocorra no terceiro trimestre, segundo o banco. A partir do segundo semestre, porém, a retomada das importações de carne bovina pela China deve ser rápida e, no acumulado de 2020, os resultados tendem a ser positivos, projeta o Rabobank. A China é a maior importadora de carne do mundo, e a maior cliente dos exportadores do Brasil – o país asiático responde por 35% das exportações brasileiras. Em 2019, as vendas à China renderam US$ 2,7 bilhões, conforme dados compilados pelo Ministério da Agricultura.

Procuradores pedem explicações de participação de presidente do ICMBio em evento de pecuaristas

A coluna Painel da Folha de S.Paulo publicou nesta sexta-feira (28) que, um ofício assinado por 11 procuradores federais do Pará cobra esclarecimentos do presidente do ICMBio, Homero de Giorge Cerqueira, sobre a participação dele no 3º Encontro do Criadores de Gado da Reserva Extrativista Verde Para Sempre, em 14 março. Para os promotores, a participação de Cerqueira em evento com pecuaristas pode ser incompatível com o exercício de sua função pública, voltada à proteção das Unidades de Conservação. Em portaria publicada nesta quinta (27), o presidente do ICMBio aprovou plano de manejo de uma área de 122 km² na Verde Para Sempre. Também no Pará, foi dado aval para o outro plano de manejo, de uma área de 191 km², para a Reserva Extrativista Arióca Pruanã.

Ministérios debatem medidas para fortalecer a criação de camarões no país

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), se reuniu nesta quinta-feira (27) com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para discutir medidas de fortalecimento da atividade da carcinicultura no país, que é atividade de cultivo de camarões. Representantes do setor que participaram da reunião solicitaram a autorização para importação de matrizes de camarões livres ou resistentes a doenças, destacou o portal Mapa. O objetivo do pedido, segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, é alavancar a atividade no Brasil, que tem um grande potencial para crescer, principalmente na Região Nordeste, onde há maior concentração de produtores, representando mais de 95% da atividade. “Temos um produto nobre, mas precisamos realizar investimentos em genética de qualidade. Assim, teremos um produto ainda mais competitivo no mercado interno e externo”, afirmou. A ministra Tereza Cristina destacou a importância social e econômica do setor para o Brasil.  Atualmente, cerca de 70% são empreendimentos de micro e pequeno porte, 25% são médios e 5%, grandes. Também participaram da reunião os secretários de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Jr., e de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo. A ministra lembrou que o Mapa finalizou recentemente uma consulta pública sobre a minuta do texto da análise de risco de importação de camarões não viáveis (limpos, eviscerados, sem casca e sem cabeça) destinados ao consumo humano. O objetivo foi estimar os riscos de introdução e disseminação de doenças de camarão no território nacional a partir da importação de camarões limpos destinados ao consumo humano. A análise tem caráter genérico, ou seja, as conclusões se aplicam ao produto originado de qualquer país exportador. Foram analisados 44 agentes patogênicos apontados como perigos potenciais para a carcinicultura nacional. Seis foram retidos para a avaliação de risco e os outros 38 não foram considerados perigosos, tendo em vista já terem sido reportados no Brasil, ou porque não foram encontradas evidências científicas que permitissem enquadrar o agente patogênico como um perigo. A fase agora é de análise das sugestões apresentadas durante o processo de consulta pública, que finalizou no dia 14 de fevereiro.

A surpreendente descoberta do primeiro animal que pode viver sem oxigênio

De acordo com publicação do G1 desta quinta-feira (27), durante anos, os cientistas acreditaram que o oxigênio era uma das bases fundamentais para a vida animal. E realmente é, embora existam alguns microorganismos, como bactérias, que podem viver em ambientes anaeróbicos — algo até agora impensável para organismos multicelulares. No entanto, uma equipe de cientistas descobriu um pequeno parasita que não precisa respirar. A descoberta não apenas muda a maneira como entendemos a vida em nosso planeta, mas também pode sugerir novos caminhos para a busca por vida extraterrestre. De acordo com um estudo publicado esta semana na revista científica americana PNAS, o Henneguya salminicola vive nos tecidos do salmão e evoluiu de tal maneira que não precisa mais de oxigênio para produzir energia em seu metabolismo. “Nossa descoberta mostra que a respiração aeróbica, uma das vias metabólicas mais importantes, não é onipresente entre os animais”, afirma uma pesquisa liderada pela Universidade de Tel Aviv. Até agora, acreditava-se que todas as plantas e animais usavam oxigênio para gerar um combustível chamado trifosfato de adenosina (ATP), que aciona os processos celulares e ocorre nas estruturas celulares chamadas mitocôndrias. No entanto, o estudo mostrou que esse pequeno animal com apenas 10 células perdeu suas mitocôndrias em algum momento e não baseia sua produção de energia em nenhuma das formas conhecidas até hoje entre os organismos multicelulares. O Henneguya salminicola é um parasita minúsculo de apenas 10 células que infecta o salmão e causa cistos na musculatura esquelética do peixe. Segundo o Departamento de Pesca dos Estados Unidos, ele é comumente encontrado no Alasca e causa uma condição chamada “doença da tapioca” ou “doença da carne com leite”. Dorothée Huchon, a principal autora do estudo, disse à imprensa americana que a descoberta veio quase por acaso, depois que eles tentaram detectar as mitocôndrias do parasita. Mas, embora se parecessem com outros organismos semelhantes, os cientistas não conseguiam encontrar uma estrutura mitocondrial na salminicola, algo impensável até agora em organismos multicelulares.

NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – Procuradores pedem explicações de participação de presidente do ICMBio em evento de pecuaristas

Folha de S.Paulo – Frigoríficos enfrentam demanda reduzida da China em meio ao coronavírus

O Estado de S.Paulo – Queijeiros transumantes mantêm tradição dos queijos de verão nas montanhas

G1 – Mais de 60 processos por maus-tratos de animais tramitam na Justiça de MT

G1 – A surpreendente descoberta do primeiro animal que pode viver sem oxigênio

Valor Econômico – China deve normalizar importação de carne só no 3º tri

Mapa – Ministérios debatem medidas para fortalecer a criação de camarões no país?

Embrapa – Embrapa participa de conferência internacional sobre segurança alimentar

Embrapa – Estande móvel da Embrapa apresenta na Cotrijal alternativas para produção de suínos e para o meio ambiente

AgroLink – Menor oferta de suínos sustenta cotações

AgroLink – Poder de compra do avicultor paulista está elevado

AgroLink – Baixa oferta mantém preços do boi firmes

AgroLink – Cotações dos ovos recuaram no final de fevereiro

AgroLink – Suíno: virada de mês pode dar folego

Anda – Pinguins estão morrendo de fome devido às mudanças climáticas

Anda – ONG liberta baleia-jubarte presa a redes de pesca em alto mar

Anda – Anitta faz apelo para que cavalos-marinhos não sejam aprisionados em aquários

Anda – ‘Amar os animais é amar a si mesmo’, diz Anitta ao defender preservação de animais ameaçados

Anda – Mais de 50 animais encontrados sem comida são resgatados no Paraná

Anda – Cãozinho com fratura exposta é salvo por policiais no DF

Anda – Burro cai após não aguentar peso da carga e é abandonado por carroceiro

Anda – Centenas de golfinhos são encontrados mortos em praias na França

Blog Bahia Acontece – Projeto do Governo do Estado deve garantir recuperação de mil hectares de Caatinga

São Luís do Futuro – Pesquisa divulga informações sobre evolução da Pecuária maranhense

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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